Classificação geral:
1º Bradley Wiggins (Sky)
2º Chris Froome (Sky) a 3´21
3º Vincenzo Nibali (Liquigás) a 6´19
Classificação dos pontos:
1º Peter Sagan (Liquigás) – 421 pts
2º André Greipel (Lotto) – 280 pts
3º Matthew Goss (Orica-GreenEDGE) – 268 pts
Rei das montanhas:
1º Thomas Voeckler (Europcar) – 135 pts
2º Fredrik Kessiakoff (Astana) – 123 pts
3º Chris Anker Sorensen (Saxo Bank) – 77 pts
Prémio Juventude:
1º Tejay Van Garderen (BMC)
2º Thibaut Pinot (FDJ) a 6´13
3º Steven Kruijswijk (Rabobank) a 1h 05´48
Classificação de equipas:
1º RadioShack
2º Sky a 5´54
3º BMC a 36´36
Prémio Combatividade – Chris Anker Sorensen (Saxo Bank)
Destaques positivos do Tour:
Sky – Desde a US Postal/Discovery que uma equipa não controlava assim uma corrida. A equipa britânica mostrou o seu poderio durante as três semanas, ganhou etapas de montanha, contra-relógio e etapas de linha. Richie Porte, Michael Rogers e Boasson Hagen fizeram um trabalho soberbo nas etapas mais duras, enquanto Cavendish deixou a sua marca no sprint (3 etapas).
Wiggins – Apesar das críticas, a verdade é que ganha a Volta à França com mais de 3 minutos de avanço e nas montanhas, só o seu colega da equipa (Froome) é que lhe conseguiu tirar tempo.
Froome – Será sempre um enorme “SE”. Fica a ideia que poderia ter vencido o Tour, devido à sua facilidade em subir, mas é impossível saber o que poderia ter feito caso tivesse outra liberdade. De qualquer das maneiras, fica a certeza que poderá dar luta a Contador nos próximos anos.
pelotão do Tour estiveram em grande destaque na edição 2012. Sagan venceu 3
etapas, mostrou qualidade para vencer mais e levou para casa a camisola verde
(pontos). Pinot não foi o melhor francês, mas fechou o top-10, venceu uma etapa
de montanha e poderá ser uma das armas francesas para o futuro.
Europcar – Uma das equipas que mais animou o Tour e que contou novamente com um Pierre Rolland e um Thomas Voeckler inspirados (somaram 3 etapas, um lugar no top-10 do Tour e a camisola de rei da montanha).
Van Garderer/Van Den Broeck – O jovem norte-americano terminou à frente do seu chefe de fila, num excelente 5º lugar, e levou para casa a camisola branca (juventude). Broeck voltou a terminar no 4º lugar (em 2010 ascendeu a essa posição devido à eliminação de Contador) e mostrou ser dos ciclistas mais activos nas etapas de montanha.
Voeckler/Valverde/Cancellara/LL Sanchez/Fedrigo/Millar – A Volta à França não tinha a mesma piada sem a presença destes 6 ciclistas, homens habituados a ultrapassar dificuldades para se imporem no final das etapas. No total, somam já 29 etapas conquistadas no Tour (Fabian Cancellara – 8; David Millar – 5; Thomas Voeckler – 4; Luis León Sanchez – 4; Pierrick Fedrigo – 4; AlejandroValverde – 4).
André Greipel – Deu bastante luta no sprint e ainda conquistou 3 etapas, tal como Sagan e Mark Cavendish.
Vincenzo Nibali – Tentou de tudo para “enganar” a Sky, mas era impossível fazer melhor. Ainda assim, um 3º lugar no Tour (regresso de um italiano, após 7 anos) e um “mini” Grand Slam nas grandes Voltas (já tem pódio no Tour, Giro e Vuelta).
presentes na Volta à França, estando invariavelmente em fugas (Rui Costa até
tentou em Paris). Paulinho ainda teve o trabalho de “carregar” Sorensen
montanha a cima, enquanto que Rui Costa terminou o Tour num brilhante 18º lugar
(apenas Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e José Azevedo fizeram melhor).
Ausências de Andy Schleck e Alberto Contador – A edição 99 ficou marcada pela ausência dos dois melhores trepadores do momento e principais candidatos a ganhar o Tour, a par com Evans e Wiggins. A corrida perdeu interesse muito por culpa destas duas ausências.
Perfil das Etapas – A verdade é que o Tour 2012 não teve muitas chegadas em alto, tirando grande emoção nas etapas de alta montanha (não valia a pena atacar na subida, quando a meta estava a 20, 30 ou 40 km do topo).
Quedas – Tal como em edições anteriores, a primeira semana foi marcada pelas muitas quedas no pelotão. Alguns ciclistas de topo foram afectados, o que baixou o nível do Tour nas etapas mais complicadas.
Doping – A prova fica marcada por casos de doping a envolverem dois ciclistas do pelotão (curiosamente, nos dois dias de descanso). Remy Di Gregório foi detido pela polícia, acusado de posse de equipamento médico não autorizado e de ter levado injecções (extra-Tour), enquanto que Frank Schleck acusou uma substância proibida pela organização.
Cadel Evans – Foi o vencedor da edição de 2011, mas falhou completamente em 2012. Tentou atacar na montanha, contudo, os planos saíram ao contrário. Perdeu bastante tempo e acabou num péssimo 7º lugar.
Outras equipas – Cofidis, Lampre, Orica-GreenEDGE, Saur-Sojason, Argos Shimano, Euskaltel, Vacansoleil, Katusha e Garmin. Obviamente, nem todas as equipas poderão brilhar ou ter vencedores no Tour, contudo, as citadas acima passaram completamente ao lado da competição…


