Braga 4 – 1 Rio Ave (Éder 44′ e 70′, R. Amorim 63′ e Custódio 75′ g.p.; Edimar 53′)
Quanto ao jogo, assistiu-se a uma primeira parte mais monótona, em que a equipa de Nuno Espírito Santo entrou muito bem organizada defensivamente (jogou sem Del Valle, menos um elemento na frente apostada em reforçar o meio campo) e criou dificuldades ao Braga para chegar à sua área. O Braga teve mais posse de bola, mas só conseguia chegar com perigo à baliza de Oblak de bola parada. Hugo Viana, Paulo Vinícius, e Douglão (por três vezes) não conseguiram acertar na baliza. A pressão gverreira intensificou-se perto do intervalo, e depois de H. Barbosa, R. Micael e Custódio obrigarem Oblak a intervir com dificuldade, Éder marca num lance de insistência ofensiva minhota.
O segundo tempo abre com o Rio Ave mais subido no terreno, tentando inverter o rumo dos acontecimentos, e logo ao minuto 53, num livre descaído sobre a esquerda, Edimar bate forte mas à figura de Beto, que no entanto deixa escapar a bola e fica muito mal na fotografia. A entrada de Mossoró e o recuo de R. Micael mexeram no jogo bracarense, que passou a jogar mais rápido e esclarecido. Aos 63′, Micael descobriu R. Amorim na área, que sem marcação devolveu a vantagem ao Braga, e já com um Rio Ave sem reação, novamente R. Micael a descobrir espaço na área para cruzar para Éder, que marca o seu segundo golo. Mais tarde, Mossoró é derrubado por Nivaldo já na área (com expulsão do central brasileiro). Custódio marcou o penalti e fechou o marcador.
Destaques
Braga – É uma constante nos últimos jogos, que parece já ser uma sina para o Braga: a equipa sofre novamente golo no primeiro remate à sua baliza da equipa adversária. Neste caso, isto traduziu-se em mais um golo sofrido num jogo tranquilo. O sétimo jogo oficial em que o Braga sofre golos em outros tantos já realizados. No entanto a equipa reagiu bem aos maus resultados, e consegue marcar hoje 4 golos, afastando algum maus estar depois das derrotas frente a Paços de Ferreira e Cluj.
Rio Ave – É inegável a qualidade de alguns jogadores desta equipa. Isto provoca um grande equilíbrio no estilo de jogo dos vila-condenses. Hoje, Nuno apostou em segurar o meio campo e prescindir do ataque, tendo deixado no banco jogadores como João Tomás, Ukra, Del Valle e Vítor Gomes. No entanto o pouco caudal ofensivo foi fatal para a equipa, sobretudo na segunda parte, quando o Braga acelerou o jogo e o Rio Ave foi incapaz de contrariar este factor.
Rúben Micael – Foi talvez o melhor em campo. Incansável no meio campo, quer a jogar na posição dez ou na posição oito (já com Mossoró em campo). Esteve próximo de marcar por duas vezes, e ofereceu autenticamente dois golos a Éder e R. Amorim. Saiu aos 70′ acusando cansaço.
Éder – Mostrou hoje as características que o definem nos seus melhores jogos: presença de área, movimentações à ponta de lança e capacidade de finalizar as bolas que lhe surgem em condições. Dois golos e uma terceira oportunidade desperdiçada marcam este jogo do avançado português.
Custódio/H. Barbosa – Foram outras duas boas exibições. Custódio recuperou imensas bolas, sempre bem posicionado e sem necessidade especial de recorrer à falta. Marcou serenamente a grande penalidade a que foi chamado. H. Barbosa fez a melhor exibição desta época. jogou tanto na esquerda como na direita (alternando com R. Amorim) e conseguiu ser mais esclarecido que o seu companheiro.
Douglão/Vinícius – Exibição serena e competente da dupla de centrais. Douglão esteve em destaque, efectuando vários cortes na defesa e tendo aparecido em boa posição para marcar por quatro ocasiões, quase sempre de bola parada.
Beto – Péssima abordagem no lance do golo. Só teve de intervir em mais uma ocasião, num cruzamento que descaiu para a baliza, de Lionn.
Oblak/Nivaldo – Sem uma exibição brilhante como já nos mostrou, Oblak mostrou mais uma vez competência na baliza. Não teve culpa alguma nos golos, e ainda evitou que a desvantagem fosse maior. Nivaldo estava a ser dos melhores elementos do Rio Ave, seguro a defender e com boas antecipações, até ser expulso no lance em que não teve a velocidade de Mossoró na disputa de bola.


