Shakthar Donetsk 2 – 0 Braga (Rat 78′, Luiz Adriano 83′)
O jogo foi de bastante equilíbrio, e apesar da derrota, considero que o resultado é algo enganador, assim como o resultado da primeira mão onde o Braga perdeu por 3-0. Os portugueses entraram com muita vontade, a pressionar alto e com as linhas bastantes subidas. No entanto as transições ofensivas não estavam bem afinadas, falharam-se muitos passes, e o Braga nunca criou verdadeiro perigo para Pyatov. O Shakthar também apenas num lance livre incomodou Artur Moraes. Na segunda parte o Braga conseguiu atacar mais e melhor, mas esbarrou sempre na organizada defensiva ucraniana, liderada por Chygrynskiy. Com as saídas de Luis Aguiar e Alan, o Braga perdeu algum controlo de jogo, e aos 78′ sofre golo num remate de longe de Rat, bastante colocado, sem hipótese para Artur. Com a equipa partida e desmoralizada, e novamente pela esquerda de ataque ucraniano surge o segundo golo, centro de Rat para golo de Luiz Adriano, que marca novamente aos bracarenses e os elimina da Liga dos Campeões, no ano de estreia dos vice-campeões nacionais.
Destaques
Braga – Não se podia exigir mais a um estreante com tão poucos recursos como o Braga, quando comparado a plantéis como os do Arsenal e Shakthar. Apesar de sair com 3 derrotas, o Braga consegue fazer 9 pontos, o que na maior parte das situações é suficiente para seguir em frente na fase de grupos. Hoje a equipa mostrou-se bastante concentrada, e nem as baixas de Felipe, Moisés e Elderson, três habituais titulares, se fizeram notar. O Braga segue agora para a Liga Europa, onde com o estatuto de cabeça de série, quem sabe poderá chegar longe.
Aníbal Capela – O jovem central de 19 anos estreou-se na Liga dos Campeões com uma exibição bastante positiva. Apesar da completa inexperiência em jogos desta qualidade, Aníbal mostrou-se bastante calmo, sem comprometer, com algumas boas interceções e boa colocação de bola nos passes de longa distância.
Miguel Garcia – Hoje, finalmente, cumpriu. Podemos sempre dizer que ambos os golos nascem do seu lado, mas em ambos os lances, faltou um médio a acompanhar Rat, e por isso, Miguel Garcia não tem culpa em nenhum dos lances.
Matheus e Paulo César – A defensiva ucraniana nunca deu os espaços que eles tanto gostam para criar perigo. Matheus ainda exibiu alguns dos seus lances rápidos, mas nunca mostrou pontaria certa. Das raras vezes que a dupla acertou na baliza, Pyatov defendeu com facilidade.
Alan – Exibição muito apagada do extremo, com vários passes falhados e muito pouca velocidade imprimida ao jogo bracarense. Falta uma alternativa neste Braga para esta posição, para que Alan possa rodar alguns jogos no banco, conferindo maior competitividade à equipa.
Sílvio – Foi talvez o melhor do Braga hoje. Hoje a jogar na esquerda, o seu nível não desceu, atacou e defendeu sempre muito bem.
Hélder Barbosa – O extremo teve direito aos seus 10 minutos na Liga dos Campeões. E mostrou alguns bons pormenores, deixando no ar o porquê da sua pouca utilização.
Rat – Foi o homem do jogo, com um golo, uma assistência, e muita concentração na defesa, “secando” qualquer que fosse o adversário que lhe aparecesse na sua ala.
Douglas Costa e Willian – Os dois médios ofensivos deram muito trabalho ao meio campo bracarense, comprovando a grande qualidade que lhes é reconhecida.
Shakthar – A equipa ucraniana continua em prova com 15 pontos, perdendo apenas em Londres. Com uma defesa tão sólida como a que tem (Rat, Srna, Chygrynskiy), dois médios defensivos batalhadores, e um vasto leque de opções atacantes de grande qualidade (relembro que hoje Eduardo e Moreno estiveram de fora), esta equipa impõe respeito, e poderá chegar longe nesta Liga dos Campeões.

