Jogo complicado para o Brasil, como já se esperava, mas no fim fez-se justiça. O Japão veio com a lição bem estudada, condicionando muito Matheus Cunha e Vinícius Jr. (na 1.ª parte nunca conseguiram ver o jogo de frente) e ficando à espera de espaços para atacar as transições e taticamente esteve por cima durante 45 minutos. O 1-0, no entanto, até prejudicou as intenções nipónicas, que tenderam a fechar-se cada vez mais e praticamente só defenderam a partir daí, permitindo ao Brasil crescer e carregar muito a área de Suzuki (grande jogo), acabando por o talento individual decidir a favor do Escrete. Vinícius Jr. foi o jogador mais inconformado, tentando de tudo para levar a bola para a frente (acertou no poste numa jogada genial) e Bruno Guimarães esteve também em plano de destaque (assistência para o 2-1), mas o homem do jogo até acabou por ser Gabriel Magalhães, que surpreendeu no plano ofensivo (faz o cruzamento no 1-1 e recupera a bola que inicia o lance do 2-1). Nota ainda para Martinelli, que teve o seu primeiro grande momento neste Mundial.
O Brasil apurou-se para os oitavos-de-final do Mundial ao derrotar o Japão (2-1) com uma reviravolta carimbada nos descontos. A turma de Ancelotti não entrou particularmente bem no jogo e viu-se a perder a meio da 1.ª parte, num lance em que Danilo falha o passe e Sano arranca e dispara um remate imparável. No entanto, com o passar do tempo o Escrete tomou conta do jogo e fez por merecer a vitória, chegando ao empate num cabeceamento de Casemiro e tido várias oportunidades flagrantes depois (Suzuki brilhou na baliza). Nos descontos, fez-se justiça e Martinelli foi o herói dos brasileiros.
XI Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá, Rayan, Matheus Cunha e Vinícius.
XI Japão: Suzuki; Tomiyasu, Taniguchi, Ito; Doan, Sano, Kamada, Nakamura; Junya, Maeda; Ueda.


6 Comentários
Um Jasomp
Vejo o Brasil e outras seleções de topo a jogar e é uma diferença tamanha de frescura, intensidade e capacidade de jogo para Portugal, que até é de bradar aos céus.
Fala-se no cansaço mas o show de bola de um Vinicius Junior que tem muito mais minutos que muitos jogadores na seleção fala por si.
Kacal
A exibição do Brasil não foi brilhante, mas mereceram a vitória. O Japão praticamente só defendeu e jogou em contra-ataque. O golo surge numa boa recuperação de bola e na transição rápida marcam, claro que houve mérito. Uma equipa bem organizada e unida este Japão que nunca desiste. Mas o Brasil teve mais iniciativa e acho que foi mais acutilante ofensivamente, teve mais oportunidades. Sendo que na 2ª parte o Japão abdicou ainda mais de atacar, recuou demasiado e com o desgaste natural que foram tendo acabaram por ceder. O Brasil tem melhores jogadores e esteve sempre mais perto do jogo. Mas sinceramente não sei se este Brasil passa a Noruega! Até pode a Noruega perder com a Costa do Marfim e eu fazer figura de Urso como se costuma dizer, ahah. Mas caso cumprem e cheguem bem ao jogo com o Brasil, vejo possibilidades de caírem. Mas quem sabe, o Brasil tem vindo em crescendo com a competição e hoje estrategicamente o Ancelotti mexeu bem durante o jogo, ao contrário do Seleccionador do Japão que acho que teve demasiado respeito pelo Brasil, digamos assim. Mas foi um bom jogo e acho que o Brasil passa bem!
Flavio Trindade
Fez por merecer o Brasil.
O Japão entrou muito bem e tirou aquilo que o Brasil tem de mais forte que é a exploração da profundidade.
Sem espaço para correr e com um Japão muito rotativo o resultado favorável dos nipónicos aceitava-se.
Contudo os japoneses pagaram o preço de terem recuado muito, e em cima disso +e já tinha acontecido nos jogos anteriores) há muito mas mesmo muito mérito do treinador no banco, que mesmo sem alterar jogadores consegue imprimir dinâmicas distintas.
Desta feita voltou a faze-lo e ainda colocou Endrick.
E na segunda parte o Brasil amassou ao ponto de o Japão dever perguntar como só perdeu por dois.
Vinicius está em modo Tsubasa (está em super forma) e Bruno Guimarães está muito forte junto a Casemiro.
O único que destoa é Paquetá que está com ritmo do Picanhão tal como os avançados de Portugal.
Passou com distinção o Brasil, e caso seja a Noruega o adversário, vai ter que subir ainda mais o nível.
Jeco Baleiro
Paquetá não acrescenta rigorosamente nada neste momento, mas continua com lugar cativo no 11. O Japão esteve bem confortável na primeira parte mas com a mexida de Ancelotti ao intervalo (entrada de Endrick e recuo de Cunha) o Brasil foi para cima e os japoneses tremeram. Vitória justa mas Carletto tem de sentar o Paquetá, é um pastelão autêntico.
Grandíssimo cruzamento do Gabriel no primeiro golo e o Vinicius esta a voar
Héber Principe
Queria que o Japão ganhasse e portanto não estou propriamente feliz com a derrota já nos descontos, mas os nipónicos enquanto tiveram pernas demonstraram ser uma grande equipa a defender e a sair a jogar contra uma equipa como o Brasil.
AndreChaves9
Gostei do que vi do Brasil para conseguirem dar a volta sim sr.
Não aprecio o Vini mas aquele lance que envia a bola ao poste merecia melhor sorte. Não temos um diferenciado assim e normalmente quem não o tem dificilmente ganha estes campeonatos. Acontece às vezes… de qualquer das formas nem sequer estamos perto de mostrar que podemos discutir seja o que for.