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Bronca no Brasil! Gerson acusou Ramírez de racismo, ex-seleccionador do Brasil desvalorizou e foi despedido

É o tema do momento no Brasil! Gerson acusou Ramírez de racismo, na reviravolta do Flamengo frente ao Bahia (vitória por 4-3 a jogar com 10). Ora, esse momento foi desvalorizado por Mano Menezes durante o encontro, que acusou o médio de estar a ser malandro e de querer mandar no jogo, e no final da partida o Bahia despediu o ex-seleccionador brasileiro, tendo ainda afastado Índio Ramírez das actividades da equipa.

65 Comentários

  • JoaoPRibeiro
    Posted Dezembro 21, 2020 at 5:44 pm

    Os (e ainda bem) poucos comentários que revelam qualquer outra coisa que não solidariedade para com o Gerson são surreais. Este tema não é um tema político. O racismo não está na moda, simplesmente agora tudo é documentado. Os aficionados do Whataboutism que fiquem descansados que o caso do Doncic também foi horroroso na minha perspetiva. Não metam política nem ideologias nesta conversa. Estejam à vontade para se situarem em qualquer parte do espetro. Têm é que entender os limites. A sociedade está saturada destes incidentes e isso levou, ainda bem, a que mais vítimas se sentissem mais à vontade e apoiadas para se revoltarem. Ganhem juízo negacionistas do racismo. Força Gerson

  • averageman
    Posted Dezembro 21, 2020 at 5:34 pm

    Bem me lembro, de com os meus 10/11 anos de idade, marcar cantos/ livres no Barreiro, Seixal, Cova da Piedade,… onde tivesse jogo, e ser ofendido sem dó nem piedade por gente com muito mais idade que eu, na bancada, que tantas vezes me chamavam filho da p***.. Enquanto adulto caucasiano quero fazer parte da luta por um Mundo melhor mas não sei se esta terá maior mérito do que tantas outras. Racismo é sempre para erradicar mas estamos a falar de Homens, muitos deles bem pagos e com vidas feitas. Eu era só um miúdo e seguramente como esta, muitos vocês terão histórias idênticas. Mudam-se os tempos…

  • Kafka
    Posted Dezembro 21, 2020 at 5:12 pm

    Há uns meses atrás na NBA o Harrel teve atitudes racistas sobre o Doncic e no fim do jogo o seu treinador Doc Rivers veio desvalorizar a situação….. Resultado? Não aconteceu NADA nem ao Harrel nem ao Rivers e pior de tudo, NENHUMA entidade alegadamente anti racista fez um escândalo sobre isto, nem vi a América e o Mundo inteiro importados com isto…. E porquê? É simples, no Mundo Ocidental actualmente o Homem Branco pode ser tratado abaixo de lixo que não há problema nenhum, está tudo bem

    Já quando é ao contrário como hoje ui, tudo e mais alguma coisa é racismo

    • druga7
      Posted Dezembro 22, 2020 at 11:49 am

      ja é pelo menos a 3a vez que te vejo comentar um caso de racismo com o exemplo doncic ( que a nível pessoal acho que devia ter sido punido), mas se repares os casos contra negros mudam todos os dias e o teu exemplo e sempre o mesmo!
      ha muitos mais casos deste tipo de atitudes contra negros!
      isto sao ofensas, rebaixamentos pela raça… quando chamas alguém de fdp tentas ofendê-lo falando mal da sua mãe o que e estupido e errado e nestes casos ofendes fazendo a pessoa sentir que a sua raça é inferior! isto é racismo e ponto !
      E quem diz que eles tem de aguentar e valorizarem eles a sua raça, isso e fácil dizer porque nunca viste os teus pais serem privados de algo, porque nunca viste a tua Irma ser gozada pela sua cor de pele, porque a sociedade deixa sempre a mesma fraja ser desrespeitada.
      comentários contra negros tem maior relevância porque a sociedade ja assumiu este pressuposto de que ser negro era uma desvantagem !
      e nenhuma entidade disse nada do caso do doncic por este mesmo motivo! porque seriam dados muitos mais exemplos do contrario, porque iriam dar casos onde negros foram rejeitados de algo por serem negros e ao contrario nao ha exemplos disso ( ou havendo será sempre numa proporção 1000-1)

    • Miguel Cardoso
      Posted Dezembro 21, 2020 at 5:39 pm

      Não vale mesmo a pena… esse é apenas um exemplo porque de certeza que existirão outros que nunca ouviremos falar
      O mesmo Rivers que se fingiu de inocente depois do drama do Donald Sterling apesar de ele já ser um conhecido racista há anos… Esta gente usa a carta do racismo conforme lhes dá jeito

  • Miguel Cardoso
    Posted Dezembro 21, 2020 at 3:53 pm

    o que eu me rio com a maioria dos comentários daqui :D
    Dá mesmo para perceber que a maioria nunca praticou desporto de alto nivel e não conhece os contactos em campo como no balneário. Caucasianos chamam de “preto” aos negros, como negros chamam de “branco” aos caucasianos nos balneários. E muitas vezes com insultos à mistura mas a maioria não leva a mal porque sabe que ou é a gozar ou é para provocar e fazer perder a cabeça. Sempre achei que um insulto era um insulto mas pelos vistos alguem insultar a minha mãe (FDP) é menos mau do que alguem me insultar por causa da minha cor…
    É por causa de pessoas como a maioria que aqui comentou que estas situações estão a atingir niveis demasiado maus… os ditos “racistas de extrema direita” são cada vez menos, até pq se existissem aos magotes as TVs nao os largariam… daqui um ano se calhar já não posso referir uma loira pela cor do cabelo porque sei lá posso ofendê-la e as pessoas podem pensar que é “loira burra” :D
    Continuem a fazer rir o pessoal e a contribuir para causas parvas!
    Ah e depois há aqueles que dizem que o que aconteceu ao Doncic não é assim tao mau ou que foi tão mau mas não merece a mesma atenção ahahah

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Dezembro 21, 2020 at 5:27 pm

      Justiça social para totós: só há um tipo de pessoa que pode ser alvo de gozo e chacota: o homem “branco” heterossexual. Porquê? Porque é opressor. O resto é tudo vítima.
      Uns mais que outros. As vítimas são categorizadas, e priorizadas, em função de patamares que se desdobram em função da cor, do género, da orientação sexual, etc.
      É a chamada “interseccionalidade”.

      É o grande plano de muita gente. Porquê? Porque sem a figura do homem branco Bla bla, o mundo seria melhor.

      Então e aquelas sociedades patriarcais típicas dos países muçulmanos, etc? Tudo mentira, tudo xenofobia.
      Então e na África do Sul onde os brancos são vítimas de crimes raciais e onde há xenofobia contra outros pretos? Ah, é culpa do Apartheid… ficaram assim meio tontos… (Há mesmo esta teoria).

      Onde eu quero chegar? Haverá sempre uma desculpa qualquer.
      E quando não há… Inventa-se.
      E quando não há argumentos? Então vão dizer que és do Chega e que tens falta de empatia.
      E quando dizes que eles deveriam dar o exemplo? Eles vão dizer que isso é demagogia e que eles têm tudo por mérito… apesar de serem brancos e de, segundo os próprios termos, serem eles próprios “beneficiários” da injustiça…
      Contradição? Não, eu é que sou do Chega.

      Em traços gerais está feito o mapeamento.
      É tipo Badoca Park: não te assustas, só te divertes.

      • Miguel Cardoso
        Posted Dezembro 21, 2020 at 5:45 pm

        Como ouvi no outro dia: São as olimpiadas da opressão. Ganha o mais ofendido :D
        Eu que me considero minimamente ao centro politicamente aceitando politicas de esquerda ou de direita consigo perceber que algo não está bem quando os extremistas de esquerda criticam a extrema direita por generalizar e depois fazem exatamente o mesmo (ao contrario)… mas as pessoas aceitam que a extrema direita tem um discurso de ódio e de divisão mas os movimentos marxistas não… A História está a demonstrar o mesmo, aliás foi em condições semelhantes que os nazis e os fascistas subiram ao poder. Usaram a tática de vitimizaçao de que estavam a ser atacados sem sentido e as pessoas começaram a acreditar pq sabiam o que se dizia (segundo a vontade da ext esquerda) não correspondia à realidade

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Dezembro 21, 2020 at 6:04 pm

          Extrema esquerda é do bem: é a extrema igualdade, extrema liberdade, extrema felicidade, extrema justiça.

          Extrema direita é do mal: extrema disparidade, extrema opressão, extremo machismo, etc.

          Partindo desta narrativa hoje muito em voga, há a normalização de tudo o que vem da esquerda; porque se vem dali… é bom.

    • JoaoMiguel96
      Posted Dezembro 21, 2020 at 5:15 pm

      Desculpa, mas não consigo deixar passar isso. Eu joguei futebol, entre outras modalidades. Partilhei balneários diversos e nunca na vida chamei o que quer que fosse desse género, tal como nunca me chamaram a mim.

      Misturar um insulto normal com racismo (e não estou a falar deste caso ou do Webó, mas sim no geral) não faz sentido. Um povo nunca foi oprimido por ser filho da p***, certo?

      Os racistas de extrema direita são cada vez menos? Em que planeta é que vives?

      Aquilo que aconteceu ao Doncic (tenho ideia que foi insultado ou pela cor de pele ou pela ascendência balcânica) é tão mau como o que aconteceu com o Gerson.

      Podes te rir à vontade.

      Eu nunca fui na onda dos movimentos e afins, mas já sofri de racismo e não foi só uma vez. Foi na escola e foram 2 vezes pela GNR.

      Não consigo rir e levar isto no gozo e achar que sou o supra sumo da inteligência como tu.

      • Miguel Cardoso
        Posted Dezembro 21, 2020 at 5:52 pm

        O problema não está em pessoas que aceitam que existe racismo de um lado e de outro. Está sim em quem acha que por se ser branco não sofre racismo mas um negro é automaticamente vitima de discriminação.
        O que eu vivi em balneários e jogos a nivel profissional de basket (uma das modalidades com maior diversidade etnica) vi de tudo… Insultos machistas, racistas, à familia de um atleta, entre um data de outra coisas… Quem perdia a cabeça perdia no jogo psicologico que é sempre o objetivo de quem insulta. Se não te insultaram deves ser dos poucos q tiveram essa sorte
        Por exemplo tb, é normal um negro chamar um negro de “meu n*gga” mas se um caucasiano chamar a outro caucasiano de “meu branco” é visto como um ato fascista… só se pede algum critério nestas coisas. DEsculpa se ainda não entendeste isso quanto à malta que defines como defensores do whataboutlism

        • JoaoMiguel96
          Posted Dezembro 21, 2020 at 6:15 pm

          A questão aqui é que defender ou atacar um caso só porque outro é diferente não faz sentido. Claro que a situação do Doncic, por exemplo, não devia passar em claro. Que ninguém duvide disso.

          Agora, desdramatizar uma situação porque ah e tal num balneário é assim ou assado, não faz sentido.

          Insultaram me muitas vezes, aliás, a mim e aos meus pais. Todavia, não me lembro de um insulto racista, mesmo vindo de outras equipas. O calor do momento não pode desculpar nada.

          Sabes bem o porquê de só uns poderem usar esses termos. Não tem nada que ver com um insulto normal. Eu cá não quero utilizar, não quero que a utilizem em mim, mas percebo o porquê de o utilizarem.

          Estás desculpado, mas continua sem fazer sentido.

  • Antonio Clismo
    Posted Dezembro 21, 2020 at 3:43 pm

    Esteve bem o Gérson em não deixar passar isto em claro. Se nunca ninguém se queixar nunca haverá mudança de mentalidades.

    No Brasil em geral as raças negras, ameríndias, etc estão em maioria mas no sul do Brasil são uma minoria, e toda a gente sabe que continua a existir imenso racismo no sul do Brasil.

    Não é por acaso que todos os nazis e fascistas da Europa fugiram para estas zonas com as suas famílias depois da segunda guerra Mundial e continuaram a praticar o seu desdém para com outras ‘raças’ passando isso para as gerações que se sucederam.

    • Miguel Cardoso
      Posted Dezembro 21, 2020 at 5:34 pm

      conheces algum pessoa dessas gerações ou estás simplesmente a pensar que sabes?
      É que eu conheço uns descendentes de alemães e italianos e nunca os vi a praticar tal coisa mas pelos vistos devo conhecê los mal

      • Kalamazdo
        Posted Dezembro 21, 2020 at 8:10 pm

        Miguel Cardoso não estou de todo a defender o comentário do Antonio Clismo até porque na maior parte das vezes acho os seus comentários no minimo caricatos, mas eu já sofri de racismo por ser Português estando no Luxemburgo por italianos de segunda geração (ou seja nascidos no país mas de pais estrangeiros) até mais do dos luxemburgueses, pessoas também nascidas no Luxemburgo mas de pais portugueses serem racialmente insultadas por Luxemburgueses e tenho amigos meus franceses que em França sofreram racismos de árabes (nascidos em França de pais árabes) por isso para mim estando num pais onde a população nascida nesse mesmo representa cerca de 50% da população total vejo o racismo de uma forma completamente diferente sendo ele mais por classes sociais doque por cores ou etnias. Os mais ricos gozam com os mais pobres e isso pouco importa o “background”. Falando do incidente em si para mim aqui mais doque no caso Webo parece ser deliberado o facto de chamar de negro como insulto e não como “descrevendo” a pessoa em questão.

      • Marcio Ricardo
        Posted Dezembro 21, 2020 at 6:31 pm

        Está a falar do que ouve falar, obviamente. Essa lenga lenga de que os brancos não são maioria no Brasil é contada, mas quem vive lá sabe que não é assim. Até em favela é mais difícil encontrar mais negros que brancos. Quem bate de frente com os brancos são os pardos, mas num país como o Brasil pardo que entra na faculdade é branco e pardo que vai para a prisão é negro…
        É óbvio que existem casos pontuais de racismo e existe um racismo estrutural, porque os negros sempre estiveram mais atrasados que os brancos, ( e quando obtiveram liberdade não lhes foi dado nada.. ) mas o Brasil é o país mais miscigenado do mundo e racismo é crime, portanto não existe todo esse racismo.
        Os brancos no Brasil procuram antepassados europeus pra ver se conseguem passaporte e os negros também quando pensam em sair, pensam na Europa ou EUA. Ninguém pensa em ir pra África. Portanto essa historinha do Homem branco ser opressor também só existe na teoria, na prática, foi o homem branco que fez os direitos humanos e é ele
        que oferece as melhores condições de vida. Existem muitos muitos por aí, é conforme dá jeito.

  • Estivela
    Posted Dezembro 21, 2020 at 2:30 pm

    “Está na moda o racismo.” É o que diz aquele que está mal habituado. As coisas estão a mudar, e ainda bem. Não há desculpa para racismo.

  • atum
    Posted Dezembro 21, 2020 at 1:13 pm

    Há dias lia um comentário, a propósito dos adeptos de Millwall terem assobiado os jogadores por se ajoelharem por causa do Black Lives Matter, que “o estádio não era local para propaganda ideológica”.
    O que se passa no estádio como em qualquer outro lado, é o reflexo da sociedade em que vivemos: cada vez mais polarizada. Não é por acaso que têm havido cada vez mais situações destas. E quem desculpabiliza o agressor, mesmo quando há provas como por exemplo nesta situação, mostra bem o tipo de pessoa que é.
    Os valores que tínhamos como garantidos de respeito, compreensão e ajuda, estão infelizmente cada vez mais a ser perdidos.

    • Miguel Cardoso
      Posted Dezembro 21, 2020 at 3:44 pm

      ponto 1: o movimento é de propaganda ideologica. Se ainda não o sabes só demonstras estar muito mal informado. Duas das lideres já se assumiram como “marxistas treinados”. E sim foi claramente para apoiar o Biden e tirar o Trump da presidência. Sem o BLM podes ter a certeza que o Trump ainda lá estaria em Janeiro :D
      ponto 2: existem os agressores como existem as falsas vitimas. Movimentos como este até podem denunciar mais agressores mas tb criam muitas falsas vitimas (sim porque também há gente de mau caracter que se aproveita)
      ponto 3: a polarização tem começado à esquerda como se tem visto nos EUA como em Portugal. Primeiro Obama, o presidente mais à esquerda da historiados EUA e a geringonça em Portugal. Depois à direita com o surgimento do Trump e do CHEGA. É muito facil perceber que movimentos estilo BLM, SOS racismo, blocos de esquerda, etc… é que tem provocado esta polarização. Isto já aconteceu há 100 anos atrás :D a História está se sempre a repetir mas as pessoas muito gostam da ignorar ou nem a sabem mas depois gostam de falar de escravaturas…

    • BrunoV
      Posted Dezembro 21, 2020 at 3:36 pm

      Black Lives Matter não merece apoio NENHUM, uma coisa é defender o racismo a outra é ser oprimir as outras raças com base no sofrimento da sua raça. É apenas uma organização que usa o racismo para expor o ódio que sentem pela sociedade.

      O racismo deve ser exposto e devia de ser caso de coima ou prisão.

      Valores perdidos?! Tu em que sociedade vives?
      Olha para a nova geração que vem aí e verás o respeito… As crianças não respeitam os seus pais, nem se deixam educar, eu se respondesse ou levava um estalo ou vassourada nas costas.

      Compreensão e ajuda?! Isso existe? Olha para o teu local de trabalho a ver se isso existe… Aliás olha para a forma como a pessoas lidam com a pandemia, por falta de compreensão é que tem havido surtos, entre outras coisas.

      Perdidos? Vamos voltar aos anos 60, em que ias preso por dar uma opinião contra o governo…

      O que tu dizes que se perdeu existe em pequenas quantidades e com o passar do tempo tem melhorado, pouco mas tem.

  • DNowitzki
    Posted Dezembro 21, 2020 at 12:21 pm

    Seria maravilhoso que o Brasil mostrasse ser um país mais «sério» do que o nosso, pois a «media» brasileira, ontem, chamava a atenção para a criminalização do ofensor, o jogador do Baía, e foi arrasadora para os intervenientes.

    Eu vi o jogo e, sem querer desculpabilizar o Mano e as suas palavras (o homem já tem um cadastro bem pouco recomendável a partir das intervenções que faz na linha), deu-me a sensação de que essa troca de palavras é prévia ao Gerson lhe ter dito o que se passou. Após isso, a postura do treinador mudou alguma coisa. Foi a sensação com que fiquei.

    Já agora, o Mano pediu a expulsão na sequência do que sucedeu com o Gabigol, que foi expulso aos 9 minutos por ter mandado o árbitro tomar no…, bem como um baiano, já na parte final, pela mesma razão.

    Foi muito curioso o comportamento do Gerson após o insulto racista que sofreu. Nos minutos seguintes, claramente estava fora de si, mas, passados alguns minutos, pegou na bola e fez um jogão. Na entrevista à CS, denunciou a situação. Acho muito interessante esta postura: na hora em que é agredido por causa da cor da sua pele, manifesta toda a sua indignação; depois, mostra todo seu valor e excelência enquanto profissional e, no final, não cala o insulto e denuncia-o.

    Só há uma raça, a humana.

    • Tiagok66
      Posted Dezembro 21, 2020 at 12:39 pm

      A atitude do Gerson foi incrivel. E mesmo fora de si não insultou ninguem, se fosse comigo, mesmo não sendo negro, não sei se teria essa calma. Que enorme que foi ontem.

  • porra33
    Posted Dezembro 21, 2020 at 11:57 am

    Não estou certo que isto seja um exemplo de trash talk mas a partir de 2020 o trash talk há-de ser um sketch do Gato Fedorento: “Se o senhor se aproximar de mim levará um desarme com bastante rispidez.. Ai levará, levará! Inclusive poderá contrair uma lesão portanto afaste-se, se faz favor!”

  • JoaoMiguel96
    Posted Dezembro 21, 2020 at 11:36 am

    Ah mas e se fosse ao contrário? Já sei a tempestade que vem aí para desdramatizar a coisa e até chamar racista a quem apoia o Gerson.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Dezembro 21, 2020 at 11:58 am

      “Cala a boca, preto” é uma expressão racista. Óbvio.

      E “cala a boca, branco”? Pões tudo no mesmo prato ou fazes distinção?

      • JoaoMiguel96
        Posted Dezembro 21, 2020 at 1:04 pm

        Ponho tudo no mesmo prato. Racismo é racismo, ponto. Tal como foi aquela situação do Doncic, que se falou aqui.

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Dezembro 21, 2020 at 1:48 pm

          Obrigado pela resposta.

          Então… Não critiques tanto quem pergunta “como seria se fosse só contrário”.

          Critica antes os que, numa atitude paternalista, têm dois pesos e duas medidas não tratando as pessoas com igual dignidade.

          Dois pesos e duas medidas… mais ou menos. Quando é com eles, a conversa muda.
          Como não esquecer o “mereço o que tenho, não fui beneficiado, outros é que foram prejudicados em relação a mim”.
          Nem os mais fanáticos programas de futebol chegam a tanto…

          • JoaoMiguel96
            Posted Dezembro 21, 2020 at 2:11 pm

            Crítico ambos. Para mim é tão errado ter dois pesos e duas medidas como andar com Whataboutism para justificar posições absurdas.

            • Miguel Cardoso
              Posted Dezembro 21, 2020 at 3:58 pm

              Criticas mas só vens com esse tipo de comentário para um dos pesos
              Novamente, 2 pesos 2 medidas

            • OMotoqueiroGuti
              Posted Dezembro 21, 2020 at 3:14 pm

              Whataboutism é útil para perceber até que ponto as pessoas são bem intencionadas no que defendem. Só.
              E neste blogue já foi muito útil. Porquê? Porque já recorreram a falácias para justificar o seu pensamento. Exemplos? Dizer que o Japão se fechou por causa da maldade dos portugueses, esconder que o Rijkaard chegou ao Barcelona por “cunha”…

              Whataboutism nestes casos não pretende justificar as acções mas sim tentar perceber se há dois pesos e duas medidas injustificadas. Infelizmente, há. E é por haver que os extremos se vão alongando.

              • JoaoMiguel96
                Posted Dezembro 21, 2020 at 5:06 pm

                Whataboutism não é útil para nada e muito menos um argumento. É uma maneira básica de distrair a argumentação de uma questão para outra que não está relacionada.

                Esses exemplos são absurdos, não vindos de ti, mas de outras pessoas para defender o que quer que seja. O Japão Tokugawa sempre foi um país fechado e só voltou a abrir quando os Americanos chegaram lá . Aliás, até foi isso que causou a queda do shogunato. A do Rijkaard não conheço a história, de facto.

                • OMotoqueiroGuti
                  Posted Dezembro 21, 2020 at 5:53 pm

                  Percebo onde queres chegar, mas vou deixar aqui uma interessante noção de whataboutism.

                  “A falácia consiste de utilizar uma situação ou prática muito próxima ao que se é criticado utilizando-se de estruturas do tipo: “E aquilo…”, “E sobre…”, “E o(a)…” ou “E o que dizer, então…”. Geralmente, a utilização dessa falácia é feito para relativizar moralmente um evento ou situação utilizando-se de outro.”

                  Diz a noção que é “geralmente para relativar” mas isso não significa que se esgote neste propósito. E, como eu referi, até pode ser usado para perceber qual a postura do sujeito relativamente a algo similar, ou com pontos de contacto, no intuito de percebermos o seu pensamento, e as possíveis incongruências subjacentes ao mesmo.

                  Era aqui que queria chegar. Mas percebo que te estejas a referir a um mau uso deste expediente.

                  P.S – ainda recentemente “apanhei” um amigo assim. Dizia ele que determinada atitude do Sporting era legal, mas imoral.
                  Confrontei-o com uma situação legal, mas duvidosa, do Benfica. Aí, ele já dizia que a lei era a bitola…
                  Ou seja: parcial.
                  Ou seja: não se aprende grande coisa com ele, só vê Benfica ??

  • AbbasK
    Posted Dezembro 21, 2020 at 10:47 am

    No Brasil, há outra consciência sobre racismo ou não fosse a maioria da população não-branca.

    • DNowitzki
      Posted Dezembro 21, 2020 at 12:42 pm

      O Brasil atual ainda tem uma forte herança e tradição do Brasil dos coronéis. A consciência existe nas grandes urbes e entre certas elites de esquerda, como São Paulo, Rio, Brasília. Depois tem todo o Brasil interior, que mantém os traços que vêm desde há séculos.

      • AbbasK
        Posted Dezembro 21, 2020 at 1:44 pm

        Claro que sim. Um país que ainda tinha escravatura até há bem pouco mais de um século certamente ainda terá muitos desses problemas. As coisas demoram infelizmente a esbater-se.

    • bong0
      Posted Dezembro 21, 2020 at 12:13 pm

      Não consigo perceber bem o que quiseste dizer mas se estás a insinuar que há menos racismo por haver uma maioria não-branca, estás enganado…

      • AbbasK
        Posted Dezembro 21, 2020 at 1:43 pm

        Haver uma maior consciência de uma maior fatia da população não significa que haja menos racismo.

      • OMotoqueiroGuti
        Posted Dezembro 21, 2020 at 1:12 pm

        O Abbask, outrora Chico, já mostrou noutros comentários que nunca atacará frontalmente a comunidade negra. Mostrou-o eloquentemente com o exemplo do Rijkaard, com o facto de não ficar “fulo” com o que disse Mamadou Bah…
        É a bandeira dele.

        E depois tenta criar um sentimento de vergonha em ser português. Usou a falsa narrativa de um Japão que se fechou ao exterior por causa dos maus portugueses, etc.

        É a linha programática dele; está a vender o peixe dele. Só compra quem quer.

        • Miguel Cardoso
          Posted Dezembro 21, 2020 at 3:31 pm

          é o exemplo de um racista que se diz “anti-racista” como parte integrante da cultura esquerdista em que só os ditos “brancos” é que são racistas ;D

          • OMotoqueiroGuti
            Posted Dezembro 21, 2020 at 5:13 pm

            Exactamente. É uma narrativa curiosa que associa o racismo a apenas uma parte da humanidade. A restante, independentemente das suas vivências e até dá capacidade económica, é sempre vítima.

            Um negro rico que ofenda um branco pobre (e que faça escárnio da sua pele) nunca será racista, pois o facto de ser negro o torna imediatamente um sujeito desprotegido. Mesmo que uma análise objectiva e factual mostre que, individualmente considerado, ele até seja um privilegiado.

            É uma espécie de “pré-conceito” fofinho. Um racismo benigno, ou não fosse o racismo um julgamento cingido ao tom de pele.
            Mas, para se afastarem da acusação, já mudaram racismo para “estruturas de poder”. O que, numa sociedade ocidental, está obviamente nas mãos dos “brancos”.

            Gabo-lhes a criatividade, mas obviamente não é para levar a sério. Até porque eles se contradizem a toda a hora.

            Nunca vi um destes justiceiros preocupados com a falta de representatividade política dos luso-asiaticos. Vão dizer o quê? Que também são possuidores das estruturas de poder em Portugal? Se dissessem isso levariam uns belos processos, etc…

            Enfim, vou usar uma expressão popular: eles só brincam com os “trouxas”.

            • Miguel Cardoso
              Posted Dezembro 21, 2020 at 5:54 pm

              Nao vale a pena tentar explicar isso porque és do CHEGA :D
              Curiosamente são muitas vezes as pessoas q menos contacto têm com racismo que compactuam com esta lenga lenga

              • OMotoqueiroGuti
                Posted Dezembro 21, 2020 at 6:14 pm

                Muitas são pessoas que lêem bastante, mas de uma forma algo acrítica. Do género, “vou ler, decorar algumas dicas, e parecer bem” mas depois não perdem um segundo a analisar possíveis incongruências.

                Faz parte: vivemos num mundo fast food, a mil à hora, e há pouco tempo para digerir as coisas.

                Depois, diante de um argumento complicado, passam para o ataque. És do Chega, és bandido, não tens empatia. Por aí.

                Aliás, isso também acontece com o futebol. Há uns bons anos eu já dizia que o Ronaldo, que tem imenso valor, era o melhor do marketing. Ui… O que eu li e ouvi…
                Acho que hoje é indiscutível estarmos a falar de um atleta que, apesar de ser de topo, tem uma máquina brutal atrás dele.
                É sempre assim… Malta sensível não gosta que discordem deles ??

  • Tiagok66
    Posted Dezembro 21, 2020 at 10:26 am

    Espero não ver muitos daqueles comentários de “então mas ele é o quê? branco?”. Talvez este episódio permita a todos perceberem outros que aconteceram recentamente. Temos de irradicar estes gestos do futebol. O Ramirez não conhece o Gerson? Certamente sabe o nome dele, chamou-o negro e isso, neste contexto tem uma evidente conotação racial. Nunca ninguem se dirige a nós brancos, como brancos porque a nossa identidade não está associada a uma cor de pele, o que infelizmente acontece frequentemente com as pessoas que não são brancas. Senão negras ou de outras raças/etnias. Mandar calar alguem é o gesto de opressão, normal contudo numa discussão entre duas pessoas: o que não é normal é alguem utilizar a raça do outro para impôr a sua ideia com mais força. “Cala a boca, negro” quase que implica um (porque és) antes do negro. Nunca pensaria fazer isso a uma pessoa branca. No tempo da escravatura é que as pessoas não tinham nome, eram escravos, eram objectos transacionáveis e por isso eram “negros” – sem identidade própria, sem direito a esta.
    Não temos o direito a chamar negro a uma pessoa que não conhecemos, e isto é especialmente grave num contexto de trabalho – apesar de tudo o futebol é o trabalho deles. Espero que este comportamente seja cada vez mais denunciado e irradicado. Um abraço ao Gerson, e que a tua raça não seja mais uma vez trazida para te identificar. Já sabia que é um enorme jogador agora percebi que é um grande homem. A mesma figura triste passou Marega, que para o insultarem tiveram de trazer a sua raça.
    PS: A figura de Mano Menezes a dizer “agora é bandidagem” – portanto alguem que denuncia um gesto racista para o Mano é bandido, está tudo dito sobre a cultura desta pessoa.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Dezembro 21, 2020 at 11:35 am

      Outra nota: não é este caso que faz com que eu perceba ou deixe de perceber outros.
      Porquê? Porque cada caso tem as suas especificidades.
      Não posso comparar um “cala a boca, negro” a um “aquele ali, o negro”.

      Só se partirmos do princípio que o adjectivo é sempre usado de uma forma ofensiva. E não é. Aliás, nem os próprios têm essa opinião tão radical.

      • DNowitzki
        Posted Dezembro 21, 2020 at 12:26 pm

        É interessante a semântica. O vocábulo «nigger», que hoje é talvez o maior insulto dirigido a um negro, quando houve tempos em que não foi assim, derivado do latim, é usado, em Portugal, de forma eufemística, mas nos EUA, nomeadamente, constitui uma ofensa enorme, como já referi.

        E já houve épocas em que não era considerado uma ofensa motivada pela cor da pele.

        • AbbasK
          Posted Dezembro 21, 2020 at 1:46 pm

          As línguas evoluem organicamente.

        • Tiagok66
          Posted Dezembro 21, 2020 at 12:48 pm

          Exacto, essa semântica também vai variando. Como cá é visto como mais agressivo chamar “preto” a alguem enquanto nos estados unidos a forma mais comum é precisamente “black”. A logica inverte-se, mas cada qual ancarada em experiencias passadas e construções sociais

      • Tiagok66
        Posted Dezembro 21, 2020 at 12:10 pm

        Negro não é um adjectivo que se use sobre alguem que não se conhece e muito menos em contexto laboral ponto. Não estamos nos nossos empregos e para nos referirmos a alguem que não conhecemos dizemos “aquele negro ali ou aquele preto ali”. Temos dedos e podemos referir a pessoa com outros termos como, por exemplo “Aquela pessoa” ou “aquele senhor”. O facto de ocorrer a alguem dizer “aquele preto ali” sobre alguem que não conhece diz muito sobre essa pessoa.

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Dezembro 21, 2020 at 12:48 pm

          Dedos? Diz a educação que “apontar é feio”. Terá alguma verdade? Sim, principalmente quando o visado repara que está a ser “apontado”.

          No caso que eu referia, o árbitro não tinha intenção de dizer abertamente que sujeito era preto, mas sim usar esse traço distintivo para o identificar no contexto de uma conversa privada com o outro membro da equipa de arbitragem. Ou seja: não me parece haver maldade.

          Novamente, estás a meter tudo no mesmo saco e a não atender ao contexto.

          E dou já um exemplo bem claro.
          Há tempos uma preta perguntou-me se eu gostava de pretas.

          Agora mete a mesma pergunta na boca de uma pessoa cuja entoação demonstre perplexidade ou nojo.
          A mesma pergunta assume um valor diametralmente oposto consoante o contexto. E o contexto afere-se por muitos factores como a situação, a entoação, etc etc.

          Colocar tudo no mesmo prato, como se a suposta pertença a um grupo fizesse dos indivíduos desse grupo todos vítimas ou opressores, é uma narrativa muito usada hoje em dia.
          Não alinho nela.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Dezembro 21, 2020 at 11:04 am

      Concordo com a análise, excepto com a parte do “ninguém se dirige a nós como brancos, etc etc”.

      Se fores a países onde a maioria não é branca, a conversa muda um pouco. Em alguns, um número considerável de pessoas faz uma ligação directa entre ser branco e ser racista. Mero exemplo.

      • AbbasK
        Posted Dezembro 21, 2020 at 12:06 pm

        No Brasil, a maioria não é branca e ninguém diria para alguém “cala a boca, branco” naquele contexto.

        • Tiagok66
          Posted Dezembro 21, 2020 at 12:41 pm

          Exatamente, ali “negro” faz parte do “insulto”. É para ser interpretado assim, é objectivo de quem o profere o racializar. As vezes até nos esquecemos que no brasil os brancos não são a maioria.

      • Tiagok66
        Posted Dezembro 21, 2020 at 11:27 am

        É natural que isso aconteça pelo contexto histórico. Da mesma forma que a maioria dos negros em países ocidentais são tratados com uma enorme condescêndencia, até mesmo nas nossas universidade (falo, não por ser negro, mas por ter assistido a algumas coisas) é “natural” que em países maioritariamente africanos tenham um sentimento defensivo que poderá ser algo agressivo. Não lhe chamaria racismo, porque apesar de depender da raça da-se por defesa. Até porque a maioria dos brancos que vão para paises africanos vão para “liderar” alguma coisa.

        • OMotoqueiroGuti
          Posted Dezembro 21, 2020 at 11:55 am

          No fundo estás a justificar os “pré-conceitos” que se fundam nas experiências pessoais.

          E isso poderia levar a raciocínios como “contratei 3 pretos, deu porcaria; logo, não contrato mais”.
          Chama-se a isso defesa do próprio negócio.
          Achas lógico?

          Se disseres que o patrão está a fazer uma associação entre a cor de pele e a falta de competência, e o criticares, então terás forçosamente de criticar quem associe branco a explorador.

          Para liderar? Nem por isso. Sei de histórias na ilha de Luanda onde o sotaque português é mal visto, mas já o brasileiro… É a chamada “bródérhud” das vítimas…

          Preconceito puro, pois determinado sujeito não tem de pagar pelo que não fez.
          Concordas ou não?

          • Tiagok66
            Posted Dezembro 21, 2020 at 12:37 pm

            Concordo com a ultima frase, não concordo com o raciocinio. Levar-nos-ia para uma discussão profunda sobre os motivos do preconceito, até porque há alguns estudos que defendem que o ser humano é preconceituoso por “natureza” – quase como um instinto de defesa. Todavia em países como Portugal a minha opinião é a de que o preconceito se constroi por identidade colectiva. Naturalmente que um povo se constroi da sua história e é educado num contexto cultural e social que inclui as experiencias passadas de identidade. Não há identidade hoje sem uma base identitária de ontem. E daí muitos movimentos, como por exemplo nos EUA, estarem a ganhar peso nas gerações novas. Se estas são racializadas? Claro que sim mas também procuram ancorar a sua identidade de hoje nos seus antepassados que, vão descobrindo cada vez mais, foram vitimas de crimes odeondos. Se soubessemos que o nosso trisavô foi traficado de Angola e o nosso bisavô foi feito escravo cá, isso não mudaria a nossa identidade de hoje? Claro que sim. Os brasileiros partilham uma matriz de oprimidos com os Angolanos coisa que os portugueses não. Isto para não falar de no caso Portugues a descolonização foi muitissimo atrasada em relaçãoa o resto da Europa fazendo-se assim de uma forma tão abrupta que aumentou a marcas da guerra para um e outro lado. Por isso acho triste, claro que acho, mas vejo como normal essa violência para com os brancos, que certamente é incomparável à que os nosso antepassados tiveram com as pessoas negras, na sua terra.
            Se esses preconceitos nao existissem as pessoas não seriam tratadas com condescendencia com que são cá- como se fossem menos que alguem

            • Mantorras
              Posted Dezembro 21, 2020 at 7:52 pm

              De encontro ao teu ponto, vi um podcast do Lex Fridman, recentemente, embora nao me recorde quem foi o convidado agora, em que falaram exactamente do que julgo estares a dizer. E sim, tens razao.

              Pelas experiencias realizadas, ate mesmo quando nao ha uma real identificacao com nada, e apenas te dizem como ponto de partida: “imagina que ha duas equipas, os azuis e os amarelos” e depois te colocam questoes ou mostram imagens de pessoas, de um ou outro grupo, as pessoas tem sempre mais empatia pelas pessoas do grupo a que pertencem, instintivamente. Mesmo quando esse grupo e um contexto hipotetico com o qual acabaste de ser confrontado, e isso que as ondas do nosso cerebro nos dizem :)

              Ja agora, a teoria e que “nos antigamentes”, era quase imperativo para o homem viver em grupo e ter “compinchas” que o protegessem e vice-versa, sendo que faz sentido que estejamos codificados para nos “colarmos” a algo/alguem instintivamente.

            • OMotoqueiroGuti
              Posted Dezembro 21, 2020 at 2:11 pm

              Falaste de muitas coisas, mas não analisaste o meu exemplo.

              Justificas e achas normal a atitude anti-tuga, mas e o que dizer do exemplo do patrão?

              Ele não se baseia num passado por ele não vivido. Ele faz escolhas consoante a sua experiência; e a sua experiência mostrou, a título de exemplo, que contratar pretos tinha dado mau resultado.

              Da tua narrativa só posso concluir que compreendes esta postura, e que compreendes que ele, em nome da defesa do seu negócio, evite fazer o mesmo. A menos que tenhas dois pesos e duas medidas. E isso tem um nome. Pois só uma pessoa algo parcial é que só é “compreensiva” relativamente aos “traumas” de uma determinada fatia da população.

              Não faço juízo sobre a actuação do patrão, apenas quero perceber se és coerente.

            • DNowitzki
              Posted Dezembro 21, 2020 at 1:04 pm

              Todas as descolonizações correram mal e deixaram profundos reflexos. Adiante.

              A questão é que o ser humano (e os animais também, já agora) receiam o desconhecido e o que é diferente de si. E tudo parte daí e da projeção que fazemos desses fantasmas interiores-. É por isso também que o cinema, quando retrata marcianos, os coloca frequentemente como inimigos que nos vêm destruir ou usurpar. É uma projeção humana simples e primitiva.

              Por outro lado, é óbvio que o medo é o nosso maior amigo (qual cão, qual carapuça!), pois é ele que nos coloca em alerta em situações de perigo.

              PS. A história do homem que hoje se chama português não começou com os Descobrimentos. Cuidado com essas generalizações.

              PS1. Não se pode tratar também as pessoas como acéfalas e incapazes de pensar por si própria e evoluir a partir das suas experiências de vida e juízo crítico. Fui criado num meio bastante conservador, que, por exemplo, considerava a mulher que não chegava virgem ao casamento um p… Ou que escarnecia e humilhava um homossexual. E vivi o drama dos chamados «retornados». Mas depois o sujeito cresce, evolui, estuda, observa as coisas e adota uma atitude crítica relativamente ao estado da arte. Ou seja, só é estúpido se, pessoalmente, decidir sê-lo.

              PS2. Tenho ascendentes judeus e não é por causa disso que me junto a manifestações de ódio e de preconceito em Belmonte ou Trancoso.

            • Tiagok66
              Posted Dezembro 21, 2020 at 12:46 pm

              Já agora, “hediondos” – não de “ódio” ainda que também o sejam

  • GoldenFCP
    Posted Dezembro 21, 2020 at 10:21 am

    E ainda pede para o árbitro expulsar o gerson.
    Há pessoas com muito mau carácter que nem merecem o chão onde pisam.
    Depois faz uma declaração na conta do Twitter, com uma declaração onde condena o racismo. Isso sim é malandragem.
    Muito merecido o despedimento.

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