O duelo entre o PSG e Başakşehir, referente à última jornada da Champions, foi interrompido aos 14′, depois de a equipa turca se ter queixado que o 4.º árbitro insultou de maneira racista Pierre Webo, adjunto do campeão turco. Os jogadores pediram satisfações ao árbitro romeno e acabaram por se retirar do relvado, sendo que foram acompanhados pelos elementos do PSG.
O PSG – Istanbul Başakşehir foi interrompido por acusações de racismo da equipa turca dirigidas ao 4.º árbitro. #ChampionsELEVEN pic.twitter.com/onY1Ayz7PR
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) December 8, 2020
⏱️ 14' | #PSGIBFK
🔴 RED CARD| Our assistant coach, Pierre Webo has been sent off with a 'racist' word by the 4th official ref. of the match. Match has stopped for a while.
— Istanbul Basaksehir ENG (@ibfk2014En) December 8, 2020


314 Comentários
Mrleinad
É interessante verificar esta caixa de comentários … Está aqui uma pequena amostra da sociedade e dá bem para perceber que há de tudo, menos consenso.
Não venho dar a minha opinião relativamente a nada, pois, como já se viu, este é um assunto bastante sensível. Felizmente nunca sofri de racismo na minha vida, nem convivi com alguma situação em que o verifiquei, portanto, para mim é difícil ter uma definição daquilo que é ou deixa de ser.
No que me cabe a mim, trato todos de igual forma não porque são brancos, pretos ou ás riscas, mas porque simplesmente é assim que deve ser..
Preocupa-me bastante o caminho que o mundo e as sociedades em geral estão a levar … As pessoas estão cada vez mais polarizadas, mais extremistas e sem qualquer tolerância ou compreensão para com o próximo..
Preocupa-me o mundo em que um dia irei deixar os meus filhos, e como estes serão relativamente a esse mundo, visto que também serão um produto dele …
Era simplesmente bonito que todos tivéssemos a nossa opinião, e que esta seja diversa da do outro, pois só isso faz o ser humano crescer, mas que ao fim ao cabo nos tratemos bem que é o que mais importa.
ASC961
“In my country, Romanians are gypsy!”
https://twitter.com/i/status/1336658828205699073
Onde está o racismo neste episódio afinal?
RenatoFr
Depois de ver pessoas que conheço serem barbaramente agredidas por pessoas de etnia cigana no seu local de trabalho, não posso dizer que morro de amores por essas pessoas, mas era mesmo isto que este episodio estava a precisar.
Como diria Michael Scott: “How the turntables”
Litmanen
Quando treinei e trabalhei lá fora. Na Dinamarca, várias vezes me chamavam de “o barbudo” ou “o que tem barba” (den skaeggede) ou até “o escurinho” (den morket), de forma a me identificarem mais facilmente.
A verdade é que eu sendo português era o único com cabelo e barba escuros onde quer que fosse praticamente (isto foi antes da emigração em massa de turcos para lá), ou que tinha o tom de pele 1 ou 2 tons abaixo do branco de papel… ao que parece, deveria ter-me escandalizado e apelidado tudo e todos de racistas, por alguns amigos próximos e colegas me tratarem assim, muitas das vezes até de forma carinhosa…
Enfim, estranhos tempos estes em que vivemos. Um mundo de flores de estufa e ofendidos, onde vale tudo para estragar a vida a alguém, por uma expressão menos pensada num momento. Se alguns acham feio o que disse o 4º árbitro, eu acho muito mais feio o que lhe fizeram os jogadores e equipas técnicas em campo, que basicamente atiraram o homem para a fogueira sabendo muito bem o que estavam a fazer.
Estamos a cruzar uma linha muito perigosa, em que não tarda estaremos a meter atrás de grades quem diz algo que possa ofender o outro. O racismo é feio, muito feio mesmo, já o presenciei com amigos e até familiares queridos (a minha nora é cabo-verdiana). Isto que se está a passar é um atentado a quem sofre de verdadeiro racismo.
Rui Miguel Ribeiro
Excelente comentário.
JJoker
Aquilo que eu acho absolutamente brilhante é o facto de, uma vez mais, a UEFA passar entre os pingos da chuva.
Passam o seu cartaz antes do jogo e siga o circo – o arbitro disse coisas desagradaveis? Que horror, nunca mais apita, esse bandido. E amanhã rola a bola outra vez.
Meus caros, o mundo não anda todo à mesma velocidade, Paris não é Bucareste e quem espera que a cultura passiva do racismo se resolva organicamente está muito enganado. Cabe à UEFA estabelecer protocolos que cubram todo o espectro do evento desportivo, incluíndo no que à linguagem diz respeito. É um evento UEFA, sem publico, e ainda assim houve racismo, e vindo de quem é ali posto pela própria UEFA??? Patético.
Knox_oTal
Tanto extremismo, insegurança e precipitação!
De um lado, os que estão à espera do mais pequeno deslize para se indignarem, extrapolando muitas vezes o contexto. Talvez pela necessidade e pressão hoje em dia de muita gente se sentir do “bom lado da coisa”, mandam-se uns bitaites em tom de revolta e pronto boa acção concluída, já se pode dormir descansado durante mais uns tempos. Já fazer algo em concreto para ajudar a combater estes problemas da nossa sociedade, é muito raro e dá trabalho…
Do outro, bem do outro temos aqueles que se estão a marimbar realmente para tudo e queriam mesmo era que o jogo reatasse (já não é da agora que penso que os desportistas de alta competição actualmente são os novos “gladiadores”… é tudo muito bonito falar dos heróis da bola mas quando mostram pensamento crítico e sentimentos, as pessoas tendem a não achar tanta piada). Porque o que nós queremos e sentimos é que importa… E, depois, temos os intolerantes, se bem que alguns argumentos estapafúrdios dariam direito a outro tipo de adjectivação. Aliás, o argumento de que chamar as pessoas por características próprias (nomeadamente físicas) é mais do que apropriado e completamente saudável está muito forte, logo acho que também se poderia tomar esse caminho quanto a características próprias das atitudes e valores.
De resto, a salgalhada de sempre, comparar contextos que não comparáveis, nem em dimensão nem impacto, idem aspas na sempre idiótica comparação entre diferentes tipos de discriminação (o que se pretende mesmo com isso?!?). Indiferença completa ao que as pessoas visadas possam sentir nestas situações, aliás é um dado muito relevante que ambas as equipas tenham saído de campo, seja por se sentirem implicadas ou por solidariedade. E se naquele momento, quem estava no relvado, achou que o reatar de um jogo de futebol era completamente secundário perante o que se tinha passado, então fizeram muito bem em sair… percebo completamente e provável faria o mesmo.
Quanto ao 4º árbitro, desde já foi no mínimo imprudente. Primeiro porque representa a “autoridade” no jogo, logo tem que dar o exemplo e tem que ter cuidado com o que diz e como o diz… e isso também se trabalha e se forma. E mais do que falar no momento mais tenso na problemática do racismo, que é verdade e não se pode fazer dela tabu – temos que dialogar sobre as coisas, ênfase sobre dialogar – para mim estes momentos caem muitas vezes no mesmo ponto de reflexão… falta de sensatez!!! Seja em que momento for, seja por que motivo for, desde quando o mais adequado é dirigir-se a alguém através de uma característica física, sobretudo num momento formal de um jogo e em que os intervenientes não se conhecem?!? Tudo isto era perfeitamente aceitável se simplesmente o 4º árbitro perguntasse o nome da pessoa em questão ou se utilizasse o termo “senhor” dirigindo-lhe a palavra.
E como é óbvio, este acto também não faz, de princípio, do 4º árbitro alguém racista, mas é perfeitamente possível ter atitudes discriminatórias e não se ser racista puro e duro, como algo parte do nosso “eu”, da nossa identidade. Nem tão pouco é saudável extrapolar/julgar sem filtro ou critério algum ao mínimo deslize ou oportunidade (flagrante no já referido caso do Bernardo e do Mendy), pois isso só vai tornar mais difícil o combate destas problemáticas, entrando numa espiral onde se fala de tudo menos do que realmente importa. E o grande problema é que infelizmente estes problemas estão tão inseridos na sociedade que temos, quem nunca?!?, invariavelmente actos discriminatórios ou pelo menos insensíveis e desrespeitosos. Por isso se pede dialogo, reflexão e partilha de ideias… porque aqui o que sobressai é que o 4º árbitro, sendo intolerante ou não (é impossível discernir com os dados actuais), numa situação que podia ter resolvido de muitas outras maneiras diferentes e muito mais “benignas”, decidiu talvez instintivamente se dirigir ao Pierre Webo daquela maneira… isso sim deveria ser alvo de discussão! E quem acha que um branco teria a mesma probabilidade de ser abordado da mesma forma numa situação idêntica, ou sequer que teria o mesmo peso cultural, social ou emocional, só está a fugir com “o rabo à seringa” e a não querer sair da sua zona de conforto… ou de privilégios!
Termino dizendo que estamos numa altura onde é evidente, para mim pelo menos, uma crise de valores, não que eles ainda não existam e perdurem na sociedade actual (há muita gente a fazer coisas completamente inspiradoras, e muitos jovens pelo meio), mas porque parece-me, vale o que vale, que muita gente não sabe o que fazer deles e já agora como interpretar a sua liberdade (quando as coisas são dadas como adquiridas perde-se o Norte muitas das vezes, e tenho visto muita gente maltratar o conceito ultimamente).
Saudações Desportivas
OMotoqueiroGuti
Só uma pergunta: o árbitro dirigiu-se ao Webo chamando-o de preto, ou o adjectivo foi usado entre os árbitros para que um deles soubesse quem era o visado?
É que são coisas diferentes.
Aliás, a conversa posterior demonstra que o árbitro não sabia o nome dos intervenientes. Porquê? Porque a certa altura o jogador disse “you call him a guy and not a white guy”.
Ora isso mostra que o árbitro não sabia de facto os nomes.
Porquê black guy? Porque era a característica física que o destacava.
O árbitro dirigiu-se a ele e tratou-o por preto? Condenável. Se não foi assim…
É a sua opinião.
Knox_oTal
Como toda a gente, não percebi exactamente o que se passou, dai ter referido que não era saudável a extrapolação e condenação em “praça pública” do 4º árbitro.
Mas, em resposta à tua pergunta, qualquer um dos cenários é imprudente no mínimo, para não ir mais longe! Repito podia ter-se referido ao Webo de muitas maneiras diferentes mas optou, talvez instintiva ou inconscientemente, por o identificar seja directa ou indirectamente pela cor da pele (e quer se goste ou não, quer se valorize ou não, a conotação está sempre lá, sobretudo para quem é visado por ela). Mais, sendo uma figura de certa forma de autoridade naquele contexto, é ainda mais insensato ter utilizado esse tipo de linguagem… ele está lá para evitar este tipo de situações, não para as incitar!!! É uma questão de responsabilidade igualmente…
Depois ainda há a questão do termo utilizado, outro detalhe relevante obviamente, mas tudo vai dar à mesma questão, e aproveito o teu termo (o mais provável), porquê black guy?!? Discutir-se se o homem é ou não racista, se era motivo suficiente para não reatar o jogo (apesar do facto de as duas equipas tão prontamente abandonarem o campo é muito relevante/indicativa), isso é como discutir o “sexo dos anjos”, há gente gente para tudo, com (in)sensibilidades para tudo. O que é realmente importante de identificar, de assumir e de dialogar, como tentei mostrar no outro comentário, é o facto de infelizmente esta mentalidade/problemática estar tão intrinsecamente inserida na nossa sociedade.
A única solução, não para erradicar estas situações pois sempre existirá discriminação no geral e racismo em particular, será através do diálogo e da educação dos mais novos para diluir estas tendências sociais e substitui-las por outras mais positivas.
Outro problema adjacente, e com exemplo prático bem fresquinho, é que os jovens olham para as suas referências, como treinadores de futebol, por exemplo Jorge Jesus no nosso meio, e vêem discursos irresponsáveis e de desvalorização do assunto… como se estivesse tudo bem e não houvesse nada a falar, no fundo reafirmando aquela velha máxima: são coisas da bola que acontecem. E ao mesmo tempo passando ideias estapafúrdias, sob a sempre conveniente desculpa da frontalidade/excentricidade, que isto do racismo é uma moda… enfim, é como dizes, é apenas a minha opinião!
Espero que esteja mais claro.
Tim Cahill
Bem, estes comentários… os meus favoritos são os “e se fosse ao contrário” ignorando toda a história da humanidade. O quarto árbitro pegou numa “característica” que historicamente é referenciada por certas pessoas te odeiam , te humilham, te escravizam, te matam. Se disse com essa intenção, não sei mas a intenção neste caso nem interessa. Racismo não é só querer descriminar mas também o fazer por ignorância.
ASC961
Chamar alguém de negro, branco, amarelo, castanho, asiático, europeu, afro-americano, nórdico é descriminação?
É nestes episódios que se perde a oportunidade de resolver o verdadeiro problema do racismo.
hortalica
Pelos vistos tu é que ignoras toda a história. Os primeiros povos a escravizar foram os Africanos e foram os primeiros a “comercializar” os seus próprios escravos (isto à mais de 3mil anos) e foi se espalhando pelo o Mundo com o tempo (esta prática de comércio). Na “moderna” Europa propriamente dita, o comércio da escravatura (ou seja, escravatura de outras raças) chegou apenas com a idade média, quando na maior parte do mundo já era pratica recorrente à mais de 3500 anos. As pessoas precisam de entender melhor a história da escravatura antes de falar de racismo (como no teu caso especifico), a Europa quando começou a comercializar os escravos de outras raças, por volta do ano 500 depois de Cristo, já os Africanos e Árabes andavam a comercializar escravos à mais de 3500 anos. Continuem a ser ignorantes e a acreditar que foram os Europeus que começaram estas práticas quando na verdade foram os Africos e Arábes 3500 anos antes. Os Africanos e Arábes têm mais 3500 anos de escravidão que os Europeu mas os Europeus continuam a ser os maiores criminosos no que toca a escravidão de outras raças.
Kafka
Tem piada que não te vi aqui indignado com os actos racistas do Harrel para com o Doncic, isto quando na história da Humanidade há brancos mortos e escravizados por negros
Deixa-me adivinhar, aí já te esqueceste que eras anti-racista, afinal não há problema nenhum haver racismo contra os brancos não é…
RenatoFr
Não conhecia o episódio que referes. Obrigado por falares deles.
é o exemplo perfeito que me faltava para criticar este tipo de situações ridiculas de hoje em dia
Já se fala tambem que alguem do banco dos turcos terá chamado “cigano” ao arbitro. A ver vamos como se desenrola isto
OMotoqueiroGuti
Também tu ignoras a história da humanidade. Porquê? Porque o adjectivo branco também é usado para designar: ladrão, colono, destruidor e por aí fora.
E, hoje em dia, também podemos acrescentar isto: machista, xenófobo, racista.
Tens dúvidas? Quantas e quantas vezes ouves ou lês referências ao homem branco como o causador de X ou Y?
O que disse o Mamadou Ba? Disse que o racismo deveria ser irradiado? Sim… mas disse-o através da expressão “matar o homem branco”, ou seja: o homem branco como a súmula dos males, como o maior racista. Será? Conhecem pouco o Norte de África, por exemplo.
Sendo assim, é interessante perguntar como seria se “fosse ao contrário”. Porque essa análise poderia perfeitamente indicar se o objetivo é acabar com o racismo ou atacar especificamente um grupo. Os exemplos são claros. Aliás, é só ler os comentários mais em baixo para perceber que o árbitro foi, para muitos, no mínimo deselegante mas já Mamadou Ba… Nem por isso: foi apenas expressivo na utilização de hipérboles e metáforas. Foi um exercício da mais fina prosa… Incendiário? Não, claro que não… ?
Em relação ao termo “preto”… Lá está: conheço pretos que detestam “negro” e que abominam “pessoa de cor”. E já nem falo que os mulatos, em Angola por exemplo, chamam pretos aos… pretos.
Enfim… Culpa do homem branco… ??
Rui Miguel Ribeiro
Mais um comentário no qual me revejo.
Meu nome é Toni Sylva
Imaginemos que ele não era de pele escura. Como diacho é que o 4° árbitro se ia desenvencilhar para explicar que era a ele que se referia e não a um dos outros? Que coisa! Provavelmente tinha de desistir e não mostrar cartão a ninguém.
Romulo
E que tal dares-te ao trabalho de tentares informar-te do que aconteceu? Está em todos os os jornais. Aparentemente o Sr. 4.º árbitro virou-se para o treinador assistente e disse-lhe, diretamente, “negro, sai daí, vai-te embora”, e expulsou-o (aparentemente porque achava que ele estava a gritar muito).
Psilva
Sim, de facto como diacho é que nos referimos a qualquer pessoa que seja sem ser utilizando termos que outrora terão sido usados de forma racista e xenófoba? Se ao menos a pessoa tivesse nome, ou uma profissão única naquele contexto, como por exemplo treinador adjunto de alguma das equipas… Se ao menos houvesse as condições para tratar as pessoas de forma igual…
Deixe de ser tacanho.
António Hess
Bem, atendendo ao que esta caixa de comentários transmite parece que os agentes de parálise continuam na sua demanda por uma justiça que sirva apenas alguns… O que se passou esta noite é grave e tem de ser condenado – assim como quem vem a público minimizar o ocorrido. E não é preciso chamar ao assunto a política, a História, ou o que quer que seja que, no fundo, nada mais fará senão deslocar o que realmente importa para outro universo.
Kafka
Estás portanto a dizer que o que o Harrel fez é grave, bem como a relativização que o seu treinador Doc Rivers fez também é grave? bem como a NBA não ter punido ou mesmo ter irradiado para sempre o Harrel (vi aqui no blogue pessoas a defenderem a irradiação do árbitro, só estou a usar a mesma lógica dessas pessoas), também é grave??
Certo?
António Hess
O que o Harrell fez foi grave, evidentemente, mas e depois? Se precisas de recorrer a um caso passado num país a milhares de quilómetros de distância e situado noutro continente, regido por leis e cosmovisões completamente diferentes e que foi protagonizado por intervenientes de outro desporto… Bem, é que nem há muito mais a comentar, porque só me dás razão.
hortalica
O problema de hoje em dia é que com o politicamente correcto desculpa-se muitas coisas às “minorias” e se fosse um caucasiano a ter essas mesmas atitudes era linchado na praça pública e esse exemplo do Harrel é o exemplo perfeito disso, numa altura que o Black Lives Matter estava no auge, proferiu palavras muito negativas em relação à raça de outro individuo e essas palavras tiveram zero impacto (nem levou jogos de castigo), se fosse do Doncic a proferir essas mesmas palavras a esta hora não estava na NBA.
Hoje em dia as minorias aproveitam-se do facto de serem minorias para tirar alguma vantagem e para mim isto não é igualdade (nem lutar por ela), não foi por comportamentos como este que Nelson Mandela e Martin Luther King (entre outros) lutaram, eles lutavam pela igualdade e não para serem tratados acima dos outros.
Hoje em dia temos bandidos que não acatam ordens policiais e viram heróis “apenas” pelo facto de no outro lado estar um policia que não tem comportamentos que um policia deve ter. Que raio de exemplos são estes? Passamos de exemplos como Luther King e Mandela para bandidos como George Floyd que acham que estão acima da lei (maior parte dos casos que se falou no movimento BLM são bandidos apanhados a cometer crimes)?
Killz
Estás a dizer que é preciso ser o Martin Luther King para ter o direito de não ser morto pela polícia? Qual a vantagem que o membro da minoria George Floyd tirou da situação? Morrer? Se não consegues empatizar, perceber ou sequer saber onde está a moral na situação de George Floyd, não sei por onde começar.
hortalica
Entendeste mal o meu comentário. Se leres com atenção eu condeno os actos criminosos da policia (“um policia que não tem comportamentos que um policia deve ter”), mas também acho triste (à falta de melhor palavra) um movimento tão importante como o BLM ter como base maus exemplos, os exemplos que eles falam são maioritariamente indivíduos com cadastro, apanhados a cometer crimes, que exemplos são estes para os mais novos? Achas bons exemplos e boas mensagens? Não deve ser difícil arranjar melhor exemplos, certamente (infelizmente) há brutalidade policial e racismo contra pessoas que nunca cometeram um crime. Apenas acho que se querem lutar por um mundo melhor deviam escolher exemplos melhores para os representar. Se é mau haver brutalidade policial/racismo? Claro que é! Mas o George Floyd já tinha cadastro e se foi preso naquele momento foi porque também não respeitou os outros e cometeu crimes. Ele morrer nas mãos da policia foi horrível e nunca deveria acontecer, mas também não nos podemos esquecer que ele andou a prejudicar a vida de outras pessoas ao roubar-lhes o que era seu. Agora eu pergunto-te e empatia por quem ele roubou?
António Hess
Vi logo ao que vinha quando diz que “hoje em dia as minorias tiram vantagens de ser minorias”. Vá se lá perceber onde é que isto existe.
Number10
Existem pessoas más e racistas em todo o lado seja de que raça forem, mas da forma como falas parece que a maioria das pessoas que fazem parte do BLM são más e que se aproveitam de ser minorias. Independentemente do crime que o Floyd tenha cometido achas justo ter sido assassinado em frete de toda a gente? Se fosse caucasiano ia ter o mesmo tratamento?
hortalica
Onde eu queria chegar é que o movimento BML conseguia (infelizmente) arranjar casos de pessoas que sofreram brutalidade policial/racismo e nunca cometeram um crime e acho que era nestas pessoas que deviam falar mais, para dar um melhor exemplo aos jovens. Um movimento que os seus principais “heróis” são criminosos cadastrados que estavam a cometer crimes, acho que passa uma imagem menos boa ao mais jovens.
Segundo as estatísticas (por ano) os policias americanos matam mais caucasianos que a soma de pretos + hispânicos nos EUA e este número ainda é mais impressionante quando a maioria da população prisional são pretos e hispânicos, logo segundo a estatísticas, a tua pergunta cai por terra.
Chico
Floyd pode ter cometido crimes, isso não invalida que naquela situação não estivesse a ser desproporcional e que tenha sido assassinado de uma forma monstruosa.
António Hess
Esse comentário não tem ponta por onde se pegue. Entre falar em igualdade para as minorias (quando o que se pede é equidade) até comparar MLK a George Floyd, muita coisa estranha vai por aí.
Esse segundo parágrafo então é delicioso.
hortalica
Lê o meu comentário abaixo que entendes o meu ponto de vista.
AnswerPT
Excelente comentário! Tu o Kakfa e poucos outros users ainda são a esperança de não termos uma socidade do politicamente correto! Parabéns
Rui Miguel Ribeiro
A fantochada do costume. Dizem que usasse o nome. É suposto o árbitro saber o nome de mais de 50 pessoas que estão em jogo e no banco? É ofensivo alguém ser identificado por uma característica como branco, negeo, alto, ruico, moreno, louro, magro ou gordo? Tudo é racismo? E, já agora, o racismo tem sentido único? Tudo serve para se entrar em estado de choque ou histeria. Menos.
Killz
Hoje, se saíres de casa ou nos teus contactos de reunião skype ou zoom, trata todas as pessoas pela cor da pele. Quando não souberes o nome chama só “o preto”. Numa reunião. Numa loja. Sei lá, na igreja. Claro que vais evitar fazer isso, principalmente em contactos oficiais onde as pessoas tendem a usar (ou, no mínimo, fingir) o respeito pelo próximo. Claro que estas expressões têm uma carga negativa. Não quer dizer que tenham sempre esta intenção, mas quem cresceu em Portugal ou num país ocidental que utilizou escravos e teve colónias (apesar de não ser só) sabe que essas expressões têm uma conotação negativa, racista. Já ouviram essa expressão ser usada de forma depreciativa. E sabem (ou pelo menos deviam saber) que nós não queremos ser chamados assim. O árbitro provavelmente pensava que não seria ouvido, o que não minimiza a situação, apenas lhe confere uma camada de dissimulação.
Rui Miguel Ribeiro
O árbitro não falou com o treinador, falou com o árbitro principal. Não sabia o nome, usou uma forma para o identificar e que não é necessariamente racista. Se o árbitro tivesse apontado para um louro, ou um branco também ficava tão ofendido? J
Já agora, os árabes e os africanos há muitos século que praticavam a escravatura e fizeram-no até um período mais recente que a maioria dos europeus. Não iliba os europeus, mas também não o faz com os outros.
Zimbo
Num jogo da principal competição de futebol profissional do mundo, que é literalmente a liga milionária, sim é suposto saber. Não ser profissional máximo a um nível onde isso se exige é ridiculo.
Rui Miguel Ribeiro
Ridículo é pensar que um árbitro tem de decorar e ser capaz de identificar 50 nomes por jogo, especialmente um jogo internacional.
Psilva
O problema não está no termo em si, está na perpetuação da utilização dum termo como factor diferenciador, como outrora foi feito. Falar do pedestal do homem branco heterossexual de classe média é fácil, mas estar no outro lado e todos os dias ouvir comentários deste género definitivamente não deve ser fácil. Nem pode ser aceite. Por ninguém.
Marques
É só ler alguns comentários aqui para se perceber o porquê da extrema direita, extrema esquerda e tudo o que é extremismo estar a crescer em Portugal E em toda a Europa .
AnswerPT
Exato! E começou a crescer, também, por causa da sociedade de hipocrisia e virgens ofendidas! Basta ver o que se passou no Brasil recentemente… Polícia branco mata pessoa negra – BLM entra em ação é o caos o drama e o terror! Bandido negro mata à queima-roupa um polícia branco (já vi o vídeo é chocante) nada… até acho que o Bandido vai virar herói nacional! Claro que a extrema direita cresce e cresce muito por causa desta hipocrisia e te garanto uma coisa… Vai crescer ainda muito mais! A não ser que a sociedade pare com esta vergonha! Mas ainda não aprenderam
Pipi Romagnoli
Muito simples, se existe acesso à comunicação, é tentar perceber se o árbitro usou um termo pejorativo propositadamente (e aí ser punido), ou se usou um termo que na sua língua não seja considerado dessa forma, isto ainda não é tudo EUA e Inglaterra.
Eu acho que a melhor forma era cada pessoa levar um chip com um número de série que era implantado à nascença, depois cada um de nós usava uma espécie de relógio electrónico que lia a referência do outro indivíduo/a e assim já não se usava nenhum termo físico para descrever outra pessoa.
Nem se usava nomes, por exemplo, o jogador Bruno Gama, tem um nome de um navegador, que deve ter sido do piorio quando andava para aí de barco por esse mundo fora.
Deixava de ser Bruno Gama e passava a ser o Elemento M46N4778.
Era muito mais simples de prevenir o que é racismo do que é aproveitamento do mesmo, aqui espero pelos próximos dias para saber se foi de facto ou se não foi, mas acho estranho um Romeno ser racista.
Zerobola
Isto nem é assunto de futebol não sei se teve mal ou bem so acho que cada vez mais vivemos do politicamente correcto usei óculos muito tempo na minha vida se fosse ficar ofendido sempre que me diziam olha o tipo de óculos não sai de casa claro que agora vão cair em cima do meu comentário mas força quero la saber como tbm não queria saber quando era o tipo de óculos concelho a fifa e uefa metam números nos jogadores que estão no banco e no staff isto sempre aconteceu e vai acontecer só que agora esta ouvir se todo .
druga7
mas seres o tipo de óculos não tem o peso de ser discriminado pela cor!
nao deixaste de conseguir emprego por ter óculos, não deixaste de acesso a educação por isso, nunca desconfiaram que ias assaltar alguém por isso, nunca fugiram de ti so por isso, nunca foste tentar comprar alguma cena e nao foste atendido… etc
e dizerem que isto ja não acontece no mundo actual é mentira!
Flavio Trindade
149 comentários sobre uma situação que nada tem a ver com futebol.
Na sua maioria, os extremos da barricada.
Durante séculos as civilizações maioritarias sempre lidaram mal com a diferença e num mundo amplamente mediatizado e com o volume de informação existente, continuam a lidar.
O racismo e outros ismos são estados de espírito de pessoas incapazes de viverem em sociedade na sua plenitude.
Uns porque no alto da sua posição branca, capitalista e cristã, olham para a diferença com indiferença e paternalismo e não as aceitam.
Do outro lado, os acossados das “minorias” étnicas, religiosas, de género, e de políticas de esquerda, radicalizam o discurso da opressão e criam os lobbies minoritários que em nada lhes resolve problema algum, mas que normalizam a violência e a indiferença de igual modo.
E o ciclo não só não se encerra como se agrava e perpetua.
Sobre a situação em si, se a Uefa e a Fifa fazem disto slogan e bandeira, a situação não pode passar impune.
Afinal de contas são os mesmos que castigam jogadores por festejarem um golo e mostrarem na parte de dentro da camisola a fotografia do filho…
São estas situações que fazem com que um fumador nos dias de hoje seja quase o anti cristo, ou alguém que coma carne seja olhado como um assassino de animais…
Dir-se-ia que um dos males actuais é a falta de valores.
Eu diria é que há valores a mais…
Não há pachorra.
Há algo positivo a retirar disto, se eu for a Luz chamar o treinador de Richard Gere da Amora o gajo que escolheu o perna de pau do defesa direito, será que a equipa do Benfica abandona o jogo?
Dava imenso jeito quando estivesse a correr mal.
Romulo
Alguém me consegue esclarecer se ele disse aquilo em diálogo directo com o treinador assistente, ou estava a falar com o árbitro e foi inadvertidamente ouvido?
É que isso parece-me fazer toda a diferença… se foi o primeiro caso, é de uma gravidade inacreditável, não pode voltar a pisar um relvado, etc. No segundo caso, enfim, teria sido infeliz (esta na liga dos campeões, e não no tasco do Manel) mas também acho um bocado exagerado (basicamente teria usado a cor da pele para ajudar a identificar, e não em sentido perjorativo ou com intuito ofensivo: “foi aquele ali, o negro”). Mas mesmo neste último caso impunha-se reconhecer logo que agiu mal, não queria ofender, pedir desculpa, etc, etc..
Chico
De acordo com novas informações, antes do que se ouve no vídeo, ele efetivamente dirigiu-se ao adjunto como negro, o que torna tudo mais grave.
Joao X
E ele é o quê? Azul? O que ele disse não tem mal nenhum, apenas foi desleixado visto que estava em ambiente profissional, e fica mal.
Romulo
Obrigado Chico. Já vi hoje o relato exato daquilo que alegadamente aconteceu, relatado pelo lateral direito do Basakeshir. Tanto quanto sei, o Sr. 4.º árbitro não ofereceu nenhuma versão diferente, sendo certo que aquela versão parece-meo credível e coerente com tudo o que se passou a seguir (nomeadamente, o facto de o treinador dizer que o 4.º árbitro expulsou-o só por ser de cor: não me parece que alguém diga isso de ânimo leve). Assim e até prova em contrário, vou assumir essa versão como correcta.
Então parece que o 4.º árbitro virou-se para um dos adjuntos a dizer que ele estava a gritar muito, na sequência do que diz “negro, sai daí. Vai-te embora”, e expulsou-o.
Não me vou dar ao trabalho de comentar os comentários absurdos que pululam nesta caixa. Mais acima, pode-se ler alguém relativizar a morte do George Floyd e a chamar-lhe bandido. O bandido “apenas” foi sufucado até à morte, sem necessidade nenhuma e pese embora os apelos (dele e de quem assistia) para o deixar respirar. Nesse tipo de conversa, eu nem entro.
Mas esta caixa de comentários é a prova viva de que a UEFA terá que ser (e seguramente será) implacável, não se admitindo que aquele Sr. árbitro volte a pisar relvados, pelo menos a nível europeu.
Isto é de uma gravidade inacreditável. Seria grave num qualquer outro contexto profissional (os “artistas” que aqui comentam alguma vez se dirigiriam a um cliente ou outra pessoa com quem se relacionam profissionalmente como “negro”?!?!?!), mas é particularmente grave por ser na liga dos campeões. É uma atitude objectiva e subjectivamente racista no “desporto rei”, sendo que a UEFA assumiu (e bem) como causa o combate ao raciscmo. Será à toa que toda a equipa do PSG se solidarizou e abandonou o relvado também? Não: é que as equipas de futebol são a prova viva de que o racismo está errado, pois são compostas por jogadores de todos os países e cores, que não obstante jogam juntos, mts vezes até ficam grandes amigos, etc, etc.. A UEFA percebe isso, percebe a responsabilidade que tem e daí defender (e bem) esta causa.
Isto não é extremismo nenhum. Comparar isto ao incidente com o Bernardo Silva (esse sim, acho um pouco ridículo e desnecessário… era uma brincadeira entre dois amigos e o próprio Mendy esclareceu isso mesmo, que não se sentiu ofendido, etc.) é parvo e desonesto. Isto foi um árbitro a dizer a um treinador assistente “negro, vai-te embora”, e expulsou-o. Se acham normal isso e algo passível de ser relativizado… lamento, mas estão simplesmente errados.
DNowitzki
Se bem percebi – e ponho a hipótese de tal não ter acontecido -, o árbitro «facilitou» e identificou o sujeito A por uma característica física na sua língua mãe, convencido de que ninguém iria perceber o que ele disse.
Assim sendo, temos duas hipóteses: ou é racista ou foi desleixado. Eu não sei qual das duas tem maior peso; seja como for, é evidente que se desleixou e que deveria ter tido, no mínimo, muito mais cuidado com a situação, por razões históricas e do momento que vivemos.
Estas situações, ao contrário do que se possa pensar, não ajudam nada ao Estado da Arte. O que aconteceu com a NBA (e outras ligas) não ajudou rigorosamente nada o combate à discriminação racial; estes casos só fazem com que os extremos se extremem. Basta atentar no que sucede aqui, no blogue, sempre que o assunto é focado num «post».
As mentalidades demoram séculos a mudar, se é que mudam, pois eu não creio que tal aconteça. Serei um cínico ao estilo grego, mas não acredito num Éden terrestre, ou seja, vai haver sempre pessoas racistas, homofóbicas, que discriminam, que ofendem, que tortura, que matam, etc. Não tenho qualquer esperança para a humanidade a este nível. E vandalizar a estátua do Padre Vieira – logo do Padre Vieira! – não ajuda nada a causa, repito.
Em suma, não vejo solução para este e outros problemas.
Antonio Pinheiro de Campos
Bom comentário, Nowitzki. Perspetiva equilibrada sempre conveniente. Corroboro em grande medida. Exceção feita ao derrotismo com que remataste no fim, mas bem, não descarto a hipótese de vir a sucumbir mais tarde na vida.
VettelF1
Ainda irei perceber o porquê da sociedade se preocupar tanto com a cor da pele das pessoas. A mim, é como a cor dos olhos: igual e indiferente (a não ser louras de olhos azuis/verdes, claro xD)
Miguel Cardoso
É sempre engraçado perceber que quem compactua com esta história de “anti-racismo” (porque anti não tem de nada, só na cabeça de alguns iluminados…) é na sua maioria “branca” :D Ou seja pessoas que nem conhecem a realidade mas como viram noticias e documentários super tendenciosos acham que percebem a realidade do que é o racismo.
Ora a primeira coisa: não existem raças! Se alguem trata alguem por branco ou negro é simplesmente uma maneira de identificar, como ser homem ou mulher, ou ser loiro ou moreno… Se há racistas? Claro que há!!! Ngm aqui disse isso, e esses são ignorantes! E o racista não é só o “branco”, há uma data de tipos com cores diferentes q o são! Insultar ou gozar com alguem por causa de raça é so um conceito criado por pessoas ignorantes.
Dois: Falar constantemente num assunto só tira da real proporção e não ajuda em nada! Exemplo disso foi o recente e ainda falado caso de G. Floyd… o que se conseguiu com isso? Pois absolutamente nada para além de se ter piorado ainda mais a vida à comunidade afro-americana. O que esperar quando pessoas pedem que a policia deixe de patrulhar bairros com gangs? Pois bem, mais mortos que numa década de brutalidade policial, mais negocios destruidos, etc. AH e mais covid tb tal foi o amontoado de gente ignorante… Portanto quem saiu prejudicado no meio disto tudo foram só os mesmos que se tentava melhor a qualidade de vida.
Três: Pessoas que dizem que num contexto profissional não se usa esse termo de “negro” vivem na Lua. Primeiro porque nunca devem ter saído de Portugal e só ouvem falar de racismo da Tv importada dos EUA. Ora bem malta, em África usa-se “branco” pq é menos normal ver pessoas com essa fisionomia. Da mesma maneira que na Ásia é mais normal identificar uma pessoa de fora como “ocidental”. É o que der jeito para identificar a pessoa! Nao quer dizer com isso que esteja a insultar!!
Parem de ler coisas de Blocos de esquerda e SOS racismo porque esses não sao exemplo para ngm quando usam racismo para combater racismo. Sim porque os tais Mamadou e a Joacine que andam tamanho disparate, nao faz disso verdade!
Pedro Barbosa
Olá @Miguel Cardoso,
Só para tocar no teu ponto 3 que é o mais prático e posso falar com algum conhecimento. Se nós “vivemos na Lua” eu não sei de que planeta saíste. Toma isto como um conselho para a vida, estamos sempre em idade de os receber (tu e qualquer pessoa que leia): quando estiveres no teu trabalho nunca te refiras a um cliente/empregado/chefe como “o negro”/”a branquelas”/”o careca”/”a das mamas grandes”/o que for, na presença da pessoa ou possibilidade dela ouvir ou vir a saber. É uma falta de respeito tremenda e só te trará problemas, nunca qualquer benefício. Em privado entre amigos usa lá os termos que preferires, mas entende que em público o que as outras pessoas interpretarem das tuas palavras vai contar bastante, não tens grande poder sobre isso e não tens muita chance depois de entrar em longas justificações porque a tua impressão inicial já “foi de vela”.
Isto não era o café do Manel, o estaleiro de obras do Chico ou o táxi do Sr. Joaquim (os exemplos são usados para descrever alguma casualidade/camaradagem no local de trabalho). Naquela hora e meia de jogo estavam a ser movimentados mais milhões que em anos fiscais de empresas e como tal os intervenientes devem-se dar ao respeito entre si porque senão nada funciona. Um jogo de futebol já é um ambiente onde se desculpa muita coisa (muita coisa mesmo) mas devemos exigir de toda aquela gente que ganha muito dinheiro o mínimo de consideração.
Posso ter sido a excepção aceito, mas já trabalhei em Angola, em Moçambique e na África do Sul e nunca tive a experiência em reuniões de trabalho de se dirigirem a mim como “o branco”/”aquele branco”. Na rua, com amigos ou em cafés era outra coisa, e normal diga-se, mas estamos num contexto completamente diferente já. Também posso oferecer a experiência pessoal de ter tido oportunidade de trabalhar na Coreia do Sul por uns meses já que referiste a Ásia – o uso do descritivo e linguagem correcta para o contexto é do mais importante por lá (e não tenho dúvidas que seja análogo para a maioria dos países na região do Extremo Oriente por contactos que tive). Se escolheres o título errado da pessoa ou deres a impressão errada (discurso casual numa reunião, por exemplo) já faltaste ao respeito para com os outros, e algumas pessoas podem até tomar como insultuoso.
Como te diriges a alguém, como identificas alguém, o tom que usas, tudo isto carrega muita informação para o outro lado e na mistura certa vira para o insulto rapidamente e pode facilmente ser tomado como racismo, mesmo que não seja tua intenção.
Miguel Cardoso
Claro que na Ásia ou em qualquer parte do mundo isso varia até mesmo dentro da Europa há diferenças de cultura que impedem certas maneiras de se estar. O japão ou a coreia sao exemplos de sociedades como referiste que pode significar falta de respeito. No budismo fazeres uma festa na cabeça é falta de respeito apesar de aqui ser visto como forma de afeto. Noutros sítios na Ásia tratar alguem por ocidental não é fora do normal… o tom/forma como te diriges diz muito claro mas se te conhecem e sabem a tua maneira de estar tb é diferente.
Não estou com isto a ser a favor do que o árbitro fez pq não sei tudo. O problema é a maneira precipitada como se julga tudo hoje em dia. E posso te dizer que quem fala mais dos que conheço são realmente aqueles q sabem menos! E no geral são os “anti-racistas” pq claro que tb há os racistas que vivem na sua ignorancia. Ambos têm de ser educados que as suas formas de estar em nada ajudam nesta confusão que se gera sem qq sentido
Miguel Cardoso
Amigo, o problema é que as pessoas nem sabem o contexto, tal como foi o do G.Floyd que desencadeou uma manif em massa. Meses depois de sair a verdadeira história (sim pq há um video completo da apreensão de Floyd mas que a maioria já nem viu porque tanto tempo passou q se “esqueceram”…)
Não conhecendo a versão real (pq aqui ngm sabe) faz me impressão que as pessoas falem sem no fundo saberem nada.
E sim podes tratar por negro, branco, loira, etc. dependendo dos contextos profissionais. Se calhar no teu não, mas no meu sim… depende!
E eu já vivi na Ásia e já estive em sitios noutros continentes em que exisitia muito mais xenofobia. A diferença é que nesses sitios a preocupação é outra: sobrevivência! Vir para um país como Portugal falar de racismo nao faz sentido porque ele é residual em comparação com 99% do mundo, como foi ao longo de toda a História, apesar de haver gente q acha q fomos uma cambada de colonizadores que andavam na selva a caçar africanos… O problema é que os autointitulados “anti-racistas” não conhecem a realidade mas falam como se soubessem. Vamos a ver e são maioritariamente “brancos”, classe média/alta, que andaram no colégio, que nem sabem pq nunca tiveram num bairro social, … e por isso assumem que são priveligiados por causa da sua cor…
E eu sofro muito mais facilmente no dia-a-dia deste “racismo” do que a maioria que aqui fala ;) logo consigo ter uma visão melhor, acho eu…
johnyboy13
Boas Miguel, subscrevo na integra o teu comentário. Para mim, o 4º arbitro não teve nenhuma atitude racista, apenas algum desleixo e não foi profissional. Passar de algo que não é ser-se profissional, para Racista, vai um longo passo, mas nada melhor que quem tem dúvidas sobre o que é o Racismo, nada melhor que ir ao dicionário ver a palavra em questão.
Miguel Cardoso
Quem fala em raças e cor de pele para justificar o que quer que seja, é a descrição de racista :D quer seja no “bom” sentido ou “mau” sentido pq o “bom” também não ajuda em nada
golias
Isto é demasiado grave para passar impune e com um paninho quentem já que a UEFA tem “NoToRacism” como um dos principais slogans.
Transfornem este momento péssimo numa oportunidade pedagógica para se falar abertamente sobre o problema, lendo alguns comentários aqui no blog fico estarrecido.
Não me vou alongar mais sobre este assunto, é demasiado horrível só de pensar o que sentirá alguém por ser discriminado por causa do tom de pele.
VettelF1
Não, não é assim tão grave como queres fazer parecer!
golias
É grave sim, demasiado grave. Imagina que o 4a árbitro “apenas” decidiu expulsar o Webo porque no fundo é pouco tolerante com a cor de pele dele. Em momento algum o 4o árbitro pediu desculpa pelo sucedido, apenas tentando justificar o injustificável. O Demba Ba disse tudo, não me quero alongar muito porque é um tema que me tira profundamente do sério.
E ainda me chateia mais aceitar e normalizar estas situações.
Espero que seja o teu caso, que vê e interpreta a situação com bons olhos, ou seja, como tratas toda a gente com respeito não consegues perceber o alcance da situação e consideras que não é assim tão grave. Infelizmente há muitos que utilizam os mesmos argumentos mas no fundo é apenas porque se acham superiores.
Kafka
Concordas portanto que foi um escândalo o Harrel ter passado impune relativamente aos ataques racistas que proferiu sobre o Doncic?
golias
Não conheço a situação pesquisei e parecem-me jogadores de NBA, não sigo. Se quiseres elaborar posso tentar responder.
ZeMario
Basicamente Harrel num jogo de playoff, e no calor do momento e de andar a tentar pegar com o Luka Doncic (tira-lo do serio) chamou de “Bitch Ass White Boy”.
Não apanhou nenhum jogo de suspensão. Aliás no final do jogo o Harell pediu desculpa, e foi considerado uma grande atitude um exemplo porque não tinha que pedir desculpa.
golias
Ok, correndo o risco de não conhecer bem a situação diria que são pouco comparáveis.
Para mim o maior problema do que se passou ontem é que é muito difícil dizer que o tom de pele do Webo não pesou no momento de o expulsar. Já que o 4o árbitro (é um juiz caramba!) não teve nenhum problema em identificá-lo recorrendo ao tom de pele.
Na minha opinião no caso do Harrel foi mais um insulto e uma falta de respeito. Honestamente, os atletas e figuras públicas têm a obrigação e a responsabilidade de dar o exemplo pelo que poderia e deveria ter sido punido para passar a mensagem que não pode haver tolerância com o racismo e discriminação por causa das características físicas, é o tal “NoToRacism”, e que o Bernardo Silva também levou por tabela.
Por fim, o respeito pelo ser humano deverá estar acima do politicamente incorrecto e liberdade de expressão no dia-a-dia: eu não posso sair à rua com uma bandeira a dizer “sou livre de dizer o que quero e o que penso” e desatar a chamar nomes a toda a gente só porque sim, aliás, eu não sou jurista mas penso que existe um crime de ofensa pública que deverá ser um bocado neste sentido. Não podemos é confundir tudo isto com censura, mas isso daria pano para mangas e seria uma outra grande discussão.
T. Pinto13
Sinal dos tempos.
Hoje em dia todos se ofendem muito facilmente.
E as coisas caem fora do contexto de uma maneira algo estranha…
Number10
Até parece que na historia da humanidade as pessoas só recentemente é que começam a ficar ofendidas facilmente.
T. Pinto13
Tem um eco totalmente diferente.
E a comunicação social usa e abusa de tudo e coloca à sua maneira
Number10
Bem verdade, a comunicação social (principalmente a portuguesa sem exceção) muitas vezes são uns autênticos profetas da desgraça.
Rosso
Com as redes sociais e novos meios de comunicação, as “ofensas” têm sido amplificadas. A verdade é que há certas coisas que lembram as blasfémias religiosas de outrora, só que agora a blasfémia é outra.
FutebolPuro
Boa noite,
Vou deixar aqui a minha opinião:
Eu vi o lance e tudo o que culminou neste desacato.
Acho que há aqui varios fatores que tem que ser analisados. O primeiro deles, para mim o mais importante, a intenção nas palavras do Arbitro. Ora bem, se a pessoa pode chamar alta, baixa, magra, gorda, ruiva, loira, asiatico ou e branco porque é que não pode chamar Preto, como um traço característico dessa pessoa? Até poderia e devia ser uma característica de orgulho. Lá esta, se fosse chamar minorca, baleia, burra ou “negro” ai já entramos no tom depreciativo das palavras e ai já sao , à partida ofensas.
Outro fator que considero importante é a nacionalidade do 4º arbitro , romeno, e do Arbitro principal também ele romeno. Ora historicamente a palavra Negro em inglês tem uma conotação negativa, não é uma cor ou um traço característico apenas . Em inglês é depreciativo, não se pode ter duvidas disso. No entanto o romeno, língua latina e bastante próxima do português, a cor “que absorve todas as cores” chama-se “negru”, sendo esta lingua a lingua nativa dos dois arbitros envolvidos, pode-se e deve-se considerar o “negru” apenas como cor caracteristica da pessoa (até provas em contrario). E não o “negro” depreciativo.
Agora temos que analisar uma 3a dimensão, a etica. O arbitro ocupa em campo o lugar de autoridade, tem que dar o exemplo e tem que ter respeito por todos os intervenientes, tem que ter um cuidado extra com estas coisas. Se pode chamar preto como quem chama de careca ao careca ou de alto aquele personagem de 2,00 metros? Pode. Se deve ter cuidado na maneira como diz e como o diz? Deve.
Hoje em dia noto que se julga uma expressão como racista e quem a usa é racista obrigatoriamente. como foi o Caso do B. Silva com o B. Mendy ou mais recentemente Cavani com o seu amigo. Não acho isso correto. Obviamente existem sempre palavras com conotações maioritariamente negativas, mas acho que acima de tudo se devia concentrar na intenção das palavras.
Acho que se o arbitro tivesse sido racista, não teria admitido ainda no relvado, como admitiu, que tinha dito “the black guy”.
Espero sinceramente, que o arbitro e o Senhor Alto e careca que se sentiu ofendido tenham tido uma conversa particular em que se explicam mutuamente, pois aqui ambos tem razão. O “ofendido” por que ao ouvir a palavra negro ouviu algo de conotação negativa . E o arbitro por der dito a palavra negro como cor viu-se como racista.
Agora a todos os que consideram o que foi dito como muito ofensivo, espero bem , que no vosso dia a dia tenham cuidado com o que dizem. Tenho a certeza que muito de nós já proferimos palavras bem piores a terceiros do que chamar “preto” a alguem. Palavras essas que as vezes magoam ainda mais e que são mesmo usadas para deixar marca. ( E no meio disto tudo uma das profissoes mais expostas essas palavras é a de arbitro).
Desejo a todos uma optima semana, que tenham saúde e que nesta quadra natalicia tenham quem amam do vosso lado.
Um abraço.
Rosso
Boa síntese. De facto, nao percebo onde é que está a ofensa em identificar alguém por uma característica visível que não é nenhuma deficiência. Ainda me lembro quando racismo era tratar mal ou levar vantagem de alguém pela cor da sua pele. não por palavras que nem são insultuosas. Mas desde o caso de Bernanrdo Silva que já espero tudo.
Mantorras
Muito bom comentario, e subscrevo.
E triste a falta de empatia ou qualquer sensibilidade, de parte a parte. Significa que em 2020, isto foi um problema de impossivel solucao.
Esta situacao nao tem que acabar ali nem assim. Podia e devia ter-se resolvido com o arbitro a pedir desculpa por ter identificado o jogador assim, posso estar a cometer um erro, e nao sou eu que sofro isso na pele, mas apesar de nao se dever identificar assim um jogador, e isso, por si so, poder ser considerado ofensivo, se ele tentou explicar-se, e desculpar-se… algo entendido como “no limiar do mesmo”, pode resultar em muita coisa, todo o tipo de sancoes a posterior, investigacoes e coisas do genero caso haja necessidade, e podem perfeitamente banir o arbitro no final se ele foi realmente racista ali, mas nao pode ser impossivel de resolver sem o reatar da partida.
Se me disserem que nao conseguem resolver um estadio a cantar insultos, ou outro tipo de confrontos mais graves, tudo bem, aqui, ha hipotese de resolver a situacao isolada e continuar. Escrevam uma regra qualquer com o que nao e aceitavel dizer e siga, soa um pouco a censura, mas aplicado ao local de trabalho e melhor a emenda que o soneto. As coisas extremam-se tao facilmente que nem vale a pena outras formas.
Ja agora, comecem a expulsar todos os jogadores que utilizam linguagem inapropriada tambem. Afinal, respeitinho quer-se em todo o lado.
Pedro Rosa
Em ambiente profissional, nunca mas nunca dirigi-me a um colega, cliente ou empregado por qualquer característica dos mesmos.
Foi sempre pelo nome, ou aquela senhora, aquele senhor, etc.
Nem pela cor da roupa.
Tendo em atenção o mundo que nos rodeia, toda a dor criada pela discriminação existente relativa a tanta característica as quais nós associamos ou somos associados, como profissional, líder de equipas e face de uma empresa, tenho sempre o maior cuidado para que a empresa tenha os melhores resultados possíveis, dentro do que são as boas maneiras e a educação.
Neste caso um árbitro, mal preparado, arrogante, e mal educado preferiu ter o seu ego massajado , fazendo a sua empresa perder milhões, ao invés de no imediato pedir desculpa pelo erro, pois todos nós érramos.
Ao continuar a sua senda egoísta, levou a que os jogadores, que em jogo estão com níveis altíssimos de stress explodissem e consequentemente saíssem do jogo.
Agora não se trata da palavra se é correcta ou incorrecta (por mim acho abjecto) este senhor falhou na sua palavra com o seu empregador, que tem regras específicas em relação à utilização de certos termos.
Foi errado falhar com quem lhe paga as contas, foi errado pela falta de civismo, foi errado por não admitir o erro e preferir o ego massajado .
Não tem desculpa.
Number10
Concordo com o teu comentário. Mas lembrando o teu penúltimo paragrafo, é provável que durante a vida dele já tenha sido chamado de “preto” de forma depreciativa (não é comparável a alto, baixo, gordo, magro…), o que pode explicar a reação do assistente do Istanbul, independente da intenção do 4º arbitro (deve ser a única pessoa que pode dizer se foi racismo ou não).
DNowitzki
Percebo perfeitamente o que queres dizer, mas não é bem assim. Observemos as inúmeras situações de pessoas que são vítimas de «bullying» por causa de serem altos, baixos, gordos, magros, carecas, «cegos», etc.
Number10
Claro, no fundo acaba por ser tudo combate ao odio, preconceito e descriminação. Mas queria dizer no sentido em que a raça e a etnia normalmente têm um peso diferente, mais depressa encontras uma pessoa que odeia “pretos”, “brancos”, “ciganos”… etc do uma pessoa que odeia “altos”, “baixos”, “gordos”.
Filipe Ribeiro
Muito bom comentário!!
Joga_Bonito
Excelente comentário.
AbreLatas
Parabéns pelo comentário. Usas as palavras de uma maneira muito mais compreensível e eficiente do que eu.
Sou exatamente desta opinião e tive exatamente esta análise.
Como muitos utilizadores aqui disseram, o árbitro esteve mal, isso é certo. Agora se foi intencional que seja banido. Se não foi, espero que em privado possa ter tido a oportunidade de explicar e pedir desculpa.
Khal Drogo
Excelente comentário. Boa análise da situação.
Nickles
Bom, mais uma palavra para a minha lista de palavras proibitivas:
̶c̶o̶n̶g̶u̶i̶t̶o̶
̶d̶e̶n̶e̶g̶r̶i̶r̶
̶a̶ ̶c̶o̶i̶s̶a̶ ̶t̶a̶ ̶p̶r̶e̶t̶a̶
̶n̶e̶g̶r̶i̶t̶o̶
̶n̶e̶g̶r̶o̶
porra33
Vais te ver negro para dizer a cor do equipamento da Académica..
Ah caraças..
Miguel Lopes
Esta a faltar-te “negru”, em romeno é mais fino.
Pedro Barbosa
Não estava a assistir ao jogo em directo mas pelo o que deu para rever pareceu que os ânimos exaltados depois de protestos anteriores pelo Başakşehir, a diferença linguística e a estupidez do 4º árbitro uniram-se para criar uma situação evitável mas que ganhou proporções muito maiores que esperadas.
Pelo o que dá a entender, segundo um jornalista romeno que li, foi usada a expressão romena “că negru” que quer simplesmente dizer “aquele negro” para indicar alguém do banco da equipa turca. É rude e nada profissional mas não terá tido (assumo) a intenção de calúnia/insulto que o visado tomou (face à proximidade com a expressão em inglês, bem pior), foi apenas pura idiotice do 4º árbitro. E ainda por cima depois pareceu que quis entrar em explicações com o adjunto do Başakşehir em vez de pedir imediatamente desculpa, o que só piora quando do outro lado a pessoa já não levou nada a bem a primeira interpelação.
Não sei que raio de preparação a equipa de arbitragem tem, mas é um pouco inadmissível o uso deste tipo de expressões num contexto profissional ainda por cima à frente da pessoa visada (já tive a oportunidade infeliz de ver um colega de trabalho ser expulso de uma reunião e quase despedido no momento por dizer algo em tom semelhante à frente de um cliente). E quando a equipa de arbitragem perde desta forma tão visível o respeito para com os jogadores ou o staff técnico, torna-se difícil depois dirigir um jogo até ao fim, por isso se calhar a interrupção até foi o melhor que podia ter acontecido. Não sei como a UEFA agirá neste caso, mas era importante tentar ser ao máximo reconciliadora e evitar grandes penalizações pois só atrairá mais atenção e problemas.
Chico
Exato, esse caso da empresa é muito simbólico. Estes negacionistas haviam de ser patrões de um indivíduo que se referisse a um cliente como o preto, ainda para mais à frente dele. Aí já teriam uma opinião diferente, talvez. Aqui como não mexe com ele, salta o preconceito e a fúria cá para cima.
Albicastrense
A Falta de noção que aqui vai.
Primeiro que tudo, vejam o vídeo. Depois, oiçam o Demba Ba. E por amor da Santa, percebam que o whataboutism não é um argumento. “ah então e se fosse em Africa e fosse ao contrário” , “ah e então quando”, “então e se fosse”… não! Isso não é um argumento., porque são situações na sua maioria fictícias criadas para fazer valer um argumento, ou situações de contextos diferentes e que nem sempre são comparávies.
Segundo, as situações analisam-se com base no contexto completo, leia-se, o actual e o passado do indivíduo e da comunidade a que pertence. As palavras no dicionário são todas iguais, mas na realidade não o são, as palavras têm um peso cultural diferente entre si e mesmo em cada momento. Eu falar de uma bolacha, de um animal ou de uma pessoa é diferente, mesmo que eu use a mesma palavra.
Posto isto, o 4º árbitro usou, mais que uma vez, um termo pouco apropriado. Para já, porque usou a expressão “negru”, que mesmo em Romeno não é a a coisa mais correcta. E ainda falou em “black guy”. Depois, mesmo que o termo usado já não fisse mau o suficiente, o próprio facto de se dirigir a alguém, que é facilmente identificável por estar na ficha de jogo e por ter uma credencial ao pescoço bem como as iniciais no fato de treino, através da sua cor de pele ou etnia é do mais errado que existe. “o segundo adjunto”, “aquele senhor”, “o que está sentado/em pé” “o senhor ali ao fundo”, o que quiserem, agora “o negro/preto” NÃO! Em momento algum no Desporto, seja de que nível for um agente do jogo se pode dirigir a um outro agente do jogo como Negro, Cigano, Branquelas, Índio, o quue quiserem. Seja aqui ou onde for.
Finalmente, o árbitro devia ter percebido o erro e ter pedido desculpa no momento. provavelmente evitaria o que aconteceu. Ao invés disso mantiveram-se na sua. Mesmo que não tenha sido com intenção de ofender, a partir do momento em que se percebe que as palavras usadas não foram as mais correctas apenas se tem de assumir o erro e pedir desculpa.
Por último, chocante a quantidade de pessoas que acha que isto é uma “moda” ou uma questão de politicamente correcto. Não, isto é uma questão de respeito pela herança étnica e cultural de cada pessoa e uma questão social pertinente: No desporto, como na vida, há que perceber que não ser racista não é dizer que é tudo igual e seguir para a frente, não ser racista é saber que existe um legado cultural e social que deve ser respeitado e que as palavras têm um peso histórico, cultural e social que não desaparece por dizermos que somos todos iguais.
Saudações desportivas
CSM1910
Eu só gostava de saber onde é que me chamarem “branco” ou “branquelas” como queiras, é uma ofensa ou gozar? Se eu sou branco, vou chorar por causa disso? Racismo é gozar e insultar uma pessoa devido à sua etnia, cor ou o que quer que seja. Não é fazer uma referência a uma característica da pessoa, será que também te ofendes quando se referem a uma pessoa pela cor dos olhos? O racismo é invocado e provocado mesmo pelas pessoas que acham que a cor da pele é um problema e que fazem uma distinção dela para outras características do ser humano. O racismo parte daí.
Miguel Cardoso
Opa mais um que se sente priveligiado por causa da sua cor de pele… É sempre engraçado que quem cai nestas coisas não conhece a realidade mas fala como se soubesse. Ainda não perceberam que quem mais compactua com isto é quem mais atrasa para acabar com estes problemas…
Conta lá qual é o peso histórico já q sabes tanto? E vir para aqui com a tua lavagem cerebral da imprensa americana (super tendenciosa) não ajuda em nada nem traz nada de novo à causa… E sim isto é polticamente correto, uma das razões pelo qual tudo hoje em dia se sente ofendido, ameaçado, etc…. Os que realmente coitados não tem perna, não têm olho ou outro tipo de deficiencia/problema social ninguem quer saber! E tudo por causa da cor de pele de uma pessoa. Triste realidade que vivemos, pessoas como tu infelizmente continuam a viver numa bolha virtual sem nada saber…
Albicastrense
O que não ajuda a causa nenhuma é este tipo de comentários. “não conhece a realidade mas fala como se soubesse”, dizes tu do alto da tua sabedoria total sobre isto e sobre o conhecimento dos outros, aparentemente. É como a “lavagem cerebral da imprensa Americana” e a “bolha virtual”.
Tantas certezas sobre a vida e os conhecimentos dos outros, sem qualquer fundamento de causa uma vez que não me conheces de lado nenhum, só descredibilizam a tua opinião.
De resto, muitas pessoas haverá que conhecem bem melhor estas realidades do que eu, mas certamente que não falo da boca para fora e tão pouco a partir de qualquer bolha virtual. Vivi em cidades pequenas e em cidades grandes, a minha formação académica é curiosamente ciência política e relações internacionais, vivi vários anos junto a um “bairro social” e cheguei a viver noutro, namorei com uma pessoa de cor e fiz voluntariado nas ruas de Lisboa e de Bolonha. Isto faz de mim melhor pessoa que outros? não. Torna-me um expert em matéria de exclusão social e problemas raciais? também não. Mas serve para mostrar que quando discutimos alguma coisa com alguém, seja ao vivo ou na internet, é melhor focarmos no que está a ser discutido e tentar fazer fruir daí um diálogo enriquecedor para ambas as partes em vez de começar a disparar larachas sobre o que os outros já viveram ou deixaram de viver ou os conhecimentos que têm.
E a realidade é triste principalmente pela falta de empatia de pessoas que não conseguem entender que há palavras que são ofensivas e dolorosas para as pessoas porque as ouviram a vida toda como um insulto e como uma forma de descriminação.
Uma última nota para te dizer que devias mesmo evitar o whataboutism na tua argumentação, porque mais uma vez é falaciosa. Não é por me preocupar com o racismo que não me preocupo com o capacitismo ou com outros problemas sociais. Dizer que “ninguém quer saber” das pessoas a quem tu chamas de “verdadeiros coitados” não só é falacioso como é condescendente para com os milhares de PCDs (pessoas com deficiência) que exitem neste País e que trabalham para não serem vistos como “coitados”.
Menos fúria e mais empatia nunca fez mal a ninguém ;)
Miguel Cardoso
Amigo eu vivi vários anos (e agora estou a morar outra vez) num bairro social… andei desde o ensino básico numa escola com várias pessoas de bairros sociais… aqui moram “brancos”, “negros”, ciganos, etc…
Já morei na Ásia e já estive em alguns países em África (para não falar em Europa)
Eu próprio tenho a experiência de conviver com o tal “racismo” que tu e tantos gostam de falar, no entanto não acho q a minha cor de pele sirva de desculpa para nao atingir os meus objetivos de vida. O que vejo é propaganda de que quem tem certa cor ou certa raça ou whatever que queiram associar… não consegue atingir nada na vida por causa disso… Isso é o que mais atrasa a cura para o “racismo” e faz me impressão que tanta gente ache que isso na realidade ajude. Mas o mais engraçado é que quem sofre com as consequências são exatamente aqueles que em teoria se tenta ajudar… podia te ajudar a explicar isso com uns quantos livros de História e a realidade mundial mas isso demora tempo e cada um investe o seu tempo a ler o que quer. Eu já vi os vários pontos de vista diferentes, até porque tenho mais sabedoria q a maioria (sem dúvida, até porque não tenho problemas em ouvir diferentes pontos de vista por muito parvos q ache). E a maioria das pessoas que conheço e que sabem de várias maneiras de olhar para este tema, quase nenhuma apoia BLM, blocos de esquerda, SOS racismo, politicamente corretos, etc.
Em quem devo confiar mais? em quem está mais e melhor informado ou em quem diz que fez voluntariado e namorou com alguem “de cor” (como se isso fosse maneira de descrever alguem…)?
Tratar certas pessoas de maneira diferente por causa do seu tom de pele, é a definição de “racista” :D aconselho a ver melhor o conceito e para a sua maneira de estar em relação a isto. E a ver que pessoas no topo da cadeia é que ganham com esta divisão que isto tudo gera… É mais do que obvio que o racismo está a desaparecer gradualmente (para isso é preciso tempo para educar…) e q cada vez q tocam neste ponto no geral só conseguem piorar…
OMotoqueiroGuti
Namoraste com uma “pessoa de cor”? Informo-te que essa expressão é muito mal vista por muitos pretos. Dizem eles que cor têm todas as pessoas, e a deles é a preta.
Ai essa sensibilidade… essa empatia…
P. S – só quis mostrar o quão traiçoeira pode ser a linguagem e o quão díspar pode ser o julgamento sobre as nossas intenções. E sim: não estava a ser irónico. Dizer pessoa de cor é absolutamente abominado por muitos pretos.
Talvez estejas tu também a julgar precipitadamente o árbitro, sem saber tudo na história. Pensa nisso.
Miguel Cardoso
chamar alguém de “pessoa de cor” é ser racista pela sua definição… é tratar alguem de forma diferente por causa da sua “raça”. Esta malta usa racismo para criticar racismo :D
Sousa
Obrigado pelo bom senso! Excelente comentario.
A malta do whataboutism só pode ser hipocrita ou ignorante. Não ver que as expressões têm impacto mediante os seus contextos é viver completamente desfasado da realidade.
RLD
Muito obrigado, excelente comentario!!
DNowitzki
Branquelas? Há sempre formas de enviesarmos a conversa.
Silver
Haja alguém com noção. Obrigado.
Filipe Ribeiro
Lá tinha que vir as expressões dos States, esta gente pensa que vive nos States e transfere os problemas deles para o resto do mundo ocidental.
Chico
Excelente comentário!
Kafka
Situações ficticias? estás a dizer que o que aconteceu ao Doncic é ficticio?
Estás a dizer que em África os brancos serem chamados de “brancos” é ficticio??
Miguel Cardoso
Nem vale a pena… O que Harrel disse ao Doncic se fosse o contrário era pagina de jornal durante um ano…
Albicastrense
Assentou-vos o barrete. O que o Harrel disse ao Donicic é, como ér perceptível pelo meu comentário, tão errado como esta situação. Volto a frisar “Um agente do jogo dirigir-se a outro como negro, cigano, branquelas, índio, etc NÃO!”
É este o problema da vossa retórica. Se consideram que o que o Harrel disse ao Dinicic é errado (e bem) então têm de estar indignados com esta situação também. Simples. O problema é que usam essa situação para um exercício que não entendo de que “ao contrário também há”… ok, então vamos combater o racismo em todas as suas formas em vez de legitimar maus comprotamentos por outros maus comportamentos. Pode ser?
Miguel Cardoso
onde é que chamar “white MF” é menos mau que o que se diz que o 4º árbitro fez? e vais me dizer que se o Doncic lhe chamasse “n***a” não seria um escândalo bem pior?
Só se pede alguma concistência nesse tipo de discurso… ser negro em nada demonstra ser mais pobre ou ser branco ser mais rico… a têndencia com a globalização é essas diferenças acabarem… E a prova é que cada vez q se fala nisto, essas “relações” pioram… logo a solução é continuar a falar e a piorar? ou falar menos e deixar gradualmente isso desaparecer?
AnswerPT
Eu sou branco e não considero nada de errado no que o Harrell disse ao Doncic! Considerava se fosse fora de um contexto de jogo de playoffs… Como tal não considero nada de errado no que o 4º árbitro fez… apenas inocência pura de não saber que vivemos numa sociedade de politicamente correto!
P.S. Se eu disser em género de metáfora que temos de matar o homem negro o que vão dizer de mim? Metaforicamente falando pois claro
AnswerPT
Só para enteder!! Sou branco! Chamo à minha afilhada de “´perola negra” (canção da Daniela Mercury do fim da década de 90)… Sou racista?
tiagoagm
E agora como fica o grupo?
Med13
Há comentários de tentativa de normalização do racismo ou, no mínimo, de uma falta de noção que roçam o ridículo…
Então para vocês se um jogador se dirigisse para o árbitro a dizer que tem cara de cigano também era normal…
Haja noção por favor
Jorge Deus
Tem razão nas nesse caso você está a por um tom depreciativo na palavra cigano, ficava ofendido com “tens cara de branco”?
Meu nome é Toni Sylva
As pessoas identificam-se pelo nome. Dizer que é o preto ou o maneta ou o coxo ou o zarolho ou o engomadinho ou o gordo ou o magro ou o baixote é inadmissível. E é racismo não por falar da cor dele, mas porque se se dirigisse a qualquer outro usaria o nome. Mas como se dirigiu a alguém ‘diferente’, já não se deu ao trabalho de usar o nome.
Manel Ferreira
Há aqui gente que acha mesmo que ser 4º árbitro num jogo da LC é o mesmo que estar na esplanada com os amigos. Mas pronto, usem mais este caso como queixumes do “oh, para onde este mundo caminha”. Não sei, mas gostava que caminhasse para um bocadinho de dignidade num ambiente profissional, mas já sei que é pedir muito.
Se nunca tive pachorra nenhuma para os SJWs e histéricos do Twitter a verdade é que cada vez tenho menos para os “politicamente incorrectos” da treta, para os quais nunca há contexto, significado, nada. Só lamentos de que o mundo já não é como estavam habituados…
Rosso
Convinha não considerar que os que tentam impedir esta autêntica peste intelectual que é o politicamente correcto (que pode ter nascido com boas intenções mas se tornou um dos males contemporâneos) sejam exactamente o oposto, i.i., grunhos, trogloditas sem qualuer filro. Os extremos são sempre indesejáveis, e como tal o politicamente correcto, que tenta de toda a forma coarctar o discurso e reduzir o vacbulário a “uma sociedade nova”, agora com novas variantes como a “cancel culture”, não é de todo desejável. Não faltam escritores e gente das letras a dizer com propriedade que certas obras literárias, consideradas universais (ou não, porque até aí a malta da cancel culture já quer meter a mão, com o condicionamento e até a proibição de algums livros nas bibliotecas), nunca poderiam ser escritas nos tempos em que vivemos. No fundo é um pouco como a blasfémia antigamente. Sendo que estas agora são libérimas, ou não fôssemos todos “Charlie”.
MiguelCosta
Totalmente de acordo.
Joga_Bonito
Então o contexto cultural só conta quando favorece os SJWs? É que inumeras pessoas têm tido vidas destruidas por conta de frases que disseram há anos, em contextos muito diferentes dos de hoje, mas aí vem os SJW e querem arruinar vidas por conta de coisas ditas em certos contextos. E se o contexto conta talvez devamos começar a reflectir na culpa da imprensa que criou uma histeria de inquisição do politicamente correcto, onde se transformam questões normais em racismo, homofobia ou machismo, como no caso ridículo do JJ e o machismo. Aquilo há 5 anos ninguém ligava, mas agora qualquer coisa é machismo. E se calhar o problema for do contexto histérico que oportunistas de movimentos que apenas querem mamar do dinheiro público e do sofrimento alheio, estão a criar e que levam pessoas em estados de tensão a reagir de forma absurda a situações normais? E se esta histeria desses movimentos estiver a criar uma situação em que as pessoas estão a ver de forma paranóica mal onde não há?
Não é uma questão do mundo a que estamos habituados ou não, agora criticar o politicamento correcto que transforma uma má educaçãao de JJ (que é sempre esse o seu timbre) em machismo, é “ter saudades do mundo a que estavam habituados”, agora sabemos que o mundo esta dividido entre o extremismo politicamento correcto e um conjunto de reaccionários. O mundo apenas pode ter um caminho, perseguir tudo o que se diz que ofenda a alguém, porque se não vamos todos voltaar ao mundo de mulheres fechadas em casa, racismo e homofobia não?
E um meio termo que implica reconhecer que estes movimentos são oportunistas e apenas querem criar polémicas artificiais porque sabem que é com isso que lhes criam cargos de organizações que afirmam defender as mulheres, as minorias, etc, mas são apenas tachos. É preciso criar um papão para justificar os tachos desses cargos.
Invocam o contexto para justificar tudo o que lhes interessa, quando querem desculpabilizar algum dos seus líderes por ter metido a pata na poça. O Mamadou Ba coitadinho, apenas se expressou mal ou foi figura de estilo ou o que seja quando falou em “matar o homem branco”, mas um homem usa uma frase sem nenhum aspecto racista para chamar alguém cujo nome é claro que não se lembra e vamos matar o homem, acusá-lo de tudo e mais alguma coisa, aí já não conta o contexto do árbitro. Não se pode ter esquecido do nome do homem? Feriu alguém, incitou a algum crime? Vamos ter a noção das coisas!
E acho curioso no mínimo pouco se notar que Pierre Webo trabalha para um clube que é porta estandarte de um regime como o de Erdogan, um regime racista, que incita o ódio às minorias na Turquia, que defende e aplaude o genocídio arménio. Porque as palavras do 4 árbitro não constituem crime nem ferem ninguém, se fosse um branco com bigode e ele disesse “é aquele senhor com bigode” ninguém diria nada. Já os crimes de Erdogan esses sim matam e muitas pessoas, como os curdos, os arménios e o incitamente ao ódio. E uma vitória deste clube é sempre usada para fazer apologia a Erdogan, um racista total.
Rosso
Também me tinha lembrado do facto de ser a equipa do sr. Erdogan, um reles incendiário com laivos de ditador. Mas aposto que há quem pense que os turcos são umas vítimas. Imagino o que seria se algu governante europeu dissesse que Constantinopla deveria ser gega, ou coisa parecida.
Manel Ferreira
Concordo com algumas das coisas do teu comentário. Mas o exagero anti-racismo/outros ismos (que existe, sim) não pode ser usado como argumento para negação desses problemas, que é o que se tem lido aqui. Muito rapidamente vemos as pessoas a responderem aos exageros com coisas do género “racismo só existe na cabeça das pessoas e não no mundo real”. Ou seja, respondem ao exagero com a negação absoluta, quase como pretexto.
Os movimentos descambam muitas vezes para histeria, é verdade, mas também alertam para situações injustas e realidades que antes estavam escondidas. Eu se calhar até prefiro assim. E é nesse sentido que eu referi a parte do “mundo já não é como estavam habituados”. Porque para muita gente, o verdadeiro problema é mesmo haver mais vozes, mais protestos, mais reconhecimento de várias realidades.
A parte do Erdogan é whataboutism puro, como tem sido típico neste tópico, portanto nem vale a pena comentar.
Joga_Bonito
Esses movimento não alertam para nada, só fazem é ridicularizar a causa que defendem e isso é sempre o princípio do seu fim. MLK para defender os negros não se comportou com os Mamadou Ba desta vida, lutou ao lado dos negros, dos brancos, dos judeus, de todos, por uma América igual. E morreu por conta disso, não vive com um tacho pago pelo sistema que diz criticar e vive de inventar polémicas artificiais que só aumentam tensões. Esses movimentos nada fazem de bom, a não ser mamarem do dinheiro público, ridicularizar o que defendem e impedir que verdadeiras vozes contra o sistema surjam.
Continuas a insistir na ideia que além desses movimentos só há um passado racista e que temos de escolher o mal menor. Eu nãao escolho o mal menor, eu acredito numa alternativa que é a de pessoas como Martin Luther King, que lutou contra o racismo sem nunca enxovalhar os outros povos, que serviu o seu povo em vez de se servir deles. Inistir nessa ideia de que um racista negro como é o caso do Mamadou Ba é o único que se pode atingir como mal menor é destruir qualquer ideia que os povos possam coexistir de forma pacífica e harmoniosa. Porque não há racistas moderados ou racismos como os do B, que acha que defender os negros é desejar a morte aos brancos ou as Capazes que queriam tirar o voto aos homens para defender as mulheres. Racismo só vai gerar racismo e essas ideias vão provocar muitos problemas não tarda muito. Quero ver quando Mamadou Ba voltar o seu ódio contra outra grupo que não os brancos, quero ver se iremos tolerar o que ele tem dito.
Dizer que isso tem de ser tolerado porque chama a atenção de alguns problemas, é como dizer que a solução para o politicamento correcto e o racismo contra o brancos é um calhau nazi que vai dizer uma outra verdade no meio de alarvidades autênticas, porque vai chamando a atenção de coisas importantes.
A solução é como se viu com Martin Luther King, que defendia os negros, mas também os judeus, os brancos, defendia uma América harmoniosa entre todas as raças, não como os oportunistas de hoje. Ele congregou 200 mil pessoas em Washington e não precisou de dizer que ia matar o homem branco para isso.
Não há wataboutism no caso do Erdogan, uma coisa não tem que negar a outra, mas quero ver se um curdo exigir que Webo condene os crimes de Erdogan porque se sente ofendido com o tratamento que ele tem dado ao seu povo, queria ver a reação das pessoas.
Manel Ferreira
Ou, se calhar, casos como esses do Mamadu/Capazes, etc, são mais exceção que vocês tentam transformar em regra, nessa fantasia do “querem acabar com o homem branco” e por aí fora. E usam-no para deitar abaixo qualquer movimento ou alerta de realidades injustas/problemáticas. Usar o exagero para diminuir o problema inicial, não é uma táctica nova.
Falas do MLK, mas o homem viveu num mundo completamente diferente do atual. É claro que ele tinha de ser mais pacífico e abrangedor, se não arriscava-se a levar um tiro com qualquer conversa um bocadinho mais revolucionária. Ah, espera, levou mesmo.
De resto, não percebo o que é que isto tudo tem a ver com este caso de hoje, a menos que tenhas a certeza absoluta de que isto nada tem a ver com racismo. E não tens. O que me parece inegável é que o 4º árbitro se portou de uma maneira pouco profissional.
Joga_Bonito
O Mamadou Ba ou as capazes são excepções na maioria dos grupos demográficos que representam mas não uma excepção nas assoiaçoes que criaram, caso contrário não teriam chegado a posições de destaque. É que se fossem seres abjectos mas muito raros nem seriam posições de destaque e seriam alvo de ataques e processos crime. Contudo, recebem belos tachos com o dinheiro de todos nós só para fingirem que fazem activismo. A maioria dos negros e das mulheres não se identifica com eles mas eles são uma maioria silenciada. Essencialmente esses grupos têm lideranças que foram coptadas e que em nada representam os interesses que afirmam representar. Sobretudo fazem o papel de paspalhos, ridicularizando as causas e impedindo que verdadeiras alternativas surjam que defendam uma política de harmonia entre os povos e géneros. E o que dizes do MLK não faz sentido nenhum, então quando havia violência contra os negros de forma brutal e enquadrada na lei aí sim é que se poderia perceber esse tipo de discursos e até actos de extremismo. Mas hoje quando direitos adquiridos e protecção jurídica é que são extremistas? Hoje quando não têm nenhuma onda de violência massiva que os ameace é que vêm querer dizer que querem matar os brancos ou tirar o voto aos homens? Que lógica é que isso faz?
Estes paspalhos só mostram que esats causas se descaracterizaram por completo e hoje são essencialmente fachadas para tachos de “activistas” que mamam do erario público. Aonde têm de lutar é que nunca ninguém os vê, porque aí não há tachos, nem leis a protegê-los e arriscam-se a levar um tiro. E sim, arriscar-se a levar um tiro é o que define um verdadeiro activista, se usa meios pacíficos ou mais violentos (para autodefesa) isso aqui não interessa, interessa sim que defendeu o que acreditava e qualquer indivíduo inconveniente a um sistema, seja mais ou menos pacíficoé sempre suprimido. Por isso os meios usados são aqiui irrelevantes, porque também o Malcolm X foi mais radical e acabou morto na mesma. Mas esses lutavam pela igualdade e justiça, hoje as Joacines, as Capazes são é oportunistas que só querem mamar do sofrimento alheio. Não são o caminho para nada, não são exageros ou excepções, são a face podre deste identitarismo pós-moderno do politicamento correcto.
Joga_Bonito
*racismos como os do Mamadou Ba
Valentes Transmontanos
“Aqui há 5 anos ninguém ligava”. Nunca vou conseguir perceber como é que isso é um argumento (ainda por cima nem é verdade. No máximo não estava tão na ordem do dia, o que não invalida que muita gente se sentisse ofendida na mesma).
É que por essa ordem de ideias, o mundo nunca evoluía. Imagino na altura em que a escravatura foi abolida os argumentos que usavam: “então mas se até agora foi normal haver escravos, porque é que vem a malta do politicamente correcto querer acabar com isso? Ofendem-se com tudo, hoje em dia já não se pode possuir um ser humano. Aliás, ser humano não, um preto”.
Mesmo que há 5 anos ninguém ligasse, isso não invalida que algum dia alguém comece a ligar. Que raio de argumentação mais fraquinha.
Manel Ferreira
Claro que ligavam, não tinham era maneira de se fazer ouvir/representar. Com as redes sociais, a coisa mudou completamente. Basicamente, este pessoal quer convencer-nos de que a vida há 10/15 anos era perfeita, tudo muito amiguinho uns dos outros, não havia qualquer tipo de problemas e estes movimentos é que vieram estragar tudo e inventar tudo e por aí fora.
Os exageros são de facto um problema, sim. Mas vejo-o mais como uma consequência das mudanças (de mentalidade/comportamentos, etc) do que propriamente como uma coisa negativa por si só.
Mas lá está, eu levei a “lavagem cerebral”, eles é que não, têm o modo “neutro” de pensar, é mesmo isso.
Valentes Transmontanos
Exactamente!
Joga_Bonito
E quem lhe diz que muitas das queixas que as pessoas fazem são fruta do condicionamento da imprensa que inventa novos padrões de racismo, machismo, tornando situações normais em casos de racismo? E mesmo que algumas pessoas pensassem assim que lhe diz que estavam certas? É que a natureza de uma ofensa não é definida por aquilo que cada um pensa mas pela natureza objectiva do acto. Um exemplo. Uma das fundadoras da ETA e femininista radical chegou a dizer que qualquer acto sexual entre homem e mulher eram violaçãao, mesmo que consentido. então porque uma louca enfiou esta ideia na cabeça há-de ser verdade e quando veio o belo mundo das redes sociais, pôde-se por fim dar voz a estas ideias absurdas com milhões de visualizações a ajudar. Bem razão tinha Umberto Eco quando disse que a intenet deu voz a uma legião de imbecias,referindo-se a este fenómeno de ideias absurdas que dantes não eram proferidas não porque houvesse censura, mas porque havia ainda o mínimo de bom senso e sentido do ridículo. Com a internet as ideias mais absurdas puderam ser ditas, e agora querem nos dizer que se trata de dar voz a quem dantes não podia falar? Eu acho é que o mundo enlouqueceu, perdeu-se totalmente a noção da realidade e como o Eco disse milhões de pessoas com ideias absurdas poderam dizer toda a casta de absurdos.
A partir daí a imprensa ajudou à festa, alimentando estas polemicas que vendem e agora estáa presa ao circo que ajudou a montar. Porque será cada vez mais difícil recuar do absurdo, todos os dias se inventa mais uma nova forma de agressão provinda de actos inócuos sem maldade nenhuma. Haverá uma altura em que um homem não poderá olhaar para uma mulher sem ser chamado de machista. Há exageros que são toleráveis e outros que são apenas a epxressão da falsidade, hipocrisia de certos movimentos.
Ninguém via em MLK ou nas feministas iniciais e este tipo de comportamentos e poosturas e eles surgiram quando as mulheres e negros não podiam votar, não eram iguais juridicamente na lei e eram vítimas de todo o tipo de violência. Reagiram propondo um mundo igual para todos, sem ódio e deram a vida pelo que acreditavam.
Hoje, quando todas as raças, os géneros estão igualados na lei, têm protecção jurídica contra qualquer tipo de ofensa, quer-se passar a ideia de que existe uma onda de violência brutal que por vezes me pergunto se ainda conseguem sair de casa, a forma como falam parece que vivem cercados e todos os dias sair de casa é como ir para o Vietnam nos anos 60.
Há racismo e machismo no Ocidente?Há sim senhor, mas nem é um fenómeno maioritário nem se pauta na maoioria por actos de violência. A prova disso é que se precisa de estar a tirar totalmente de proporção um incidente como este, se houvessem de fatco actos graves e contínuos e de forma massiva não seria preciso focar a atenção nisto.
Há sim muito trabalho a fazer em outras partes do mundo no que toca às minorias, às mulheres, como como aí implica arriscar o pêlo e não há tachos dados pelo estado ninguém se importa. Preocupar-se com a forma como um árbitro se dirigiu a um jogador, quando claramente se esqueceu do nome, quando temos negros na Líbia a serem vendidos como escravo é fazer de nós parvos. Preocupar-se com JJ a ser maleducado para uma jornalista, quando é assim para todos, quando há mulheres apedrejadas à morte na Arábia Saudita é fazer de nós parvos.
Que lutem aí nesses lugares, aí sim há uma violência jurídica, política e física contra as mulheres e as minorias de forma massiva e sistémica, onde as mulheres e minorias sao inferiores nas leis e sofrem todo o tipo de crimes abjectos com o carimbo da lei.
Joga_Bonito
Que raio de argumentaçãao é a sua que claramente não percebeu o que disse. Eu disse que “há 5 anos ninguém ligava” porque se trata de uma polemica inventada pelo pseudo-feminismo da última vaga que começou a ser impingida háa alguns anos. Há 5 anos, quando não tinhamos uma imprensa que parece preocupada a dar atenção a quem quer inventar mal onde não há, ninguém tornava a má educação de JJ, que é universal para todas as pessoas, independentemente de género, cor, religião, em caso de machismo.
Eu não estou a dizer que há 5 anos se fazia assim logo qual é o problema. Eu estou a dizer que o JJ não foi machista, mas que de há uns tempos para cá se procura inventar casos onde não há nada para apontar e que há 5 anos quando imperava o bom senso ninguém teria visto mal nenhum, porque não há mal nenhum. A sua comparação com a escravatura só mostra que não percebeu sequer o que eu disse.
Chico
Meu, Foucault já andava aí para as curvas nos anos 80 (???)
Joga_Bonito
Foucalt é um degenerado e um dos pais desses pósmodernos que inventaramn este linchamento absurdo. Chegou a defender publicamente a liberalização da pedofilia só para se opôr ao reaccionarismo, por isso não é exemplo para ninguém.
Valentes Transmontanos
Eu sei que o JJ não foi machista. Não falei sobre o JJ em lado nenhum.
Eu peguei foi nesse argumento – partilhado por muita gente, incluindo na minha família – que nos diz que “hoje em dia tudo ofende, há x anos ninguém se preocupava com isto”. Eu só disse que esse argumento não faz sentido nenhum, porque algum dia as pessoas se começam a preocupar.
Se não fosse assim, ainda hoje o papel da mulher seria o mesmo de há 100, 200, 300 anos atrás, ainda haveria escravatura generalizada e normalizada, a esmagadora maioria dos homossexuais tinham de se auto-reprimir, etc. Sim, as vossas começam a preocupar-se com as coisas algum dia, acontece, é assim a vida. Não percebo como é que isso é argumento para dizer que as coisas não são assim tão graves.
DM
Sim, mas opor se a um regime da trabalho. Hoje em dia o pessoal destas causas decide sempre lutar onde não de trabalho nem seja preciso. Agora ir reclamar contra um regime e arriscar se a ser preso, somos alguns heróis ou que?
Joga_Bonito
Exacto, são os activistas de pacote, são bem pagos para fingir que se importam com as causas, mas são oportunistas. Activistas são os MLK desta vida que pagaram um preço alto, não estes tachistas.
Filipe Ribeiro
Muito bem Joga Bonito, mas a lavagem cerebral já vai vem avançada,já não consegue processar o que acabaste de escrever.
Sombras
A malta do wannabe-politicamente incorrecto é bem pior do que a malta do politicamente correcto.
Chico
A malta do politicamente incorreto preocupa-se mais em ser reacionário e afirmar supostas hipocrasias de opiniões dos outros do que em olhar para os problemas.
OMotoqueiroGuti
A Malta do politicamente correto cria, ou amplia, problemas com intuito político de desviar as atenções relativamente a questões mais prementes como o crescimento económico, a viabilidade do SNS, o ensino em Portugal, o tecido empresarial, etc.
E alguns comentários neste blogue mostram bem como isso se faz: misturar salários de variadas profissões para dar a entender que os homens (brancos, claro!) ganham, de uma forma injusta, mais; escamotear que as mulheres, apesar da chamada sociedade machista, já são o grosso da magistratura nacional (o machismo anda distraído); falarem sempre da falta de representatividade dos pretos, mas esquecerem completamente os luso-asiáticos e os luso-eslavos que não estão presentes em nenhum lugar (cimeiro ou não) da política nacional; branquear a forma injusta como um treinador como o Rijkaard foi para o Barcelona, mas depois ficar perplexo com o facto de ele não dar em mais lado nenhum (racismo, obviamente) … … …
É um rol que não acaba mais.
Ser progressista deve ser giro. Puxa imenso pela criatividade. E tenho a dar-vos os parabéns: quando não têm nada para dizer, ou ficam encurralados, começam sempre com a conversa da empatia ou do “o que você diz demonstra quem você é”. Sério, mais delicidoce que os discursos das Miss Universo ?
Chico
O que é que isso tem a ver? Por se defender certas questões sociais, isso impede que haja preocupação por outras questões como economia, saúde ou emprego? Por favor… a tal malta do politicamente incorreto é a que menos está preocupada com esses assuntos e têm as soluções mais básicas neoliberais.
Miguel Cardoso
O problema é que defendem tantas questões que depois não resolvem nenhuma :D e dão mais enfâse àquelas que menos efeito terão na melhoria da sociedade :D
AbbasK
Ande mais atento a quem tem sido mais crítico dos furos do NB e da TAP e às questões mais prementes do emprego, dos vencimentos dos trabalhadores e dos pensionistas. Não é o chefe do politicamento incorreto, que só anda preocupado en tirar RSIs, que são uma nhoquice na despesa global do Estado e em entrar em boquinhas com celebridades no twitter.
Miguel Cardoso
Amigo esse chefe do politiicamente incorreto não me diz nada em termos dos valores q defendo. Quem mais tem falado da TAP e de outras componentes económicas tem sido a IL (liberais) e em nada esses defendem politicamente corretos tb… antes pelo contrário ainda nem os ouvimos a pronunciar sobre racismo. Até porque para um liberal um racista é todo aquele que fala de “raças” (pq elas não existem ;) )
AbbasK
Andas muito desatento ao Carlos Guimaraes Pinto, talvez a personalidadepolítica de direita mais vocalmente antirracista. Depois tens os projetos do Bloco de não financiamento do NB e da Tap, o primeiro aprovado com voto do PSD e da IL.
Miguel Cardoso
O CGP é liberal, não é de direita (mas sim percebo q os liberiais sejam associados à direita). Se ele se pronunciou sobre o racismo, ainda não vi admito.
A IL já há tempos q não era a favor disso. O bloco não se pronunciava (abstenção) ou votava contra (nao esqueçamos que o bloco quando há problema, nacionaliza-se…) para depois vir propor o q tinha estado contra :D só jogo politico. É o populismo à esquerda como o Chega é o mesmo na direita
Miguel Cardoso
A malta wannabe-politicamente incorreto é na sua maioria malta que prefere liberdade de expressão a censura… mas infelizmente pessoas como tu ainda não pegaram num livro de História ou deram uma vista de olhos à realidade mundial para perceber que coisas como esta ja aconteceram no passado e continuam a acontecer e que nunca acaba bem… quem define o que é politicamente correto e quais os seus limites? Pois… o que é PC hoje não o era há uns tempos atrás e se calhar daqui uns anos já não o será.
É sempre bom quando malta ignorante (aka tu) acha que consegue julgar as pessoas e o seu carácter por causa da sua opinião sem realmente conhecê las…
golias
Quem define o que é politicamente correto e quais os limites? É muito fácil, o bom senso.
Miguel Cardoso
O bom senso? ahah continua a acredita nisso :D
é mais do que obvio que quem define são politicos, jornalistas e outras entidades. O que para mim é correto para ti se calhar não é… O bom senso varia de pessoa para pessoa
Os termos que se podem usar para se ser “politicamente correto” são a cada dia q passa mais estreitos… se ainda não percebeste da real intenção de desviar a atenção de problemas mais graves na nossa sociedade (de países desenvolvidos assim por alto) não conheces a realidade nem a História mundial… para isso é preciso ler, visitar, e se informar de várias maneiras de analisar um topico… As pessoas “anti-racistas” são no geral aquelas que sabem menos ou estão mais mal informadas…
Os paises em que se fala mais de racismo/xenofobia/ é onde ele existe menos. Lógica? nenhuma como é obvio…
JoaoMiguel96
Completamente de acordo. Achar que a resposta ao “tudo é racismo” é normalizar tudo é só hipócrita. Mas é o que está a acontecer aqui.
Chico
Comentário perfeito. Corroboro tudo.
Red Punisher
Excelente atitude da equipa do Basa. Excelente atitude da equipa do PSG. Erradiem o árbitro do futebol. Mas por favor, se são a favor deste tipo de ações anti-racistas, não façam crescer em termos políticos igualmente ideologias de extrema-direita, mesmo não gostando do centro-esquerda. A liberdade de expressão é muito importante e devemos defender sempre os nossos direitos para uma sociedade melhor. Não há pretos, brancos, laranjas. Há o ser humano e 2 sexos. E há gostos sexuais e há tudo. Devemos dizer não há violência, opressão e à injsutiça social. Mas devemos dizer SEMPRE sim a estas atitudes ridículas.
Kafka
Se defendes a irradiação deste árbitro, então defendes portanto a irradiação do Harrel? certo?
AnswerPT
Kafka nem vale a pena! Esta malta não está aqui para discutir os reais problemas do racismo! Está aqui para criar o caos e anarquia! A situação do Harrell (que eu volto a dizer não é nada de grave pois no calor do jogo é normal) é a que lhes custa pois destrói a narrativa de vitimização deles!
Vou-te dar 2 exemplos:
1º o de Guimarães! Cheguei ao Estádio 1h antes do início! Estava perto da zona onde o Porto começou o aquecimento. Meia dúzia de adeptos parvos (há em todos os clubes) começaram a insultar os jogadores do Porto 1 por 1 pegando em tudo que lhes podia afetar… Desde o famoso “preto” a TODOS os jogadores de pele escura do Porto, passando por anão ao Otávio, ao “vai para a tua terra” para o Alex Telles (brasileiro branco), gay ao Sergio Oliveira por causa do cabelo etc etc etc… Depois durante o jogo até ao minuto 60 não ouvi nem eu nem ninguem nenhum insulto racista a nenhum jogador do Porto (se te lembrares nessa época o jogador favorito do Vitória era natura do BurkinaFaso) até que Marega incendeia o estadio! Se repares havia 6 jogadores de pele escura do Porto nesse jogo, o que entrou para o lugar do Marega era um deles e apenas o Marega foi insultado! Com isto não defendo o insulto ao Marega apenas te digo que quem incendiou aquilo foi o herói nacional do dia!
E deixa-me dar-te mais um exemplo! Ha 3-4 anos não me recordo fui ao Estádio da Luz ver um Porto-Benfica… logo ao início o jogador Danilo tem uma entrada mais ríspida sobre um jogador do Benfica (se não me falha a memória o Jonas) e a malta levanta-se a protestar quando de repente oiço de um adepto a dizer: “Oh seu pre… de mer… vai para a tua terra”.. na minha fila virou-se quase tudo para trás e vemos que a pessoa que soltou esse insulto era natural da.. Guiné-Bissau… Muito calmamente ele olha pra malta e diz: isto é futebol vale tudo para os tirar do sério!….
Mas bora continuar com estas “polémicas” que apenas servem para a CS faturar, fazer debates que colam pessoas aos ecrãs, em vez de começarmos a tocar nos problemas reais e que podem ajudar muita gente! Podemos começar por razões culturais que deviam ser melhoradas na comunidade… Dou-te um exemplo assustador no EUA… Década 70 tinhas cerca de 25% de crianças afro-americanas nascidas em contexto onde o pai era ausente (mães solteiras)… Hoje em dia sao perto de 80%… 4 em cada 5 crianças afro americanas nascem sem pai, sem uma referência paterna… qualquer pessoa no 1º ano do curso de psicologia que ainda não esteja formatada vai-te dizer o mesmo! Porque não começar por aí? E quem vier duvidar de mim basta pesquisar no Youtube o que disse o meu ator favorito Denzel Washington sobre o assunto!
Abraço Kafka
Kafka
Excelente relato Answer, obrigado pelos 2 exemplos que são de facto demonstrativos
NoSense
Finalmente toda uma equipa teve coragem de fazer o que foi feito… Só falta terem coragem quando forem os adeptos também… Balotelli tentou fazê-lo duas vezes e saiu de lá como se ele é que estivesse a fazer algo de errado… Marega fez pior e ainda lhe caíram em cima… Estava na hora de se tomar uma atitude destas e se os árbitros são dum país onde a expressão “negro” não é assim tão ofensiva, então este caso acaba por ser perfeito porque terá fácil resolução e ao mesmo tempo serviu para abrir mentes e fazer história… Isto parece quase o exemplo do “não sou racista, até tenho um grande amigo de cor e até lhe chamo preto e ele não se zanga” mas nunca perguntámos mesmo se ele se zanga nem quantas vezes ele já ouviu isso que me termos insultuosos e apenas não se zanga connosco por não querer perder a nossa amizade…
Kafka
Concordas portanto que toda a equipa dos Dallas Mavericks deveria ter saido de campo, quando o Doncic sofreu ataques racistas do Harrel?
Já agora, qual a tua opinião relativamente aos brancos serem apelidados de brancos em África? pela tua lógica também é racismo?
Defendes de agora em diante que sempre que um jogador branco seja chamado de jogador branco (em África isso acontece milhentas vezes) a equipa desse jogador se retire toda?
Não leves a mal as perguntas, é só para perceber até que ponto és sério e defendes mesmo o racismo, ou apenas defender o racismo que te dá jeito defender
NoSense
Não levo a mal as perguntas, mas levo o duvidares da minha seriedade e do que defendo… honestamente, e atrás de um nick tudo fica mais fácil, mas já utilizei muitas vezes a expressão “preto”, “negro” e já fiz muitas piadas com pessoas desta cor… quantas foram num sentido “positivo” (se é que existe)? Talvez muito poucas ou nenhumas… nós, os caucasianos, estamos do lado que nunca vai perceber esta questão… por cada branco que joga em África, a maior parte são admirados pelo que jogam e apesar do possível racismos da palavra “branco” nunca poderemos comparar o que já passaram “uns” e “outros”… o mesmo se aplica nos EUA, onde o racismo, por muito que o Doncic o tenha levado (e se toda a equipa abandonasse não seria escândalo nenhum, até porque se houver um jogo Rússia-EUA ou Roma-Lakers seria o oposto e mantenho que todos deveriam estar juntos na forma de ver esta questão), não podemos comparar o racismo de e para cada raça nesse país… mas repito, o Doncic se saísse e toda a equipa com ele, a minha única oposição seria terem “ouvido” primeiro um “branco” que um “negro”, mas jamais eu estaria contra ele e a equipa abandonarem um jogo por ofensas… Isto é desporto e não vale tudo…
Dark Knight
Devias ler a história do teu país antes de tentar traçar qualquer comparação.
Infelizmente, os portugueses estão do lado errado da história, neste caso particular. Resta-nos apenas baixar a cabeça.
NoSense
Quase isto…
Kafka
Baixar a cabeça? oi???? e Portugal não está do lado errado da história coisa nenhuma….queres mesmo falar sobre o passado e sobre toda a história da Humanidade??
Dark Knight
Good point.
Não, não quero. Erro meu aqui.
Chico
Portugal está do lado errado da história em muita coisa, sim, senhor. Ou vamos ignorar que Portugal foi durante séculos o principal comerciante de escravos do mundo ou a brutalidade militar dos nossos descobrimentos com execuções e violações em massa muito bem documentadas, que até levaram o Japão a fechar-se do mundo exterior por acharem que eram todos comos os portugueses? Ou então a guerra de Ultramar ridícula, que estragou a vinda a muitos africanos que por cá vivem agora e muitos brancos que ainda hoje vivem com traumas e deficiências com vidas que ficaram por lá, sem contar com os que nunca voltaram em corpo? E podia ficar aqui o dia todo a elencar outros dados que tais.
Miguel Cardoso
Sinceramente “lado errado da História”… como se algum pedaço de História foi feito sem derramamento de sangue…
Primeiro os japoneses fecharam se aos portugueses maioritariamente por causa do cristianismo que colidia com a sociedade mais conservadora japonesa que era budista… foi tal que houve uma perseguição em massa aos jesuitas.
Segundo, brutalidade militar foi maioritariamente contra potências europeias e árabes muçulmanos, os grandes rivais na época… os portugueses foram o povo mais liberal e mais aceite do mundo ocidental quer em África quer na Ásia. Não sei que “muito bem documentadas” viu mas só está a demonstrar que não leu nada para além de repetir a lenga lenga que pessoas minimamente informadas já conhecem e facilmente desmascaram. A prova disso é não ter rebeliões contra os portugueses até meados do século XX. Enquanto isso ingleses, holandeses, espanhóis, franceses, etc. já tinham desencado inumeras revoluções de libertação contra os próprios.
Terceiro, Portugal até pode ter sido o maior comerciante de escravos e? Numa época em que quase todos comercializavam escravos, Portugal foi apenas o primeiro a fazer a ligação entre Europa-Africa-America, logo é mais do que logico que tenha contribuido para isso. Mas comparar o que se fez há 5 séculos com o ano 2020 é mesmo de pessoas que não sabem contextualizar… Alias tb és daqueles que se esquece que fomos os primeiros a abolir a escravatura mas aí já não interessa falar do “bom lado da História”…
Por ultimo, a guerra do Ultramar foi claramente o episodeo mais racista da nossa Historia, quando o critério de divisão foi quase exclusivamente a cor da pele. Brancos expulsos para a Europa, Negros ficam em África. Escusado será dizer quem apoiou MPLAs e FRELIMOS e outros que tais e qual era a real intenção da divisão que se gerou: soviéticos, cubanos, americanos,…
Aliás foi uma guerra tão sem sentido que hoje Cabo verde ou São tomé são paises mas Açores e Madeira não são. Mas lá está o critério de divisão pela cor.
A real questão é: a maioria dos angolanos, mocambicanos,… estão hoje melhor, em comparação, do que quando eram portugueses? Obvio que não… A História é tão engraçada porque se repete e infelizmente tu e muitos continuam a não perceber isso…
AbbasK
Ou seja, acha que Portugal ainda deveria ter colónias em África? Wow…
Miguel Cardoso
Para além disso, a presença portuguesa era tal q os outros europeus tentavam à força toda eliminar os nossos traços. O portugues foi proibido de falar em Timor e em Goa quando estes foram invadidos (sim pq a população local nao queria) pela Indonesia e pela Uniao Indiana (q se tinha revoltado contra os ingleses). Apesar disso tudo, os goeses lutaram pelos portugueses e não se queriam entregar (coisas que nunca nos ensinam na escola…)
Hoje em dia poderias ter imensos filmes/romances dedicados ao período de exploração portuguesa, como tens dos ingleses. No entanto, nem vê los. Tens mais filmes sobre o 25 de Abril que dos outros 500 anos de História. È mais do que notória a tentativa de apagar o q foi bom no passado e resumir q tudo foi mau até 1974…
Miguel Cardoso
Eu nao acho ou deixo de achar que deveríamos ter colónias, o que faço é uma comparação entre ilhas desertas. Por exemplo, os franceses, os ingleses e os holandeses ainda possuem ilhas fora do continente europeu (a maioria descoberta por portugueses como é o caso da ilha de Tristão Cunha)
Mas o Brasil é independente há quantos anos? E a Dinamarca teve territorios onde e por quanto tempo? A prática da escravatura a certa altura só era dominante (como ainda é hoje) em África! Os portugueses não andaram a escravizar na Ásia porque isso não era prática tão comum. A prova disso é teres os indonésios a falar muito mais mal dos holandeses, enqaunto que dos portugueses ou nem sabem q estes lá tiveram ou o que sabem é o bom. E quem diz indonésios pode falar do caso de Malaca (Malasia) que apesar de presença portuguesa (1ºs) holandesa (2ºs) e inglesa (3ºs), só existe um bairro português em q as familias ainda mantém os sobrenomes portugueses (Silva, Pereira, …).
Eu tive a oportunidade/sorte de poder ter passado por vários dos sitios descritos na Peregrinação (q posteriormente li) e em nada se compararam os pontos bons com os pontos maus da nossa presença. Até porque nalgumas das disputas entre siameses e birmaneses por ex, os portugueses estiveram presentes dos 2 lados. Aliás tanto a Tailandia como o Myanmar têm muita presença portuguesa o problema é que nem os proprios, nem os portugueses sabem.
Tanto em ajuda militar (pq na altura eramos os mais avançados nesse aspeto) como em modelação da sociedade que ai existia, através do cristianismo por ex. E eu sou agnóstico, logo podia aqui malhar na Igreja mas tento perceber que isso era o “normal” da época. Só falar mal de nada serve. A História é para perceber o q se fez bem e mal e melhorar o que se fez bem. Não se pode continuar a atacar o passado pq está mais do que provado que em nada ajuda no presente/futuro.
Acabo mesmo só com o facto de que em nada se pode comparar a presença portuguesa em África como de qq outro estado europeu. Por ex, a presença belga no Congo, ou dos alemaes apesar de muito inferior houve muito mais chacina em massa… Podemos falar dos franceses no norte de África ou dos ingleses e do seu apartheid. Dos portugueses o q encontras? Epá nada em tamanha proporção apesar da nossa presença ter sido por muito mais tempo. Lá está tens o caso da Guerra do Ultramar mas quem se lixou mais uma vez foram aqueles q se tentaram ajudar. A desculpa era que os “brancos” portugueses é q andavam a atrasar aquilo quando no fundo estávamos todos atrasados a viver numa ditadura que por muito racismo q existisse não era o principal problema (diria mais q a falta de liberdade de expressão). Até porque algumas das figuras maximas do desporto eram negros (Coluna e Eusebio por ex) num tempo em q mais nenhuma seleção europeia apresentava. Até membros do governo goeses e negros (homens e mulheres) tu tinhas no governo de Salazar :D por muito nacionalista q fosse, o homem n era racista, até porque o proprio exercito na Guerra era composto por várias etnias. Era sim ditador e aí há q ver q ele atrasou muito o país apesar de em outros valores (corrupção bem mais baixa q hoje em dia…) ter sido melhor. Isto em nada significa q apoio o Salazar, isto é analisar!
AbbasK
Disse século 18 mas queria dizer 19
AbbasK
Portugal aboliu a escravatura em território nacional, mas manteve nas colónias. Aliás, eu sou descendente de uma escrava negra brasileira recém-livre no século 18! Tenho provas muito bem documentadas, o meu tio licenciado em história estudou a nossa ascendência familiar. As pessoas não tinham escravos permanentes em Portugal mas podiam ter em colónias. O primeiro pais a abolir totalmente a escravatura foi a Dinamarca.
De resto, li a Peregrinação e só por aí bastava. Diz muito do nosso país que esse livro esteja esquecido e lá fora seja celebrado, Kubrick ate o quis adaptar ao cinema. Posteriormente, li outras coisas sobre as atrocidades que cometemos. Não éramos melhores colonizadores que os outros, éramos tão maus quanto os outros, talvez nao tivessemos man power suficiente para fazer genocidios grandes como os outros, só isso.
Rosso
Por acaso já tenho pensado no Japão. Que tal pedrimos uma indemnização pela forma como trataram os nosso jesuítas e o que depois fizeram a Timor quando Portugal nem sequer estava na guerra? Tinha graça, não tinha?
OMotoqueiroGuti
Não é para levar a sério alguns argumentos deste Chico. Aonde chega o desplante de achar que o Japão se fechou, tipo ostra, só por medo dos traumas que os malvados portugueses causaram lá. Incrível como se escamoteia um período de mais de duzentos anos, caracterizado por uma sociedade altamente estratificada onde a meritocracia basicamente não existia, o chamado período das ditaduras feudais.
Tudo desenhado para a consolidação do poder interno, um poder sem qualquer tipo de mácula do exterior, que via no cristianismo um factor de instabilidade e que, como você diz, orquestrou a matança de milhares de cristãos inocentes.
Quem lê o Chico acha que estamos a falar de líderes doces, pensando exclusivamente no bem estar do seu povo. Bom, é um facto que depois de muita mortandade lá se chegou a um período de paz douradora. Porquê? Porque o estado era “tão forte que não precisava de ser violento”.
Enfim… Tudo gente de bem, muito democrata, que os malvados portugueses vieram transtornar…
Miguel Cardoso
OMotoquerioGuti nem vale a pena. Esta malta julga o século XVI como se fosse os dias de hoje :D
Querem falar das atrocidades dos portugueses mas não falam das atrocidades dos chineses, egipcios, japoneses, africanos, … como se Portugal tivesse sido o unico ou que mais contribiu para o mal no Mundo. Se nao acha o passado de Portugal glorioso não acha de nenhum outro estado porque atrocidades em massa sempre existiram e ainda hoje existem…
Chico
E onde é que eu digo isso? Pelos outros terem sido tão maus quanto os portugueses, significa que não podemos discutir as atrocidades dos portugueses? Significa que podemos apelidar o nosso passado de glorioso? Vasco da Gama que cometia pilhagens e violações por tudo quanto era sítio não é heroi para ninguem ou nao deveria ser. De resto, nomeie uma atrocidade cometida pelos portugueses que hoje parece esquecida.
OMotoqueiroGuti
Num mundo em constante guerra, num mundo onde a lei do mais forte imperava, onde impérios se forjavam no sangue e na batalha… O passado português foi glorioso, sim.
À luz da época, foi glorioso.
Hoje… Não devo nada a ninguém. Zero.
Nem eu nem nenhum português.
Se você acha que deve… já sabe…
Chico
Eu devo zero e tenho o direito de não achar que o passado português tenha sido glorioso. Nasci em Portugal como podia ter nascido noutro sítio qualquer, não tenho culpa do que outras pessoas que vivem ou viveram no meu país fizeram, também acho que não devo branquear as atrocidades que fizeram.
OMotoqueiroGuti
Como no exemplo do Rijkaard, você continua sempre a martelar e a ser tendencioso. Violações, pilhagens… O que faziam os reinos africanos uns aos outros? O que fez o exército vermelho enquanto marchava em direção a Berlim? E as invasões napoleónicas?
Resumindo: foi a história da humanidade, não há nada a fazer. Mas, lá está, se você acha que deve alguma coisa… Já sabe o que fazer.
Em vez de estar aqui a dizer que um treinador, que chegou ao Barcelona depois de ter enterrado o Sparta, foi vítima de racismo, ceda o seu privilégio. Vá por exemplo ao bairro do Armador, na bela vista, perguntar se alguém quer dividir o salário consigo por exemplo. Seja aquilo que defende para o mundo: divida, em regime de irmandade, os seus ganhos com alguém de uma minoria.
Ah, a propósito do Japão… Portugal foi importante no que diz respeito ao comércio de armas, indispensável para algumas facções que lutavam em guerras civis, e também deu acesso a produtos até então não existentes no Japão, até porque as relações do Japão com outros asiáticos não eram as melhores, exemplo: China.
Além disso, como acontecia em África, os escravos japoneses eram vendidos aos portugueses. Ou seja: havia prisioneiros de guerra no Japão. Ou seja: mais uma vez, a História mostra que não há fofinhos.
Japão fechado ao exterior? Sim. Porquê? Tudo obra de Toyotomi Hideyoshi. Sabe quem foi? Foi só aquele que é conhecido como o grande unificador do Japão e, simultaneamente, um dos grandes tiranos da história. Porquê? Dou 3 exemplos: Pelo massacre a cristãos inocentes, por ter tirado direitos de defesa aos camponeses e por ter … planeado a conquista da China.
Ou seja: estamos a falar de gente boa, né? Gente que afastou os portugueses só por um espírito de paz e fraternidade, certo?
Não, meu caro: foi simplesmente pela unificação do território e da solidificação do poder num regime absolutamente totalitário.
Mas ok, vá chicoteando as costas pelos pecados dos portugueses. Somos o diabo ?
OMotoqueiroGuti
Baixa tu, então. Não pago pelo que não fiz. Não me envergonho do passado português porque foi um passado onde a espada, a conquista e a subjugação foram a lei. Desde as regiões de África, até aos indígenas americanos até ao continente asiático.
Compreende uma coisa: aqui não há fofinhos nem há canalhas: há vitórias e derrotas. E Portugal, não te esqueças, apoiou reis africanos na derrota dos seus inimigos.
Quando olho para trás, vejo um povo guerreiro, que expulsou invasões norte africanas, por exemplo.
Se achas que deves alguma coisa, respeito. Dá exemplo: cede o teu privilégio a alguém que não o tenha. Paga um jantar a um sem abrigo, divide casa com um romeno… O que quiseres…
Mas não me mandas baixar a cabeça, meu menino…
Valentes Transmontanos
Há canalhas, há.
OMotoqueiroGuti
Todos os povos foram simultaneamente canalhas e fofinhos. E os mais preparados tentavam subjugar os outros. Foi assim em todos os lados.
Uns ganhavam, outros perdiam. Fez parte. Não há nada a fazer e não me considero devedor do quer que seja.
O transmontano considera-se devedor? Muito bem: ceda o seu privilégio. Doe parte do seu salário, que só tem devido ao passado colonial dos seus ancestrais, a alguém de uma minoria. Dê o exemplo aos demais. Força. Aplaudo a coerência. Se diz essas coisas, mas depois vai comprar roupa produzida por companhias que exploram trabalho infantil… É consigo. Tou nem aí. Desde que não me queira dar lições de moral, a vida é sua.
DM
Concordo com tudo tirando a parte de expulsar invasões norte africanas. Eles não eram invasores nenhuns, eram uma civilização bem mais evoluída do que os gajos de cruz ao peito e foram expulsos das suas terras em nome de um amigo imaginário.
Rosso
Isso não impede que tenham sido invasores. E quando Portugal conquistou aquelas terras já não eram propriamente o califado de Córdova, mas sim algumas taifas, e a civilização estava em declínio. De qualquer forma, só as eites foram expulsas, os outros ficaram e foram sendo assimilados ao longodos séculos, ao contrário dos mouriscos espanhóis, que esses sim, acabaram expulsos.
OMotoqueiroGuti
Estava a falar da reconquista cristã na Península Ibérica. O nível civilizacional é completamente irrelevante neste contexto.
Independentemente disso, a história mundial está cheia de guerra e matança. Não tenho vergonha do nosso passado, aliás… se não fosse ele… eu não estaria aqui.
Mas ok: deixa lá eles pensarem que o mundo era constituído por fofinhos.
DM
Lá está, não foi uma reconquista. Foi uma invasão a um povo civilizado que vivia em armonia. Reconquista seria se eles voltassem
Kafka
Na mouche MotoqueiroGUti, não retiro uma virgula
Chico
Kafka, podemos parar com whataboutismos e focarmo-nos no essencial: isto denota profissionalismo e respeito para este homem ser arbitro num jogo de Champions League? Nao! O homem devia ter um bocadinho de noção e pra alem de respeitar e conhecer os membros do staff do Basa, ter conhecimento da conotação da palavra em ingles. Isto nao implica que na situação do Harrell, o Doncic nao pudesse abandonar o jogo se quisesse e o jogador nao tivesse sido suspendido. O Doncic nao quis. Agora nao faz sentido nenhum estar a pegar numa situação erraada para justificar outra errada.
Joao Silvino
“O Doncic não quis, logo não é racismo”
Chico
Onde é que eu disse isso? Só disse que o jogo não parou pq o Doncic não quis.
Af2711
Falar isto a um amigo é das coisas mais normais que existem numa relação normal de amizade. Esta onda de politicamente correcto mata o mundo cada dia que passa.
O que já vi de pessoas brancas a serem discriminadas pela cor neste universo “negro” de movimentos sociais… Mas não, para alguns não existe “racismo reverso” e brancos não têm “lugar de fala”… Vá lá. Se não estou em erro o Webó era o único da equipa técnica que era negro e referiu-se assim… O que Webó disse para ser expulso? Que palavras utilizou?
Chamar-lhe macaco eu entenderia porque é ofensivo, mas chamar de negro é ofensa? Há uns como o Daniel Alves que comeu uma banana atirada dos adeptos do Villarreal e combateu à sua maneira (algo que considero bem mais grave do que isto). As pessoas deveriam ter orgulho de ser quem são, apenas isto.
NoSense
Disseste bem… é das coisas mais normais… quantos do normais sabem exactamente se a pessoa “gosta” ou se a pessoa apenas “não se zanga”…
Af2711
As pessoas hoje são mais livres do que nunca para dizerem o que agrada-lhes ou não num amigo.
B.Jardim
E já agora, isto pode ter sido uma atitude de mau gosto do árbitro, mas não é racismo.
Bio
Se ele disse “black guy” não me parece racismo. Não usou o termo de forma pejorativa e não me parece que tenha sido expulso por causa da cor.
Agora, o Demba Ba tem razão numa coisa. Se fosse outro gajo qualquer ele não ia dizer “This white guy did this or that..” Acho que é uma questão cultural que tem de ser mudada com o tempo.
DM
O árbitro não foi profissional. Devia ser castigado por isso.
Agora se no banco estivesse um único branco no meio de pretos o árbitro iria dizer white guy e ninguém se iria importar
Bio
Eu entendo o vosso ponto de vista e reparem que eu disse que não considerava isto como racismo. Agora, não me parece particularmente positivo dizer aquele “gajo preto fez isto”, tal como seria incorrecto o contrário.
Kafka
Não dizia porquê??
Então tu num grupo de pessoas similares em que há uma que tenha uma caracteristica diferente, nunca na tua vida disseste “o individuo baixo, alto, louro, preto, branco, de óculos….” …sei lá….num grupo de pessoas com caracteristicas similares, se houver alguém que tenha caracteristicas diferentes, é perfeitamente normal indentificar-se a pessoa em causa pela caracteristica diferenciadora
Da mesma forma que se o jogo fosse em África e tivessem um grupo de negros e um branco no meio, será normal se dizer “o individuo branco”
Onde é que isto é racismo?
Mas não vale a pena, para vocês tudo é racismo e machismo, o Mundo Ocidental com a conversa da tolerância, está a tornar-se precisamente o contrário do que defende e está a tornar-se é o continente mais intolerante e censurável do Planeta, já que tudo o que o Homem Branco faça actualmente é imediatamente considerado machismo e racismo
RLD
Kafka, ainda estás na fase de usar o argumento de “e se fosse o contrario?”? Ainda na fase de acreditar em “racismo reverso”? Ja estás bem crescido para acreditar no pai natal!!
Kafka
o argumento “se fosse ao contrário” é um argumento factual, já que os racismo sobre os brancos também existe e tão ou maior que sobre os negros, é só ires a África e irás perceber isso
Chico
Identifica-o pelo nome. Se nao sabe o nome, nao devia estar a arbitrar o jogo ou dizia-o de uma forma mais respeituosa.
JoaoMiguel96
Comparar louro ou baixo com preto. Opá a sério.
Again, já disseram isso?
Não é o vale a pena porque tudo é racismo. É o vale a pena falar sobre estas coisas porque apesar de até nem poder ter sido racismo, há quem diga isto com significados bem diferentes.
DM
Qual é a diferença? Não são ambas características físicas?
Se calhar o racismo está em quem acha normal referir a cor do cabelo e um escândalo referir a cor se pele, que por si só não tem mal nenhum, é uma característica física como é a cor do cabelo
JoaoMiguel96
Se calhar o racismo está na diferença de conotação das palavras e do próprio tramento das pessoas. Mas só se calhar.
No dia em que vires um loiro a ser alvo de racismo avisa.
DM
Se calhar racismo está em quem acha que preto é um insulto e branco é uma caracteristica física
JoaoMiguel96
Grande argumento. Não é quem acha que é um insulto. As palavras no dicionário não tem conotação ou contexto, ponto.
São ambos características físicas, mas um foi usado mais que uma vez como maneira de denegrir.
Difícil?
Af2711
Chamar um loiro e branco de “azedo” pela sua cor não é racismo também?
JoaoMiguel96
Eu falei de louro, não de branco. Quanto ao louro, no que dia em que fôr usado com conotação racista, então aí coisa vê-se. No dia em que preto fôr usado no contexto racista…ah espera, já foi.
Quanto ao branco, é óbvio que também deve ser considerado racista quando usado num sentido perjurativo.
DM
Branco só é mau se for usado como tom perjurativo. Preto é sempre mau?
É isso?! Que barrigada, é que branco e preto São exatamente iguais, ambas podem ser usadas para o mau sentido ou não, porque a diferença de análise?
JoaoMiguel96
Mas eu disse que era sempre mau? Só disse que era pouco profissional e que não é desculpavel pelo argumento do “era o único que lá estava” ou que “não se lembrou do nome dele”.
Af2711
Essa dicotomia é difícil de aceitar.
Af2711
Bom… Feliz por reconhecer que racismo não se vê apenas de um lado.
Só não entendo a espetacularização do ocorrido. Webó foi chamado de macaco, negro de m… ou algo assim por acaso? Ele não é negro? Volto a dizer: Este assunto é sério, e não é uma erradicação do racismo: é enxergar racismo em tudo e isso é nocivo à sociedade. O Bernardo Silva foi um dos que sofreu isto numa brincadeira com Mendy. O Sterling um tempo antes disso faz uma piada referente à cor do KDB e todos acham engraçado. Esta dicotomia é que incomoda: ou se normaliza tudo, ou se pune tudo, ou então tratamos o racismo na cerne; identificando os verdadeiros racistas que menosprezam com palavras e atos discriminatórios à todo tipo de cor, classe social e etnia.
Não é o que me parece neste momento.
JoaoMiguel96
“Ele não é negro?” É. E não se chama Webó? E não é adjunto? Ou agora normaliza se isto e pronto? Ninguém está a dizer que é racista, mas é muito estúpido.
Comparar o Bernardo ou o KDB é absurdo. Eles são colegas e amigos. O Webó e o 4° árbitro não se conhecem de lado nenhum, ponto.
Af2711
Que eu saiba, o nome dos profissionais envolvidos no espetáculo só aparecem atrás na camisa dos jogadores. Webó teve relevância como jogador, mas é perfeitamente plausível do 4 árbitro não saber o nome dele.
Absurdo por que se a própria federação inglesa puniu o Bernardo? Isto na tua forma de pensar não é normalizar a situação por eles serem amigos? Ou é racismo, ou não é. Pelo que temos de provas não é racismo. Foi indelicado o 4 árbitro? Sim. Racista, por chamar um negro de negro? Não.
JoaoMiguel96
Não. Aparece na ficha de jogo, aparecem as iniciais no casaco e normalmente têm um dístico. Again, mesmo que não tivessem, nada justifica o que aconteceu. Mas lá está, há quem defenda o profissionalismo.
Tu sabes bem que são coisas diferentes. Não me venham comparar dois amigos e dois gajos que não se conhecem de lado nenhum.
Again, eu disse que era racista? Vocês sabem ler ou só sabem bater na mesma tecla? O que eu estou a dizer é que é vossa argumentação para cagar no caso é do mais absurdo que há. Primeiro porque só lá está ele no banco, depois porque o árbitro não tem como identificar…a sério, o que é que vem a seguir?
Af2711
Não precisa dizer “vocês”. Se está a me responder é comigo que está a falar.
Pois é, então por que os critérios são diferentes apenas por serem amigos? Apesar dos contextos distintos, não são ambas alusões à cor dos “agredidos”? Para mim o erro maior é de ele fazer isto numa prova europeia com alguém que não conhece. Nisto admito que tens razão, ele foi indelicado.
Mas reitero, absurdo? Chamar um negro de negro? Foi anti ético, indelicado, mas racista? Isto é banalizar a palavra em seu estado mais puro. Racismo é algo sério, mas as pessoas continuam a distorcer a verdadeira luta dos negros em detrimento de fazerem militância política.
JoaoMiguel96
São ambos alusões à cor, mas é muito diferente ser alguém que conhece e que pode dizer isso porque se sabe que não tem a conotação errada. Comparado, é como um amigo seu chamar lhe “oh meu filho da mãe”. Se fôr alguém que não conhece já percepcionam de maneira diferente.
Sim, absurdo. Muitos aqui desculpam a falta de profissionalismo (não vou mais longe) com um “ah e se isto ou aquilo”.
Mais uma vez, eu não falei de racismo e nem estou a dizer que o é. Só estou a dizer que continua a ser absurdo desculpar (no mínimo) a falta de profissionalismo com argumentos ainda piores que o próprio caso.
Quanto à militância política, não é de todo o meu caso.
JMF
Pois há… ou seja, há que avaliar o contexto e a intenção subjacente às palavras utilizadas porque uma palavra pode ter vários significados e despida de contexto não consegues perceber qual o significado que o emissor lhe tentou atribuir. Posto isto, o que importa avaliar é qual a intenção com que foi utilizado o termo negro porque se o objetivo foi simplesmente identificar alguém e numa situação análoga (se aplicável) fosse plausível ser utilizado termo baixo, magro, gordo, alto, louro, moreno ou branco não vejo onde está o racismo que a malta dos julgamentos sumários e assentes em credos absolutistas gosta de ver em todo o lado (embora apenas quando a vítima não é um caucasiano que não se insira em nenhuma minoria, claro, porque estes, como todos sabemos, só podem ser agressores e nunca vítimas).
JoaoMiguel96
Again, eu não disse que era racista. Usar Whataboutism para justificar o contrário é que é absurdo. Pior, usar características físicas que nunca foram alvo de perjurio de forma sistemática para inferiorizar alguém para comparar com o que o foi dito é ainda mais absurdo.
Dito isto, não disse que era racismo. Só contrariei a lógica falhada e absurda dele.
CSM1910
Eu acho que o racismo parte um pouco de ti. Porque continuam a usar argumentos históricos para inferiorizar e querer dizer que falar em cor da pele é muito grave. E é, quando se insulta ou goza… tal como em outras características. Se for como referência, o que tem de especial? Racismo, parte precisamente daí. Achar que a cor da pele é diferente das demais características, parece que o ser humano não evoluiu e não quer encarar a cor da pele como algo normal.
JoaoMiguel96
Claro que parte de mim. Tens piada.
Não parte de mim, parte de quem acha que a história acabou e que 2020 não tem antecedência.
Racismo não parte de achar que a referência está mal.
O ser humano evoluiu, mas aparentemente continua a usar argumentos básico para desculpar idiotices.
CSM1910
A história não acabou, aliás eu sou uma pessoa que valoriza IMENSO a história. Mas para evoluirmos como seres temos que pensar como fazê-lo no dia a dia e não evocar coisas de outrora, evocar a história para justificar que se continue a olhar para a cor da pele como algo mau é que me parece um argumento básico e uma idiotice. A cor de uma pessoa é algo bom, eu olho para todos da mesma forma.
DM
Lá está, o racismo está em achar que referir a cor de pele de alguém é perjurativo
JMF
Eu também não disse que dissseste que era racismo. Se reparares eu próprio não disse que não era. Simplesmente não concordo que o argumento dele seja whataboutism. Whataboutism é eu desculpar o racismo de brancos para com negros com o racismo de negros para com brancos. Ora, o argumento do kafka neste caso não me parece ser esse mas sim o de apontar a existência de dois pesos e duas medidas na forma como a comunicação social e a sociedade reage a este tipo de situações hoje em dia, algo que, infelizmente, apenas contribuiu para instigar um clima de divisão e conflito social ao invés de contribuir para a efetiva igualdade.
Filipe Ribeiro
Se fosse na Taça dos Campeões Africana e estivesse um branco no banco era provável que dissessem o “White Guy” ou não?
Valentes Transmontanos
“Se”, “era provável”… Estes argumentos são mesmo impecáveis, como contrariá-los?
Chico
Se, se, se, se… se dissesse branquelas ou cracker, haveria espigo, nao?
Chico
De qualquer das formas, identificar alguém pela cor de pele é só muito pouco profissional.
JoaoMiguel96
É apenas um “se”. Se é provável ou não, não interessa. O que interessa é que isto aconteceu.
B.Jardim
A lógica é a seguinte: podemos identificar pessoas baseando-nos em traços físicos, exceptuando a cor de pele no caso da pessoa ser negra.
Se percebo porquê? Percebo.
Se faz sentido? Não.
Silver
E que tal identificar as pessoas… pelo nome?
AbreLatas
Óbvio que se ele sabia o nome dele só tinha de usar o nome e ponto.
E se ele disse com conotação negativa então que seja banido.
OMotoqueiroGuti
Isso concordo. Se o árbitro sabia o nome e mesmo assim o chamou de preto… Foi muito incorrecto.
OMotoqueiroGuti
Temos exemplos interessantes no futebol. O antigo lateral direito Hugo Ibarra era conhecido como “el negro” por causa da sua tez vincadamente morena.
Outro, Mário Bolatti, era conhecido como “El gringo” pelo facto de ser loiro e, por isso, ter um visual pouco “latino”.
Seriam termos ofensivos? Creio que não.
Tudo depende da entoação. Se o árbitro usou a cor de pele para identificar o sujeito, tudo bem. Eu, que não sou cota, já fui identificado como o gajo das sardas no nariz e cabelo à George Clooney. So what?
Enfim, hoje é dia de festa para os justiceiros sociais.
JoaoMiguel96
Sardas e cabelo à Clooney alguma vez foi usado para menosprezar uma raça?
CSM1910
Homem tamos em 2020. O mundo evoluiu, e como tal deve se tentar que a cor da pele seja uma característica como as outras, no bom sentido. Mas pelos vistos o mundo quer continuar atrasado e quer continuar a ver a cor da pele pela história da humanidade. Sou branco, tenho nome, tenho outras características… Se me referirem a mim com qualquer uma delas, é me indiferente. Não me digam é coisas que não tenho. A partir do momento em que a cor da pele é usada para outros fins como gozar e insultar(e isto aplica-se também a gordos ou muito magros que sofrem disso) aí sim é condenável, em caso de referência é apenas e só isso.
JoaoMiguel96
Mas eu estou a fazer com que não seja? É que não fui eu que fiquei ofendido.
Lá está, é te indiferente porque nunca foste alvo de abuso devido à tua cor. Ou pelo menos sistematicamente. É muito fácil dizer essa do : estamos em 2020, é tudo igual. Não é. Um dicionário não tem contexto, homem.
Mas lá está, eu não falei em racismo. Falei na parvoíce do árbitro, apenas isso. Quem fala e tente desculpar o que quer que seja desse género caibem desculpas muito fraquinhas.
OMotoqueiroGuti
Interessante falares nisso. Tenho uma “estória” verídica: Recentemente uma africana perguntou-me se eu gostava de “pretas”. E eu, na brincadeira, respondi: pretas ou negras? Ela disse que negros são os buracos no universo.
Em que ficamos?
Black não é ofensivo. Nigger é. E como o termo usado foi em inglês…
Em que ficamos?
JoaoMiguel96
E o que é que ele chamou ao Webó?
Miguel Lopes
Ele chamou negru. E pelos vistos em romeno tem a mesma tradução preto/negro se for de Português para Romeno mas se usares o Google ao contrário a palavra que aparece é preto.
JoaoMiguel96
E isso desculpa alguma coisa?
OMotoqueiroGuti
Depende do contexto. Se ele usou um traço distintivo para o identificar, e se não sabia o nome dele, não acho errado.
Se se dirigisse a ele, do género “ó preto”, aí a conversa seria outra.
Dizes que preto é um adjectivo “mau”. A minha experiência, como falei em cima no exemplo da preta, mostra que não é bem assim. E teria mais exemplos.
Tudo depende do contexto e da entoação.
JoaoMiguel96
Não depende do contexto. Qualquer pessoa com dois dedos testa sabe que pode ser mal interpretado.
Ele podia apontar, podia ir lá indicar, podia perguntar o nome. É básico.
OMotoqueiroGuti
Naquele contexto, onde os ânimos estão exaltados num jogo de futebol, quase tudo parece insulto.
Podem dizer que ele foi indelicado. Agora racista… Faz lembrar aqueles que não entravam na fase de grupos do programa dos Ídolos. Uma brasileira, convicta de que cantava bem, falou em xenofobia…
Vale o que vale.
Preto tem o mesmo peso que loiro, ruivo, pele vermelha… Porquê? Porque não o digo com maldade. Não concordam comigo? Processem-me. Ainda compro umas Ralph Lauren à vossa pala…
JoaoMiguel96
Não é a questão do insulto, é a questão do porquê de o particularizar por causa da raça.
Mais uma vez não disse que foi racista. Disse que foi pouco profissional. Se foi racista ou não, fica com ele.
OMotoqueiroGuti
O Webo diz “why is the negro”. Negru, em romeno, é preto.
O Demba Ba também falou com o árbitro e perguntou “why you say black guy?”
Tendo isto em conta, não me pareceu ter sido usado num termo ofensivo.
HeberPrincipe
Muito bem o Demba Ba. Estes termos têm de deixar de ser normais seja num estádio seja na loja da esquina.
For Dummies
Alguém sabe porque é que o adjunto, Pierre Webo, levou o cartão vermelho?
For Dummies
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JoaoMiguel96
O Demba Ba e o Bolingoli também estavam no banco.
For Dummies
O visado era um adjunto da equipa técnica, não um jogador.
Partilhei a imagem para se entender isso.
Não faço juízos porque não sei a conotação da frase do 4º árbitro, desconheço a intenção e ao mesmo tempo se sabia de cor ou tem acesso ao nome de todos os adjuntos.
JoaoMiguel96
Mas eles estavam lá ou não?
Havia sequer a “desculpa” para dizer o que disse?
For Dummies
Questiono-te se escrevi em algum momento que os jogadores não estavam lá.
Mas, se o visado era um adjunto, para quê trazer o Demba Ba e o Bolingoli para a conversa? O árbitro sabe diferenciar os adjuntos dos jogadores.
Falar em “desculpa” é dizer que foi algo gravíssimo o que o 4º árbitro disse. Se foi mal interpretado, mal pronunciado, intencionalmente mau a história é outra. Basta ler o que é dito noutros comentários sobre a língua latina vs anglo-saxónica e perceber que há uma variedade de interpretações em cada caso.
E calma.
JoaoMiguel96
Porque a imagem que colocaste parece justificar que há apenas um africano no banco e que, como tal, ele podia dizer o que disse.
JoaoMiguel96
E muito bem. Não havia necessidade nenhuma. O homem tem nome e está na ficha de jogo.
Até pode não ter sido racista, mas que foi de uma idiotice tremenda, foi.
Quantos aos que dizem aqui que isto não é nada, ganhem juízo.
Filipe Ribeiro
É racismo queres ver? Ou é um termo que bem a despropósito num ambiente laboral?
É que hoje em dia é tudo racismo.
JoaoMiguel96
Eu disse que era racismo? Leste o comentário?
E se foi racista? Sabes?
Hoje em dia tudo é racismo? Normalizar tudo é que não devia acontecer. Mas lá está, é fácil falar no “high horse”.
Filipe Ribeiro
Sim filho o jogo foi suspenso por isso, não foi por o uso de um termo incorrecto num local de trabalho, ou então não havia jogo de futebol que termina-se.
JoaoMiguel96
Não me chamem filho que não te conheço de lado nenhum.
Estou a falar das convicções pessoais do árbitro, não daquilo que tu pensas ou não.
Sombras
Excelente atitude. É a única resposta possível. Não é pela palavra, que palavras há muitas, é pelo tom. E se calhar as pessoas deixavam der idiotas, e percebiam que se fosse “apenas” dizer “o preto” sem qualquer intenção, que o Istambul ia embora, quando até tem mais a perder do que a ganhar com esta decisão. Bem o PSG também ao sair em solidariedade.
AbreLatas
Acho que o problema neste caso foi como o utilizador Chico disse: ele disse em em romeno e foi confundível com a palavra depreciativa “Negro”.
Mas claramente não estamos lá, nem eu posso dizer com certeza que não foi uma atitude racista mas também não podemos estar a julgar o árbitro sem certezas. Espero que tenham falado em privado e percebido a verdadeira intenção.
Sombras
Se assim for é ainda pior. Eu quando vou em representação internacional da minha empresa (no caso, a UEFA) tenho de ter cuidado máximo para procurar não ter comportamentos que ofendam outras culturas, mesmo que para mim sejam normais.
O pior ainda é mesmo o pós-“insulto”. Se foi a questão do romeno, era fácil o árbitro acalmar a coisa e pedir desculpas. O começar a lançar cartões vermelhos só legitimou a má intenção.
Antonio Clismo
Este 4º árbitro romeno acabou desta forma a sua carreira.
Af2711
Mais cedo ou mais tarde isto aconteceria na Champions.
Filipe Ribeiro
Dizer “Black Guy” é racismo agora, o nível de censura em que vivemos hoje em dia…
Haki_Remiz
mas ele disse black guy ou negro?
ItsAboutTime
“Negru”- preto em romeno
Como agente de autoridade que era no jogo deveria ter feito o esforço de identificar o jogador sem se referir á cor. Isso é certo.
Filipe Ribeiro
Claramente, devia ser repreendido pela UEFA, outra coisa é fazer disto um caso de racismo.
Mas lá está, vivemos todos nos Estados Unidos ultimamente…
Pedro Almeida
Contexto por favor.
São profissionais de trabalho não estão nos copos com os amigos o que ele diz basicamente é “Oh preto!”.
Não estamos a falar de picardias entre jogadores em campo, que apesar de lamentáveis por vezes, mas sim de oficiais que ditam as regras em campo o que torna a situação bem mais grave.
Filipe Ribeiro
Sim e o que isso tem a ver com racismo posso saber?
Chico
Claro que tem, ou ignora a conotacao racista da palavra em ingles ou entao é burro e nao devia estar a trabalhar neste contexto. É sempre muito pouco profissional, independentemente do caso.
Filipe Ribeiro
Ahh agora, temos palavras proibidas porque tem uma conotação negativa num país, está bem está.
Chico
Então alguém a falar portugues também te pode chamar do nada filho da mãe pq efetivamente o és, ignorando o contexto da expressao. Para nao dizer coisas piores.
Chico
Tudo dito com a agravante de que ele sabe inglês, está ou devia estar a comunicar em inglês por ser árbitro num jogo internacional e usa uma palavra que na língua que está em causa tem um contexto muito particular atrelado.
Chico
De qualquer das formas, mesmo que tivesse dito “the black guy” ao invés de “negru” é de uma falta de classe e respeito brutal para este nível ou para outro qualquer. Quem vir o vídeo e achar normal a forma como ele se refere ao Webo, nao tem noção. Vi agora o vídeo, tinha relativizado só lendo o que foi escrito sobre o assunto, mas é de uma falta de nível altamente grosseira a cair no racismo, desprezo mesmo.
Chico
Aparentemente identificou-o como “negru”. Em romeno (língua dos árbitros em causa), não tem o mesmo peso de em inglês. Acho que a situação pelos ingleses interpretarem em inglês.
RenatoFr
Sem conhecer integralmente parece-me que a confusão vem daí. O arbitro usou a palavra romena/latina que não tem um sentido perjorativo, ao contrario da lingua inglesa. Mas explicar isso naquela situação é outra estória…
A acrescer a isto, junta-se o facto de termos instituições europeias a tentar reger-se por mentalidades americanas. Basta ver aquilo que a FA ou a EFL fizeram ao Bernardo e agora estão a fazer com o Cavani.
Ao contrário dos países anglo-saxonicos, certos termos são usados na cultura latina desprovidos de maldade, mas com a quantidade de justiceiros sociais que há hoje em dia, não há meio termo.
Mais um episódio triste num tema que tem vindo a escalar desnecessáriamente de proporções
Filipe Ribeiro
E tu sabes o peso que tem em romeno?
O que não falta é por exemplo brancos na América do Sul com alcunhas de negro por serem bastante morenos, esta treta toda de importar os complexos raciais dos Americanos para o resto do mundo já cansa.
Chico
Ia jurar que este jogo nao foi na Romenia, nem na Argentina, mas sim um jogo internacional da Uefa onde a língua usada é o inglês. A palavra tem a mesma conotação em todo o mundo anglosaxonico. De qualquer das formas, denota um enorme desrespeito e falta de profissionalismo.
Filipe Ribeiro
Ah okay e na língua inglesa original o negro tem a mesma conotação do que o inglês do outro lado do Oceano?
Rapaz já disse mil vezes foi infeliz e não devia ter usado essa palavra num local de trabalho, mas não é racismo e o jogo foi interrompido por isso, não por um termo infeliz num local de trabalho.
Chico
Tem pq era o termo usado pelo imperialismo britânico, os tal “States” foram colonizados por eles, tal como a Jamaica ou Trinidad. A palavra negro tem a mesma conotação em qualquer sítio onde se fale inglês.
Filipe Ribeiro
Incorrecto, eles na altura até para os Nativos chamavam assim, e só começou a ser visto como pejorativo nos anos 60 com os movimentos de Black Power, porque o termo bem dos portugueses e espanhóis que foram os primeiros a levar escravos negros para as Américas, na Inglaterra nunca teve uma conotação negativa como tu fazes crer com base na histórinha dos States.
Chico
Isso é completamente mentira. Lá porque até aos anos 60 ainda havia segregação racial em muitos estados onde a palavra negro era usada com frequência não significa que já não tivesse conotação negativa. James Baldwin construiu toda a sua obra com a palavra como metáfora antes dos Black Panthers, nunca se afiliou aos Black Panthers. Apenas um exemplo. Era a palavra usada pelo imperialismo britânico, sim, que praticou o esclavagismo em muitos países das Américas.
Sodogodo
Se o banco fosse todo branco o 4ª árbitro ia ter dificuldade em apontar quem é que disse o quê, mas desta maneira resolveu fácil. Que saia a consequência para esta gente.
AbreLatas
Compreendo o que dizes e não quero ser mal interpretado mas depende como o dizes.
Se o banco estiver cheio de pessoas de cor negra e só um branco não dirias “aquele tipo branco”?
Como ser forem todos altos e um baixo tu dirás “o baixo”. E há outros exemplos como o mais velho/novo, o mais magro/forte, o careca/cabeludo, etc.
Se há algo na distinguível num grupo vais ter tendência a utilizar essa distinção. Não significa que seja de uma forma depreciativa.
Sodogodo
O tipo pode ser racista ou não. Não sabemos e não vai ser esta situação que vai alterar seja o que for. Sabemos que identificar alguém pela cor da pele tem um efeito mau, existe toda uma história na nossa cultura ocidental que não pode ser esquecida e sabemos perfeitamente que em qualquer sociedade as minorias etnicas ou religiosas foram e ainda são perseguidas. Logo é de evitar chamar alguém que não conhecemos pela cor da pele, principalmente sendo um evento publico. Não fica bem e pode levar a pessoa sentir-se insultado por algo que tem muito peso. É também por isso que não acontecem muitos casos destes nos dias de hoje. Por isso este tipo ou é racista e deixou escapar ou é burro que nem uma porta.
Joga_Bonito
Exacto. O árbitro devia tê-lo chamado pelo nome próprio, mas às tantas nem se lembrava do nome, porque duvido que os árbitros saibam os nomes todos dos jogadores. Mas não me parece racismo.
Filipe Ribeiro
Assistente técnico que foi expulso, talvez por dizer algo pior que “negro” ou “preto”.
Chico
Ok, mas não isto é um árbitro num jogo a serio, devia ser mais responsável. Vendo o vídeo é de uma falta de classe brutal a forma como o faz, nao me surpreenderia que fosse efetivamente racista.
Kafka
As mesmas consequências que o Harrel teve por ter esse sido sido assumidamente racista com o Doncic??
Ou as consequências que o Mamadou teve pelas declarações sobre o que se devia fazer ao “Homem branco”??
Chico
Nao gosto do estilo do Mamadou, apesar de concordar com muito o que ele diz, pq basta ver o Twitter do homem e ele está sempre a ser agressivo. É uma expressão que acho pessoalmente que não deveria ser usada, mas é uma forma de estilo. Agora já nao se podem usar hiperboles, nem metaforas?
OMotoqueiroGuti
Você é um prato, Chico. De rir e chorar por mais. Então você passou o tempo a falar da falta de elegância e elevação do árbitro e depois vem tentar defender o Ba quando ele usa uma linguagem altamente provocatória, incendiária e deliberadamente perigosa?
Passou o tempo todo a dizer que o árbitro deveria ter evitado a terminologia “escura” que ele usou, e agora não critica o Ba por não ter usado expressões mais suaves para condenar o racismo branco? A expressão “matar” era a desejável? Ah, são metáforas e hipérboles… Aliás, uma mensagem como aquelas, nos tempos que correm, será certamente analisada à luz da mais fina hermenêutica…
Sério… ?? … … É como eu já disse: vocês enlameiam as causas que defendem.
DNowitzki
Ele baseou-se na obra daquele sujeito lunático cujo nome me está a escapar agora.
PedroS
Concordo em relação ao Harrel.
Agora o Mamadou é muito diferente. Se não viste o podcast, aconselho que vejas, pois ele não diz que se deve matar ”literalmente” o Homem branco. Usou simplesmente uma figura de estilo lolol que rir.
JoaoAlves1906
Em relação ao Mamadou Ba, mesmo sendo num “sentido figurativo” tem muito que se lhe diga porque pode estar a criar um incentivo ao ódio e a violência (sendo ele parte integrante do de uma organização como SOS Racismo, deve ter em consideração que fala para muita e por muita gente) . Tendo em conta que a sociedade portuguesa, como se tem dito, é uma sociedade racista, quando ele diz “morte ao homem branco racista…”, pode levar a que muitas pessoas não vejam isso como um “sentido figurativo”
Eu não estou a defender o árbitro, porque se a pessoa em questão esta na ficha de jogo ele tem conhecimento do nome da pessoa, portanto deve ser chamado dessa forma. No entanto, e cada vez mais, é muito fácil apelidar qualquer coisa de racismo (mesmo quando não é no sentido pejorativo), e qualquer dia o racismo será usado como uma defesa praticamente irrevogável.
DYI
Eliminar o homem branco. Temos aqui uma generalização de todos os brancos vivos e mortos, a expressão é usada em sentido pejorativo. Nada da história do homem branco é bom logo devemos vilanizar o homem branco do passado e mudar o mindset do atual. A única desculpa para o que ele disse foi estar a citar um filósofo francês e não serem por isso palavras dele. Porque de resto ficou bem claro o que a afirmação dele queria dizer.
Rui Miguel Ribeiro
Nem é desculpa nenhuma, porque ao citá-lo está a assumir como boas as palavras do francês.
Rui Miguel Ribeiro
Bem dito, Kafka.
Kafka
ora nem mais DYI
Kafka
Rir é tu vires desculpar o que o Mamadou disse com “contexto” e depois não perceberes que negro em romeno não é nada de outro mundo e portanto não houve hoje racismo NENHUM
Mas eu já percebi como funciona, tudo o que seja ataque ao Homem Branco é fruto do contexto…aos negros já é racismo
PedroS
E onde me viste a falar do árbitro?
Sodogodo
Queres castigar o Mamadou com quantos jogos? Ganha noção Kafka, o que não falta por aí é malta a falar contra negros e a malta falar contra brancos. Se a malta a falar contra negros leva mais na pele é porque eles são uma minoria, normalmente as minorias em qualquer sociedade são perseguidas e descriminadas em certas situações, e por isso as sociedades ocidentais têm mais tendência para evitar que isso volte acontecer. Mas tens exemplos por aí de pessoas a falar contra os brancos e a sofrerem consequências. Assim de cabeça, Nick Cannon é o mais recente, mas há mais por aí.
Filipe Ribeiro
Falou contra judeus que é bem diferente, pelo menos nos EUA.
Sombras
Vai lá ouvir as declarações do Mamadou antes de dizeres essas coisas. A declaração tem um contexto, não podemos ficar só pelo soundbyte…
Rui Miguel Ribeiro
As declarações do Mamadou são inqualificáveis.
Kafka
Claro tudo o que seja atacar os brancos afinal “tem contexto”
Já as declarações de um árbitro romeno onde a palavra “negro” não é nada demais, já é o fim do Mundo e afinal não há lugar a contexto e é racismo, está certo
Number10
Ja pareces um sportinguista, que vai buscar buscar os rivais quando quer desculpabilizar uma derrota.
Não estou a dizer que seja racismo, a única pessoa que pode dizer se é racismo é mesmo o 4º arbitro. Já agora no teu contexto profissional ias usar esse termo para identificar alguém?
Kafka
Eu não estou a desculpar nada, só estou a constatar que os mesmos que hoje estão indignados, são os mesmos que fazem silêncio relativamente ao Harrel e ao que o Doncic sofreu…..o que prova que essas pessoas não são contra o racismo, são contra o racismo contra negros, mas não se importam que os brancos sofram ataques racistas
É só esse o ponto que eu estou aqui a provar, porque eu sim sou contra o racismo e como eu sou contra o racismo para mim é tão grave um ataque racista sobre um negro, um branco, um asiático, um eslavo ou nórdico, um latino etc etc…para mim é tudo igual, porque eu sou contra o racismo….já para muitas pessoas aqui, não são contra o racismo coisa nenhuma, apenas são contra o racismo se esse racismo incidir sobre negros, porque quando incidem sobre brancos fazem silêncio e relativizam como relativizaram o que o Harrel fez ao Doncic
Number10
Não conheço esse caso, vou pesquisar. De resto concordo contigo, mas tens que ver que não é assim tão simples, e não é tudo igual, muitas vezes tem a ver com o contexto. Neste caso não acho que tenha a ver com racismo (a não ser que o 4º arbitro tenha dito aquilo de forma depreciativa), mas sim com falta de respeito.
Joga_Bonito
Também não vejo aqui nenhum racismo. Se fosse num jogo em África e houvesse um jogador branco no meio de vários negros e alguém quisesse dizer algo sobre ele poderiam dizer “é aquele branco ali”, quando queremos apontar alguém no meio de vários temos que chamar a atenção a algum tipo de diferença. Eu acho que estamos a criar várias tempestades em copo de água, com casos que não têm que vir racismo a tal ponto que quando for de facto verdade já ninguém levará a sério.
E acho que a imprensa tem muita culpa disto, está de tal forma a distorcer o que é racismo que algumas pessoas começam a ficar paranóicas a reagem de forma absurda a qualquer coisa dita.
Há exemplos de racismo claros mas este não me parece um deles.
JoaoMiguel96
Mas isso aconteceu? Ou é só mais um “se ” ?
Joga_Bonito
(ficou cortado)
nos casos em que se estabeleceu que aqui é racismo. Se isto é racismo, então no meio de uns negros existir um branco que alguém quer chamar e dizer “hei, aquele tipo branco” é racista, agora se isto só se aplica em alguns casos já não pode ser racista. O racismo é uma ideia assente numa definição clássica e universal, não para ser usado apenas porque se quer. Portanto aqui o “se” não é whataboutism, não é dizer “isto sucede em todo o lado, errado ou certo, não importa porque acontece em muitos lados e até contra brancos”., aqui o que eu questiono é se isto é racismo e parece-me que não é. Se eu não conhecer uma pessoa e a quiser interpelar no meio de uma multidão, não foco alguma característica sua para lhe chamar a atenção? Isto é algo normal do comportamento humano, não há racismo aqui.
Joga_Bonito
O “se” aqui serve para colocar a questão óbvia: se isto fosse em áfrica com um branco alguém se escandalizaria? É que para ser racismo tinha de ser algo que acontecesse com todos os povos, em todas as situações, não pode ser como aquelas coisas que só se acusam de racismo emalguns casos, nos casos em que se estabeleceu
JoaoMiguel96
A questão é que é um “se”, mais nada. Comparar um caso hipotético com um caso real não tem valor. O que aconteceu, aconteceu.
Joga_Bonito
Tem sim valor porque se afirmas que isto é incorrecto ou racista então isso tem de ser em todo o lado. Só que nunca se vê este tipo de questões colocadas quando não envolvem minorias ou mulheres. Foi como no caso do JJ, sempre foi um mal-educado, bastou sê-lo para uma mulher e já se faz uma polémica porque ele é machista? E se amanhã criticar um jornalista gordo é gordofóbico? Quando ele é arrogante com pessoas da maioria da sociedade nunca se colocam questões, como esta expressão do árbitro, que decerto isto aconteceu em muitas situações, só se criou esta celeuma toda porque sempre que se diz algo de um grupo minoria leva-se logo para a discriminação.
JoaoMiguel96
Mas claro que é errado em todo o lado. A questão é que isso não desculpa nada do que aconteceu, que é o que muitos estão a fazer aqui. Whataboutism é dos piores argumentos que se podem utilizar para defender uma situação destas.
O JJ foi um bronco, toda a gente sabe. Insultar um gordo não faz dele um gordofóbico, mas sim uma grande besta. Os gordos nunca deixaram de ter direitos na sociedade.
Leva se para a discriminação porque é a situação mais comum e porque a própria palavra tem essa conotação há anos.
Joga_Bonito
Mas eu não disse que eacho que ele fez be, acho apenas que não é racismo. Ele claramente esqueceu-se do nome do Webo. Além disso no futebol há um trato muito mais informal entre todos os intervenientes, não é como a escola, universidade. E sim, ele deveria pensar que se deve dirigir às pessoas de forma mais cordata, mas nada do que ele fez é errado moralmente. Esta polemica é artificial. Se o Webo tivesse dito “chame-me senhor Webo que é esse o meu nome”, exigindo que o tratasse pelo sobrenome aí sim teria agido bem, agora partir para a acusação de racismo é que nºao faz sentido.
JoaoMiguel96
A questão é que esquecer de do nome continua a não ser razão. Eu posso me esquecer do teu nome e não preciso de te identificar pela raça.
O futebol pode ser informal, mas a questão do profissionalismo mantém-se.
Again, Eu não disse que era racismo. Só estou a dizer que defender por dar o caso contrário ou por ser a única pessoa dessa cor lá não é argumento.
DNowitzki
Sobre gordos (é só um exemplo, eu sei), não é bem assim. Sabes perfeitamente que esse tipo de estereótipos é frequentíssimo e pode chegar a ser pior do que racismo. Há muita gente que se suicida por causa dessas «bestas». Cuidado com a relativização de tudo…
JoaoMiguel96
Atenção, não estou a relativizar. Estou a falar de direitos e liberdades. Como é óbvio, também sofrem de estigmas horríveis.
Boris Yeltsin
Demba Ba a dizer na cara do 4o árbitro: “Tu não dizes “aquele tipo branco”, tu dizes “aquele tipo”. Porque é que vais dizer “aquele tipo preto”?”.
Alexandre Frota
Florzinha de cheiro. Não vejo como um insulto. Não usou foi o termo correto.
andresilvac
Teorias da conspiração em 3 2 1 mas vai sair aqui um castigo muito muito duro
Af2711
Isto se o 4 árbitro não for preso.
joaodjesus
Nao tenhas duvidas nenhumas, ainda esta semana saiu o castigo para uma equipa de futsal da ultima divisão de futsal da AFP de 400 e poucos €, porque a AFP alega nao foram avisados a tempo de cancelar o jogo. segundo fui informado, o clube avisou que tinha 11 infectados durante o dia do jogo mas porque foi nesse mesmo dia que receberam os resultados, ou seja, ia se apresentar a jogo como? isto é tudo interesses, por isso acredito mesmo que vem ai uma bela de uma multa por parte da UEFA.