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Calcanhar de Xandão derrota o Manchester City (uma das 3 melhores equipas do Mundo); Exibição inteligente e competente do Sporting de Sá Pinto deixa tudo em aberto na Liga Europa

Sporting 1-0 Manchester City (Xandão 51´)

Os leões venceram os milionários do City por 1-0, num resultado que abre boas perspectivas para a 2ª mão (é fundamental não sofrer golos em casa nas competições europeias), em partida a disputar na próxima semana. Perante a equipa com o maior orçamento do futebol mundial, líder da Premier League com o melhor ataque e melhor defesa e, que entre outros resultados, já aplicou 6-1 em Old Trafford, os leões demonstraram grande espírito de sacrifício e qualidade táctica.

A partida começou com um City com mais posse de bola, mas com o Sporting a responder em perigosas transições ofensivas (João Pereira, por duas vezes, colocou à prova Joe Hart e rematou ao lado). O City apenas criava perigo através dos lances de bola parada (Touré cabeceou para defesa de Patrício e Barry rematou perto do poste), enquanto que os leões conseguiram pegar no jogo perto do intervalo (Matias esteve em grande destaque nesta fase, mas sem resultados práticos). No segundo tempo, o Sporting conseguiu controlar o ataque do City e, ao mesmo tempo, sair com perigo e com vários elementos para o ataque. A garra do meio campo leonino e a concentração da defesa foram as mais valias nesta fase da partida. Xandão marcou o único golo da partida aos 51´, na sequência de uma defesa de Joe Hart (o brasileiro marcou de calcanhar). O City voltou a responder novamente de bola parada (remate de Kolarov perto do poste), mas o momento era dos leões. Ricky Van Wolfswinkel teve nos pés a oportunidade para fazer o 2-0, após subida de Insua (remate fraco, em boa posição, que Joe Hart defendeu) e Pereirinha desvio para perto do poste um cruzamento de Capel. Até final, o City tentou apertar e ficou perto do golo em três ocasiões (David Silva após toque de letra de Balotelli; Balotelli de cabeça à trave e Xandão a evitar o golo de Aguero na pequena área), enquanto que Carrillo arrancou para um contra-ataque veloz, mas que Pereirinha não aproveitou.

Destaques:

Xandão – Exibição que calou os próprios sportinguistas (não só porque muitos não acreditavam na vitória leonina, como e principalmente, por todos terem condenado a contratação do brasileiro tendo como base relatos negativos oriundos do Brasil). A contratação aprovada pelo Visão de Mercado foi o melhor jogador em campo, não só pelo golo decisivo que marcou (e logo de calcanhar) como pela sua prestação defensiva: “limpou tudo” no jogo aéreo e ainda “secou” Dzeko e Aguero.

Sá Pinto – Roçou a perfeição na partida de hoje. O técnico leonino denotou inteligência, qualidade táctica, esteve excelente nas alterações que fez e soube incutir a agressividade necessária para levar de vencida esta partida. A jogar numa espécie de 4-4-2, os leões actuaram num bloco baixo que anulou por completo as movimentações de Dzeko e Aguero (que muito gostam de explorar as costas da defensiva contrária), foram fortes em termos de pressão e recuperação da bola e ainda denotaram inteligência na maneira como adormeceram o jogo (a equipa leonina nunca se desequilibrou e nunca permitiu ao City impor outra intensidade no encontro). Em suma, a melhor exibição da época do Sporting perante uma das 3 melhores equipas do Mundo (se Wolfswinkel tem dado continuidade à boa entrada na 2ª parte dos leões, o resultado até podia apresentar outros números).

Sporting – Um feito notável dos leões, que conseguiram fazer o que o FC Porto falhou e bateram uma das três melhores equipas do Mundo. A eliminatória vai a meio, mas os leões saíram de Alvalade com uma grande adição de confiança para o que falta jogar no campeonato, taça e LE. Uma vitória importante também para o ranking português, pois Portugal ultrapassou a França no 5º lugar e, caso o Ol. Marselha seja eliminado pelo Inter, esse lugar já não vai fugir a Portugal.

Schaars/Carriço – Duas das melhores exibições do Sporting. Muita agressividade (positiva), muita pressão e igualmente algum discernimento na saída de bola. Anularam por completo o meio campo do City.

Polga – Exibição exemplar do central leonino (à excepção da abordagem aos lances de bola parada). Juntamente com Xandão anulou por completo os avançados do City e ainda revelou uma enorme capacidade ao nível da antecipação.

Patrício/Insúa – Prestações muito competentes. O guardião leonino fez uma intervenção enorme a cabeceamento de Kolo Touré e disse presente em todas as situações; já o lateral esquerdo demonstrou segurança a defender e ainda ofereceu a Wolfswinkel o 2-0 numa das várias incursões ofensivas que protagonizou.

Capel/Wolfswinkel – As piores unidades do Sporting. O extremo voltou a ser uma nulidade num jogo “grande”; enquanto que o avançado apesar da luta que deu em termos de pressão desperdiçou de maneira fácil o 2-0.

João Pereira – O melhor leão na 1ª parte principalmente pelo seu envolvimento ofensivo. No 2º tempo esteve menos acutilante e as suas debilidades defensivas fizeram com que cometesse várias faltas que podiam ter comprometido as ambições do Sporting. Vai falhar a partida da 2ª mão devido a castigo (não poderá ser substituído por Arias, pois Domingos não inscreveu o colombiano na Liga Europa).

Matias Fernandez – Exibição corajosa do chileno. Arriscou nos lances individuais (como se pede a um craque), tentou desequilibrar, podia inclusive ter feito o 1-0 a passe de João Pereira, e durante 55´ a sua técnica criou muitas dificuldades ao City. Foi na sequência de um livre seu (bem marcado e que dificultou a acção de Joe Hart), que Xandão fez o único golo da partida.

Izmailov/Pereirinha – O russo está cada vez mais confiante e na 1ª parte foi dos elementos do Sporting mais esclarecidos ofensivamente; por sua vez o português (que substitui o 10 leonino) entrou bem na partida e inclusive podia ter feito o 2-0.

Renato Neto/Carrillo – Entraram bem no encontro. O médio foi importante no futebol aéreo; enquanto que o peruano ainda protagonizou a melhor jogada do encontro, com um slalom espectacular já na recta final da partida.

Man City – Juntaram à falta de humildade (a entrada de tardia de Lescott para o lugar do lesionado Kompany foi prova disso mesmo), uma inércia em contrariar a postura táctica e cínica (no positivo) do Sporting. À excepção dos lances de bola parada, os milionários ingleses não conseguiram impor o seu futebol (Silva foi bem anulado) e acabaram por sentir a falta de Yaya Touré no meio campo.

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