Triunfo incontestável dos Nerazzurri, que são a melhor equipa do futebol italiano nos últimos anos, fruto de uma base sólida e experiente, mas que não têm conseguido ter a consistência interna para criar uma hegemonia a nível de campeonatos como o potencial do plantel poderia permitir. Chivu não é consensual, sobretudo por alguma inércia nos jogos grandes, e os adeptos ficarão a lamentar a eliminação na Champions e a derrota na Supertaça, mas o campeonato foi praticamente imaculado (e ainda pode juntar a Taça), com uma superioridade inequívoca, poderio ofensivo (20 golos acima do 2.° melhor ataque) e utilização de praticamente todo o plantel. Individualmente, a dupla Lautaro Martínez e Marcus Thuram, os dois melhores marcadores da prova, foi decisiva neste Scudetto, com a ajuda de Esposito em alguns momentos; Dimarco contribuiu com um registo de assistências brutal (17); Çalhanoglu voltou a comandar o miolo, num ano menos inspirado de Barella; Zielinski foi revitalizado (dos que mais cresceu, juntamente com Bisseck) e Sucic teve uma boa primeira época; Dumfries, quando estiver disponível, marcou diferenças; e o setor defensivo disse presente (veremos como Sommer será substituído), sendo que Akanji (central de topo) veio dar ainda mais consistência.
O Inter Milão sagrou-se campeão da Serie A. Os nerazzurri bateram o Parma, por 2-0, e conquistam assim o 21.º campeonato quando ainda faltam 3 jornadas. Já Chivu consegue o 1.º título como treinador e logo na época de estreia à frente do emblema de Milão, que também já tinha representado como jogador.

