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CAN 2012: Sem o Egipto e os Camarões, será desta Drogba?

Tem amanhã início a 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, que se disputará no Gabão e na Guiné Equatorial (de Balboa), países que à partida não têm qualquer aspiração. A competição não contará com a presença de várias selecções importantes, desde logo o Egipto, bicampeão em título. Os Camarões e a Nigéria também não conseguiram o apuramento, pelo que a Costa do Marfim e o Gana são os principais favoritos à vitória.

Os “Elefantes” contam com a qualidade e experiência internacional de elementos como Drogba (terá provavelmente a última oportunidade da carreira para chegar ao título continental, veremos se não acusa a pressão) e os irmãos Touré, aliada à velocidade e potência de nomes mais jovens, como Gervinho ou Doumbia. O Gana parte para esta CAN depois de ter sido a melhor equipa africana no Mundial 2010, residindo a sua força no colectivo e na solidez defensiva, algo que os diferencia das restantes selecções. As ausências das principais figuras, como Essien ou Kevin-Prince Boateng (preferiu ficar no Milan, mas lesionou-se há poucos dias) desfalcam o finalista da edição passada, que tem nos irmãos Ayew e em Asamoah Gyan as grandes estrelas. Destaque igualmente para a juventude da turma às ordens de Goran Stevanovic, que convocou 6 elementos que conquistaram o título mundial sub-20 em 2009.

Quanto a possíveis países que podem surpreender, surgem num primeiro plano Senegal e Marrocos. Depois do brilharete que fizeram no Mundial 2002, os “Leões de Teranga” voltam a reunir um conjunto de jogadores de muita qualidade e capaz de ombrear com as potências do futebol africano. Um ataque temível, com inúmeras opções fantásticas (Demba Ba, Papiss Cissé, Moussa Sow, Mamadou Niang, Dame N’Doye…), impõe respeito e disfarça algumas limitações tácticas. Os “Leões do Atlas” são também dos países com mais talento individual, estando integrados num grupo acessível, com Tunísia, Gabão e Níger (uma das nações que se estreia, juntamente com a Guiné Equatorial e o Botswana). A categoria de elementos como Taarabt, Chamakh, Boussoufa, Carcela ou Benatia, dá todas as condições para que os marroquinos, orientados por Erik Gerets, se possam intrometer na luta pela vitória. Numa segunda linha, surgem a Zâmbia (que têm a base do TP Mazembe, campeão africano e Emmanuel Mayuka) e o Mali, de Keita e do “português” N’Diaye.

Para nós portugueses, será interessante seguir Paulo Duarte e o seu Burkina Faso (pode ser um dos outsiders) e, claro, a selecção angolana de Lito Vidigal. Curiosamente, ambos os países estão integrados no grupo B, o mais forte da competição. Os “Palancas Negras”, de Djalma e Mateus, terão tarefa complicada para seguir em frente, podendo o jogo de estreia (frente ao Burkina Faso) ser decisivo para as contas finais (só um chegará aos quartos-de-final, tendo em conta que a Costa do Marfim ficará em primeiro). A experiência de André Macanga, Gilberto e o instinto goleador de Flávio são trunfos de Angola. Já a turma do ex-técnico do Leiria, é um dos países em ascensão no futebol africano. Os principais elementos são Kaboré e Pitroipa, numa selecção que conta com Narcisse, jogador do Camacha, e Stéphane, do Atlético CP.

Quem será o vencedor da competição? Que países poderão surpreender? Quem será o melhor marcador e o melhor jogador? Consideram que o calendário da competição (foi alterado para os anos ímpares, com a próxima edição a ser realizada em 2013 na África do Sul) é o mais adequado (em Janeiro, com todos os campeonatos a decorrer)?

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