Carlos Carvalhal afirmou este sábado que recebeu um convite por parte da direcção do Sporting para continuar como treinador da equipa principal, uma proposta que terá sido feita antes do jogo dos leões em Braga, no final de Janeiro.
“Na altura, disse que era prematuro e também não queria ficar no Sporting a qualquer custo. Para ser sincero, sentia-me um pouco sozinho. Se quisesse aproveitar essa situação hoje tinha num vínculo para a próxima época”, afirmou o técnico em conferência de imprensa.
No entanto, confrontado com o facto de três semanas depois se ter falado que o clube já tinha um pré-acordo com Villas-Boas, Carvalhal não deixou de criticar a situação. “Mudar de opinião em três semanas é um pouco a imagem do futebol português. Desde o dia em que cheguei ao Sporting tenho estado sempre ao lado dos jogadores e contra o Mundo. Se calhar, isso prejudicou-me”.
Questionado sobre se o Sporting teria sido o projecto no qual gostara mais de participar, Carlos Carvalhal foi assertivo: não. “Estou muito sozinho no Sporting. Comparando com o V. Setúbal, há uma divergência total, na protecção que é dada ao treinador”.
E prosseguiu: “Tenho a noção que não entrei pela porta principal, mas amanhã sairei do Estádio de Alvalade de cabeça erguida e desta feita pela porta principal.
O técnico que está de saída do clube preferiu não comentar a contratação de Paulo Sérgio, limitando-se a afirmar: “Apresentar um treinador antes da época terminar é uma quebra na liderança do treinador”. Fonte: Record
Visão de Mercado
Carvalhal:
– Chegou ao Sporting a 11 pontos do 1º lugar e neste momento encontra-se a 28;
– Foi eliminado das duas taças pelos seus rivais, e depois de expressivas goleadas;
– Nos últimos dois meses, mesmo considerando os maus resultados, tem adoptado um discurso de vítima.
Bettencourt:
– Optou por não apresentar Carvalhal, demonstrando que era claramente uma solução de recurso, depois de não ter conseguido contratar outros treinadores;
– Depois das palavras de hoje do ainda técnico leonino, deixa parecer que o actual presidente do Sporting, desde cedo abdicou desta época, o que ainda torna mais confuso o investimento de 11 milhões de euros em Janeiro;
– Para quem prometia organização e apoio, não pareceu ser isso que se verificou, e se Costinha foi contratado para fazer essa função, e se Carvalhal diz que sempre esteve sozinho, qual é o verdadeiro papel de Costinha no Sporting?
Será que Paulo Sérgio irá ter uma atenção diferente em Alvalade? Que sinais retiram das palavras de Carvalhal, em relação à estrutura de futebol do Sporting? Era precipitado renovar com Carvalhal em Janeiro, ou teria sido uma boa opção? A mudança súbita de ideias de Bettencourt em relação a este processo, revela algum descontrolo?


