Triunfo que pode ser determinante nas contas do grupo e do próprio torneio (passam apenas os primeiros classificados e o melhor 2.º). A Espanha entrou bastante bem na partida, conseguindo circular com critério e encostar a Itália às cordas, acabando por se adiantar com um golaço de Ceballos (o MVP de 2017 ainda deu espectáculo no passe e no drible, sendo bem coadjuvado por Soler e Fabián Ruiz, que acabou por sair lesionado). No entanto, Chiesa puxou para si o protagonismo, bisou (Unai Simon é mal batido no 1-1) e acabou por conseguir a reviravolta, tendo Pellegrini, que fez uma grande 2.ª parte (personalizou uma Itália muito agressiva, por vezes em excesso, e objectiva), fechado as contas. Nota para Alex Meret, que evitou o 1-2 e para o jogo apagado de unidades como Oyarzabal e Moise Kean (a equipa melhorou sem ele, sendo que Cutrone teve papel chave no 2.º golo). Já no outro jogo do dia, a Bélgica também entrou forte e marcou primeiro, mas acabou por ser surpreendida por uma Polónia matreira e eficaz.
Na 1.ª jornada do Grupo A do Euro sub-21, a Itália bateu a Espanha por 3-1 e colocou-se no 1.º lugar juntamente com a Polónia, que bateu a Bélgica por 3-2. A Espanha até marcou primeiro, graças a um golaço de Ceballos aos 9 minutos, mas um bis de Chiesa (aos 36′ e 64′, sendo que Unai ficou mal na fotografia no 1.º) e um pénalti convertido por Pellegrini (falta de Soler) garantiram o triunfo da Squadra Azzurra. Na próxima jornada, a Espanha mede forças com a Bélgica e a Itália defronta a Polónia.
XI Itália: Meret; Calabresi, Mancini, Bonifazi, Dimarco; Mandragora, Pellegrini, Barella; Zaniolo, Chiesa, Moise Kean.
XI Espanha: Unai Simon; Martin, Vallejo, Jorge Meré, Aáron Martín; Zubeldia, Ceballos, Fabián Ruiz; Carlos Soler, Oyarzabal, Borja Mayoral.
O golaço de Ceballos:


3 Comentários
T. Pinto13
Elencos destes em Sub-21.
Incrível.
Rodrigo Ferreira
Quanto ao Bélgica x Polónia, não foi um jogo tão mediático, mas foi igualmente agradável. Fiquei encantado com os primeiros 25 minutos da Bélgica. Futebol enleante e ofensivo, com grande qualidade na circulação e facilidade na exploração do espaço entre linhas. O golo surgiu com naturalidade e mais podiam ter sido, mas, do nada, a Polónia marcou e começaram a sentir-se as debilidades defensivas da Bélgica. É uma equipa algo imatura em termos tácticos, acabando a Polónia por fazer uso do porte físico dos seus atletas e de alguma matreirice que já tinha custado caro a Portugal no play-off. Não se podem esperar grandes exibições da Polónia, mas é uma equipa perigosa e que tem 3-4 elementos que fazem a diferença (Zurkowski, Kownacki ou Szymanski).
A Bélgica pareceu-me mais atractiva, mas falhou várias oportunidades (só o capitão Schrijvers desperdiça três claras) e pagou isso caro. Nota para Orel Mangala, um médio que esteve no Hamburgo, mas que pertence ao Estugarda, e que deixou excelentes indicações pela sua qualidade no passe, visão e facilidade em descobrir espaços entre linhas, e para o jovem de 17 anos Verschaeren, que foi lançado durante o jogo e que promete ser uma das coqueluches do futebol belga a breve prazo. Mbenza e Lukebakio também criaram problemas a espaços, mas são elementos com alguma dificuldade quando precisam de definir com menos espaço, enquanto Casper De Norre, um destro à esquerda, que foi campeão no Genk, foi claramente a pior unidade da equipa, não conseguindo dar profundidade e sofrendo muito defensivamente. É curioso que os problemas da Bélgica com laterais esquerdos comecem já nos sub-21.
Rodrigo Ferreira
Triunfo importantíssimo para a Itália. Entraram bastante mal, muito à nora perante a habitual identidade e qualidade na circulação espanholas, sendo que quando vi o golão de Ceballos e o carrossel espanhol daquela forma imaginei que a Itália pudesse não conseguir resistir. No entanto, a Espanha não fez o 2.º e, após a Itália marcar um pouco do nada e num lance estranho, acabou por equilibrar o jogo, sendo que a maior agressividade no 2.º tempo (a Itália venceu a maioria dos duelos, ainda que muitas vezes com entradas demasiado duras) fez a diferença. Se a Espanha tem aquele futebol enleante e agradável em posse com Ruiz (a sua baixa teve peso), Ceballos, Soler ou Aaron Martin, a Itália acaba por ter um futebol mais vertical, mais simples e que fez mossa perante uma defesa espanhola que individualmente deixa muito a desejar. Unai fica mal na fotografia no 1-1, os centrais nunca gostei e Martin Aguirregabiria sofreu muito. É certo que Meret teve uma defesa soberba a evitar o 1-2 para os espanhóis, mas no 2.º tempo estava a adivinhar-se o golo italiano, que acabou por surgir em duplicado. Cutrone entrou muito bem (Kean é muito possante, mas não teve grande impacto hoje, saindo muito da posição), Orsolini, que foi lançado no final do 1.º tempo pela lesão de Zaniolo, não fez pior e o duo Pellegrini-Barella fez um jogaço. Em contrapartida, parece-me que o flanco esquerdo pode sofrer bastante em jogos futuros, pois Dimarco é limitado com e sem bola. Nota final para Chiesa, que é um dos maiores candidatos a figura do torneio e acabou por lidar bem hoje com a pressão, ajudando muito a equipa. De resto, esteve um ambiente brutal no Renato Dall´Ara, com o público a não deixar cair a equipa na 1.ª parte e a empurrá-la na 2.ª, sendo notória a comunhão entre jogadores e adeptos. Ainda assim, os olés no fim eram dispensáveis (como são sempre).