O início da década de 2000 marcou uma nova era no futebol. Os milhões tomaram conta de um desporto que se transformou num verdadeiro negócio. Este fenómeno surgiu, sobretudo, devido a multimilionários terem olhado para o desporto-rei como um bom destino para os seus imensos milhões, investindo em clubes carismáticos, mas com pouco historial.
Um desses exemplos, talvez o maior, é o Chelsea. O conjunto londrino está desde 2003 sob a liderança de Roman Abramovich, um dos homens mais ricos do planeta, que chegou a Inglaterra, e colocou o emblema britânico junto das grandes equipas europeias. Para que tal fosse possível, ‘Abra’ gastou muitos milhões de € desde então. José Mourinho foi o revolucionário e o homem que colocou o Chelsea no trilho das vitórias, depois do falhanço de Ranieri. Com um plantel feito à sua medida, ‘Special One’ conquistou duas Premier League, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma ‘Community Shield’. Com tanto sucesso em tão pouco tempo, a saída do português do comando técnico dos ‘Blues’ foi uma verdadeira surpresa para tudo e todos. Seguiram-se as “experiências” de Avram Grant, Scolari e Guus Hiddink, todas elas marcadas pelo insucesso ou falta de sorte. Carlo Ancelotti foi o senhor que se seguiu e, apesar de novos triunfos a nível interno, o clube inglês voltou a falhar na “tal” competição: a Liga dos Campeões.
A maior prova de clubes a nível europeu sempre foi o maior desejo de Abramovich, apesar dos troféus conquistados em territórios de Sua Majestade. Em Stamford Bridge, os adeptos do Chelsea têm tido a oportunidade de vislumbrar alguns dos melhores jogadores do Mundo com as cores do clube, graças ao desejo do milionário russo. Nomes como Robben, Makelele, Ballack, Shevchenko, Deco, R. Carvalho ou Drogba, são alguns nomes de uma lista muito extensa e dispendiosa, mas repleta de qualidade. Com alguns dos melhores técnicos e intérpretes do Mundo, os muitos milhões investidos por Roman Abramovich ainda não lhe proporcionaram a conquista que mais deseja. Por culpa própria, falta de sorte ou factores além da equipa e do jogo, a realidade é que o Chelsea tem falhado nos momentos decisivos e continua à procura da conquista europeia, para desespero do seu “dono”.
Conseguirão os ‘Blues’ conquistar a Liga dos Campeões num futuro próximo? O que tem faltado? Abramovich continuará a investir até concretizar o seu objectivo? Para conseguir o difícil objectivo, qual o treinador e jogadores necessários?
A. Mesquita

