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Ciclismo – Epílogo de 2013, antevisão de 2014

Na ressaca de um ano excepcional para o ciclismo e os seguidores portugueses, resultado do título de Campeão do Mundo de Estrada almejado por Rui Costa, 2014 desperta-nos grandes expectativas não só quanto à época do poveiro com a mítica camisola arco-íris como ainda à expectativa que o bom ano desportivo internacional de 2013 se repita.
Epílogo de 2013
Rui Costa: Já foi dito tudo sobre a fantástica época do português ao serviço da Movistar e da Seleção Nacional. Um dos três títulos (com o Giro e o Tour) mais importantes da modalidade veio pela primeira vez para o nosso país, o que com o bis na Volta à Suiça e a dupla vitória em etapas no Tour, proporcionou a Costa o estatuto de atleta com impacto internacional.
Chris Froome: Outro dos vencedores de 2013, que com Richie Porte formou uma dupla praticamente inquebrável nas provas por etapas, venceu o Tour e assume-se como o grande candidato a dominar a modalidade nos próximos 3-4 anos, dado que ao seu inegável talento e capacidade de trabalho junta a estrutura da Sky, a mais forte na modalidade.
Nairo Quintana: Nairito, na sua última época sub 23, foi a grande revelação de 2013. Juntou à Volta ao País Basco o 2º lugar no Tour onde mostrou ser o único a ter andamento para acompanhar Froome.
Vincenzo Nibali/Chris Horner: Nibali teve um fantástico ano de 2013, integrado numa estrutura muito forte da Astana, venceu o Giro e foi o único a bater Froome numa prova por etapas no Tirreno Adriático. Horner, sob a batuta de José Azevedo, teve uma prestação brilhante na Vuelta e contrariou todas as apostas com a vitória na prova espanhola. Sem dúvida, um dos resultados mais fantásticos da História da modalidade.
Clássicas: Outro dos destaques de 2013 foi como as Clássicas se mostraram abertas a um extenso rol de vencedores, tendo-se destacado apenas Cancellara com a vitória nos dois monumentos do pavé: Volta à Flandres e Paris – Roubaix.
Doping: Um ano que se pode considerar positivo para a modalidade, não obstante os positivos de Di Luca e Santambrogio no Giro e, principalmente, a confissão de Lance Armstrong que parece ter tido influência na mudança de liderança dentro da UCI, com a eleição de Brian Cookson, ex-presidente da poderosa British Cycling, organização à qual o RU deve a maior fatia de medalhas olímpicas em Pequim e Londres, e ainda a dupla vitória no Tour, através da equipa que montou com o patrocínio da Sky.
Nacional: Época polarizada a nível de vitórias entre a Efapel – Glassdrive e a OFM – Quinta da Lixa, com a formação da vila do Sobrado e a sua armada espanhola de qualidade a levar de vencida a Volta. No que respeita ao impacto mediático do ciclismo, surgiu um novo canal, a TVI 24, a mostrar interesse na transmissão de provas internacionais, tendo começado com a Vuelta.
Alex Marque – Perto do fim do Ano surgiu a notícia que a Movistar não iria efectivar o contrato com o vencedor da última Volta a Portugal, na sequência de um alegado controlo positivo. De facto nunca foi anunciado pela RFEC, UCI, ou WADA algum controlo positivo do corredor galego, e nenhuma das instituições competentes comentou o caso, mas parece correr apenas um processo de avaliação da legitimidade de duas infiltrações de Marque com um corticóide. Um caso que danifica muito a imagem do corredor, das equipas portuguesas e da Volta a Portugal, mas que corre o risco de não passar de uma notícia plantada pela equipa espanhola para abrir uma vaga para uma das estrelas espanholas que procuram desesperadamente um contrato para 2014 – Samuel Sanchez e L.L. Sanchez.
Antevisão de 2014
Tour 2014: Centrar-se-ão à volta da próxima Grand Boucle a maior fatia das expectativas portuguesas no que respeita ao ciclismo. Rui Costa, agora líder da Lampre, assumiu esta corrida como o grande objetivo da sua época, e os astros alinharam a sua ambição com um perfil quase perfeito para o português. Uma etapa no pavé do norte da França e um CRI de 54 Km favorecem Costa relativamente à maior parte dos rivais por uma posição no Top 5, resultado que seria absolutamente fantástico tendo em conta a qualidade da concorrência. De Froome e Nibali espera-se o seguimento do excelente 2013, de Contador que regresse ao seu melhor nível, e a corrida contará com o cruzamento de corredores de diferentes gerações que lutarão pelo lugar no top 10. Valverde entre os mais experientes; os irmãos Schleck ou Van den Boreck a procurar deitar os maus momentos para trás das costas; Mollema, Fuglsang, ou Kreuziger para confirmar a afirmação de 2013, e corredores como Kwiatkovski ou Talansky no processo de confirmação do seu enorme potencial, nunca esquecendo a incrível luta pelos sprints, depois de Kittel ter derrubado a concorrência em 2013, vamos ver se o alemão aumenta o nível e volta a ver nomes como Cavendish, Greipel ou Sagan nas suas costas quando cruza as metas.
Giro 2014: Ainda não estará decidido se Quintana, Urán ou Ródriguez farão o Tour ou o Giro, inclinando-se todos para a presença na mítica prova italiana que marcará o 10º aniversário da trágica morte de Marco Pantani. A corrida parecia destinar-se ao domínio de Richie Porte, mas no percurso equilibrado que conta com 3 CR, poderemos ter – juntando ainda Dan Martin ou a dupla da Saxo Bank Rafa Majka/Nicholas Roche – um dos melhores grupos de candidatos dos últimos anos.
Clássicas 2014: A Milão – San Remo sofreu uma alteração no seu percurso que complicará ainda mais a vida aos sprinters. Há a espectativa de ver se Peter Sagan finalmente ganhará um Monumento e se Fabian Cancellara e Tom Boonen se apresentam ambos nas clássicas de paralelo ao seu melhor nível. A prestação de Rui Costa nas Clássicas das Ardenas, enquanto líder da sua equipa, surgirá como o primeiro momento da época a colar os seguidores portugueses da modalidade ao ecrã.
Nacional: Curiosidade em ver como correrá o primeiro ano de José Azevedo como Diretor Desportivo de uma grande equipa internacional, a Katusha, tal como em perceber como Tiago Machado (NetApp) e Nélson Oliveira (Lampre) reagem à mudança de estrutura. Outro motivo de interesse encontra-se na primeira época ao mais alto nível de Fábio Silvestre (Trek). Dentro de portas, espera-se mais um ano bipolarizado entre a OFM e a Efapel, com a previsível luta na Volta entre Gustavo Veloso e Ricardo Mestre. O regresso de Vítor Gamito (LA. Antarte), com 45 anos, ao calendário nacional e à Volta a Portugal é mais um motivo para antecipar um excelente 2014 para quem segue a modalidade.
Melhores de 2013? Expectativas para 2014?


Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Luís Oliveira

20 Comentários

  • Kafka
    Posted Dezembro 18, 2013 at 4:32 pm

    Melhores de 2013 – Nibali e Froome

    Expectativas para 2014 – Mais do mesmo, com a expectativa de podermos assistir ao face to face no Tour entre os 2 melhores da actualidade Nibali vs Froome

  • José Silva
    Posted Dezembro 18, 2013 at 4:41 pm

    Espero um Contador a melhor nível para lutar com Froome e Nibali pelo Tour. Espero que o Rui consiga um top5/10 no Tour nesta sua 1 experiencia como lider numa grande volta. Tenho pena que o Quintana não vá ao Tour mas compreendo que o percurso do Giro lhe acente melhor.
    Nas classicas espero ver um duelo Sagan/Cancellara/Boonen ao melhor nivel no pave.

  • Bernardo alves
    Posted Dezembro 18, 2013 at 4:49 pm

    O Tour não é o grande objectivo do Rui Costa, é apenas um dos objectivos do Rui. Nice, Ardenas, Suíça, Tour, clássicas de final de época e CM.
    Tenho a opinião que o Rui terá de estar em menos forma na Volta Suíça para estar em grande nível no Tour para tentar um Top-5. Um Tour que até se adapta muito bem às características do Rui. Mas é nas Ardenas que espero ver o Rui Costa mais forte da época. Um vitória numa das 3 seria outro marco histórico.

    Quanto ao Tour, espero ansiosamente para ver se o Froome vai andar ao mesmo nível das últimas duas épocas, costuma ser o mais difícil para um ciclista. E será que Contador voltará a ter capacidades para ganhar o Tour? Espero que sim sinceramente, mas se voltar a não ter essa capacidade, não andará longe do pódio porque o Contador sem estar em grande forma consegue andar a um bom nível à mesma.

  • Bruso
    Posted Dezembro 18, 2013 at 5:01 pm

    Mais um excelente artigo do VM com grande motivo de interesse para mim.

    Tornei-me seguidor assíduo do ciclismo durante o Giro 2013 e foi com grande entusiasmo que segui todas as provas apartir desse momento.
    Começando pelo GIro, as paisagens, a imprevisibilidade da metereologia foram um excelente atrativo para um corrida que embora não apresente os melhores ciclistas do mundo apresenta sempre um lote com so ciclistas com mais potencial. Nibali fez uma grande prova mas a concorrência não lhe causou grandes problemas.
    Depois veio a volta à Suiça. Infelizmente, e mesmo depois da vitória do Rui Costa em 2012, não houve transmissão televisiva, e segui as principais etapas via stream online. A qualidade não era a melhor (não vi o caricato episodio em que o insuflavel caiu para meio da estrada porque o stream prendeu…), mas deu para vibrar com a grande vitória do Rui Costa. Nessa altura nem imaginava o que ainda estava para vir por parte do Rui Costa.
    Depois tentei sempre seguir as provas secundárias que ia havendo de preparação para o Tour. Tour sem grande história. Os grandes motivos de interesse não passou pela camisola amarela pois essa cedo o Froome conquistou. As etapas míticas e as 2 grandes vitórias em fuga do Rui Costa são o que de melhor tirei do Tour.
    Na Vuelta, apostava tudo no Nibali e mesmo após algumas excelente etapas do Horner nunca me esperei que conseguisse aguentar o ritmo até o final. Mereceu esta grande vitória e tornou-se uma lenda do ciclismo. Espero que daqui a uns anos não revele que dopou-se.

    Depois veio o momento em que mais vibrei na época. Disse a toda a familia, namorada e amigos…hoje ninguem me tira de frente do ecrã do computador (infelizmente também não teve transmissão televisiva, coisa que em 2014 será uma certeza. TVI24 está a fazer um excelente investimento). E assim foi, vi grande parte da prova e aqueles 3 kms finais foram com o coração a mil!!!

    Quanto à Volta a Portugal, foi uma excelente prova com alguns problemas de organização mas que se espera melhor este ano. Já conseguiram atrair as atenções devido ao regresso anunciado do Gamito na LA Antarte. Já está programado uma alteração e continua a haver pressões para o regresso da Volta a terras algarvias.
    Não acho esta uma boa medida porque poderia significar a redução do investimento na VOlta ao Algarve, prova que conta sempre com grande nomes (Tony Martin o ano passado e este ano já está confirmado Contador).

    Outro grande destaque foi a despedida da Euskatel. A equipa abriu, pela primeira vez, as portas a estrangeiros e no mesmo ano fechou. O Diretor desportivo já veio a terreno dizer-se arrependido pelas contratações feitas e que se pudesse voltar atrás tinha mantido tudo como era mas…

    O anúncio de que o Alonso está a prepara uma equipa para o World Tour também tem criado grande expetativa no mundo velocipédico. Contador, Purito são muitos os ciclistas apontados a esta equipa que precisará de ciclistas com muitos pontos para aumentar as possibilidade de obtenção de licença proTour.

    Desejo toda a sorte ao ciclistas portugueses para a época que se aproxima.

    • luis o.
      Posted Dezembro 18, 2013 at 10:36 pm

      Penso que a ideia na próxima Volta a Portugal é começar no Algarve, mas numa etapa que ruma a norte para o Alentejo, num esquema que me agrada bastante. Como a Torre e a Sra da Graça, é faz parte da Volta a extrema dureza de atravessar o Alentejo, em Agosto, na hora de maior calor. Para além disto há uma chegada a Montalegre, à Serra do Larouco, que é muito bem vinda. Há muitos e bons prémios de montanha em Portugal que costumam estar fora da órbita da Volta.

    • Bruso
      Posted Dezembro 18, 2013 at 11:33 pm

      O principal problema será a perda de força que a VOlta ao Algarve poderá ter. Como se sabe os patrocinadores são cada vez menos. Se os municipios se juntam para patrocinar parte do encargos que essa etapa no Alentejo/Algarve terão, vão ter de cortar competição do inicio do ano.

      Claro que a ideia de percorrer quase todo o país bem como passar nas principais montanhas é muito bom mas não acho que seja obrigatório. Existem outras provas organizadas noutros pontos do país.
      Também gostava de ter um etapa da Volta na Madeira no entanto…

  • porquinhodaindia
    Posted Dezembro 18, 2013 at 7:23 pm

    Caro Luís Oliveira,

    parabéns pela elaboração do texto. A sua capacidade de síntese é notável dado os tópicos que se dispôs a abordar (ainda assim acho que não seria despiciendo a divisão do artigo em dois posts: Epílogo e Antevisão).

    Não concordo rigorosamente nada com a análise que faz do tópico Doping. Este ano é marcado pela confissão do maior mentiroso de sempre da história do Desporto que mancha de forma praticamente irreparável a credibilidade da modalidade. Considerar "positivo" um ano assim não me parece apropriado.

    Quanto a Rui Costa as expectativas devem ser moderadas (sobretudo quem não segue de forma atenta a modalidade tenderá a pensar que Rui Costa é favorito a ganhar tudo na próxima época), pode perfeitamente almejar um top-5 numa Grande Volta mas nem tudo depende do Campeão do Mundo (a Lampre precisa de se reforçar (não é uma das 5 melhores equipas do World Tour)).

    Será acima de tudo um ano para os amantes da modalidade desfrutarem da oportunidade (única?) de ver o Campeão do Mundo em título português competir envergando a camisola mais desejada da modalidade.

    Que orgulho!

    • Kafka
      Posted Dezembro 18, 2013 at 7:41 pm

      porquinhodaindia, no teu comentário só discordo do último parágrafo, pois no Ciclismo o Mundial é apenas a 4ª competição mais importante, atrás de Tour, Giro e Vuelta, logo a camisola de campeão do Mundo, é apenas a 4ª mais desejada e não a primeira

    • porquinhodaindia
      Posted Dezembro 18, 2013 at 8:45 pm

      Caro Kafka,

      tem razão. Generalizei uma opinião, é um facto. Eu considero a Prova de Estrada dos Mundiais a mais emblemática daí me ter referido ao orgulho que será ver Rui Costa durante toda a temporada envergando a camisola correspondente ao título de Campeão do Mundo.

    • luis o.
      Posted Dezembro 18, 2013 at 9:06 pm

      Obrigado porquinhodaindia!

      Nessa conclusão, em que dizia que o ano foi positivo para a modalidade em termos de doping (ainda sem saber da análise positiva do M. Rogers cuja notícia saiu esta tarde), estava a dar muito mais importância à relativa ausência de positivos, que à confissão do Lance. Isto, na medida em que vi aquela confissão como uma consequência do inquérito da USADA que finalmente desmascarava não tanto o facto do Lance ter usado doping, mas mais ainda o facto dele ter sido privilegiado. Ainda assim, tens razão quando dizes que na perspectiva do público em geral, a confissão do Lance teve um impacto brutal na credibilidade da modalidade.

      Em relação às expectativas para o Rui no Tour, o top 5 é um cenário muito ambicioso, mas não penso que seja tanto pela falta de equipa. Não há CR por equipas, tem o Pozzato para a etapa do pavé e para a colocação. Se precisar muito da equipa, é muito bom sinal, significa que tem a amarela vestida! Claro que pode ter um dia mau e não ter ninguém para o rebocar, mas, com equipas tão fortes como a Astana e a Sky a assumir a corrida, acho que a importância da equipa dilui-se um pouco.

    • Rodrigo
      Posted Dezembro 18, 2013 at 9:22 pm

      Espero que a noticia sobre o Rogers nao se confirme. Seria uma baixa de peso para a Saxo-Tinkoff e para o Contador.

      Em relaçao ao Rui, tambem escrevi no meu comentario que me parece excessivo um top-5, sendo que o Rui nos tenha habituado ultimamente a grandes feitos. Parece-me que tera que correr por fora e sozinho porque a Lampre nao e uma grande equipa quando comparada com Saxo, Sky, Astana, BMC, Trek ou Garmin. Na etapa do paves, mesmo tendo Pozzato, sera um dia complicado, mas tambem o sera para os adversarios (talvez apenas a BMC que tem uma boa equipa neste ramo e a Trek por ter Cancellara, o "motor", e que podem ficar mais descansadas).
      Ainda assim, o Rui tem tudo para fazer uma boa temporada, intrometendo-se nas vitorias nas Classicas e indo para o Tour com ambiçao de tentar ganhar uma etapa pelo menos e tentar um top-10 que ja seria muito bom no 1º ano de Lampre.

    • porquinhodaindia
      Posted Dezembro 18, 2013 at 9:46 pm

      Caro luís o.,

      muitíssimo grato pelo seu feedback.
      Excelente ponto no que diz respeito à importância relativa das equipas nas Grandes Voltas. De facto as principais candidatas tendem a controlar as rédeas da corrida e um ciclista sagaz como o Rui Costa (leitura de corrida é, à parte dos atributos físicos, talvez a melhor qualidade do português) pode perfeitamente aproveitar esse facto. Excelente argumento de facto. Ainda assim creio que a aposta em Rui Costa para chefe de fila (tem tudo para ficar na história da equipa) deve ser secundada por um reforço qualitativo da formação.

    • luis o.
      Posted Dezembro 18, 2013 at 10:53 pm

      Ainda em relação ao doping, e segundo uma notícia que surgiu hoje no jornalciclismo.com, parece que já há um teste para controlar o AICAR (que será a droga desta época pós EPO). Claro que o ciclismo vai ser a primeira modalidade a aplicar o controlo a esta substância, por isso é provável que não tenhamos um ano muito sossegado em "casos".

  • Rodrigo
    Posted Dezembro 18, 2013 at 7:58 pm

    Mais um excelente artigo do VM claramente.

    Em relaçao a 2013 pouco mais ha a dizer, mas de facto Rui Costa (deu-me alegrias que nao pensei serem possiveis), Froome (incrivel!), Nibali, Horner, Cancellara, Quintana, Sagan, Kittel e Rodriguez acabaram por ser as figuras mais em destaque neste ano.

    Em relaçao a 2014 ha imensas expectativas. No Tour espero ver de novo uma Sky e um Froome fortissimos, sendo que Contador, Andy Schleck, Valverde, Nibali, Quintana ou Van den Broeck quererao intrometer-se nessa discussao que certamente sera apaixonante mais uma vez. Em relaçao ao Rui Costa nao me parece ser possivel um top-5, mas no caso do Rui ja nao arrisco previsoes.
    No Giro gostava de ver o Purito vencer finalmente uma competiçao de 3 semanas (merece pela grande carreira que fez nos ultimos anos), embora a concorrencia va voltar a ser feroz (e ha sempre o pecado do crono).

    Nas Classicas e de esperar que os nomes mais sonantes (Boonen, Sagan, Cancellara ou Boasson-Hagen) estejam a grande nivel, enquanto que nos sprints o Cavendish tentara voltar a recuperar a hegemonia.

    Por fim, esperemos um ano com poucos casos de doping (este ano nem foi mau de todo) porque ja chega desse assombro que so afasta mais pessoas da modalidade.

    • luis o.
      Posted Dezembro 18, 2013 at 10:21 pm

      Também gostava de uma vitória do Purito no Giro, ainda para mais com o Azevedo como DD, mas não vai ser fácil bater o Porte e o Quintana se quiser estar a top nas Clássicas das Ardenas. Veremos se ele não está mais com a cabeça na Vuelta que no Giro, ainda que a corrida italiana tenha lá umas chegadas bem ao estilo dele, incluindo o mítico Zoncolan. E para além disso, há as bonificações que o favorecem. Mas Ardenas, Giro, Vuelta e CM são muitas corridas para se querer andar a top em todas.

      No Tour concordo com a tua inclusão do Andy Schleck entre os "fortíssimos". Entrando desde a pré-época sem problemas de lesões, e com o irmão ao lado, pode ser que tenhamos um Schleck próximo do de 2009-2011 de volta!

  • Adriano Santos
    Posted Dezembro 18, 2013 at 8:08 pm

    Excelente post do Luis Oliveira !

    Espero que o ano de 2014 seja um grande sucesso para o Ciclismo Nacional !
    Seria interessante postarem aqui as datas e horas das clássicas para podermos ver o Rui Costa a defender as suas novas cores !

    cumprimentos

    • luis o.
      Posted Dezembro 18, 2013 at 9:10 pm

      Vamos tentar fazer um post de antevisão não só das Clássicas das Ardenas, onde o Rui Costa tem ambições, como das Clássicas do Pavé. O mês destas corridas é Abril, antes da Volta a Itália.

    • porquinhodaindia
      Posted Dezembro 18, 2013 at 9:47 pm

      Caro luís o.,

      isso seria excelente. A acontecer conte com o meu feedback.

  • Gonçalo Pereira
    Posted Dezembro 19, 2013 at 2:25 am

    Excelente artigo. Provavelmente o único sítio que posso ler um bocadinho sobre ciclismo. Obrigado VM.

  • porquinhodaindia
    Posted Dezembro 19, 2013 at 7:17 pm

    Expectativas para 2014:

    As poderosas: Sky e Astana – as duas formações mais poderosas. Apresentam elencos fortíssimos e contam nas fileiras com os mais fortes candidatos às grandes voltas (seria fantástico se tivéssemos o privilégio de assistir a uma grande volta disputada por Froome e Nibali!).

    As semi-incógnitas – Katusha e Movistar: Purito é sempre Purito (merece uma grande volta!!) e a contratação de José Azevedo pode revelar-se uma jogada de mestre (muita experiência) ainda assim dá sempre ideia que falta qualquer coisa à formação russa. Quanto à formação espanhola vejamos como consegue gerir as situações de Valverde (ainda um dos grandes mas pensar na sucessão não pode ser tabu) e a perda de um verdadeiro craque da bicicleta (a Movistar fica claramente mais fraca sem Rui Costa). Muito depende da performance de Quintana (talento extraordinário) e do que poderão acrescentar Intxausti, Visconti ou Cobo (?).

    As grandes incógnitas – BMC e Trek. Como se apresentarão estas duas formações na nova temporada? Sobretudo no que às grandes voltas diz respeito. A BMC vê Evans a perder a pedalada (literalmente) e figuras como Van Garderen ou Phinney serão determinantes para o sucesso da equipa nas grandes voltas (Gilbert e Hushovd continua a ser elementos-chave para somar vitórias em etapas). Quanto à Trek que vive uma espécie de ilusão sebastianista com Andy Schleck (Hornet foi um fantástico balão de oxigénio. Aliás a RadioShack fez uma Vuelta irrepreensível!) precisa do luxemburguês e que Fabian Cancellara se mantenha ao seu nível.

    Expectativa: Lampre e Cannondale. A Lampre teve até agora o reforço-bomba, Rui Costa é um acréscimo de qualidade brutal (Scarponi já saiu) e tem tudo para ficar na história da formação. Veremos o que podem fazer jovens como Anacona, Ulissi. Já a Cannodale com a superstar Sagan pode almejar a tudo (se continuar a evoluir como tem feito poderá ser um dos melhores de sempre!).

    Jokers – Tinkoff Team: quem tem Contador, Kreuziger, Rogers, Majka ou Roche só pode pensar numa temporada de alto nível. Veremos como está Contador (é um ano decisivo para o espanhol!) e se Kreuziger, Majka ou Roche mantêm o nível (o trio teve excelente em 2013)
    OmegaPharma – outro plantel riquíssimo ao qual ainda se juntam De Gendt e sobretudo Rigoberto Uran (claramente um ciclista que encaixa na perfeição nas necessidades da equipa). Sem dúvida a equipa mais poderosa para os sprints: Cavendish continua a ser temível e o "comboio" recebe uma carruagem extra, o braço direito do britânico, Mark Renshaw (e ainda há Pettachi, Steegmans e Martin).

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