José Mourinho gostou do jogo do Benfica frente ao Chelsea e diz que só falta aumentar os níveis de confiança, tendo mesmo dado o exemplo de Richard Ríos.
É isto que alguns adeptos não compreendem e creio que o antigo treinador também não entendia.
Não podemos pedir determinadas coisas a um jogador que não tem essas caraterísticas. Vejo o Ríos constantemente a ser rasgado por todos, quando não tem culpa da situação em que está. Não tem culpa que peçam dele coisas que ele não consegue dar, nem tem culpa do preço que custou.
O Benfica tem uma dinâmica no meio campo bastante diferente dos últimos bons anos e isso inicialmente causa estranheza nos adeptos. Sempre estiveram habituados a ter ali um 6 destruidor que não é assim tão bom de bola e nos melhores anos teve um box-to-box com largo raio de ação e capacidade de construir ou de transportar a bola.
Este ano temos a 6 o Enzo que é um ótimo jogador, excelente passe e muito bom com bola nos pés, mas não é nenhum prodígio a fazer coberturas ou a destruir jogo adversário. Já Ríos traz essa capacidade de cobrir bastante terreno, ganha muitos duelos, mas tem dificuldades em construção e aquilo que sabe fazer bem (chegada à área adversária, provocar movimentos de rutura) foi sendo propositadamente vetado pelo antigo treinador que queria um duplo pivot à frente da defesa e para isso mais valia ter lá um Barreiro qualquer.
Ríos não tem estado mal, tem feito aquilo que lhe tem sido pedido, mas não está para já a mostrar nada que justifique o valor que custou. Terá tendência a melhorar e quando o fizer, a equipa melhorará com ele, estou certo que Mourinho já percebeu isso.
As indicações estão lá, ontem fez o melhor jogo desde que chegou, mesmo com o AG que foi um azar e diga-se de passagem, a culpa tem um nome e é Dedic porque estava colado ao seu central em vez de cobrir o extremo que lhe aparece à vontade nas costas.
porra33
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Outubro 1, 2025 at
3:00 pm
Enzo gera-me muito mais dúvidas do que Rios por esta altura do campeonato. Transmite muito a vibe de Wiegl como aqui apontaram, vê muitos amarelos e cria pouco, para mim é um erro de casting e já o digo desde o primeiro dia ainda havia Tino. Do suposto meio campo jeitoso do Valência mais depressa tinha ido buscar o André Almeida.
Jons Mendi
Posted
Outubro 2, 2025 at
9:26 am
Não podia discordar mais. Nem entendo a “vibe de Weigl” – O Weigl não tinha a capacidade the construção do Enzo. É verdade que o Enzo não dá defensivamente o que o Florentino dá, mas também não é nabo nenhum a defender, tenho o visto a roubar bastantes bolas em pressão alta – em pressão baixa, ai sim está um pouco perdido como toda a equipa. Mas na minha opinião o Enzo foi sem qualquer duvida uma boa contratação deste mercado. Trouxe capacidade the construção vinda de traz que era basicamente nula com Antionio – Otamendi – Florentino. E aproveito para dizer que o Tomás devia ser titular. O Tomás e Enzo juntos iriam resolver as graves dificuldades que o Benfica tem por norma a contruir de traz.
porra33
Posted
Outubro 1, 2025 at
1:47 pm
Rios é um médio operário com muita disponibilidade física e pouca técnica. Acho que a sua disponibilidade física é a sua maior força e fraqueza. Força porque permite um meio campo intenso e fraqueza porque lhe permite estar mal posicionado e recuperar a posição ou ir para o duelo físico no caso de mostrar alguma debilidade técnica. Do que se tem visto a melhor posição para Rios é uma posição onde tenha a sua zona de acção mais definida, quanto mais se afastar dela mais se notam as suas debilidades. Acho que acabará por se transformar num seis com grande raio de acção e passe para o lado para o lateral, ou construtor ou transportar a bola uns metros desde o meio campo defensivo e passar curto para o extremo, avançado ou construtor. A oito não tem criatividade nem técnica e dispersa-se muito no campo. Eventualmente o seu melhor parceiro até será Sudakov no meio campo, porque lhe retira a pressão de criar e sair da zona onde consegue camuflar melhor as suas fraquezas.
.
É pena que falte uma pré-época porque neste momento o melhor esquema e 11 está por descobrir e extrair o melhor de cada jogador e do colectivo é um processo que demora tempo.. A solução de três centrais não é absurda, o 4-3-3 também não… Há várias possibilidades para montar o puzzle o problema é que falta tempo e treino para implementar a táctica que permite chegar aos melhores resultados.. E sim, os jogadores são bons e numa boa dinâmica colectiva irão conseguir mostrar bom futebol..
Tiago Silva
Posted
Outubro 1, 2025 at
10:30 am
Concordo. O Rios não pode ser um médio muito envolvido em zonas de construção, é um médio todo o terreno que consegue ser forte em momentos de transição e é forte na recuperação e tem chegada à área. O Benfica precisa de trabalhar essa dinâmica, talvez se construir com um dos laterais mais baixos mais o Enzo poderiamos colocar o Rios em zonas mais avançadas para fazer movimentos de rutura ou de chegada à área. Acho que o Benfica iria ganhar com essa dinâmica.
Bruno Cunha
Posted
Outubro 1, 2025 at
1:07 pm
Exatamente, ele e o Enzo fartam se de se pisar um ao outro em construção pois o Rios tenta ir a todas quando nem devia participar nessa fase – aqui também há culpa do treinador.
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A sua saída de campo coincidiu com a entrada de Tomás e a equipa melhorou substancialmente na saída (Rios aproxima muito dos centrais e queima os)
6 Comentários
Dad Vader
É isto que alguns adeptos não compreendem e creio que o antigo treinador também não entendia.
Não podemos pedir determinadas coisas a um jogador que não tem essas caraterísticas. Vejo o Ríos constantemente a ser rasgado por todos, quando não tem culpa da situação em que está. Não tem culpa que peçam dele coisas que ele não consegue dar, nem tem culpa do preço que custou.
O Benfica tem uma dinâmica no meio campo bastante diferente dos últimos bons anos e isso inicialmente causa estranheza nos adeptos. Sempre estiveram habituados a ter ali um 6 destruidor que não é assim tão bom de bola e nos melhores anos teve um box-to-box com largo raio de ação e capacidade de construir ou de transportar a bola.
Este ano temos a 6 o Enzo que é um ótimo jogador, excelente passe e muito bom com bola nos pés, mas não é nenhum prodígio a fazer coberturas ou a destruir jogo adversário. Já Ríos traz essa capacidade de cobrir bastante terreno, ganha muitos duelos, mas tem dificuldades em construção e aquilo que sabe fazer bem (chegada à área adversária, provocar movimentos de rutura) foi sendo propositadamente vetado pelo antigo treinador que queria um duplo pivot à frente da defesa e para isso mais valia ter lá um Barreiro qualquer.
Ríos não tem estado mal, tem feito aquilo que lhe tem sido pedido, mas não está para já a mostrar nada que justifique o valor que custou. Terá tendência a melhorar e quando o fizer, a equipa melhorará com ele, estou certo que Mourinho já percebeu isso.
As indicações estão lá, ontem fez o melhor jogo desde que chegou, mesmo com o AG que foi um azar e diga-se de passagem, a culpa tem um nome e é Dedic porque estava colado ao seu central em vez de cobrir o extremo que lhe aparece à vontade nas costas.
porra33
Enzo gera-me muito mais dúvidas do que Rios por esta altura do campeonato. Transmite muito a vibe de Wiegl como aqui apontaram, vê muitos amarelos e cria pouco, para mim é um erro de casting e já o digo desde o primeiro dia ainda havia Tino. Do suposto meio campo jeitoso do Valência mais depressa tinha ido buscar o André Almeida.
Jons Mendi
Não podia discordar mais. Nem entendo a “vibe de Weigl” – O Weigl não tinha a capacidade the construção do Enzo. É verdade que o Enzo não dá defensivamente o que o Florentino dá, mas também não é nabo nenhum a defender, tenho o visto a roubar bastantes bolas em pressão alta – em pressão baixa, ai sim está um pouco perdido como toda a equipa. Mas na minha opinião o Enzo foi sem qualquer duvida uma boa contratação deste mercado. Trouxe capacidade the construção vinda de traz que era basicamente nula com Antionio – Otamendi – Florentino. E aproveito para dizer que o Tomás devia ser titular. O Tomás e Enzo juntos iriam resolver as graves dificuldades que o Benfica tem por norma a contruir de traz.
porra33
Rios é um médio operário com muita disponibilidade física e pouca técnica. Acho que a sua disponibilidade física é a sua maior força e fraqueza. Força porque permite um meio campo intenso e fraqueza porque lhe permite estar mal posicionado e recuperar a posição ou ir para o duelo físico no caso de mostrar alguma debilidade técnica. Do que se tem visto a melhor posição para Rios é uma posição onde tenha a sua zona de acção mais definida, quanto mais se afastar dela mais se notam as suas debilidades. Acho que acabará por se transformar num seis com grande raio de acção e passe para o lado para o lateral, ou construtor ou transportar a bola uns metros desde o meio campo defensivo e passar curto para o extremo, avançado ou construtor. A oito não tem criatividade nem técnica e dispersa-se muito no campo. Eventualmente o seu melhor parceiro até será Sudakov no meio campo, porque lhe retira a pressão de criar e sair da zona onde consegue camuflar melhor as suas fraquezas.
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É pena que falte uma pré-época porque neste momento o melhor esquema e 11 está por descobrir e extrair o melhor de cada jogador e do colectivo é um processo que demora tempo.. A solução de três centrais não é absurda, o 4-3-3 também não… Há várias possibilidades para montar o puzzle o problema é que falta tempo e treino para implementar a táctica que permite chegar aos melhores resultados.. E sim, os jogadores são bons e numa boa dinâmica colectiva irão conseguir mostrar bom futebol..
Tiago Silva
Concordo. O Rios não pode ser um médio muito envolvido em zonas de construção, é um médio todo o terreno que consegue ser forte em momentos de transição e é forte na recuperação e tem chegada à área. O Benfica precisa de trabalhar essa dinâmica, talvez se construir com um dos laterais mais baixos mais o Enzo poderiamos colocar o Rios em zonas mais avançadas para fazer movimentos de rutura ou de chegada à área. Acho que o Benfica iria ganhar com essa dinâmica.
Bruno Cunha
Exatamente, ele e o Enzo fartam se de se pisar um ao outro em construção pois o Rios tenta ir a todas quando nem devia participar nessa fase – aqui também há culpa do treinador.
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A sua saída de campo coincidiu com a entrada de Tomás e a equipa melhorou substancialmente na saída (Rios aproxima muito dos centrais e queima os)