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Contratar novo, valorizar e vender!

É cada vez mais uma tendência do futebol português, principalmente seguida pelos grandes. O Porto e o Benfica apostam cada vez mais na contratação de jovens promissores, oriundos da América do Sul, com o intuito de os valorizar, para no futuro os venderem por quantias muito superiores. Isto acontece devido à falta de poder no mercado, levando-os a tentar antecipar-se na contratação de novas estrelas.

O argentino Di Maria, o brasileiro Anderson ou, mais recente, Juan Iturbe, a suposta nova contratação do Porto, todos foram adquiridos não só pelo seu seu valor desportivo, mas também com o objectivo de renderem um bom encaixe financeiro. No caso do extremo do Real Madrid, os encarnados compraram o seu passe por 6 milhões de euros, vendendo-o três épocas depois aos merengues pelo triplo do preço. Já o médio brasileiro que chegou ao Porto com apenas 17 anos, esteve uma época e meia no Dragão, realizando 18 jogos. Acabaria por despertar a cobiça do Manchester United, mudando-se para Old Trafford por 31,5 milhões de euros.

Contudo, nenhum clube tem eficácia de 100% em contratações. Vários foram os jogadores que chegaram a Portugal rotulados de craques, mas que acabariam por não corresponder às expectativas neles depositadas. Os médios Leandro Lima e Bolatti são apenas alguns exemplos de contratações falhadas por parte dos dragões, que têm apostado essencialmente no mercado argentino. “El Comandante” Lucho González, Lisandro Lopez ou Falcão, foram compras acertadas do Porto, acrescentando grande qualidade não só à equipa azul e branca, como também ao nosso campeonato. Por outro lado, Prediger, Valeri ou Benítez, foram aquisições totalmente falhadas pelos dragões. No Benfica, a tendência de adquirir jovens jogadores no mercado sul americano tem aumentado nos últimos anos. Os encarnados acertaram nas contratações de Di Maria e Ramires, contrastando com as apostas falhadas em Bergessio, Patric ou Shaffer. No entanto, o grande problema da equipa de Jorge Jesus está no excesso de avançados jovens de que o clube dispõe. Alan Kardec, Jara, Rodrigo, Nélson Oliveira, e agora fala-se no possível ingresso de mais 2 avançados colombianos na Luz: Castillo e Escobar. Todos estes jogadores necessitam de jogar para evoluir, e com a presença de Cardozo e Saviola isso torna-se praticamente impossível.
O Sporting parece ser o único dos grandes a não seguir esta tendência. Talvez por esse facto, os leões tenham menos capacidade para ir ao mercado que os outros dois candidatos ao título. Recordamos que com a venda de Nani (ultima grande venda do clube verde e branco), os leões nesse defeso reforçaram o plantel com Vukcevic, Gladstone, Izmailov, Purovic, Derlei, Stojkovic, Purovic, Marian Had e Celsinho. Nem todos demonstraram qualidade para actuar em Alvalade, contudo, a verdade é que a equipa na altura comandada por Paulo Bento teve disponibilidade financeira para abordar o mercado.
Esta tendência parece ser a melhor solução para os clubes portugueses, que também são afectados pela grave crise económica. A prospecção ao nível de mercado é o factor mais importante, pois as duas vertentes (económica/desportiva) têm de ser muito bem estudadas. Aguarda-se agora para ver se James Rodríguez, Souza, Walter, Jara e Gaitán provarão o seu valor, rendendo boas quantias no futuro.
Concordam com esta política seguida essencialmente por Benfica e Porto? Será este o melhor método para formar plantéis competitivos e ao mesmo tempo equilibrar as contas dos clubes? No caso do Sporting, o facto de os leões não realizarem um encaixe financeiro significativo (vender alguém por mais de 15 milhões) há vários anos, pesará na altura de atacar o mercado? Deverá o clube leonino continuar a apostar em jogadores experientes que não só tem falhado ao nível desportivo como no futuro darão pouco ou nenhum retorno finaceiro? Ou os leões poderão com a fornada de jogadores que está a sair das suas escolas como Bruma, Betinho, Esgaio, Zezinho, Dier, Tobias Figueiredo, etc, equilibrar a balança a seu favor?

T. Cunha

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