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Coronavírus: O testemunho de Carriço antes de partir para a China

Vamos chegar a um ponto em que a China passa a ser o país “mais seguro”. A média de casos por dia em Maio é inferior a 60, um número muito diferente do que está a acontecer na Europa ou EUA.

Daniel Carriço, que assinou recentemente pelo Wuhan Zall, está de malas aviadas para a cidade chinesa onde apareceu o Covid-19, e numa entrevista Liga Portugal partilhou como está a passar esta fase, enquanto espera que a Embaixada chinesa lhe dê o visto para poder juntar-se à nova equipa.

Como está a encarar esta mudança para a China?

Estou ansioso que tudo isto passe para todos podermos voltar às nossas vidas e às nossas rotinas, no meu caso poder viajar para a China e conhecer o país, uma nova cultura e poder voltar a fazer o que mais gosto, que é jogar futebol.

Nesta altura, tem receio de ir para a China?

Sinceramente, já tive mais receio. Neste momento, sinto que a situação na China, felizmente, está, agora, muito mais controlada e, aos poucos, o país está a retomar a normalidade. Espero que dentro de pouco tempo possa viajar e poder voltar a trabalhar.

O que mudou na sua vida, enquanto jogador, face a esta situação?
Esta pandemia mudou a vida de todos. Neste momento, praticamente ninguém consegue exercer a sua profissão, as ligas de futebol estão todas paradas e, no meu caso, começávamos em março a época e, com toda esta nova realidade, está previsto que comece em maio.

Tem algum plano específico de treino, passado pelo departamento do futebol, nesta fase?

Neste momento, todos temos os nossos planos de treino para tentar manter a forma dentro do possível.

Quais os principais cuidados que tem?
O que considero mais importante é ficar em casa e tentar sair, unicamente para o indispensável e estritamente necessário. Temos de ser responsáveis e conscientes. O vírus propaga-se muito facilmente e, sobretudo, ataca as pessoas com mais idade. Temos de ser responsáveis por nós e pelos outros.

Como tem acompanhado toda esta situação em Portugal, e de que maneira o país pode dar a volta a este momento?

Tenho acompanhado de perto e penso que devemos tomar todas as medidas de precaução para terminar com esta onda de contágio por todo o mundo. Acho que, só assim, poderemos dar a volta a esta situação.

Como tem ocupado o seu tempo?

Tento aproveitado ao máximo com a família, com os meus filhos, fazendo jogos, ver filmes e a treinar para tentar manter a forma física.

Que conselhos gostaria de deixar aos portugueses, no combate ao COVID-19?
Quero deixar uma mensagem principalmente às pessoas que ainda não estão a saber conviver com a realidade e continuam a fazer a vida normal. Sejam conscientes e fiquem em casa, temos de respeitar todas as indicações que nos são dadas pela Direcção-Geral de Saúde. Temos de conseguir evitar que o vírus se propague ainda mais. São tempos difíceis, mas se todos cumprirmos à risca, certamente, vamos vencer.

2 Comentários

  • Francisco Torgal
    Posted Abril 1, 2020 at 12:53 am

    Os números da China são muito suspeitos… mas não quero alimentar teorias da conspiração.

  • André Dias
    Posted Março 31, 2020 at 12:07 pm

    “O que considero mais importante é ficar em casa e tentar sair unicamente para o indispensável e estritamente necessário.”

    Totalmente de acordo.

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