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Craques do futuro: A solução para as laterais da ‘Mannschaft’ (15.º)

Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 1997. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro. Mesmo considerando que são seniores de 1.º ano já é possível mencionar elementos que nesta fase apresentam algumas destas características.

vtA Alemanha tem alguns dos jogadores mais promissores da atualidade. A classe de 95 viu despontar nomes como Kimmich, Weigl, Meyer, Goretzka ou Süle e a de 96 Sané, Tah, Brandt ou Dahoud. No entanto, a fornada de 97 desiludiu, não só ao nível de talento, como de resultados (o Europeu de sub-19 foi decepcionante). Mas há um nome que tem sido aposta no seu clube (o Bayer Leverkusen) e se assume como o principal rosto de uma fraca geração germânica, Benjamin Henrichs.

O polivalente cumpriu toda a sua formação no Leverkusen, onde ingressou com apenas 11 anos. Desde cedo mostrou ser um dos jovens médios mais promissores da sua idade, privilegiando sempre o individual em detrimento do colectivo, com a sua inteligência e controlo. Aos 17 anos foi inscrito na equipa principal do Bayer Leverkusen mas só foi lançado por Schmidt no 2.º ano de júnior, num encontro em que os farmacêuticos já estavam a perder por 3-0 em Dortmund. O jovem alemão esteve apenas 12 minutos em campo, mas não convenceu e regressou aos juniores, tendo apenas sido novamente aposta já em Fevereiro. Aí, frente ao Sporting, voltou a jogar pouco mais de 10 minutos lançado do banco, mas deu boas indicações e Schmidt, à exceção feita a uma partida frente ao Dortmund, não mais o deixou fora das convocatórias. No entanto, com o meio-campo bastante preenchido com nomes como Bender, Kramer, Kampl ou Aránguiz, Schmidt viu nele um plano B: ser opção para as laterais defensivas.

A posição de defesa direito era o calcanhar de aquiles do Leverkusen e Heinrichs começou a ser testado aí. Rendeu e o treinador parecia ter encontrado uma solução bem flexível. No entanto, o brasileiro Wendell (habitual lateral esquerdo) viria a lesionar-se e Henrichs deambulou para a faixa esquerda (havia maior abundância de laterais direitos do que esquerdos). Este ano, mesmo com Wendell a 100%, Henrichs tem sido indiscutível em ambas as laterais, tendo jogado, no entanto, mais à direita do que à esquerda. A agilidade e critério nas subidas tem impressionado, sendo por isso normal que o jovem de 19 anos já tenha duas assistências para golo. Evoluiu bastante no controlo de profundidade e no capítulo defensivo, onde lhe apontavam ser demasiado passivo. Schmidt deu-lhe vertigem. Henrichs deu-lhe uma solução. É um casamento que tem tudo para dar certo. O Leverkusen ganhou um jogador habituado para a sua posição mais débil e Henrichs ganhou tempo de jogo numa equipa com uma mentalidade bem definida, o que só pode ser vantajoso para o evoluir da sua carreira. E com a escassez de boas opções nas laterais da selecção principal da Alemanha, principalmente do lado direito (apesar da boa adaptação de Kimmich), não será surpreendente se no curto prazo venha a ser alvo de uma atenção de Joachim Löw.

Fábio Teixeira

7 Comentários

  • Atsprims
    Posted Novembro 3, 2016 at 5:52 pm

    Felix Passlack vai ser dos melhores laterais do mundo com certeza

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 3, 2016 at 6:10 pm

    Penso que o Passlack é melhor que ele, mas são ambos muito parecidos. Este miúdo tem-me supreendido e tem sido um dos indiscutíveis de Roger Schmidt. É muito bom nas subidas e está muito mais inteligente a defender e cruza muito bem. Vamos ver se este jovem chega a seleção o que não me parece muito difícil a meu ver.

  • JoaoMiguel96
    Posted Novembro 3, 2016 at 6:55 pm

    Passlack vai ser o futuro lateral direito da seleção. Weiser e Klostermann também poderão ser grandes jogadores.

    Henrichs é um excelente jogador mas parece que mais tarde ou mais cedo vai ter que ir para o meio campo para mostrar o fantástico 8 que pode ser.

    Jogadores como Lukas Muhl do Nuremberga, Philipp Ochs do Hoffenheim e Arianit Ferati do Hamburgo têm tudo para brilhar nesta geração de 97.

    Quanto ás gerações de 96 e 95, simplesmente brilhantes, qualidade em todos os setores e em muita abundância.

    Em relação á geração de 98 e 99, muita atenção a Salih Ozcan do Koln, Kai Havertz do Leverkusen e Mats Kohlert do Hamburgo.

  • RodolfoTrindade
    Posted Novembro 4, 2016 at 9:55 am

    Pessoalmente do que vi gostei mais do Passlack!

    O Henrichs continua a revelar muitas dificuldades no momento defensivo e a equipa tem sofrido com isso, mas também é normal, visto andar a dar os primeiros passos na posição.

    Quanto ao potencial, sem dúvida que tem muito por onde crescer.

  • joão
    Posted Novembro 4, 2016 at 1:47 pm

    good call fábio, acabado de ser convocado ou o Low anda a ler o VM :)

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