Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 1999. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro.
Com a chegada de Ronald Koeman, a Holanda voltou a sorrir. Após quatro anos de frustrações e desilusões (depois da brilhante prestação no Mundial de 2014, a “Laranja” falhou o acesso ao Euro ’16 e ao Campeonato do Mundo deste ano), o país das tulipas parece disposto a retornar ao topo do futebol global, conjugando o típico estilo de jogo ofensivo, que encantou sucessivas gerações de fãs, com resultados incomensuravelmente superiores aos dos derradeiros meses.
Como sempre, assente nesse sucesso está um grupo de jovens de enorme valor, que prometem dar que falar num futuro próximo. Justin Kluivert, formado no Ajax, a escola holandesa de maior excelência, é um dos mais fascinantes.
Apesar de ainda só contar com 19 anos, Kluivert já alcançou muito na sua carreira. Desde há duas temporadas presença frequente na 1.ª Liga (estreou-se com 17 anos e com 18 conquistou a titularidade no Ajax) e habitualmente convocado para os jogos da selecção (internacional em duas ocasiões), o jovem, apesar de ser um jogador completamente diferente, parece ter todas as condições para seguir as pisadas do pai, Patrick, antigo ponta-de-lança que jogou no Ajax, AC Milan, Barcelona ou Newcastle e que é o 3.º melhor marcador de sempre da Holanda.
Justin, quer partindo da esquerda, quer da direita, reúne um rol de atributos que qualquer extremo que se preze deve possuir, não surpreendendo que, no último Verão, tenha tido tantos concorrentes para a aquisição do seu passe. Além das competências físicas (agilidade e velocidade), acrescenta um nível técnico soberbo, capaz de impressionar o mais céptico. Sem medo de apostar no 1×1 (“cai” em cima do defesa contrário com facilidade), e com uma imprevisibilidade muito própria (embora talvez seja na ala esquerda que melhor pode mostrar o seu valor, também dá conta do serviço na zona oposta), o camisa 34 da Roma tem sempre um truque a mais, um plano B que lhe permite desembaraçar-se de situações difíceis, fazendo bem uso do seu drible poderoso.
Simultaneamente, e mesmo não sendo propriamente um goleador, não se coíbe de rematar e de procurar zonas de finalização. Fortíssimo nas diagonais para o centro (sendo destro, naturalmente pode aproveitar esta faceta melhor quando parte da esquerda), e com um nível de passe acima da média (tem uma excelente percentagem de acerto, especialmente tendo em conta que alinha numa posição tão ofensiva) é habitual vê-lo pôr à prova o guardião adversário. Na época passada, por exemplo, somou 10 golos (além de 5 assistências), 3 deles apontados num só jogo na Liga: algo que nem o seu pai conseguiu na Eredivisie.
Contratualmente ligado à Roma até 2023 (custou 20 M€), Kluivert tem a oportunidade de, na capital italiana, ganhar experiência e, eventualmente, dar o salto para o próximo patamar. O craque nascido em Zaandam já deu mostras de possuir uma maturidade incomum para alguém da sua idade (referiu, por exemplo, desejar ingressar no apenas quando se sentir totalmente formado; por outro lado, na época passada transacta recusou renovar com o Ajax, uma vez que o emblema de Amesterdão o tentara vender ao Tottenham, sem o seu conhecimento) e, corrigindo algumas lacunas (ainda é demasiado irregular, algo que na Serie A tem sido por demais evidente, sendo que a própria intranquilidade da equipa não o ajuda), poucas dúvidas há em como será uma das peças-chave para futuros sucessos da “Laranja Mecânica”, que tanto necessita de jovens com vontade competitiva para regressar ao topo do Mundo.
António Hess
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8 Comentários
Tiago Silva
O Kluivert tem muito talento e irreverência. Não tenho gostado muito dele na Roma sinceramente, mas ainda é um miúdo tem muito para crescer e potencial para vir a ser uma peça chave. Jogar normalmente à direita também não o ajuda.
T. Pinto13
Filho de peixe sabe nadar. Este não engana, é craque.
Luke
Não conheço todos os jogadores já mencionados neste top 20, mas este conheço e é um craque!!
Sendo que Gedson e Jota estão ambos no top 20, acho que não é um risco muito grande dizer que João Félix estará nos 5 primeiros lugares. Resta saber em qual…
Antonio Clismo
Isso não interessa nada. Nestas idades nada é estanque. O Renato Sanches também ganhou o prémio Golden Boy e no ano seguinte nem no Swansea (a lutar para não descer de divisão) conseguiu o lugar.
Da geração de 1999 Portugal tem alguns bons nomes.. Pontas de lança é que nada..
Pedro Leal
O Renato teve algumas dificuldades em ganhar o seu espaço no Bayern que é um dos maiores clubes do Mundo. Depois a mudança para o Swansea não foi positiva, visto que o clube estava bastante mal na liga e ele ainda sofreu uma lesão no final que o impediu de jogar alguns jogos.
Agora tem estado a ganhar o seu espaço no Bayern o que é bastante bom, mesmo esta época não estando a correr muito bem ser titular numa equipa como o Bayern não é fácil.
Humberto Cruz
Compreendo o que queres dizer mas o Renato teve problemas de adaptação naturais, principalmente depois da época difícil que teve, e quando ganhou o lugar lesionou se com alguma seriedade.
Hugo
Penso que o Félix estará nos 5 primeiros, mas também acho que o Dalot vai estar. Potencial de outro mundo
Luke
Eh pá nem me lembrei do Dalot! Assumindo que ambos farão parte do top (a verdade é que não sabemos), será crível que nos 11 melhores jogadores do mundo de uma geração 4 sejam portugueses? Ou será que apenas os colocamos no top porque são os que conhecemos melhor? Só o tempo dirá…