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Craques do Futuro VIII: O Guarda-Redes mais jovem de sempre a alinhar na Ligue 1 (10.º)

Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 1999. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro.

Se ter tempo de jogo é parâmetro crucial para a formação de um jogador de topo, Alban Lafont pode perfeitamente vir a ser um dos mais importantes da sua geração. O guardião francês alinha entre os seniores desde os 16 anos (tornou-se, inclusivamente, no guarda-redes mais novo de sempre a participar na Ligue 1), conquistou nas derradeiras três épocas uma experiência assinalável ao mais alto nível (leva 100 partidas na Liga Francesa, tendo sido, na última temporada, totalista) e, ao serviço de um conjunto como a Fiorentina, que prima pela estabilidade, provavelmente dará o salto necessário para chegar ao “cimo da montanha”, onde habitam os melhores do mundo na sua posição.

Formado no Toulouse, equipa que ultimamente tem agregado épocas periclitantes no campeonato francês, ao ponto de se encontrar regularmente em lugares de descida, Lafont saltou do anonimato para, num par de meses, se assumir como “nº 1” incontestável. Com concorrência instável (em 2015/16 havia Mauro Goicoechea – vindo directamento do Arouca – e Ali Ahamada, sendo que estes partilharam entre si um lugar no XI na primeira metade do ano desportivo), aproveitou uma oportunidade para conquistar, de imediato, a titularidade. Assim, desde que mereceu a confiança de Dominique Arribage pela primeira vez, em novembro de 2015, não mais largou o lugar, somando, ao todo, 109 desafios disputados ao serviço da turma francesa, até 2018.

As suas prestações, a juntar ao tremendo potencial que possui, deixaram em alerta os colossos do futebol europeu, cada vez mais preocupados em garantir jogadores para o futuro no imediato. Porém, e apesar de abordagens de emblemas como Arsenal e Liverpool, Lafont rumaria, neste Verão, à Fiorentina, a troco de 8,5 M€ – valor completamente aceitável.

Ora, o movimento para Florença terá sido, para o prodígio gaulês, uma decisão em cheio. Na sua idade, importa acima de tudo jogar com regularidade, pois só assim lhe será possível corrigir erros naturais, e, para alguém que está acostumado a entrar para o relvado pelo menos uma vez por semana, nesta fase ser empurrado para o banco em nada o beneficiaria. Em Itália, tem-lhe sido possível manter a titularidade, ganha ao também promissor Bart Dragowski, seguindo com 8 jogos consecutivos na Serie A e vindo a ser uma das razões pelas quais a Fiore possui o segundo melhor registo defensivo do campeonato (apesar do conjunto “Viola” ocupar um modesto 10º lugar, ainda só sofreu 10 golos – tantos quanto o Inter e apenas mais dois que a Juventus).

Relativamente ao estilo, Lafont particulariza-se pelo bom posicionamento entre os postes, não se atirando para o chão demasiado cedo, algo que lhe confere vantagem comparativamente ao adversário (um pouco à imagem de Oblak). Simultaneamente, é extremamente veloz nas saídas aos pés, embora por vezes não arrisque (tende a ser cuidadoso e pouco propenso a causar grandes penalidades), muito ágil e rápido a reagir (responde adequadamente a tiros à “queima-roupa”), tendo também um bom jogo de pés (consegue colocar a bola, com qualidade, a uma distância considerável). A melhorar, há a destacar sobretudo o jogo aéreo (ainda denota algumas falhas na saída a cruzamentos) e a forma como larga, com demasiado frequência, a bola (dificilmente a segura, após um remate) – factores que, no entanto, terá tempo para colmatar, ainda para mais estando no conforto da Serie A, uma Liga que se tem afigurado como ideal para os talentos da baliza crescerem (Alisson Becker “explodiu” na Roma; Alessio Cragno, Thomas Strakosha, Emil Audero, Andrei Radu e, claro, Gigi Donnarumma, todos sub-23, são apostas actuais nas respectivas equipas, podendo a qualquer momento subir de patamar).

António Hess

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António Hess
Author: António Hess

7 Comentários

  • MiguelF
    Posted Novembro 15, 2018 at 7:07 pm

    Este menino não engana, muito talento entre os postes e a evoluir como esperado será o titular da seleção francesa daqui a uns anos.

    Quando se vê o Lafont a jogar ninguém diz que tem 19 anos e sinceramente, com os valores que se praticam no mercado de transferências, 8.5 milhões por ele foi uma pechincha.

    Mais uns aninhos e está a render mais milhões.

  • André Dias
    Posted Novembro 15, 2018 at 5:47 pm

    Casillas e Buffon dividiram o protagonismo ao longo de vários anos, Lafont e Donnarrumma prometem ser os próximos. São dois jovens com muita qualidade que começaram a ser titulares bastante cedo e jogam regularmente. Se confirmarem todo o seu potencial, e estão no caminho certo para tal, têm tudo para se assumirem como os melhores na sua posição durante largos anos.

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 15, 2018 at 4:04 pm

    Há quanto tempo se houve falar de Lafont? Parece que nem estamos a falar de um jovem, ainda por cima guarda-redes, tem um futuro brilhante!

  • Estigarribia
    Posted Novembro 15, 2018 at 3:59 pm

    Alban Lafont vai ser um dos melhores guarda-redes francês dentro pouco tempo.

    O miúdo tem um potencial tremendo e gostava de o ver como guarda-redes da AS Roma.

    • Turiacus
      Posted Novembro 16, 2018 at 9:31 am

      Era de facto um belo reforço para a AS Roma, já que o Olsen não foi propriamente o melhor substituto para o Alisson. O Lafont tem um potencial enorme e acredito que poderia tornar-se o GR titular dos romanos e teriam um jogador para vários anos.

      • Estigarribia
        Posted Novembro 16, 2018 at 10:24 am

        Exato, Turiacus. O Lafont seria titular de caras na AS Roma, já que o Robin Olsen não é, na minha opinião, guarda-redes para o emblema romano.

        Seria, de facto, jogador para muitos anos no Olímpico de Roma.

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