Esta rubrica tem como objectivo destacar os jogadores mais promissores nascidos em 2001. Os parâmetros de selecção são os feitos até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro.
A Coreia do Sul tem sido um dos melhores países asiáticos no que ao futebol diz respeito, nestes últimos anos. O seu campeonato cresce na sombra do japonês e do chinês, apesar de terem a equipa que se sagrou vencedora da Liga dos Campeões da Ásia, o Ulsan Hyundai. No que toca à matéria prima e qualidade de seleção, a Coreia vai correndo atrás do Japão mas não muito distante (os japoneses conseguem criar talento em maior quantidade, sendo também muitos mais habitantes naturalmente). O sul coreano Heung-min Son é, atualmente, o maior nome e um dos melhores de sempre do continente, surgindo Kang-in Lee como seu sucessor.
O talentoso canhoto está em Valência desde os seus 10 anos e estreou-se com apenas 17 anos pela equipa principal. Na época passada, já com 18 anos, afirmou-se como um dos talentos a seguir da La Liga e, atualmente, porventura com algumas lesões a atrapalhar, não tem explodido como se perspetivava (o contexto negativo e instável da equipa valenciana não ajuda). Mesmo assim já deixou a sua marca no último Mundial sub-20, onde foi eleito o melhor jogador, tendo superado Plata, Haaland, Pinamonti, Gaich, Sékou Koita, Serhiy Buletsa ou Ezequiel Barco.
Kang-in Lee é um canhoto predestinado. Como médio ofensivo ou descaído na ala direita, tem uma relação com a bola fenomenal, capaz de sair da pressão e de espaços curtos com uma facilidade tremenda. Criativo no drible e no passe, rápido a executar, tecnicista puro no controlo de bola, é muito difícil desarmarem-no. Apresenta recursos na condução por zonas interiores e superioridade no drible curto. Também parte muitas vezes do corredor direito em diagonais curtas para aplicar últimos passes ou remates (capítulo em que é evoluído apesar de marcar muitos golos). Fisicamente é resistente apesar de ser algo baixo (173 cm). Roda muito bem o corpo sobre si e adota um estilo irrequieto com a bola em seu poder, dificultando a tarefa dos seus oponentes. Poderá melhorar o seu sentido de baliza e o timing a soltar a bola, mas parece ter um perfil técnico para fazer a diferença no futebol europeu, no último terço.
Menos explosivo que Son, poderá fixar-se como extremo sobre a direita, visto que médios ofensivos têm perdido cada vez mais espaço no futebol moderno. Ainda assim, não há dúvidas que é um dos grandes talentos do futebol mundial e o Valência tem quase a obrigatoriedade do exponenciar e projetar o seu talento. Já a Coreia do Sul ganha mais um craque para acompanhar a estrela do Tottenham e, no futuro, ser um dos grandes jogadores asiáticos da geração.
VM Scouting: Hugo Moura


3 Comentários
Antonio Clismo
Sinceramente acredito que vai haver uma surpresa no Mundial 2022. Uma selecção menos favorita irá ganhar o troféu.
edgardavids
Com contrato até 30/06/2022 deve procurar um projeto desportivo mais ambicioso no próximo defeso.
Estigarribia
Não querendo entrar em comparações descabidas, mas quando o Son deixar a sua carreira de futebolista, Kang-in Lee será o novo embaixador do futebol sul-coreano na Europa.
Este miúdo tem um potencial tremendo e espero que alcance um patamar mais alto na sua carreira quando sair do Valência.
Saudações Leoninas