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Cristiano Ronaldo não facilita (calou os críticos), bisa e coloca Portugal nos quartos-de-final do Euro 2012; Selecção (realiza uma exibição notável, podia ter goleado) vence a Holanda (finalista do último Mundial) e defronta agora a Rep. Chega (no outro embate teremos um Alemanha-Grécia)

Portugal 2-1 Holanda (Cristiano Ronaldo 28´e 74´; Van der Vaart 11´) – Portugal garantiu a qualificação para os quartos-de-final do Europeu, depois de derrotar a Holanda por 2-1. Uma partida quase perfeita da equipa de Paulo Bento, que com excepção dos primeiros 10 minutos dominou completamente o seu adversário. Voltou a faltar eficácia, para construir um resultado mais gordo, que seria o mais justo. A selecção nacional vai encontrar a Rep. Checa em Varsóvia, na próxima quinta-feira, às 19h45, depois de ultrapassar o grupo da “morte” e eliminar a finalista do último Mundial de futebol.
Quanto à partida, a Holanda começou da melhor maneira logo com um golo de Van der Vaart. Os holandeses tinham mais bola, estavam mais sobre o meio campo nacional e o jogador do Tottenham não perdoou com o seu pé esquerdo. A reacção da selecção nacional foi a melhor. Muita pressão sobre os jogadores holandeses, bolas recuperadas, contra-ataques e oportunidades claras de golo. Cristiano Ronaldo rematou ao poste, Postiga permitiu defesa de Stekelenburg, Ronaldo voltou a colocar o guarda-redes holandês à prova, num excelente cabeceamento e…finalmente o golo de Portugal! Bola recuperada no meio campo holandês, João Pereira a ver a desmarcação de Ronaldo (grande assistência) e o avançado português a não falhar na cara de Stekelenburg. Até ao intervalo, tempo ainda para nova bomba de CR7 para defesa do guarda-redes holandês. 
O início do segundo tempo foi equilibrado, sem grandes lances de destaque, até aos 66 minutos, quando Ronaldo encontrou Coentrão em boa posição e o lateral esquerdo obrigou Stekelenburg a grande defesa. Portugal estava a conseguir evitar que a bola chegasse com perigo à sua área, ao mesmo tempo que colocava em aviso a baliza holandesa. Pouco tempo depois, Ronaldo, em nova jogada de qualidade, serviu Nani, que não conseguiu bater Stekelenburg (o português estava em excelente posição, mas o guarda-redes da AS Roma fez grande intervenção). Dois minutos depois, a melhor jogada de Portugal e o 2-1. Pepe recupera a bola na defesa, que passa por Veloso, Moutinho, até Nani fazer a assistência final para Cristiano Ronaldo. O avançado português fez uma simulação perante Van der Wiel e bateu Stekelenburg pela segunda vez. O jogo ganhou emoção no final, com vários oportunidades para cada lado, mas o resultado não se alterou mais.

Destaques:



C. Ronaldo – No momento decisivo disse presente. Uma super-exibição do português a calar os anti e aqueles que ficam felizes quando falha. 2 golos, duas bolas no poste, duas assistências para golo (Coentrão e Nani permitiram a defesa de Stekelenburg) sempre a desequilibrar em termos ofensivos e a fazer história: Marcou no Euro’2004,Mundial’2006, Euro’2008, Mundial’2010 e agora Euro’2012…só o Jurgen Klinsmann o supera.

Portugal – É injusto destacar um só elemento. Foi (à excepção dos primeiros 10 minutos) uma das melhores exibições da selecção num jogo decisivo numa fase final. Defesa perfeita, meio campo fortíssimo em termos de pressão e saída de bola, e alas a esticar o jogo e a desequilibrar. Não fosse a ineficácia (ou falta se sorte) com alguma naturalidade teríamos goleado a Holanda. Agora temos pela frente a Rep. Checa (é importante não ir agora aos 80…antes ninguém acreditava na selecção, mas agora já são os melhores do Mundo, uma ideia que por norma nos prejudica) mas certamente (como o VM sempre disse) iremos ultrapassar este adversário e marcar presença nas meias-finais.

Holanda – A desilusão do Euro 2012. Finalista do último Mundial, muito poder de fogo (melhor marcador da Premier League e Bundesliga), mas 3 jogos 3 derrotas (consoante o prognóstico do VM). Com esta defesa tão limitada (não surpreende que o seleccionador tenha apostado em 2 médios de contenção nos primeiros jogos), seria complicado fazer melhor (são maus na pressão, desarme e posicionamento). Hoje o ataque também nao funcionou (a defesa de Portugal anulou quase tudo) e à excepção de Van der Vaart (golo e remate ao poste) ninguém se destacou.

João Pereira – Depois de Ronaldo, talvez a melhor unidade de Portugal (curiosamente um dos jogadores mais criticados pelo VM). Assistiu de maneira brilhante para o 1º golo, deu muita profundidade pelo seu corredor (mais do que Coentrão), e não foi batido em nenhum lance em termos defensivos. Certamente já vale mais 2 milhões de euros.

Moutinho/Coentrão – Estiveram praticamente em todo o lado. O médio (à excepção do lance do 1º golo) foi um guerreiro em termos de pressão e ocupação de espaços, enquanto que o lateral esteve perfeito em termos defensivos e ainda podia ter feito o gosto ao pé.

Patrício/Custódio – O guardião deu segurança, já o médio entrou bem na partida e teve um papel importante nos últimos 15m (a sua recuperação de bola e ocupação do espaço permitiu que Portugal tivesse várias transições rápidas).

Bruno Alves/Veloso – Duas das melhores exibições de Portugal. O central nos 3 jogos foi insuperável nos lances individuais até ao momento; Enquanto que o médio foi decisivo na posse de bola (a 1ª fase de construção passa sempre pelos seus pés), qualidade de passe, e nas dobras aos companheiros (uma partida ao nível dos melhores do Mundo nesta posição).

Meireles/Postiga – As duas exibições mais discretas, mas ambos com participações essenciais para os nossos objectivos, principalmente o avançado (injustamente criticado, mas os portugueses gostam de criar um “patinho feio”). Apesar dos 2 golos que falhou, foi decisivo pela pressão (anulou a saída de bola da Holanda e com isso os holandeses desapareceram), e esteve bem em termos de trabalho de avançado (segurar a bola, esperar pelos apoios e ocupar os espaços certos).

Nani – Que exibição. Só faltaram os golos (falhou um escandaloso). Desequilibrou, fez lembrar Figo pela maneira como pisou a bola, enfrentou de frente os adversários e nunca se intimidou nos momentos de decidir (mesmo pressionado), e assumiu nesta fase claramente o papel de jogador mais da selecção (a Ronaldo cabe desequilibrar e finalizar, mas é o jogador do Man Utd que nos momentos complicados assume o jogo, empresta poder de decisão e até alguma maturidade na abordagem dos momentos do jogo).

Pepe – Mais uma exibição extraordinária (não fosse a culpa nos golos da Dinamarca e Alemanha e seria o melhor central neste Euro até ao momento). Liderou a defesa, anulou os avançados da Holanda, e com a sua velocidade foi decisivo nas dobras, desarmes e antecipações.

Alemanha 2-1 Dinamarca (Podolski 19´e Bender 80´; Krohn-Dehli 24´) – A selecção alemã teve grandes dificuldades para bater a Dinamarca, apesar do maior domínio e qualidade de jogo. Podolski marcou o 44º golo pela Mannschaft na sua 100ª internacionalização, mas foi o lateral direito, Lars Bender a confirmar o triunfo alemão bem perto do final. Contas finais – 1º Alemanha com 9 pts, 2º Portugal com 6 pts, 3º Dinamarca com 3 pts e 4º Holanda com 0 pts.

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