Boa notícia para o francês e para os bávaros, que corriam o risco de perder o defesa mais competente (Pavard, Davies, Sule e Upamecano cometem erros com alguma frequência).
Lucas Hernández, jogador do Bayern Munique, tinha se apresentar na prisão já esta quinta-feira para cumprir uma pena de seis meses, mas o Tribunal Provincial de Madrid suspendeu a execução da pena. “Consideramos que o recurso deve ser julgado procedente e que a execução da pena privativa de liberdade imposta a Lucas François Bernard Hernández deve ser suspensa”, indicou na sua decisão o tribunal superior de justiça de Madrid. No despacho, o tribunal referiu que acolheu o recurso apresentado por Lucas Hernández e que a suspensão da execução da pena se mantém se o jogador não cometer novo crime num período de quatro anos e pagar uma multa de 96 000 euros. Recorde-se que Hernández foi inicialmente condenado devido a acontecimentos que remontam a 3 de fevereiro de 2017, quando ele e sua então namorada, Amelia de la Osa Lorente, tiveram uma discussão com agressões na via pública, o que culminou em crime de violência doméstica para o então jogador do Atlético.


12 Comentários
GoldenFCP
Se fosse ele a mamar o caso nem a julgamento ia. Como foi ela e ele tem dinheiro de sobra fez-se logo o alarido todo.
Melhor de tudo: a suposta vitima de violência domestica perdoou e sentiu se arrependida por ter apresentado queixa. Que conveniente
Miguel Lopes
Eu acho que ela nem apresentou queixa, mas como foi na via pública e deve ter sido visto pela polícia, passou logo a ser crime,
E penso que isto também aconteceu porque ele deixou arrastar o caso no início sem se defender.
Antonio Pinheiro de Campos
Custa-me a crer em muito do que se lê por aqui, honestamente. É matéria de facto que ele agrediu a namorada. Porquê a necessidade de subverter a questão e discorrer em laivos de vitimização masculina bacoca? Não é suposto fazer-se justiça?
Gunnerz
Acho q não conheces exactamente a historia aqui..
Oldasity
Não querendo desculpar o jogador, apesar de não saber ao certo o que aconteceu, mas isto é sempre muito engraçado.
Há mulheres que agridem com regularidade e de forma bastante violenta os seus companheiros e depois nunca dá em nada em termos de justiça.
Gostava de ver se fosse ao contrário, o jogador francês a ser agredido de forma violenta, se iriam pô-la a pagar a multa de 96k e se iria estar em risco de cumprir pena de prisão. Enfim.
Sede de vencer
Oldacity,
Provavelmente o valor seria maior, menor ou igual. Nunca saberemos.
Sabemos, sim, que o critério usado para o apuramento do valor das indemnizações respeita várias variáveis tais como: rendimentos auferidos, lucros cessantes, gravidade do delito, arrependimento, inserção e respeitabilidade social, …
Para a mesma gravidade do delito, se a companheira auferisse um rendimento semelhante ao auferido pelo atleta, não me surpreenderia nada que o valor indemnizatório fosse semelhante.
Relativamente à, aparente, inconsistência dos números das queixas (apresentadas por homens vs mulheres), a Population Economics (e não só!!) apresenta vários motivos, não querendo ser exaustivo, apresento os mais comuns: vergonha social e dependência social e económica.
Existem gender issues à vista de todos e as mulheres têm de ser protegidas por força da lei. Aliás, a pobreza menstrual tem de ser combatida.
Azra Bloom
Já pensaste que em 99% dos casos de agressão por parte da mulher os casos não chegam à justiça pelo homem se sentir envergonhado ou rebaixado? Gostava que desses exemplos conhecidos que ilustrem essa alegação.
Oldasity
Já pensei sim. E mesmo não me lembrando de nenhum caso específico em termos mediáticos, já vi isto a acontecer e não deu em nada.
TOPPOGIGGIO
Isso é verdade. Da mesma forma que se fosse um cidadão “não jogador da bola” a estás horas o mais provável era estar a tirar medidas para o fato de recluso …
Oldasity
Nem mais. Se for alguém famoso ou que tenha muito dinheiro a cometer um crime, estará sempre mais perto de se safar do que se for alguém com menos recursos, mesmo que esta pessoa tenha cometido um crime muito menos grave.
E isto também acontece muito em mulheres, que querem e lutam diariamente pelos mesmos direitos (e bem, faz todo o sentido terem), mas depois para terem as mesmas responsabilidades e serem tratadas da mesma maneira que os homens em TODAS as situações já não lhes convém.
TOPPOGIGGIO
Exactamente. Há tempos alguém apresentou aqui o caso das seleções de futebol (masculino e feminino) dos EUA em que foram apresentadas 2 propostas rigorosamente iguais: uma era só dinheiro e a outra era menos dinheiro mas muitos benefícios. Os homens escolheram dinheiro e as mulheres decidiram pela outra opção; passados uns tempos vieram dizer que era discriminação por género uma vez que recebiam menos…
Aí estou com o Kafka quando diz que a maior, mais do que igualdade, quer superioridade. E atenção, eu procuro intervir no sentido de haver essa igualdade, mas quando há argumentos muito tendenciosos aí já me tira do sério. E quem diz isso diz a questão do racismo (e eu sou africano), dos gays, etc… São questões que não devem funcionar por modas mas sim por coerência…
JFN
Ah, já percebi, era para cobrar um imposto de €96000 a um cidadão emigrante.