Málaga 3-1 Sporting (Júlio Baptista 35´e 76´ e Van Nistelrooy 42´; Rubio 61´)
O jogo começou com o Málaga a tentar ataques rápidos, sobretudo à procura de Van Nistelrooy, enquanto que os leões responderam com um remate perigoso de André Santos e uma boa iniciativa de Postiga, que foi desperdiçada pelo domínio desastroso de Wolfswinkel. Após um início equilibrado, a partida endureceu (Postiga e Onyewu tiveram duas entradas duras) e o Málaga aproveitou para criar oportunidades de golo, tendo marcado por duas ocasiões até ao intervalo. Os andaluzes utilizaram da melhor maneira os dois flancos (assistências de Eliseu e Joaquin), enquanto que a defesa do Sporting voltou a mostrar fragilidades. No segundo tempo e fruto das alterações de Domingos (entraram Carrillo, Rinaudo, A. Martins, Rubio, Jeffren e Carriço), o Sporting realizou uma exibição mais positiva. Aos 61´, Rinaudo serviu o avançado chileno na perfeição, com este a reduzir a vantagem do Málaga. Os leões estiveram perto de chegar à igualdade, sobretudo devido aos esforços de Jeffren e Rubio, na frente de ataque, contudo, a defesa continuou a abrir espaços nos flancos, com Júlio Baptista a aproveitar para “matar” o jogo. Até final, Rubio e André Martins estiveram bem perto de fazer o 2º golo leonino.
Destaques:
Sporting – Os leões voltaram a mostrar grandes fragilidades, revelando uma defesa banal (o VM está sempre a bater na mesma tecla, mas não diz mentira nenhuma…), um meio campo que não conseguiu ter a bola e uma linha avançada muito pouco eficaz. O Sporting necessita de melhorar a sua defesa (laterais, centrais e médio defensivo) e de um avançado possante, que acrescente centímetros e seja uma garantia de golos. No meio campo, Matias, Izmailov e Jéffren são claramente os jogadores mais e necessitam do seu espaço, enquanto que no ataque, Rubio surge como uma excelente alternativa. Destaque negativo também para o facto de Domingos ter colocado Hélder Postiga a bater livres, enquanto que Yannick Djaló se encarregava da marcação a Van Nistelrooy nas bolas paradas defensivas.
João Pereira/Evaldo – Os elementos menos do Málaga-Sporting, sempre com grandes dificuldades para acompanhar as movimentações de Joaquin e Eliseu. Os três golos surgiram pelos seus flancos (2 pela direita, 1 pela esquerda) e, caso o Sporting não encontre melhores soluções no mercado, prevê-se uma temporada difícil, pois se “os ataques ganham jogos, as defesas ganham campeonatos”.
Rodriguez/Onyewu – Muitas dificuldades para travar Julio Baptista e Van Nistelrooy (surgiu duas vezes isolado, antes de marcar o 2º golo dos andaluzes) e algumas falhas de posicionamento, que resultaram nos golos do Málaga.
Diego Rubio – O jovem chileno entrou aos 58 minutos e cedo mostrou a sua qualidade. Movimentou-se na perfeição para fazer o 1-2, mostrou grande facilidade na hora do remate e promete dificultar as escolhas de Domingos para o primeiro jogo oficial.
Rinaudo – Entrou para os segundos 45 minutos e esteve sempre bem posicionado para recuperar bolas, tendo servido Rubio para o golo leonino numa dessas recuperações.
Jeffren/Carrillo – Mais dois jovens jogadores que trouxeram qualidade ao jogo do Sporting na 2ª parte. Não se esconderam dos adversários, tentando sempre o 1×1 e foram um bom apoio para Diego Rubio.
Capel/Schaars – O extremo espanhol raramente tocou na bola e deu pouca ajuda a Evaldo na defesa, enquanto que o holandês não conseguiu servir o ataque, não conseguiu recuperar bolas, ou seja, nada acrescentaram ao jogo leonino.
Wolfswinkel/Djaló – Mais duas exibições falhadas de dois elementos da frente de ataque do Sporting. O holandês denota algumas dificuldades técnicas, enquanto que o extremo tanto aparece (contra a Juventus), como desaparece (contra o Málaga).

