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Defesa ucraniano falha jogo com Portugal por causa de transferência para a Rússia

Um conflito que continua a afectar o futebol europeu…

Yaroslav Rakitskiy, habitual presença nas convocatórias da selecção ucraniana, ficou de fora da lista de Andriy Shevchenko para os jogos com Portugal e Luxemburgo, a contar para a fase de qualificação do Euro 2020. O central de 29 anos, 54 vezes internacional pelo seu país, mudou-se em Janeiro para a Rússia (foi contratado pelo Zenit ao Shakhtar), nação com a qual a Ucrânia está em conflito, e a mudança não terá agradado à federação.

Os 26 convocados:

Guarda-redes: Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk), Denis Boyko (Dinamo Kiev) e Andriy Lunin (Leganés);
Defesas: Sergey Kryvtsov (Shakhtar Donetsk), Bogdan Butko (Shakhtar Donetsk), Mykola Matvienko (Shakhtar Donetsk), Nikita Burda (Dinamo Kiev), Artem Shabanov (Dinamo Kiev), Vitaliy Mykolenko (Dinamo Kiev), Alexander Karavayev (Zorya) e Eduard Sobol (Jablonec);
Médios: Eugene Konoplyanka (Schalke 04), Taras Stepaneko (Shakhtar Donetsk), Marlos (Shakhtar Donetsk), Victor Kovalenko (Shakhtar Donetsk), Sergiy Bolbat (Shakhtar Donetsk), Sergiy Sidorchuk (Dinamo Kiev), Victor Tsigankov (Dinamo Kiev), Vitaly Buyalsky (Dinamo Kiev), Mykola Shaparenko (Dinamo Kiev), Volodymyr Sheepelyv (Dinamo Kiev), Alexander Zinchenko (Manchester City), Ruslan Malinovsky (Genk) e Roman Bezuz (Gent);
Avançados: Roman Yaremchuk (Gent) e Artem Kravets (Kayserispor).

António Hess
Author: António Hess

17 Comentários

  • Analista Especialista
    Posted Março 5, 2019 at 11:15 pm

    Os convocados de Portugal serão:
    Patrício, Beto, Cláudio Ramos, Cancelo, Nélson Semedo, Pepe, Ruben Dias, Carriço, Ferro, Guerreiro, Mário Rui, William, Danilo, Ruben Neves, Moutinho, Pizzi, Bruno Fernandes, Bernardo, Rafa, João Félix, Guedes, CR7 e André Silva

    • ordep234
      Posted Março 6, 2019 at 7:03 pm

      Não concordo com o Cláudio Ramos e o Ferro, o primeiro na minha opinião não está num bom momento de forma, o segundo por muito potencial que tenha acho que tem de ter uma oportunidade em amigáveis primeiro, de maneira a não queimar o jogador caso cometa erros

  • 100Clubismo
    Posted Março 5, 2019 at 12:37 pm

    Com todo o respeito, mas este jogador deve ser muitíssimo limitado intelectualmente.
    Com uma guerra civil no seu país com participação indirecta da Rússia, anexações do dia para a noite e intimidações a Kiev por parte de Moscovo, com toda a tensão e perigo para o resto da Europa e EUA que advêm da “macheza” do governo russo, este jogador, pelos vistos com dezenas de internacionalizações, faz isto. Incrível. Foi mal agenciado.

    • Rosso
      Posted Março 6, 2019 at 12:04 am

      A participação da Rússia é bem directa. Anexaram a Crimeia com recurso a um “referendo” aberrante e têm tropas disfarçadas no Donbass, a apoiar os rebeldes.

      • Joga_Bonito
        Posted Março 6, 2019 at 12:33 am

        A Crimeia sempre foi historicamente russa. Aberrante foi Krushov colocar a Crimeia na Ucrânia, de forma ilegal, contra o direito histórico e a vontade do povo da Crimeia. Imagina que durante a ocupação castelhana de Portugal (1580-1640), o rei castelhano decidisse incorporar o Alentejo na Estremadura espanhola e depois da independência portuguesa em 1640, quisessem continuar a ter o controlo da região, que direito tinham? A Crimeia e inclusive boa parte dos territórios da Ucrânia são terras russas, que foram incorporadas na Ucrânia na revolução bolchevique. Historicamente todo o leste da Ucrânia e a da Crimeia são da Rússia, ilegal foi o roubo dessas terras à Rússia. O referendo na Crimeia apenas mostrou a vontade do povo da Crimeia de receber o que é seu de direito. Eu não gosto de Putin, nem de Poroshenko, mas não confundamos as coisas. O direito dos povos à autodeterminação e à recuperação das suas terras históricas existe e deve ser usado. A Ucrânia não tem o direito de reivindicar terras que não são suas, as quais recebeu de forma ilegal e arbitrária na URSS. Até Gorbachov reconheceu a legitimidade do direito russo à Crimeia. Só porque não gostamos de Putin vamos confundir as coisas?

        • Rosso
          Posted Março 6, 2019 at 11:26 pm

          Os territórios e a geografia mudam. Se assim não fosse, andaríamos em disputas eternas. Se vamos derrogar todas as alterações territoriais feitas pela URSS, eles que devolvam Kaliningrado/Konigsberg aos alemães, por exemplo, porque aquilo era o berço da Prússia. E por essa ordem de coisas a Ucrânia nem tinha direito à existência. A verdade é que a Rússia já há anos tinha reconhecido a soberania ucraniana sobre a Crimeia e a integridade das fronteiras ucranianas em troca do desmantelamento por esta do seu arsenal nuclear. Se a vontade da população da Crimeia era juntar-se à Rússia, porque é que forjaram um “referendo” daqueles, implicando um corte radical e hostil? O que aconteceu, muito simplesmente, é que os soldados russos da base de Sebastopol e os rebeldes locais dominaram as forças ucranianas, impuseram em poucos dias o tal “referendo” e nem sequer permitiram qualquer campanha a favor da Ucrânia, cortando até o acesso à sua TV. Alguma vez os ucranianos iam admitir essa anexação mal disfarçada?

          • Joga_Bonito
            Posted Março 8, 2019 at 12:49 pm

            A Rússia não violou a vontade ucraniana, esta é que violou e anexou a Crimeia, quer no tempo de Krushov (um ucraniano ele mesmo) e quando ignorou um referendo feito pelo povo da Crimeia após o fim da URSS, em que deixaram claro que queriam a independência da Ucrânia.
            O direito internacional existe para servir a verdade e os povos, não se pode usar o legalismo para impedir o direito dos povos à sua terra. Por essa lógica Angola ainda era de Portugal e a URSS e os EUA eram acusados (como foram por Salazar) por apoiarem os independentistas.
            O referendo na Crimeia foi legítimo e justo. Não o foi menos quando após o fim da URSS se fez na mesma um referendo e a Ucrânia ignorou-o.
            A geografia muda? Pois muda, mas quando os povos se mantém nada muda. A Ucrânia ela própria tem uma existência duvidosa, e ainda ter o desplante de vir exigir terras suas que roubou à Rússia, usando Krushov, é demais.
            Se a Rússia fosse a rever tudo o que de errado deu à Ucrânia esta ficava com a Galitza e pouco mais. E mesmo esse lugar era pouco claro que devesse ser autónomo da Rússia. Sabe que no suposto bastião pro-ucraniano de Lvov, até à I Guerra Mundial a população era a favor da Rússia? Depois foi toda liquidada, e colonizada com camponeses das redondezas e polacos. Eu não ligo para questões de legalismos, eu ligo para a questão de fundo, dos princípios morais imutáveis e esses estão do lado da Rússia. Assim como eu não preciso de referendo para saber que Angola não pertence a Portugal, pois foi ocupada, também a Crimeia e boa parte da Ucrânia pertencem à Rússia e foram-lhe roubadas. A Rússia não quis problemas apos o fim da URSS, até porque estava fragilizada. Mas isso não anula os seus direitos históricos.

            • Rosso
              Posted Março 8, 2019 at 6:00 pm

              Para já o referendo de 1991 nem dizia exactamente respeito isso. E dizer que o “referendo” de 2014 era “livre e justo” é uma perfeita fantasia: tal como escrevi ali em cima, não se tratou de referendo nenhum, antes de uma farsa, organizada pelo exército russo e pelos rebeldes, em que os pró-ucranianos não puderam sequer exprimir-se e que não teve qualquer delegados externos, nem sequer da ONU, a observar. É uma anexação pura, sem o cumprimento das mínimas regras. Dificilmente se pode falar na passagem para a Ucrânia em 1954 como uma “anexação”, já que a Rússia era a república que tudo controlava. Repito: se a Rússia achava que tinha direitos sobre a Ucrânia e a maioria dos seus habitantes estava de acordo, então que fizesse as coisas de outra maneira, não esta conquista traiçoeira. Aliás, se falarmos na Ucrânia como meramente a Galícia e na tal colonização por polacos, é justo recordarmos o Holodomor dos anos 30, que liquidou boa parte da população local. Porque é tantos dão razão à Rússia nestas questões territoriais, como se ela tivesse direito a um “espaço vital” em detrimento de outros povos, quando isso no fundo é praticamente o mesmo que dar razão à Alemanha nazi no caso da anexação dos sudetas e de outros territórios?
              Quanto a Angola, podia e devia er havido meios legais para saber a vontade da população, sim, tal como em outros territórios (como em Timor, em 1999). Parte do território uniu-se a Portugal através de tratados, nomeadamente o do Congo. E mais do que a independência de um povo, tratou-se da tomada do poder por um grupo armado que afastou outros dois.

              • Joga_Bonito
                Posted Março 8, 2019 at 10:31 pm

                O referendo de 2014 só não foi livre para os que não gostaram do resultado. Ou alguém duvida da vontade dos russos da Crimeia?
                A Rússia não controlava tudo em 1954, porque se controlasse o Krushov nem teria conseguido fazer o que fez. Anexação foi o que fez o Krushov. O holomodor é algo que se atira sempre para fogueira por parte de quem nem sabe do que fala. Os motivos que provocaram a fome não são claros e decerto nunca afectou apenas ucranianos. Quem provocou essa fome? Estude para ver que a questão não é tão simples e nunca houve nenhuma vontade de matar deliberadamente as pessoas, mesmo que se tenham provocado fomes. Muito diferente foram massacres programados pelos nazis em que morreram milhões de russos. E os massacres que os grupos nazis ucranianos fizeram nos russos, judeus e ciganos na Ucrânia? Sabe o que foi o pogrom de Lvov? Sabe quem foi o Bandera na Ucrânia? A população da Ucrânia é na sua maioria russa, o ucraniano como língua foi algo inventado no século XX. Foram os massacres nazis e dos seus colaboracionistas ucranianos (os quais agora são venerados na Ucrânia) quem reduziu a população russa.
                Não insulte os russos com expressões como espaço vital, equiparando-os aos nazis, porque eles foram os que mais sofreram com os nazis, junto com os judeus. Mas qual espaço vital? Muitas das terras ucranianas são russas, quem está a ocupá-las é a Ucrânia. Isto é como dizer que a casa de Bragança queria reivindicar um espaço vital em 1640 chamado Portugal, tenhamos dó!
                E quanto a Angola se me está a defender que a sua independência não foi legítima porque não houve um carimbo qualquer, quando trata-se de um caso claro de ocupação indevida de um terreno de outro povo, então defende o colonialismo? Agora o Salazar é uma vítima? Vítimas são os angolanos massacrados, os povos com direitos históricos não precisam de carimbos legalistas para confirmar o que Deus, a história e a natureza lhes deram: o direito a serem livres e independentes.
                Passar bem.

                • Rosso
                  Posted Março 9, 2019 at 2:08 am

                  O “referendo” de 2014 é um acto de força pura sem nada de legal e democrático. Acto algum em que as pessoas votam com uma arma apontada à cara é livre. Eis a “justiça” daquilo.
                  E esei exactamente do que falo, obrigado. Acho irónico pedir que “não insulte os russos” quando se nega o holodomor e se diz que nunca houve vontade de matar pessoas. Ai não? Então os actos sobre os “Kulaks”, a quem queimava plantações e casas e roubavam todos os bens era para quê? O que se atira facilmente é o Bandera e os “pró-nazis”, sem atender que se calhar se puseram ao lado dos alemães precisamente porque sofreram horrores às mãos de Estaline. E não, não ignoro os horrores que os russos passaram, mas também não ignoro os que provocaram a ucranianos, polacos, georgianos, aos próprios alemães, etc. E conheço bem essa russofilia que pretende fazer dos russos eternas vítimas ignorando os crimes que têm nas mãos, negando por exemplo o pacto-Ribetropp-Molotov, graças ao qual se viram tropas soviéticas e nazis a marchar lado a lado na Polónia. Sim, espaço vital, que é o que aconteceu na Crimeia; eu sei que por terem sido vencedores da guerra que os crimes de Estaline e da URSS foram em boa parte varridos da memória, mas há quem não esqueça, como os polacos, que por alguma razão temem mais os russos do que os alemães.
                  E uanto a Angola, essa conversa de “combateram pela liberdade” é muito bonita, mas o resultado de uma fuga desordenada é que aqulo ficou nas mãos de um bando e de um ditador (Agostinho Neto) bem pior que Salazar. E não me lembro de durante décadas (e meso agora é o que se vê) alguém ter perguntado aos angolanos qual a sua real vontade. Se lhes apontar a arma à cara, pelo menos.

                  • Joga_Bonito
                    Posted Março 9, 2019 at 12:34 pm

                    Nem vale a pena debater mais com quem acha que gente que se prestou a colaborar com nazis como o Bandera eram vítimas. Ou que o herói de Angola era ditador, decerto o Mestre de Avis também fez um belo referendo ao povo português para saber a sua vontade.
                    Nem vale a pena seguir nisto.

                    • Rosso
                      Posted Março 9, 2019 at 5:42 pm

                      Realmente não vale. Nisso estamos de acordo. Quando alguém diz que o “referendo” de 2014 foi uma coisa “justa e livre” e faz passar a URSS por mera vítima (ninguém aqui disse que o Bandera o era, e não gosto que ponham no meu teclado palavras que não escrevi) é impossível dizer o que quer que seja. Mas só uma nota: o mestre de Avis subiu ao Trono depois de ser aclamado em Cortes e pela maioria dos municípios em Portugal, que era o mais próximo de um referendo na altura. Como exemplo não é nada bem escolhido.

        • Grozny31
          Posted Março 6, 2019 at 12:58 pm

          Joga_Bonito, subscrevo a 100%! A malta gosta de confundir as coisas.

          • Rosso
            Posted Março 6, 2019 at 11:27 pm

            Não confund absolutamente nada e já deixei a minha resposta em cima. Ó direito internacional serve exactamente para impedir que as grandes potências, sejam elas quais forem, possam fazer o que bem lhes apeteça, pelo menos de forma descarada.

    • Sombras
      Posted Março 5, 2019 at 2:41 pm

      O que te garante que o jogador não é pro-russo como uma boa parte da população ucraniana? Podes concordar ou discordar, mas chamar-lhe burro não me parece justo.

    • Gunnerz
      Posted Março 5, 2019 at 1:11 pm

      Foi é esperto, corre menos perigo na Rússia que na Ucrânia.

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