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Dez recordes do século passado

vsdsdA competição de atletismo a decorrer no Rio ficou marcada pela queda do histórico recorde de Michael Johnson, marca que vinha do século passado e que eterna. Mas desenganem-se aqueles que pensam que Van Niekerk assinalou um fim de ciclo, pois ainda existem bastantes marcas pré-históricas para bater.

Lançamento do disco (1986)
O alemão de Leste Jurgen Schult lançou o disco acima dos 74 metros, feito até agora nunca mais alcançado. O bi-campeão olímpico Virgilijus Alekna ficou perto, com 73.88, mas trinta anos depois Schult continua a figurar na lista dos recordistas.

Lançamento do martelo (1986)
O bi-campeão olímpico Yuriy Sedykh (que falhou o tri em 84 por razões políticas) não só tem o actual recorde mundial, de 86.74 metros, como ainda possui as três melhores marcas de sempre.

Lançamento do peso (1990)
Os 23.12 metro do americano Randy Barnes parecem intocáveis, até porque nos dias de hoje chegar aos 22 metros já é em si um feito

Salto em comprimento (1991)
Os mundiais de Tóquio ficaram marcados por uma das mais épicas provas de sempre. Carl Lewis bateu a mítica marca de Bob Beamon, que distava de 1968, ainda que com vento ilegal, e parecia manter a sua invencibilidade na especialidade. Só que o seu compatriota Mike Powell respondeu com um salto de 8.95, selando o Ouro com novo recorde mundial, que até hoje se mantém.

400 metros barreiras (1992)
Com uma marca obtida no Jogos de Barcelona, o americano Kevin Young tornou-se o primeiro, e até agora único, homem a correr abaixo dos 47 segundos. Os seus 46.78 parecem seguros, até porque o melhor desta década foi 47.66.

Salto em altura (1993)
Depois de alguns anos menos bons, o salto em altura voltou a ter grande marcas, com vários homens acima dos 2.40 nas últimas temporadas. O jovem qatari Barshim ameaçou em 2014 (2.43), mas os 2.45 metros do cubano Javier Sotomayor continuam no topo da lista.

4×400 metros (1993)
A estafeta americana entrou nos Mundiais de Estugarda com três dos quatro melhores de sempre na volta à pista. O resultado, mesmo com Andrew Valmot a “atrapalhar”, a única marca de sempre abaixo dos 2:55 minutos.

Triplo salto (1995)
Dentro do restrito grupo de cinco atletas acima dos 18 metros, destaca-se o britânico Jonathan Edwards. Em 2015 dois homens saltaram acima dos 18, mas Christian Taylor ficou a 8 centímetros de igualar Edwards.

Lançamento do dardo (1996)
Houvesse apostas sobre o último dos recordes a cair, seria este. O checo Jan Zelezny, que detém os cinco melhores lançamentos de sempre, disparou acima dos 98 metros (98.48), sendo que a segunda marca de sempre com este modelo é de “apenas” 93.09.

1500 metros (1998)
Antes da invasão queniana, os magrebinos eram reis da especialidade. Em Roma, o marroquino Hicham El Guerrouj colocou a fasquia nos 3:26:00, marca aproximada em 2015 por Asbel Kiprop, mas ainda não ultrapassada.

8 Comentários

  • Nuno R
    Posted Agosto 17, 2016 at 2:31 pm

    O confronto Powell-Lewis foi uma das melhores competições desportivas de sempre.
    Lewis bateu duas vezes a marca de Bob Beamon (que era dada como inacessível), uma legal, outra com vento, mas mesmo assim perdeu.

    Nota para o público do Rio. Além de ser pouco, nem sequer é bom. O tratamento dado ao francês é inqualificável. É normal apupar, assobiar, fazer barulho para enervar os adversários num estádio de futebol (ou em basquete, andebol), mas no atletismo o código de conduta é diferente. Imagine-se o que seria a Biles fazer um exercício sob um coro de assobios…

    • MightyThor
      Posted Agosto 17, 2016 at 4:11 pm

      A Biles só não foi sujeita a isso porque não fez nenhum exercício depois de uma ginasta brasileira que estivesse classificada em lugares medalháveis.

      Basta ver como se comportou o público na final de solo masculino, onde tinham 2 brasileiros em 2º e 3º. A partir desse momento, passaram a aplaudir e celebrar cada um dos erros dos ginastas que vinham depois.

      Enfim, nenhum espírito olímpico…

  • Adolfo Trindade
    Posted Agosto 17, 2016 at 4:28 pm

    Pior do que isso foi vaiarem o francês na cerimónia de entrega das medalhas. Indecoroso.

  • Miguel Guerreiro
    Posted Agosto 17, 2016 at 4:49 pm

    Metade desse recordes, pelas inovações tecnológicas, jamais serão batidos. Nas condições atuais bater esses recordes é tarefa impossível. Há um documentário da BBC (não me recordo o nome mas é apresentado por um professor universitário) que explica o milagre que seria bater alguns dos recordes do século passado com essas inovações.

    • João Santos
      Posted Agosto 17, 2016 at 5:42 pm

      Podes melhor explicar, Miguel? Em teoria os avanços tecnológicos facilitam o alcance dos recordes, mas eu também não sou entendido na matéria.

      • George Orwell
        Posted Agosto 17, 2016 at 7:35 pm

        João,

        O documentário que o Miguel referiu passou na RTP. A título de exemplo: o dardo de antiga “voava” mais do que o actual, tendo essa alteração sido motivada por questões de segurança. Actualmente, o dardo foi concebido para que a ponteira comece a descer, garantindo assim que não ultrapassada as marcas / cause ferimentos no público. O de antigamente ia muito, muito mais além.

        • Nuno R
          Posted Agosto 17, 2016 at 9:27 pm

          Mas o recorde do Zelezny já é com o novo dardo.
          Com a primeira versão existiu mesmo um lançamento acima dos 100 metros

  • Joao Martins
    Posted Agosto 17, 2016 at 6:16 pm

    e poderiamos acrescentar aqui ainda os records femininos dos 100, 200, 400, 800, 4×400, salto em altura, salto em cumprimento, triplo salto, lancamento do disco, lancamento do peso e heptatlo.

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