Encontro que serviu para Rui Jorge consolidar a sua base (9/10 elementos definidos, com Diogo Dalot e João Carvalho a serem as principais ausências) e para os Diogo’s – Jota e Gonçalves – confirmarem que são talvez as principais referências na equipa. Os dois avançados em três ou quatro transições mostraram que têm uma intensidade ofensiva que faz a diferença neste escalão, algo que não foi reproduzido por jogadores como Heriberto, João Félix, João Filipe ou Gil Dias, que desperdiçaram vários lances em transição com igualdade ou até superioridade numérica.
A Seleção Nacional sub-21 bateu a Itália, por 3-2, num encontro particular disputado no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril. Diogo Jota, com um bis, e Diogo Gonçalves (um golo e duas assistências) foram os principais protagonistas da partida. A selecção nacional abriu o marcador logo aos 12 minutos por Jota, depois de uma assistência de Diogo Gonçalves. Pouco depois Diogo Gonçalves aproveita um erro de Calabria e assiste Jota para o 2-0. Parigini ainda reduziu, mas Diogo Gonçalves antes do intervalo fez o 3-1. Ao intervalo Rui Jorge mudou vários elementos e a Itália superiorizou-se, tendo feito o 2-3 através de um penalti de Bonazzoli. Ainda faltavam 30 minutos, mas as investidas dos transalpinos não fizeram alterar o marcador. Rui Jorge alinhou com: Joel Pereira; Fernando Fonseca, Jorge Fernandes, Ferro, Yuri Ribeiro; Pêpê, Stephen Eustáquio, André Horta, Xadas; Diogo Gonçalves, Diogo Jota, tendo ainda feito entrar Diogo Costa, Diogo Leite, João Queirós, João Filipe, Bruno Jordão, Pedro Amaral, João Félix, Bruno Costa, Gil Dias, Heriberto Tavares e André Vidigal. Já os italianos começaram com: Scuffet – Calabria, Romagna, Mancini, Petretta – Barella, Locatelli, Murgia – Verde, Cutrone, Parigini.


15 Comentários
Nome sem Caracteres Ilegais
Mesmo que aparentemente “encostado” por Rui Vitória (injustamente, a meu ver, sobretudo pela maneira como se impôs perante o M. United), Diogo Gonçalves continua com momentos ofensivos de grande qualidade, sejam passes, remates ou cruzamentos. Pode não ser o novo Figo que alguns lhe chamaram, aliás até pode passar toda a carreira na sombra…mas que tem uns pezinhos especiais, acho que tem.
Mantorras
E a bancada aguentou xD
Antonio Clismo
A esta selecção falta altura no meio campo (Alfa Semedo) e mais virtuosismo na frente (Matheus Pereira).
Depois as laterais são fraquinhas (Fernando Fonseca e Amaral são muito limitados, e são segundas escolhas atrás de Dalot e Yuri Ribeiro, muito curto para estas posições).
Knox_oTal
Mais uma nota, discordo completamente da ideia que os sub-21 precisam do Matheus como de “pão para a boca”, até porque veremos no futuro quanto dos avançados convocados terão uma carreira mais significativa, eu quase que arrisco dizer bastantes. Aliás, tomara ao Matheus provar o que já provou o Diogo Jota por exemplo.
A única coisa genuinamente portuguesa quanto ao Matheus, é a tendência dos adeptos tugas hiperbolizarem o potencial só porque é um extremo “malabarista”… parece já está encontrado o sucessor de Iuri Medeiros nesse departamento!!!
O Matheus é bom jovem, com algum potencial, mas daí a fazerem dele algo de extraordinário ou quase um crime não estar na selecção esperança de PORTUGAL vai uma grande diferença. Primeiro porque tem que acima de tudo se mostrar verdadeiramente comprometido com as Quinas e depois, sim, logo se verá!!!
Saudações Desportivas
Gil Rodrigues
não podia concordar mais, especialmente no exagero de importância que se dá aos “brinca-na-areia”.
Knox_oTal
Sinceramente já chateia… sempre a pedir estrangeiros para as selecções!!! E não me venham com tretas que o Matheus é tão português como outro qualquer, pois foi ele próprio a admitir que queria a Canarinha, depois viu que não chegava lá e ficou-se pela segunda melhor opção… a Selecção das Quinas. Mas isto agora é tipo cardápio?!? Para quem fala muito de futebol jovem e aposta no jogador português, és muito incoerente a insistir com estas ideias! Ontem quando o Vitória apresentou o reforço francês, que por acaso tem mãe portuguesa, já o perfilhavas como uma opção a ter conta para as nossas selecções… por alma de quem?!?
Antonio Clismo
A partir do momento que tem nacionalidade portuguesa é elegível para representar a selecção.
Porque é que o Matheus Pereira que está cá em Portugal desde os 11 anos, nem sotaque brasileiro tem e fez-se homem e futebolista cá não pode jogar na selecção e o Raphael Guerreiro, Anthony Lopes, Kevin Rodrigues que nem portugues sabem falar podem jogar?
Portugal já perdeu muitos talentos para outras selecções: Robert Pires, Kevin Gameiro, Douglas Costa, Griezmann, Ferreira-Carrasco, etc
O melhor jogador inglês das camadas jovens é o Angel Gomes, perfeitamente seleccionável por Portugal, mas a FPF falhou em aliciá-lo.
Já tinha falhado antes com o Ronaldo Vieira.
Na Alemanha tens o Pedro Morais e o Borges do Hamburgo.
Só na Suiça tens Ulisses Garcia, João Oliveira, Edmilson Fernandes, Pedro Teixeira, Ambrósio Costa que poderiam dar uma ajuda a esta geração.
E há muitos outros espalhados pela Holanda, Itália, França, Bélgica, etc
Knox_oTal
Ah quanto ao Angel ou Vieira, gostaria de os ver a representar Portugal confesso, mas só o facto de terem que ser aliciados ou convencidos para jogar por nós, já é meio “caminho andado” para concluir que não merecem jogar pela Selecção Portuguesa. Se se sentem mais ingleses, ou se vêem mais vantagens em jogar por eles, então boa sorte em Terras de Sua Majestade, mas não nos fazem cá falta!
Knox_oTal
Perante a Lei claro que sim… mas PARA MIM, e só a minha opinião, nacionalidade vai muito para além de papéis e saber falar a língua, está SOBRETUDO relacionado com o sentimento e a forma como te identificas com um país e o que eles representam!!! Então no desporto penso que essa ligação é essencial, devido à paixão que envolve.
A referência ao Guerreiro e ao Lopes é imensamente injusta, tudo bem que em Portugal caímos facilmente no erro de qualificar os emigrantes e a sua descendência como portugueses de segunda, mas a verdade é que grande parte desses emigrantes sentem mais Portugal que os “portugueses de primeira”, que só dão valor ao que vem de fora! E eu estou à vontade para falar pois já pensei assim, felizmente a vida encarregou-se de me dar uma lição! Tudo isto para dizer, que o Lopes e o Guerreiro, mesmo não falando correctamente português, sempre, repito, SEMPRE deram prioridade à selecção das Quinas. Já o Matheus não, pois foi o próprio a confessar o seu sonho de vestir pela Canarinha, logo não se sente português, concluindo que, para mim, não merece (até prova em contrário) vestir a NOSSA camisola! Tão simples quanto isso…
Não podemos banalizar a nossa Selecção ao ponto de nos sujeitar-nos aos caprichos e opções de carreira de jogadores que basicamente ou são “sobras” dos outros ou olham Portugal como uma oportunidade de participar em competições de selecção (sempre fica bem no currículo e valoriza). Desses não quero, muito obrigado e já tivemos alguns! Por isso, concordo em absoluto que todos os que pertencem à diáspora portuguesa (ou naturalizados) por esse mundo fora sejam considerados para as nossas selecções, mas sempre tendo em conta dois critérios essenciais: terem qualidade para tal e se sentirem efectivamente portugueses!
Apenas a minha opinião…
Saudações Desportivas
Luis 1 2 3
achas o Yuri melhor que o Fonseca em que?
Antonio Clismo
Fonseca é mais rápido e tem melhor jogo aéreo.
Yuri é melhor em tudo o resto.
Luis 1 2 3
Os jogos que vi do Yuri pareceu banal. O Fonseca não é nenhum Dalot mas parece melhor que o Yuri
Joao D
Temos uma equipa muito interessante. E ainda ali podiam estar Ruben Neves, Gonçalo Guedes, Renato Sanches, Rafael Leão ou Diogo Dalot.
Achei fraquinha esta Itália. Mesmo com Locattelli e Crutone.
Antonio Clismo
Sim, esta Itália não mete medo a ninguém.
Nuno_Machado
Seleção que será certamente muito diferente da que vai estar no euro. Não tenho a menor dúvida que a equipa base vai ser Joel, Dalot, Ruben Dias, Jorge Fernandes, Yuri, Ruben Neves, Renato Sanches, João Carvalho, Gonçalo Guedes, Diogo Gonçalves ou Xadas e Diogo Jota