Os clubes são cada vez mais reféns dos seus jogadores. Quais actores de Cinema, as estrelas, vedetas, as divas do Futebol espalham a sua magia pela carpete vermelha dos relvados e fazem as birras não no set, mas nos balneários. Esqueçam Tom Cruise e Lindsay Lohan, aqui falamos de Bruma, Oblak, Christian Atsu e Papiss Cissé.
No Cinema, disse Melissa Leo numa masterclass, é relativamente compreensível o facto de os actores se comportarem de forma imprópria. Afinal, interpretam a personagem que os mandam interpretar, dizem o que os mandam dizer, da forma como os outros mandam, quando e onde mandam. Até uma marca no chão lhes dá ordens. Os actores perdem autoridade – e é por isso que se tornam rudes, pois sentem que é a única coisa que podem controlar. Talvez no Futebol também seja assim.
Os jogadores têm um presidente que os contrata, um treinador que os orienta e um empresário que os aconselha, os três muitas vezes com maior poder sobre as suas decisões que o próprio atleta. Quiçá o jogador só se sinta verdadeiramente dono do seu destino quando o agarra por fim e afasta aqueles que lho querem tirar das mãos. O problema no Futebol é que quem decide que ele tem de se rebelar não é ele mesmo, mas… o empresário. É aí que quaisquer parecenças com o Cinema se esfumam. Hoje em dia, os grandes donos do Futebol são os empresários.
Bruma, Oblak, Atsu, Rooney, Cissé. Todos jogadores que decidiram forçar a sua saída do clube, a maior parte deles (se não todos) influenciados pelos empresários. Já se conhece o caso do jovem leão: o seu futuro é como o jogo da corda, quem mais puxar vence e ganha os dividendos do seu fado. Oblak é um caso muito semelhante: tal como o português, reclama que o seu contrato chegou ao fim. Atsu está mesmo em final de contrato e entende que deve sair agora. Estes três atletas forçam o clube, devido aos seus amuos, a deixá-los sair por montantes insignificantes (porventura até a custo zero), em vez de lucrar com futuras vendas por valores mais expressivos.
O caso de Rooney é algo distinto. Infeliz no United, sente que não tem o espaço que desejaria e que, com a chegada de Van Persie, perdeu em definitivo as possibilidades de ser a estrela da equipa. Sente que pode dar muito mais, ser muito mais. Claro que o clube de Manchester não o deixará sair por valores irrisórios. Já a situação de Cissé é toda ela uma grande gargalhada. Alega razões religiosas para não continuar no Newcastle – o patrocínio das camisolas é de uma empresa de empréstimos, algo que vai contra o islamismo – mas dias depois é encontrado num casino, algo tão ou mais grave ainda para a religião.
Em qualquer dos casos, será sempre o clube a sair mais gravemente ferido. Oblak e Bruma nem se apresentam, Atsu pensa já ter direito para voos mais altos quando ainda nada demonstrou, Rooney sente-se menosprezado e Cissé decidiu pregar uma partida de mau gosto ao mundo do futebol. O máximo que as entidades patronais podem fazer é aplicar uma multa ao jogador ou pô-lo a treinar à margem, mas acabam por não se salvar do seu destino: deixar o insurrecto sair por um valor ridículo e perder uma mais-valia desportiva, até porque os futebolistas não nascem das árvores. O próprio jogador poderá acabar por nada conseguir tirar da sua rebeldia. No final de contas, apenas uma pessoa ganha sempre com tudo isto: o empresário, a verdadeira estrela do Futebol moderno.
Visão da Leitora (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Inês Sampaio



53 Comentários
Pedro
A situação do Papis não considero birra, mas sim um motivo religioso, que todos, quer concordemos quer não, temos de respeitar. Os restantes é birra, e espero que todos os jogadores se arrependam mais tarde
Allgarve06
Se se verificar que foi encontrado num casino, então os motivos religiosos deixam de se aplicar – para mim, este passa a ser o caso mais grave!
A FIFA devia intervir nestas situações! Não se pode sempre proteger o jogador, quando isto se torna sistemático…
E punições severas, como a impossibilidade de assinar contrato com nenhum clube durante a duração do contrato anterior + pagamento de uma multa (que pode mesmo ser o valor da cláusula de rescisão) poderiam permitir que os clubes (e os próprios jogadores) fossem mais protegidos!
FÁBIO COSTA
Concordo plenamente! Já há muito que os empresários deviam ter sido banidos do futebol. Quem não se lembra das pressões do pai do Bruno Alves para ele sair do Porto, as birras do Iturbe que começaram com comentários do empresário, entre outros?
E em todos esses casos de jogadores contrariados por influência dos empresários, não creio que os jogadores tivessem sido forçados a assinar os contratos. O futebol só terá a melhorar com a "Punição" dos empresários do futebol.
Anónimo
Bem visto Inês, oxalá a Fifa tome medidas porque senâo nem sei o rumo que isto vai tomar. Passes inflacionados, falta de caracter, hoje é branco e amanha já é preto.. coisas impensáveis á uns anos atrás! Os empresários sâo os maiores parasitas do futebol moderno e um foco de infeçâo em crescendo.
cmba
Rui
Caso de bruma e oblak era fácil resolvido e serviria de exemplo para todos e principalmente para empresários manhosos … contrato de dez anos oficializado em tribunal e como pena… salário 0 teria direito a prémios de jogo mediante o seu desempenho… não treina não joga, não joga não recebe ( o empresário que o sustente) , quando as partes se entendem contrato feito pelo tribunal seria revogado apos um novo contrato ou venda do jogador!! os clubes formadores nao sao protegidos e quem os lidera as vezes deixa muito a desejar!! o bruma pode dizer que gosta do clube que quer ficar e tudo o mais mas quem manda é o empresário, não passa de um garoto de 18 anos cheio de ilusões não me importo minimamente que regresse já que a meu ver foi mal aconselhado e iludido com propostas que nem são certas!!
Djau
Que ridículo a primeira parte deste comentário. Você acha que essa solução dos dez anos de contrato plausível? Coloque-se você na situação de lesado e diga-me se assinaria um contrato desses?
Não é necessário ter-se escola para ver que não.
Quanto ao restante que diz. Já torço o nariz.
Rui
Lesado !? fala do Sporting ou do benfica claro!! que porque um empresário quer ganhar uns trocos já não se importa que o clube que criou esse jogadores e os formou não receba nada!!
Ou esta a falar de lesados como Caneira, Paulo costa, mais recentemente Ca e ie, danilo dias, ricardo fernandes fabio ferreira entre outros que foram aconselhados a sair para outros clubes em vez de completarem a sua formaçao.
Claro que a primeira parte é complicado porque nenhuma ordem judicial o faria!! pois quase tornaria o jogador um escravo.
Mas não serão esses jogadores escravos destes empresários já que tem mais poder no jogador que o próprio jogador por vezes!?
Borussiadoutromundo
O problema do papiss cisse n era com um site de apostas mas sim com um de empréstimos mas mesmo assim a situação e ridícula e demonstra falta de carácter
Fábio Matos
Muito bom este post.
Adorei ler, custa, mas é a realidade.
Deviam acabar os empresários, por mim era o jogador que decidia o ser salario os premios etc, a reunião era so com ele.
Assim acho que muitos destes problemas nao aconteciam.
é a minha opinião
Vasco
Excelente texto.
Enquanto os jogadores continuarem a ser idolatrados e tratados como se fossem Deuses vamos ter sempre estes amuos dos meninos ricos.
Para mim, Bruma, Atsu e Oblak iam limpar sanitas e ganhar o ordenado minimo para aprenderem a respeitar os clubes que lhes meteram a comida no prato.
Wonderkid
Enormíssimo post Inês! Totalmente de acordo! Os empresários, os novos ricos dos petrodólares e a forma como os clubes são geridos, cada vez mais como empresas que advém do facto do futebol ser cada vez mais visto como um negócio e não como um desporto, são os verdadeiros cancros do futebol actual! Isto só vem matar a paixão que (ainda) existe (ou vai existindo) pelo futebol (ou por muitos, pelo clube do seu coração).
Pitoxoroglü
Por isso é que quando uns diziam que deviam ter sido jogadores de futebol, eu dizia que devia era ter sido empresario de futebol…!!
Raiuga
Na minha opinião, de um forma suave e directa, está tudo dito quanto ao que rege o mundo de futebol hoje em dia. Já se sabe que é assim, pelo que o artigo não consiste novidade. Mas serve também para relembrar que os clubes são algo reféns desta realidade e no fundo, à mínima insatisfação ou insurreição de um jogador seu, não tem qualquer hipótese de se precaverem e reduzirem as perdas.
Por outro, a realidade que se assiste (e se tem assistido nos últimos anos) em alguns clubes, em nada ajudam a legitimar os clubes para serem protegidos quanto a este respeito. A ausência de limites no valor de transferências, nas comissões pagas (por vezes a diferença entre jogador x assinar por clube a e não o b, é as comissões pagas…), no valor cada vez mais alto dos contratos, das cláusulas de rescisão, etc. Os clubes vivem sem limites, quando há dinheiro e influências, contratam quem querem pelo valor que querem e da maneira que quiserem. Tudo isto alimenta a "revelia" de jogadores e empresários, estes últimos que sabem que jogador que não muda de clube e apenas vai renovando no mesmo por diversas ocasiões não rende tanto, como aquele que muda de ano em ano, ou de 2 em 2, mesmo que assine a "custo zero"…
Posto isto, culpados são todos, clubes, jogadores, empresários, organismos que tutelam o futebol, etc.. Tudo isto, realça a necessidade de se criarem regulamentações e limites. É ridículo, haver clubes que tem mais de 100 jogadores nos seus quadros (para 2 equipas, num total de cerca de 50 jogadores que façam parte do plantel). Deve-se definir tectos para valores de transferências e contratos (tendo em conta alguns factores, claro), deve-se tabelar e uniformizar o valor de comissões pagas a empresários, limitar valores de cláusulas de rescisão de acordo com o valor do contrato e valia do jogador… e muitas outras medidas, que limitem e retirem poder aos empresários, responsabilizem realmente os clubes para uma gestão sustentável, e que protejam o jogador cumpridor e penalizem o jogador (e empresário) que não cumprem.
Cumprimentos
Raiuga
Paulo Almeida
para mim sao cinco casos distintos.
Atsu – mostrou igratidao ao clube que fez dele o que é, mostrou potencial, mas isso nao chega para ser estrela na melhor liga do mundo, que são as suas ambições.
Rooney – compreendo que queira sair, um jogador como ele que tem qualidade para estar no top-5 mundial não pode ser suplente, alem de nos últimos anos ter sido "injustiçado" em Manchester.
Cissé – até podia perceber que ele quisesse sair por causa da religião, há quem leve a serio estas questões, mas quem vai para casinos não pode ter a atitude que ele teve.
Oblak – tal como Atsu pensa que esta num nível que não é o seu, como não ficou no plantel quer sair a força.
Bruma – como todos sabem, deviam ter renovado o seu contrato antes de o lançar, mas também considero que Bruno de Carvalho devia ter feito um esforço para o manter – mesmo que tivesse que lhe dar o tal milhão – porque para o ano podia render umas das maiores transferências dos leões.
concluindo, para mim, apenas Rooney tem legitimidade para fazer as exigências que fez.
Afonso
Por muito que se entenda as razões, um contrato profissional assinado de boa fé por ambas as partes é para se cumprir. Rooney tem tanta legitimidade como os restantes para querer sair, ou seja, nenhuma.
Paulo Almeida
isso é verdade, mas a maneira como ele foi tratado, as sucessivas adptaçoes sem sentido do Fergie, entra outras coisas, na minha opinião tem todas as razoes para se sentir insatisfeito.
André Filipe
Paulo almeida o teu post claramente trocaste o atsu pelo bruma…. o porto fez aquilo que o atsu é?! ele mal joga pelo porto! chegou cá há dois anos, não deve absolutamente nada ao porto apesar de não concordar em nada com a atitude dele. Agora o bruma deve tudo ao sporting veio para cá com 11 anos, onde antes não tinha o que comer o sporting dá lhe comida, não tinha educação o sporting deu lhe educação, não tinha casa o sporting deu lhe casa, não tinha oportunidades o sporting deu lhe oportunidades…. faz 7 jogos na equipa principal cometendo até bastantes erros já acha que pode exigir 1 milhão por ano… ele so tem 18 anos! Mas concordo consigo em relação ao rooney
Gonçalo
O Atsu chegou ao Porto em 2009. E fez bem mais que 7 jogos na equipa principal.
André Filipe
Ah já sei é daqueles jogadores que é contratado com 18 ou 19 anos dps já de se terem formado noutro club mas que vao para os juniores só para se dizer que é da "formação" bastante típico no porto e no benfica. sim fez mais 10 jogos que 7… não quer dizer deva algo ao porto… deve é ao feynoord (uma das melhores academias da europa) que o formou. a única coisa que o porto fez pelo atsu foi empresta lo ao rio ave. Mas mais uma vez repudio totalmente a atitude do atsu deve respeito ao porto e aos seus adeptos
Meteko
Para mim éra muito simples os jogadores eram negociados de clube com clube (claro com o oval do jogador, poderia não haver interesse do jogador reprentar um determinado clube)e depois o clube contratante negociava valores de salarios e premios com o jogador.
Oliveira
Eu percebo a influência dos empresários, e acredito que há mais de que mil razões para se corroborar este artigo.
No entanto, além dessa tal influência, há um jogador – uma pessoa – ser dotado de livre arbítrio e capacidade de o exercer.
Nós,adeptos, menospreza a vontade do jogador. A vontade de um ser humano que procura (como todos nós fazemos) o que julga melhor para si, para se sentir concretizado. Tolda-nos o juízo quando o jogador prejudica a nossa equipa e vemos os milhões desaparecer num instante, e num instante pensamos em vingança em envia-lo para os B's "para ele aprender".
Silenciamos a nossa capacidade de entender a outra parte, tudo para "defender" o nosso clube. Fechamos-nos para a possibilidade de um jogador querer e procurar uma melhor oferta de emprego, como todos nós procuramos.
Achar que um jogador tem uma dívida moral para com um clube seria sucumbir-nos a possibilidade de "chantagem" emocional, e esta forte ligação moral entre ambos despensaria contratos de trabalho e permanecia no acreditar da palavra do outro.
Perceba-se que no fim, a parte mais "fraca", neste relação clube-jogador, será sempre o jogador. E desumano, irracional e ilógico seria se este virasse costas aos seus sonhos.
Breve ressalva para o facto de este tipo de abordagem,por parte do jogador/empresário, não demonstrar qualquer tipo de inteligente. Um jogador que abre uma "guerra" com um antigo clube simplesmente está a sinalizar-se, ele próprio, como um investimento de risco para os potências futuros clubes.
Miguel Lopes
O livre arbítrio dá-se no momento da assinatura do contrato de formação com o clube formador, ou eles assinam obrigados? Se têm o sonho de jogar no Real, M.U, A.C Milan etc… que vão as captações desses clubes a ver se dão em jogadores??? Agora fazerem de clubes bons formadores de ponto de passagem e barato é que não pode ser. Salvo melhor opinião é do conhecimento geral que estes clubes para tirarem um bom jogador formam dezenas e isso tem um custo muito alto, mas tem muito valor até social, por isso os contratos não podem ser só para respeitar pelo clube se o jogador não prestar, se ele valer 3 tostões já tem o direito de rescindir para correr atrás dos sonhos, mas quando são um fiasco o clube tem que os cumprir até ao fim e bico calado senão ainda é pior para o clube, juros, multas, indeminizacoes, etc… Haja consciência, palavra, honestidade, carácter, adjectivos que faltam a muito boa gente tais como agentes, presidentes, advogados, jogadores, treinadores e outros de honestidade muito, mas muito duvidosa.
João Fernandes
Eu não faço dos empresários um demónios que devam ser banidos do futebol. Acho, sim, que têm um poder excessivo sobre os jogadores; nesse aspecto concordo plenamente com o Post e que esse mesmo poder deveria ser controlado.
Os empresários são necessários aos jogadores, para que façam chegar propostas aos clubes, para que consigam negociar com outros clubes. Vamos fazer um pequeno exercício mental: jogador X está a 6 meses de acabar o contrato, sabe que não entra nos planos do clube e tem no entanto 5 clubes interessados nos seus serviços. Como é que o jogador consegue conciliar negociações com os planos de treino que tem a cumprir?
Agora o que me parece é que os empresários devem ser meros empregados dos jogadores, isto é: o jogador afirma que quer ficar, mediante determinados termos de contrato, cabe ao empresário cumprir a vontade do jogador e não arrastar processos negociais, desestabilizar o jogador, dar autênticas "conferências de imprensa" dias sim dia não.
É claro, esta é mais uma situação que começou por ser normal e necessária(os agenciamentos) mas que rapidamente se tornou numa praga com super-poderes e que não conhece limites.
Rui Miguel Ribeiro
Os empresários têm carradas de culpa e muitos deles actuam como sanguessugas, para não lhes chamar outra coisa. A FIFA e a UEFA também têm responsabilidades pois deviam proteger mais os clubes que são defraudados desportivamente e financeiramente.
Finalmente, os principais responsáveis são os jogadores. Eu sei que são jovens, mas são adultos e não acredito que sejam tão estúpidos que não percebam a conspiração que está a ser engendrada. Acho que a maioria dos que se envolvem em situações destas são indivíduos com mau carácter, fraca formação (humana e cívica) e são movidos pela ganância (que é diferente de ambição).
Por tudo isto, quando estes casos acontecem, e regra estou do lado do clube que é vítima destas situações, mesmo que seja um rival.
Dos jogadores referenciados neste post, penso que a minha análise se aplica a todos menos ao Rooney, que configura uma situação diferente.
Nuno
Compreende que estamos a falar de pessoas e não de pacotes de manteiga certo?
Então e o outro lado? As dezenas de jovens largados à sua sorte todos os anos pelos clubes depois de não de formação no clube? Não é reciproco? Porquê que um jogador deve vassalagem ao clube formador, mas o formador pode mandar 24 dos 25 jogadores que forma ao lixo todos os anos?
Rui Miguel Ribeiro
Sim, sei que são pessoas. E pessoas desonestas por sinal. Caso em que até prefiro os pacotes de manteiga.
Eu não percebo a sua questão da reciprocidade. Há contratos que vinculam ambas as partes. O Bruma, o Oblak, o Cissé ou outro qualquer não pode (não deve) mandar o clube às urtigas só porque o empresário lhe agita uma cenoura à frente do nariz. Devia haver gratidão mútua. Se não é possível, pelo menos que haja honestidade e cumprimento das obrigações contratualmente assumidas E esta crítica é extensível aos clubes que não pagam aos jogadores o que lhes devem.
Nuno
Estou em total desacordo com o post, e com a maioria dos comentários aqui escritos.
Vamos por partes para que a minha opinião seja mais compreensível:
1 – A visão da leitora é parcial e representa apenas o lado dos clubes.
2 – os jogadores de futebol, são não sua maioria pessoas com poucos conhecimentos de algo tão complexo como são os contratos de futebol e tudo aquilo que deles advêm. É natural que existam agentes. É natural que ganhem comissões. Como em qualquer indústria do espetáculo, os "artistas" concentram-se naquilo que sabem fazer e entregam a gestão da sua carreira a quem acham que melhor pode cumprir essa função, o que é perfeitamente normal.
P.S. – O que eu acho anormal e discutível é o valor das suas comissões, mas este é um problema que foi criado pelos clubes, portanto agora queixarem-se disso é contraproducente. Os clubes na azáfama de tentarem adquirir os melhores jogadores deram luvas, benefícios, ou como lhe queiram chamar a quem representava os atletas passando todo o poder para as suas mãos.
3 – Os jogadores não são mercadoria. A escravatura foi abolida há muito tempo. Eu se estiver mal no meu emprego saio, cumprindo os devidos tramites. Para os jogadores não há qualquer diferença, se querem sair, gozam de vontade própria e de liberdade para o fazerem.
Os caros leitores se sentirem que podem evoluir, ganhar mais, ter melhor ambiente, etc. noutra empresa, não saem? Obviamente há formas e formas de o fazer, mas ninguém pode ser obrigado a estar onde não quer seja qual for a razão.
4 – Os jogadores não devem nada aos clubes. Os clubes investem na formação de talentos, e de 3 ou 4 em 4 anos aproveita realmente o talento de um jogador. Por crescer numa academia de um clube, esse jogador é refém dessa equipa?
E os talentos que os clubes não aproveitam? A relação é a mesma que os caros leitores subscrevem? então se não aproveitam o talento, presumo que sejam obrigados a tomar conta do jogador para o resto da sua vida… É isso? Se os clubes abandonam dezenas de jovens, muitos que fizeram 10 ou mais anos de formação no clube, sem lhes darem cavaco, porque há-de um jogador prestar vassalagem a um clube? Não é reciproco?
5 – Bons eram os tempos, em que os clubes negociavam diretamente com os jogadores. Os clubes munidos de advogados e palavras grandes nos contratos, com muitas letrinhas pequenas, e os jogadores, por norma pessoas desinformadas, assinavam às cegas. Hoje defendem-se e fazem bem.
6 – Ao contrário do que muitos parecem pensar, estamos no tempo do mercado livre e da liberdade e igualdade para todos. Os jogadores de futebol não fogem a essa regra.
7 – Os mecanismos de compensação da UEFA visam defender os clubes nesta situação. Portanto se o Bruma, o Oblak ou outro qualquer der jogador noutro clube, a equipa formadora será devidamente compensada. É impensável afirmar "o Bruma é um ingrato porque ia render 20M numa futura venda e com os mecanismos de compensação só rende 1M". Este é apenas um exemplo abstrato, mas em primeiro lugar 1M ou qualquer que seja o valor é mais que compensador pela sua formação e não se pode avaliar um jogador pelo que pode vir a valer. Colocar um preço numa pessoa é uma coisa que me deixa doente.
Por fim, com isto, não digo que não deva haver gratidão, é óbvio que deveria existir. Mas se não há, não quero um jogador no meu clube contrariado, e de onde veio aquele hão-de vir mais 10 ou 20.
E não me venham com a conversa do amor à camisola, e do "antigamente os jogadores tinham amor à camisola". Meus caros, antigamente tinham porque o futebol pagava um sumol e uma sandes de torresmos no fim do jogo. Eu sou do SLB, e como jogador claro que teria todo o prazer em lá jogar.. Mas se pudesse ir para um Barcelona, e se no final da carreira pudesse ir para a a Arábia fazer a minha reforma não pensava nem 2 vezes. E sou do Benfica até às pontas do cabelo.
Cumpts.
luis
Estou em absoluto acordo.
"Até porque, defende Jorge Jesus, Oblak, o jovem esloveno que procura fazer sombra a Artur, «ainda não é um guarda-redes pronto» para representar a equipa principal."- Isto é só o caso de Oblak, quiça o melhor guarda redes da época passada e que foi muito melhor que Artur. Depois vem Jorge jesus e diz o que diz. O que é que o rapaz pensa? Vou aranjar maneira de me ir embora…vou para uma equipa onde me valorizem e onde numa pré época pelo menos me avaliem pelos treinos. Mas não. E agora é o rapaz que ia ser encostado às boxes no benfica como os milhares de jogadores que o benfica vai contratando, que não diz nada, não pensa em livrar-se do clube.
Mike Portugal
Caro Nuno,
Vou apenas responder ao ponto 7.
O mecanismo de compensação da UEFA visa defender o direito do clube, de acordo.
No entanto, em caso de rescisão unilateral de contrato, como é que se indemniza o clube?
Se um jogador puder rescindir contrato quando lhe apetecer e o clube com o qual tinha contrato tem direito a uma indemnização insignificante, irá assistir num futuro próximo a uma anarquia completa no mercado de transferências.
Nuno
Caro Mike,
Posso não me ter explicado bem, mas não quis dizer em parte alguma que as rescisões possam ser unilaterais. Em caso de ser unilateral, seja de qual das partes for, a outra parte deve ser ressarcida.
Se no caso do clube, este paga o montante referente aos salários que o jogador receberia até ao fim do contrato (isto se não for negociado), no caso do jogador a compensação a pagar deverá ser também relativa ao contrato e até ao investimento que o clube possa ter feito no jogador. Para tal poderia arranjar-se uma qualquer formula de cálculo variável consoante o caso (isto levaria a uma grande discussão).
Em momento algum acharia que o jogador poderia apenas rasgar o contrato e ir-se embora. Aí aconteceria como diz e bem uma anarquia em todo o lado. A minha questão sobre o mecanismo de compensação era apenas uma resposta àqueles que argumentam que o jogador ia valer 30 ou 40M daqui a um ou dois anos quando tal é impossível verificar.
Lourenço
Nao concordo totalmente com o texto, que quer demonstrar um papel maléfico dos empresários no futebol. Alias, é uma ideia que se esta a generalizar na opiniaO publica. Vejamos:
1. O futebol gera milhões. É justo que boa parte dessa fatia vá para os jogadores. Sem os empresários isso nao aconteceria. Basta ver os jogadores de há vinte anos, mesmo os de topo, que nao conseguiram contratos que lhes dessem um futuro estável.
2. Quem conhece as distritais, sabe que há jogadores já com empresários. Sao esses mesmos jogadores que conseguem dar o salto e ter esperança de uma carreira
3. Muitas historias verídicas sobre desportistas que gastaram fortunas e acabaram na miséria. Cada vez menos frequente graças ao papel dos empresários.
4. Desengane-se quem acha que o jogador é uma marioneta nas maos de um empresário. Muitas vezes, mesmo nestes exemplos do texto, sao os jogadores, movidos pelo seu ego, questões pessoais, etc, que querem sair dos clubes.
5. Os clubes ganham mais com os empresários do que perdem. Vejam o Benfica, Porto, rio ave, paços, Estoril.
6. A profissão dos empresários é gerar dinheiro. Por isso a culpa nao é unilateral. As leis de protecção aos clubes estão mal feitas e os clubes sao muitas vezes incompetentes na sua defesa
7. Custa qd isto sucede no nosso clube. Mas quando o Sporting foi buscar o labyad alguém teve pena do PSV? Eu próprio teria gostado de ter o Oscar qd sucedeu algo semelhante há 3 anos
Sobre os exemplos concretos, percebo que Atsu queira sair para jogar, e tem bom mercado. Bruma é o caso mais esquisito, pois seria uma estrela (e aqui sim, parece que há incompatibilidades empresário -clube). No entanto, pergunto: bruma deve mais ao Sporting ou ao seu tutor? Nao esqueçam que o rapaz nao foi descoberto pelo Sporting nem esta cá assim há tantos anos. Oblak tem um contrato assinado enquanto maior; quer jogar; quer sair. Se fosse esperto saberia que podia ser titular na luz em 2 anos. Rooney nao me parece um nom exemplo. Papiss é uma desculpa esfarrapada
Nuno
Totalmente de acordo. O seu post complementa na perfeição a opinião que expressei acima.
Mike Portugal
Caro Lourenço,
Quer comparar o caso de Labyad, jogador cujo contrato terminava, com o de Bruma, cujo ainda tem mais 1 ano de contrato com o clube?
Nuno
1. o futebol gera milhões. Os clubes estão falidos. Não vês nada de errado com isso? Já os empresários e Fundos…
2. nada contra.
3. sério? Há algum estudo que relacione os dois factos, ou falamos de empirismo "rã sem pernas é surda?"
4. Sim, um puto de 18 anos muitas vezes sem formação escolar não é nada influenciável…
5. os clubes ganham, mas pagam e bem por isso. Em comissões. O dinheiro das transferências é como a água dos canos.. perde-se muito pelo caminho
6. os clubes estão entalados. Basta um jogador amuar… que faz um clube? Se for rico, ainda lhe pode dar uma lição, mas caso contrário, tem de lhe fazer a vontade
7. aí, concordo…
LourEnco
Mike:
O Psv tb alegava que tinha contrato com o labyad. O bruma alega a mesma coisa e ainda nao houve decisão. Por isso vejo parecenças, nao sendo os casos iguais, claro.
Nuno: responderei pelos pontos
1. Empresários de sucesso de milhões sao assim tantos? Oiço sempre falar dos mesmos e sao centenas os agentes fifa. Sobre os clubes falidos, isso tem a ver com dar passos maiores que a perna. Tb tem a ver com a pouca distribuição da riqueza. Nos dois extremos temos a premier league e a nossa liga. Agora isso nada tem a ver com os empresários. Alias, os empresários dão mt dinheiro aos clubes, seja fornecendo jogadores que nao os poderiam ter e consequentes lucros indirectos (publicidade, bilheteira, camisolas), seja em ganhos directos.
3. Claro que nao tenho dados sobre isso. Mas olhando para figos, ronaldos, messis, e comparando com maradonas, peles, vejo diferenças. Isso advém do futebol dar mt mais dinheirO ao jogador e deste o empregar mt melhor. Os empresarios têm a sua parte nesta evolução.
4. Sim, sao. Mas sem o empresário tb estariam em Portugal numa academia de topo? Isso nao pode ser generalizável.
5. Estou em crer que ganham mais que o q pagam
6. E isso é culpa do empresário? Talvez da lei. O empresário faz o seu trabalho
Calheiros
Caro Nuno,
O problema do seu comentário (e de muitos outros) é que mistura muitas situações distintas.
Os contratos (e como muito bem diz, os jogadores têm muitos assessores e gente que os apoia, ou devia apoiar a esse nível) são para cumprir. Claro que a escravatura foi abolida e que os jogadores devem proteger os seus interesses. Mas, quando assinam um contrato milionário sabem que o clube lhes vai pagar esses valores com determinadas expectativas. Se o jogador escolhe quem lhe paga mais, depois tem que assumir o acordo que faz. E quando o clube muda de ideias também tem que cumprir. Quantas vezes os clubes têm que pagar os salários até final do contrato para dispensar um jogador que já não interessa?
Mas os clubes são muito culpados também no sentido de só serem contra estas coisas quando são eles os penalizados. O Rooney faz birra para sair e é mau da fita, mas se um jogador em quem o Manchester United estiver interessado fizer birra para sair do clube actual e ir para o Man Utd já é o herói do clube… Não pode ser assim. Os clubes têm que perceber que sempre que aceitam ou fomentam uma situação em que um jogador vem para o clube forçando a saída do clube anterior estão a legitimar que os seus jogadores façam o mesmo quando quiserem também eles mudar. Se nenhum clube contratasse o Bruma ou o Oblak, todos os jogadores pensariam duas vezes antes de se meter por esses esquemas. Mas todos têm telhados de vidro, todos são oportunistas e assim ganham sempre os "espertos".
Nuno
Caro Calheiros,
Não misturei nada, são situações distintas. Em nenhuma parte do meu post me vê dizer que os contratos não devem ser cumpridos. Devem pois claro. E caso não sejam, quem toma a decisão de ruptura deverá compensar a outra dependendo da razão (salários em atraso é diferente de vontade de mudar de campeonato por exemplo).
Mas o que eu quis centrar no meu post é que os jogadores após a assinatura do contrato não passam a ser propriedade de qualquer clube.
E não se esqueça de uma coisa, tal como diz que os clubes têm expectativas quando contratam jogadores, esses jogadores também têm expectativas. Logo é mutuo… E quando alguma das partes achar que essa relação já não assim tão reciproca deve, e tem de ter a liberdade de escolher outro caminho (obviamente compensando a outra parte)
Nuno
Caro Nuno
A questão está mesmo na compensação. O jogador sente-se mal no clube… pague a rescisão. Está no contrato… do mesmo modo que o clube, se quiser libertar o jogador, tem de lhe pagar tudo.
Caso exemplar: por vontade do Sporting, o Labyad reduzia o ordenado. O jogador afirma que o que está escrito é para cumprir. Muito bem. O Sporting não pode (nem DEVE) fazer nada… claro que podia por o rapaz a cavar valetas ou a carrgar o Paulinho às cavalitas até ceder, mas que postura seria essa? Por isso, tm de cumprir o acordado e mais nada. Agora o caso oposto. O jogador faz um grande ano, reflecte, e afinal conclui que merece mais dinheiro. O que será ue acontece aí?? Pois é… amua, força a saída… e o clube que se lixe.
Nuno
Nuno,
Mas a questão ao contrário também se coloca. O jogador faz uma má época e deixa de ser opção e ainda tem mais de 3 anos de contrato. O clube quer colocá-lo e o jogador não quer (exemplo, Carlos Martins). O clube não tem direito de dizer "pago-te os 2 ou 3 anos de contrato que te devo e até uma próxima"? Claro que sim.
Os contratos são para cumprir sem duvida. Mas ninguém pode ser obrigado a estar onde não quer.
Pegando no seu exemplo, imaginemos que o Labyad fez a época da sua vida e tinha meia Europa atrás dele. Não seria justo ser compensado por isso? Aliás essa tem sido a política do FCP e do SLB. Aumentar salários depois de boas prestações numa época. Bruma é um jovem, despertou muita cobiça, tem direito a sonhar com voos mais altos.
Manuel
Bom artigo, parabéns!
Dizer de resto, que não há jogador que faça o Porto refém. Ninguém no Porto é insubstituível, seja pelo seu rendimento desportivo ou financeiro, a força do clube no jogo da corda é inabalável!
Mais, o Porto não é ditatorial, mas sim compromissório; se Atsu quer unilateralmente ditar a saída, o Porto acata, ninguém é insubstituível de novo… Não se peça obviamente é que a atitude confrontativa não tenha consequências desfavoráveis (o que seria um jogador em quase-litígio aproveitar os recursos-treinos- da equipa principal).
Nuno
Discordo de alguns pontos do texto, mas vou afirmar um ponto no qual acredito: OS CONTRATOS SÃO PARA SE CUMPRIREM!!!
Defendo que um jogador possa rescindir quando não lhe pagam o salário. Afinal, há uma quebra de contrato. Não há "amor à camisola" ou "dignidade profissional" que obrigue o jogador a trabalhar para quem não lhe pague. Do mesmo modo, o jogador deve cumprir as suas obrigações contratuais para com o empregador.
Queres ganhar mais? Queres sair mas a clausula é demasiado elevada? Azar… pensasses nisso quando assinaste do contrato.
Agora… fazer como o Modric, que se recusou a estagiar e treinar porque queria ir para Madrid? Afinal o que é isto? Para não falar em outros que estavam "lesionados", coitados, e não podiam jogar…
luis
Nuno, nem eu nem ninguém conhece os casos em promenor. Modric se calhar tinha a promessa do clube que o deixavam sair caso atingisse um certo montante. tu nunca sabes o que se passa nas conversas clube jogador
FilipeA
O problema é que a lei ainda protege estes empresários! E quando aos jogadores é como se costuma dizer na aldeia: "um paizinho e uma mãezinha fazem muita falta, mas a cabeça…"
RR
VM proponho que se meta aqui a notícia do empresário do Turan…A culpa é do empresário também? Este BC é um autêntico sarrafeiro! Manda raptar e agora quer acabar com a carreira dum miúdo por meia dúzia de tostões!
Rúben Cardoso
Epá, já chega de estupidez neste Blog. Quem lhe disse que foi o Bruno de Carvalho a ordenar tal coisa? E foi ele que fez o contrato ao Turan? Se tudo o que os empresários dizem hoje em dia tivesse que ser levado a sério, eram eles que estavam ao leme dos clubes. Então o sr. Cátio Baldé, é uma comédia, todos os dias inventa coisas novas.
Uma coisa eu garanto a todos aqueles que difamam o Sporting desde que Godinho Lopes (finalmente) saiu da presidência: só depois de ele sair é que os empresários começaram todos os falar…porque será? Será que o Eng.º Godinho Lopes fazia algum favorzinho aos senhores, ou dava uma comissãozita? Fica para pensarem.
Fábio Teixeira
Que grande chama ateava no meu ego dizer que a Inês era um heterónimo meu.
Rui Miguel Ribeiro
Grande elogio!!! :-)
mv
Por cada caso destes existem uns quantos em que os clubes usam os jogadores como mercadoria. Basta ver agora o caso do Turan.
O mundo do futebol é um mundo cão em que cada um só pensa em si. Sejam jogadores, clubes ou dirigentes. Cada um tem de olha por si ou acaba enganado pelo outro lado.
Anónimo
Estes casos são daqueles em que a qualidade foi toda para os pés e na cabeça não foi nenhuma, acho todos os casos graves, Oblak faz uma birra por achar que merecia ficar no plantel, Atsu acha que merecia ser titular mas já se dignou a pedir desculpa aos portistas agora o caso de Bruma….Bruma é tudo menos homem, se fosse homem aceitava reunir-se com a direção do Sporting e dizia que não queria, mas nem da a cara e foge para sabe-se la onde. Mas isto é um problema antigo no Sporting, forma grandes jogadores, mas forma poucos homens.
Bruno Gonçalves
Nuno Organista
Concordo plenamente. Para além de ser uma boa leitura, esta publicação espelha ainda o que se vai passando (e agravando) ao longo dos anos. Hoje em dia os empresários são quem mandam mas o que me deixa escandalizado é os valores que estes ganham com as transferências…
Anónimo
O problema deste desporto é o dinheiro que começa a ser envolvido desde camadas jovens. Quisesse a UEFA um verdadeiro fairplay dentro e fora dos campos e ia para a frente com uma regra forte sobre o tecto salarial. Não estou a dizer para se uniformizar, claro que não, mas há que pensar no equilíbrio das coisas. Imaginem se os valores envolvidos no futebol fossem diminuídos (claro que proporcionalmente), passaria a existir maior volume monetário a poder ser escoado para outros desportos, principalmente em Portugal onde há tão bons atletas mas que acabam aos 25 anos numa "valeta", desportivamente falando, após serem comidos pela própria federação, sedenta de dinheiro
Nuno de Bruno
Leonidas
Muito bem, Inês. Quem cita Melissa Leo num artigo de futebol merece respeito.
Rodrigo
Excelente artigo. De facto, os empresarios estao-se a tornar de forma preocupante em donos do mercado futebolistico, algo que prejudica alguns jogadores que ficam iludidos com a capacidade de ganharem muito dinheiro de forma precoce e ainda ser ter correspondencia no campo, enquanto que os clubes acabam tambem por ficar refens destes oportunistas (nem todos sao, mas a maior parte e). A questao do Bruma e tambem a do Oblak sao os expoentes maximos disto na actualidade, ja que ate poderiam querer ficar nos seus clubes, mas os malditos empresarios conseguem mexer com as cabeças destes miudos e convence-los a roer a corda com o clube que os formou e lhes deu tudo. Parece-me que deveriam ser tomadas medidas para diminuir a presença destes senhores no futebol, mas isso e uma batalha que demoraria muito tempo a ser conquistada.
Em relaçao ao Rooney e ao Cisse sao casos diferentes. O 1º quer sair, mas se ficar acredito que voltara a jogar e a render com a camisola do United, pelo que nao acredito que acabe por sair por meia duzia de tostoes dos Red Devils. Ja o senegales e um caso de estudo e de FIFA, ja que e ridiculo alegar questoes religiosas para nao envergar a camisola do Newcastle e depois aparecer num casino. Neste caso e necessario punir o jogador se ele se recusar a regressar aos Magpies, sendo que o clube ingles e que devera ficar a perder nesta situaçao.