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Mais do que uma primeira ronda

sem-tituloDallas e Memphis tiveram saídas precoces no playoff de 2016. Os primeiros acabaram por cumprir os serviços mínimos, enquanto que os segundos foram vítimas de uma epidemia de lesões que lhes retirou qualquer competitividade. Este ano saem com esperança de fazer melhor, embora as mudanças tenham sido poucas. Os Mavericks adicionaram Barnes e Bogut ao seu núcleo, enquanto que os Grizzlies foram buscar Parsons. Será a continuidade suficiente para melhorar?

Dallas Mavericks

Mark Cuban tem tentado desesperadamente dar algum sentido aos últimos anos de Dirk Nowitzki enquanto jogador dos Mavs, mas tem falhado redondamente a tarefa de colocar ao lado do alemão um jogador de elite. O Verão passado foi Jordan a não concretizar um acordo que parecia certo, mas este ano Dallas conseguiu finalmente acertar nos seus alvos. Harrison Barnes e Bogut chegaram ao Texas, o primeiro depois de assinar um milionário contrato, o segundo numa oportuna troca para dar espaço à aquisição de Kevin Durant. Deste modo, Dallas consegue finalmente adquirir uma referência ofensiva que alivie o fardo de Dirk e uma presença defensiva há muito esperada.
A ressaca do título de 2011 tem sido complicada. A equipa foi desmantelada, mas era complicado partir do zero tendo Nowitzki, que dificilmente aceitaria perder bons anos num projecto a longo prazo de renovação. Daí que a equipa se tenha mantido competitiva, mas não o suficiente para passar a primeira ronda do playoff. Este ano, não obstante os reforços, não parece ser muito diferente. Claro que muito vai depender do rendimento de Barnes que, embora sendo titular no Warriors, tinha minutos limitados quando comparado com Curry ou Thompson e estava longe de ser opção prioritária no ataque. Ele sempre defendeu que deveria ter um papel mais importante e uma referência ofensiva, e agora tem a oportunidade de o mostrar. Caso a sua auto-avaliação esteja correcta, não só dará aos Mavericks poder de fogo como tirará um peso de cima de um jogador que se mantém em alto rendimento, mas que não pode reverter o processo de envelhecimento.
Depois do fiasco que foi o regresso de Chandler e do desvio de Jordan, Bogut traz finalmente a presença defensiva ansiada. O australiano é um complemento ideal para um PF cuja defesa é o ponto fraco, sendo ainda um elemento acima da média em termos de passe e ressalto. Outro elemento que deve contribuir para uma melhoria global é Wesley Matthews, cujo rendimento em Dallas tem sido prejudicado por problemas físicos. Recuperado de uma operação ao tendão de aquiles, Matthews proporciona qualidade em termos de lançamento exterior e é também ele uma arma ofensiva. A grande lacuna do conjunto é a posição de PG, preenchida por Deron Williams, Devin Harris e JJ Barea. O primeiro está demasiado lento, fruto dos problemas físicos acumulados, sendo essa lentidão aproveitada facilmente pelos ataques adversários. Barea, embora traga explosão e pontos do banco, representa também uma fragilidade defensiva quando emparelhado com bases mais altos.
Em conclusão, uma equipa mais forte que no ano passado, mas não tão mais forte que permita outro tipo de ambições para lá dos resultados obtidos em 2015/16. A não que Harrison Barnes revele rendimento à altura do contrato, aí sim, poderá elevar os Mavericks para outros vôos.

Objectivo: chegar longe no playoff
Força: experiência
Fraqueza: posição de base, demasiada veterania

Memphis Grizzlies

Qual a chave do sucesso de Memphis? Manter os jogadores livres de lesões, claro. O ano passado foram diversas as ausências prolongadas, que culminaram com um final de temporada repleto de segundas e terceiras escolhas. Mas a confiança neste conjunto de jogadores é tanta que Memphis nem pensou duas vezes antes de tornar Mike Conley o jogador mais bem pago da actualidade. Na realidade, a renovação acabou por nem surpreendeu, pois tem sido o modus operandi da organização, o de manter o seu núcleo duro intacto ao longo dos anos. Não havendo no plantel um claro sucessor à altura, não poderia existir espaço para hesitações. O grande, e único, reforço de Verão foi Chandler Parsons, atraído por 94 milhões de dólares. Parsons preenche a grande lacuna da equipa, um SF que saiba não só defender o perímetro mas também colocar a bola no cesto através de lançamentos longos. O problema é que este vem de uma operação ao joelho, e dar tanto dinheiro a alguém que nunca cumpriu 82 jogos numa época é sempre um risco. Juntando a este duo Marc Gasol, eis a fundação de Memphis para os próximos anos.
Memphis continua a ser uma equipa de topo no Oeste, porque tem realmente um excelente conjunto de jogadores e porque a sua defesa está entre as melhores da Liga. Conley nunca foi um All-Star, mas é um base de elite, e Marc Gasol um dos melhores postes da actualidade, competente no ataque e um enorme defensor. A chegada de Parsons traz outra dimensão ao tiro exterior, o ponto fraco da equipa. Este ano pode trazer alguma mudança ao estilo dos Grizzlies; David Fizdale já mostrou querer abdicar do duo Randolph-Gasol, de modo a dar mais velocidade ao seu jogo. Deste modo, o americano passaria a sexto jogador e seria mais uma alternativa do que um complemento a Gasol. A posição de PF passaria a ser ocupada de início por JaMychal Green, alguém mais na linha do extremo actual, capaz de jogar de longe do cesto, ao invés do jogador que joga perto e de costas para o cesto.
Os Grizzlies acabaram por ter um bom Verão, pois mantiveram os seus melhores jogadores e corrigiram uma lacuna reconhecida. Continuam a ser uma equipa capaz de estar entre as melhores, e o tal adversário que ninguém quer defrontar numa primeira ronda. A dúvida é saber se desta vez conseguem algo mais que isso.

Objectivo: chegar longe no playoff
Força: defesa
Fraqueza: Gasol e Parsons demasiado propensos a lesões

Nuno R.

VM
Author: VM

2 Comentários

  • Prosporix
    Posted Outubro 24, 2016 at 4:26 am

    Concordo.
    Ambas devem chegar aos playoffs. O ano passado foram, este ano (em teoria) estao mais fortes, portanto tem td para passar os 82 jogos… e dps logo se ve’, nao sera tarefa facil mas se tivermos exemplo dos Clippers o ano passado, e’ possivel fazerem uma gracinha. ou seja se apanharem uma equipa q tenha problemas podem perfeitamente aproveitar.

    Nota final para a curiosidade de em ambas as equipas estar alguem a receber mt acima das suas qualidades.. ( Barnes e Conley) nao querendo dizer com isto q nao sao bons jogadores..

    Ps. Queria colocar uma questao. No post dos Lakers, termina com a frase ” até pq há gente disponivel no Verao para mudar de camisola sem terem de se preocupar em comprar casa mais proxima do pavilhão.” – Isto foi alguma “indirecta” sobre algum Clipper? Há rumores?

    • gui2205
      Posted Outubro 24, 2016 at 1:35 pm

      Penso que seja apenas pq tanto o CP3 como o Blake no final do ano UFA, e se for mais um ano falhado poderão e quase de certeza quererão sair

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