O jogo da fase de grupos deixava a entender uma partida equilibrada, mas assistiu-se a um verdadeiro massacre. A equipa dos Estados Unidos esteve perto de obter o maior diferencial de pontos de sempre numa final olímpica e mostrou que, mesmo sem alguns dos seus melhores jogadores (Curry, James ou Leonard ficaram de fora), é de longe a potência incontestada da modalidade (15º título olímpico).
Os Estados Unidos venceram a final do torneio olímpico de basquetebol, batendo a Sérvia por 96-66. Depois de um primeiro período equilibrado, os EUA dispararam no marcador, fruto de uma defesa super-agressiva, domínio completo da tabela ofensiva (a Sérvia permitiu muitos segundos lançamentos), elevado número de triplos marcados, e com um Durant (30pt) em modo MVP. Com o decorrer do tempo e acumular da diferença no resultado, os sérvios foram baixando os braços enquanto que os americanos se foram entretendo a dar espectáculo de todas as maneiras.
Os EUA sofreram na fase de grupos, mas jogaram nos limites na altura das decisões, o que por si só mostra o respeito, no bom sentido, pelos adversários (já não basta aparecer para ganhar os jogos, é preciso correr, lutar e executar). Também a relevar a diferença de atitude para um passado não muito recente, pois para estes milionários já não é um “frete” ir a torneios internacionais; mérito de quem dirige transportar a mentalidade competitiva que impera na NBA para Jogos e Mundiais.


5 Comentários
AirJordan
Hoje jogaram a sério.
Consuela
Noutras notícias, o céu é azul.
Sergio Pereira
Mike Krzyzewski despede-se da selecção americana com um trajecto quase perfeito, manchado apenas por aquela derrota contra a Grécia no Mundial ’06, e numa altura em que ele ainda estava a tentar mudar a mentalidade de sobranceria e displicência que custou a medalha de ouro em ’04. Dos treinadores no ativo acho que só Popovich é melhor que Coach K, e o líder dos Blue Devils entrará facilmente no top 10 da história, na companhia dos gigantes Red Auerbach, John Wooden, Jerry Sloan, Phil Jackson e Pat Riley só para dar alguns exemplos. Vai ser um fardo enorme para quem o suceder, e esse será o principal desafio para o futuro: encontrar alguém que traga, se não a mesma qualidade tática, um pulso forte para juntar as maiores estrelas na selecção e metê-las a jogar competitivamente.
Miguel Costa
Vai saber o Pop a suceder ao K. Já se sabe há algum tempo.
Sergio Pereira
Nesse caso têm um futuro risonho a curto prazo assegurado, apesar de, pela idade, acreditar que o Pop só faça Mundial da China e Jogos de Tóquio. Entretanto terá de aparecer alguém “novo”, ou seja, um treinador que já tenha carreira mas cresça para um patamar superior. Vogel, Stevens, Donovan e Stotts parecem-me ser os aparentes herdeiros.