Grande vitória do neerlandês (já tinha feito 2.º no Tour de Flandres e no último Mundial), sendo que é a primeira vitória da INEOS no ‘Inferno do Norte’. Além disso, desde 2014 (Niki Terpstra) que nenhum ciclista vencia com uma chegada a solo ao velódromo de Roubaix.
Dylan van Baarle foi o grande vencedor do Paris-Roubaix. Na edição mais rápida da história, o neerlandês chegou isolado, vencendo toda a concorrência num dos Monumentos da temporada. Em 2.º ficou Wout Van Aert e Kung completou o pódio. Já Mathieu Van der Poel foi apenas 9.º. Recorde-se que a INEOS tem estado em grande nos últimos tempos, com Kwiatkowski a vencer a Amstel Gold Race e Magnus Sheffield a Flèche Brabançonne.


9 Comentários
Louco de Lisboa
Grande vitória de van Baarle.
Chegou a ser perseguido por Mohoric e um corredor da FDJ (salvo erro) cujo nome não me recordo que tinham tudo para fechar no pódio (na altura já não me parecia que pudessem alcançar o ciclista da INEOS), mas um espectador resolve tocar neste último e o ciclista em causa sofre uma queda verdadeiramente aparatosa no pavê. Vergonhoso.
Já Wout van Aert parecia ser o ciclista mais forte em prova, mas teve bastante azar durante a prova e acabou por não conseguir discutir a vitória (sem tirar o mérito ao van Baarle, que vence com justiça).
vilut
O corredor era o Yves Lampaert da Quickstep.
Louco de Lisboa
Obrigado pela nota!
Richrad
A Quick Step deve estar a ter pesadelos, não me lembro de uma série de clássicas tão pobres como as da nova época!
Excelente vitória que premeia a estratégia da INEOS( sabem bem o seu reinado para “papar” as grandes voltas está bastante difícil perante as potências dos dois meninos eslovenos).
Jan the Man
Excelente vitória de Van Baarle a coroar uma grande corrida da INEOS, deram espectáculo a toda a linha (o roster dos britânicos para as clássicas está a ficar cada vez melhor). A forma como partiram o pelotão ainda antes do pavé, apanhando grande parte dos favoritos desprevenidos, foi brutal. Caso Ganna não tivesse tido tantos problemas, tenho sérias dúvidas que nomes como Van Aert e Van der Poel voltassem a chegar à frente corrida.
Para o neerlandês, é a grande vitória da carreira, coroando 2 temporadas de clássicas bastante regulares, onde aumentou bastante o nível.
Destacar ainda a corrida de Mohoric. Foi praticamente o único a trabalhar na fuga durante largos kms e, caso não tivesse furado numa altura crítica, poderíamos estar aqui a falar de mais um monumento para o esloveno depois de San Remo.
charles eclair
Concordo em parte com a tua análise.
A vitória assenta muito bem a van Baarle e à INEOS que (já) tem um grande bloco para as estas clássicas e foi muito ativa na corrida, tendo partido o pelotão bem cedo, ainda antes dos setores de pavé.
Discordo nos azares do Ganna, teve influência claro mas acredito que os grupos mais tarde ou mais cedo se iriam juntar, o problema era o esforço gasto pelos dos líderes para chegarem à frente. Para além de que ao contrário de outras corridas, os furos e quedas são parte da Paris-Roubaix e têm de ser encarados com naturalidade. Muitos líderes furaram e caíram, por exemplo o Van Aert teve problemas/furos mais que uma vez e não o impediu de chegar à frente.
Sobre o Mohoric, está um autêntico todo o terreno, é impressionante como anda bem em todo o lado e com a sua postura ofensiva é dos ciclistas que mais tem dado gosto de ver nas clássicas. Acredito que nos próximos anos não irá ter tanta liberdade para estes ataques.
Deixo só mais três notas:
1) Mais um espectador a causar uma queda e a marcar negativamente a corrida. Ainda esta semana na volta à Turquia houve uma queda aparatosa por causa de um espectador e no Tour do ano passado a mesma coisa.
2) Época horrível de clássicas para a Quick-Step. Tendo em conta o plantel e as vitórias de anos anteriores, mesmo o hipotético pódio do Lampaert e com as duas vitórias ao sprint (Milão-Turim e Scheldeprijs), não salvam a época de clássicas que está a ser muito negativa. Só uma vitória na Liege-Bastongne-Liege e Fleche Wallone podem atenuar este momento.
3) Última nota para Van Aert/Jumbo que tiveram uma boa época de clássicas com várias vitórias e pódios mas, não sendo uma desilusão, acaba por saber a pouco porque não ganharam nenhum dos monumentos disputados. A Jumbo reforçou-se bastante bem e o Van Aert estava numa forma incrível, mas a covid apacreceu no timing errado para ele (nunca há uma altura certa, mas claramente que foi quando menos queria) . Nesta corrida acredito que nem teve influência no resultado e até pareceu ser dos mais fortes, mas ter de falhar o Tour de Flandres depois de dominar as clássicas Belgas, sendo o principal favorito, foi um duro golpe. Não sei qual será o seu calendário mas merecia levar um monumento ainda esta época. Até porque acredito que um dos objetivos de carreira seja ganhar os 5 monumentos.
Jan the Man
Claro, os furos e quedas nesta corrida são mesmo uma constante. O Philippe Gilbert, que ontem fez a sua última Paris-Roubaix, congratulava-se por ter conseguido completar a corrida sem situação destas. Digo azares porque aqui acho que nem uma maior valência técnica faz a diferença nesse aspecto, e o Ganna, que foi um dos principais motores a causar as diferenças no pelotão, acabou por não o conseguir fazer por mais tempo.
Quantos aos pontos que mencionaste, totalmente de acordo. A Quickstep foi uma desilusão total (deixar apenas o reparo que foi a Krunne-Brussels-Krunne e não o Scheldeprijs que ganharam, mas sempre fora do WT), depois do domínio do ano passado esperava-se outro nível. Veremos se Alaphilippe consegue salvar a honra nas Ardenas, continuando o domínio no muro de Huy ou vencendo finalmente a LBL.
Na Jumbo, Benoot e Laporte trouxeram realmente outra capacidade à equipa para a temporada de clássicas, que deixa de depender apenas de WVA para conseguir bons resultados. No entanto, parece claro que essa ausência de conquistas nos Monumentos deixou um amargo na boca ao belga, tanto que acabou por alterar os planos iniciais da equipa (Roglic parece que abdicou da LBL pelo colega). Se estiver ao mesmo nível a que se apresentou ontem, desta vez sem problemas, é candidato.
Deixar apenas mais uma menção honrosa para a excelente temporada de clássicas da Wanty que, juntando às vitórias de Grmay e Kristoff, ontem mete 6 homens nos 23 primeiros (!!). Muito curioso para ver o que fazem este ano nas grandes voltas.
charles eclair
Exato, a Quick-Step ganhou Kuurne-Brussels-Kuurne, com o Jakobsen, e não a Scheldeprijs quer foi ganha pelo Kristoff.
Concordo totalmente com o que dizes sobre a Wanty não mencionei mas também considero uns dos destaques da primavera, fizeram uma bela temporada de clássicas, sendo que têm um dos orçamentos mais pequenos do pelotão world tour. Nas grandes voltas penso que vão apostar em etapas como o ano passado, onde conseguiram 2 vitórias de etapa, mas até podem espreitar um top 10 na geral com Pozzovivo ou com Meintjes. E estou curioso acima de tudo para ver Girmay.
Acredito que o Roglic abdique da LBL ou estando presente que abdique da liderança em prol de WVA, até porque não esteve brilhante na volta ao País Basco e como dizes o Belga está com um amargo de boca. Acredito que WVA vai dar tudo por este último monumento da primavera.
JR41
Mohoric que monstro! É a subir, é a descer, é plano no pavê, incrível, teve azar, mas grande Van Baarle e grande INEOS, de onde apareceu esta super equipa de clássicas?