Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Dzeko merecia mais, Firmino e Mané compensaram “ausência” de Salah, El Shaarawy massacrou Arnold

O Liverpool perdeu por 4-2 em Roma mas selou o regresso a uma final da Liga dos Campeões, valendo a vitória por 5-2 em Anfield. Em mais uma noite recheada de golos, a equipa de Klopp ganhou margem no 1.º tempo mas foi inferior a uns Giallorossi que caem de pé e que, com outra eficácia na finalização, poderiam ter proporcionado nova reviravolta épica.

Destaques:

AS Roma – Fim de uma excelente caminhada europeia para os italianos, a qual deve encher os seus adeptos de orgulho. A turma de Di Francesco é eliminada mas, tal como havia sucedido na eliminatória anterior, nunca se deu por vencida, mesmo perante um marcador muito adverso, o que revela uma assinalável força mental. Os Giallorossi foram melhorando com o passar do encontro, já que no começo do embate deram algumas veleidades defensivas, partindo um pouco a equipa e facilitando o trabalho para as transições do Liverpool. No 2.º tempo, a pressão e coordenação do meio-campo e defesa foram melhoradas e a Roma encostou os ingleses à baliza de Karius, atacando com ritmo, fluidez e variedade, com destaque para a já conhecida preferência pelo lado esquerdo ou o jogo directo para Dzeko. Isto resultou em várias boas oportunidades de golo, havendo um período (após o 2-2 e antes do 3-2) em que se a eficácia (e a sorte) tivessem sido outras a história poderia ter sido bem distinta. Ainda assim, é uma campanha que valoriza o clube e os seus jogadores. Individualmente, Fazio fez uma muito boa partida, controlando bem Salah (mesmo com muito espaço para o egípcio correr) e Kolarov acrescentou, como é habitual, imensa qualidade no ataque, quer na saída de bola quer um pouco mais à frente, com imensa precisão e qualidade na decisão ao nível do passe (o sérvio não só põe a bola onde quer como escolhe muito bem onde a colocar). Nainggolan começou a partida a “oferecer” a bola a Firmino no lance do primeiro tento do Liverpool mas não se deixou afectar mentalmente e ainda deu a vitória à Roma na parte final, ao passo que El Shaarawy teve uma exibição muito inspirada, apresentando-se muito móvel e dinâmico e criando muito perigo quer em desmarcação quer em transporte, o que fez Alexander-Arnold ter uma noite difícil. Finalmente, Edin Dzeko é a figura deste percurso da Roma e, na noite em que a equipa abandonou a prova, mostrou bem porquê. O bósnio ganhou imensas bolas em jogo aéreo, serviu de apoio e referência frontal para os seus colegas, jogou com critério nas alas e voltou a marcar, provando que é um dos melhores na sua posição.

Liverpool – Apesar das dificuldades (já lá vamos), é uma grande noite para os Reds. O clube, que bem recentemente andou muito longe destas andanças, consegue voltar à final da prova que projectou o emblema de Anfield Road para o estatuto de lenda e só isso deve encher de orgulho Klopp e os seus pupilos. O Liverpool não era um dos principais candidatos a estar em Kiev mas foi encantando a Europa com o seu futebol elétrico e goleador, regressando a uma final da Champions 11 anos depois para tentar erguer um troféu que escapa ao clube desde 2004-2005. Na partida de hoje, a equipa de Klopp entrou cedo a vencer e mesmo depois do 1-1 chegou rapidamente de novo à vantagem, no entanto essa margem na eliminatória (entrou em campo com 3 golos de vantagem e aos 26′ dispunha de 4 golos de vantagem) não significou comodidade nem conforto, voltando a ficar evidente que esta formação tem problemas para gerir marcadores favoráveis. Os Reds sofreram muito defensivamente (a Roma teve mais de uma mão-cheia de oportunidades claras), não conseguiram conservar a bola e, apesar de desde muito cedo Klopp ter optado por uma espécie de 4-4-2 (com Wijnaldum a fechar a direita e Mané a fechar a esquerda, aproximando assim Salah de Firmino para privilegiar a proximidade do brasileiro e do egípcio na execução de ataques rápidos) isso não resultou, nunca saindo o Liverpool com perigo no 2.º tempo. Individualmente, Alexander-Arnold sofreu muito defensivamente, sendo várias vezes batido e cometendo diversos erros, ao passo que Lovren teve dificuldades nos duelos com Dzeko. Do meio-campo para a frente houve bem menos protagonismo do que noutras noites, com Wijnaldum a marcar pela primeira vez desde Outubro e Salah a ter uma muita discreta noite de regresso ao Olímpico (quase sempre alheado do jogo e apanhado em fora-de-jogo em várias transições). Firmino não brilhou mas interveio sempre com qualidade (e definiu com mestria no lance que deu o 0-1), ao passo que Mané foi o mais irrequieto dos da frente, voltando a fazer o gosto ao pé.

VM
Author: VM

3 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Maio 3, 2018 at 7:50 am

    O Dzeko anda a jogar tanto! Ele foi para as alas, deu os apoios, desequilibrou, rematou… fez quase tudo bem e foi uma forte dor de cabeça para a defesa do Liverpool.

    Também gostei do El Shaarawy, desequilibrou imenso! O Under também entrou bem, o Naingollan é um verdadeiro bicho, pena o erro, e o Schick rendeu muito mais quanto foi para o meio.

  • M4R7UCH0
    Posted Maio 3, 2018 at 9:15 am

    Parabens ao Liverpool e muito respeito a AS Roma, sou do Real Madrid mas fogo estarei 50% para cada equipa muito pelo meu Pai que Deus o tenha e me ensinou a amar tambem o Liverpool.

  • feelfreeyouare
    Posted Maio 3, 2018 at 2:45 pm

    Esta equipa da Roma é um exemplo no futebol moderno. Tudo o que rodeia o clube, desde o plantel, estrutura, adeptos, demonstra um caráter e um amor à cidade e ao clube enormes. Não é por acaso que os seus jogadores são conhecidos por serem tão fiéis e apaixonados pelo clube quando surgem propostas de gigantes europeus (casos de Totti, De Rossi e Florenzi). Quem vê os jogos dos romanos no Olímpico sabe como são os adeptos deste clube e como passam a mística do clube para os jogadores durante os jogos. Eu próprio assisti a quatro jogos da Roma o ano passado para o campeonato e se por cá achamos extraórdinário ver os adeptos saltar e gritar quando as nossas equipas perdem, para os romanos garanto-vos que isso é o normal. Ganharam um campeonato pela última vez em 2001 se não estou em erro, estão em 3o, habituados a ficar em 4o ou 5o como o nosso braga e no entanto têm em média 50.000 pessoas no Estádio, ao nivel do benfica e do Porto por cá.
    Sou adepto deste grande clube e obrigado Roma por ressuscitares o verdadeiro espírito do prazer de jogar futebol com amor à camisola.

Deixa um comentário