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«Em Portugal um jogador mandar-se para o chão compensa»

Concorda? A Premier League também já começa a ter algum antijogo, mas parece claro que o ‘apito fácil’ é o maior problema do futebol português.

Em entrevista à RTP, Bernardo Silva abordou o tema antijogo e afirmou que é uma ’tática’ que acaba por compensar em Portugal, o que contrasta com outros campeonatos: “Em Portugal um jogador mandar-se para o chão compensa. Eu mando-me para o chão uma vez, o árbitro não apita, eu mando-me para o chão duas vezes, o árbitro não apita, à terceira eu já não me mando para o chão. Em Portugal, os jogadores mandam-se para o chão uma vez, mandam-se para o chão duas vezes, portanto mandarem-se para o chão compensa. Esta pequena ideia do contactozinho, de ser tudo apitado, faz com que o nosso futebol depois se torne muito chato”.

23 Comentários

  • batalha34
    Posted Novembro 21, 2023 at 3:50 pm

    Só pode ser assim num pais em que apos um derby sem grande controversia, 95% dos comentarios que se vê neste blog é sobre arbitragem. Num blog em que quem comenta devia no minimo gostar de discutir futebol. Fora daqui a percentagem deve subir para 99%.

    Nao se gosta de ver futebol em Portugal e portanto temos a liga que temos.

    • Ricardo10_
      Posted Novembro 21, 2023 at 5:18 pm

      Um dos grandes problemas é esse. Fala-se das más arbitragens, o que acaba por ser normal, e inventa-se que arbitragens normais foram escandalosamente más. Nunca se perde justamente e só se perde porque foi roubado. No ultimo derby a existir equipa beneficiada foi o Sporting e a imagem que passa para muitos adeptos é que o Sporting foi escandalosamente roubado. O problema é esse, não gostam nem percebem nada de futebol.

  • Mantorras
    Posted Novembro 21, 2023 at 2:51 pm

    O Bernardo tem razao, e ninguem discordara do que ele diz.
    Como refere o Rui Silva, ha um problema grande com os toques nos defesas tambem, e acrescento tambem nas saidas dos GRs, quer nos contactos que sofrem, quer nos golpes (socos) que dao em adversarios.
    Por fim, referir que a questao e cultural e nao vem apenas dos jogadores, vem dos dirigentes que reclamam “que caiam”, dos adeptos que reclamam o mesmo e ate dos treinadores. O Musa, no jogo com o Sporting, nao caiu e qual foi o veridicto? Que o devia ter feito (ver Paulinho no mesmo estadio no ano passado). O toque foi suficiente para ter impacto no jogador? Ora, se ele nem reage e ate parece que nem sente, entao e porque nao foi, no entanto, para muitos, segue o veredicto de que “foi burro, devia ter caido e se caisse era falta”.
    Iria ao VAR e seria penalty. Esta premissa vai sempre existir e vai sempre compensar mais cai e exagerar os toques para tirar vantagem. A solucao, para mitigar, porque continuara sem resolver, e permitir ao VAR rever os lances e amarelar as simulacoes sem apelo nem agrado, para penalizar as tentativas falhadas, mesmo pecando por excesso… porque hoje em dia “permite-se tentativas” em excesso.

    • Rui Silva
      Posted Novembro 22, 2023 at 11:59 am

      Concordo com essa última parte. O VAR devia servir para punir batoteiros. Aliás, a ter de escolher, parece-me seria muito mais importante se servisse para isso do que para decidir sobre golos, penalties e vermelhos. Porque os batoteiros simplesmente não têm lugar no desporto e devem ser punidos exemplarmente, para se “educar” os futuros jogadores que não compensa a batotice.
      Já agora, outra coisa que devia passar a ser punida é sem dúvida o “falar com o árbitro”. Devia ser absolutamente proibido, excepto pelo capitão, e dentro de determinadas circunstâncias. Para além de contribuir para parar ainda mais o jogo, tem zero consequência – ainda está para nascer o árbitro que, quando interpelado por um jogador, diz “ah, realmente tem razão. Enganei-me e era penalti. Com licença, vou assinalar”.

  • Nas quatro linhas
    Posted Novembro 21, 2023 at 1:43 pm

    Seria também interessante saber quanto tempo se leva em média desde o assinalar de uma falta até esta ser marcada…a liga Portuguesa deve estar no topo desse ranking na Europa

    • Bpanta
      Posted Novembro 21, 2023 at 4:52 pm

      Também seria interessante começar a não permitir que os guarda redes tenham a bola na mão por uma eternidade de tempo quando a lei diz que o limite são 6 segundos, até aceito que esse tempo seja curto demais e que se dê mais uns segundos mas quando ficam mais de 20 segundos nessa brincadeira começa a ser ridículo… só a título de exemplo (porque sendo um derby estava com especial atenção a esse jogo e é o que me está mais fresco na memória) o Adán esteve pelo menos 2 vezes nessa situação no último derby, uma de cerca de 20 segundos e na outra conseguiu chegar aos 23/24, é um absurdo

  • Francisco Ramos
    Posted Novembro 21, 2023 at 12:47 pm

    Penso que devemos ver de vários prismas.
    Inglaterra é um país que a arbitragem é totalmente profissional. A estrutura de trabalho dos árbitros tem preparador físico, psicólogo, médico, fisioterapeuta, sendo que neste contexto estão 106 árbitros e 206 assistentes. Em Portugal isto não acontece.
    Agora pergunto, como pode um árbitro que tenha um trabalho das 9 às 18 ainda ter tempo de estudar, treinar e tratar da sua preparação física quando no fim de semana tem que exercer? A resposta é, não pode. Não pode porque não consegue e não pode porque vai dando jeito que assim seja. Como tal, o árbitro tem uma preparação na sua maioria deficiente (visível nos árbitros nomeados para grandes torneiros de seleções e fases finais das competições europeias não serem portugueses) e com isso condiciona muito mais o uso do apito. Como referiu um comentador, isto é ainda mais visível na defesa quando qualquer um se manda para o chão e em 99% das vezes o árbitro marca falta ofensiva. Bolas paradas então é quase 100%, sendo que não tenho estatísticas mas diria que metade dos lances de cantos e livres são invalidados por falta ofensiva!

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:51 am

    Totalmente de acordo, mas não acho que seja o maior problema do nosso futebol, será algo mais estrutural e ao nível da cultura de como se vive o futebol por cá.
    __
    E concordo, na Premier League tem sido a tendência também esta de se atirar para o chão. Ali sim, o maior problema é a arbitragem, muito fraca mesmo.

  • Knoxville
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:35 am

    O teu clube que o diga… Esta malta não se manca mesmo.
    Mas disse a verdade sim senhor.

    • maZe
      Posted Novembro 21, 2023 at 8:07 pm

      Quem diz a verdade não merece castigo, ainda para mais um jogador que nunca se mete nessas coisas. Qual o propósito desse comentário?

    • Ricardo10_
      Posted Novembro 21, 2023 at 12:32 pm

      O clube dele é o Benfica, não é o Porto ou o Sporting. Nem isso sabes, será que não sabes mesmo nada de futebol?! Credo…

      • Neville Longbottom
        Posted Novembro 21, 2023 at 1:49 pm

        Mas o Porto e o Sporting sao clubes nos quais a cultura de se mandar para o chao é mais proeminente do que nos outros? Ou so mencionaste esses 2 clubes porque ele falou no Benfica?

  • Rui Silva
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:30 am

    E até acho que o maior problema não está nos avançados. Porque desde há uns tempos para cá que cada vez mais os árbitros têm coragem de não apitar sempre que um avançado/jogador no ataque cai.
    O grande problema está na defesa: dificilmente um árbitro tem coragem de mandar seguir uma jogada em que é o defesa que se manda para o chão quando o avançado o está a pressionar legalmente, com receio (imagino eu) que o avançado ganhe a bola e dê uma situação de golo. Mas isto é verdade em todos os países. No entanto, com o VAR, não devia ser um problema. Se a pressão do avançado for ilegal, o golo será revertido.

    • Diogo Oliveira
      Posted Novembro 21, 2023 at 11:38 am

      Concordo. Os defesas muitas vezes, ainda o avançado não chegou completamente à beira deles, já se atiram para o chão.
      Por exemplo, sou do Porto, gosto muito do Pepe, mas claramente aproveita-se muito dessa tendência. Digo o Pepe, porque como sou portista e não estou para levar com comentários, “e no teu clube?”, porque, na verdade, é um problema que se verifica, atualmente, na generalidade das equipas.

      Principalmente, nas jogadas à beira da zona do pontapé de canto, que quase parece proibido tocar no defesa. Não faz sentido e os árbitros deviam estar mais atentos a essas situações.

  • Johny45
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:15 am

    E jogar-se para a piscina também compensa… tudo começou à uns 40 anos onde se não se apitasse o arbitro não chegava a casa…

    • Amigos e bola
      Posted Novembro 21, 2023 at 1:19 pm

      Só assim o árbitro da final contra o Bayern na Liga dos Campeões conseguiu chegar a casa. Tal como o da final contra o Mónaco.

      • Johny45
        Posted Novembro 21, 2023 at 2:55 pm

        Sorte desse que não tinha talho… Ou então não perseguiam pelo campo todo como o José Pratas…
        Ou melhor não metiam o guarda Abel…
        Lá porque aqui no Tugão dava para fazer isso e ganhar (e com isso ganhar os prémios e oportunidades da champions)… algum dia chegariam lá.

    • Diogo Oliveira
      Posted Novembro 21, 2023 at 11:40 am

      Sim, o problema reside, na sua totalidade, no Porto, enfim…

  • Totti
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:12 am

    Futebol precisa de mais Bernardos seja dentro ou fora de campo. Futebol seria um desporto muito melhor se assim fosse.

  • Fireball
    Posted Novembro 21, 2023 at 10:10 am

    A Premier League tem muito antijogo, mas não é a nível de simulações, precisamente porque lá não se apita a tudo. Em Portugal compensa porque primeiro, se não caires para o chão nunca assinalam as faltas, e depois, sempre que cais é falta, então é simples, basta cair a tudo.

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