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Em queda livre

Olhando para La Liga, impressiona o paupérrimo desempenho do Valencia Club de Futból, que contrasta com o rico palmarés que possui: 6 campeonatos espanhóis, 7 Copas do Rei, 1 Supertaça espanhola, 1 Taça UEFA, 2 Taças das Cidades com Feiras, 1 Taça das Taças e 2 Supertaças Europeias. Desde que Peter Lim tomou conta do clube, a felicidade e a paciência dos adeptos têm-se gradualmente esfumado devido ao agravamento da performance desportiva nos últimos 2 anos, em contraste com as promessas e o forte investimento já realizado que visa tornar este emblema como um dos mais fortes de Espanha.

Num primeiro momento, o empresário da Singapura adquiriu, em 2014, cerca de 70% das acções da Fundación Valencia CF, depois de intensas negociações com o maior credor dos valencianos, a Bankia. Nessa época, os ches, orientados por Nuno Espírito Santo, alcançaram o quarto lugar que deu acesso ao play-off da Liga dos Campeões. Num segundo momento, iniciou-se o terrível pesadelo, que incluiu mudanças no comando técnico que se revelaram autênticos “tiros nos pés”, atendendo que depois de NES sucederam-se Gary Neville e Paco Ayestarán. Por outro lado, a saída de vários jogadores de elevada qualidade (Otamendi, Mustafi, Alcácer, Gomes, Féghouli) foram colmatadas tardiamente e, em certos casos, indevidamente, o que dificulta a criação de um sólido grupo de opções válidas, com o intuito de se posicionar nas posições cimeiras da tabela.

Esta temporada, na Liga, o emblema che está imediatamente acima dos lugares de despromoção, o que tem exacerbado o ambiente de ebulição que se instalou nos últimos anos na massa associativa, que se encontra fartas das opções erradas tomadas pela direcção e pelo mau momento que o clube vive. Já no início do mês de Outubro, Ayestarán foi substituído por Cesare Prandelli. Ainda assim, a aposta num treinador com créditos firmados, cujas passagens na Fiorentina (onde atingiu a Champions League) e na Squadra Azurra (finalista do Euro’2012) são bons exemplos da sua competência e qualidade, não tem surtido grandes efeitos até ao momento.

Apesar de ter começado da melhor maneira, com uma vitória na casa do Gijón (1-2), o técnico italiano ainda não conseguiu reverter a má fase dos ches, que não vencem para La Liga desde esse encontro, somando 3 empates (Deportivo, Granada e Málaga) e 4 derrotas (Barcelona, Celta, Sevilla e Real Sociedad). Assim, Prandelli tocou num ponto-chave na conferência de imprensa que antecedeu o jogo deste fim-de-semana contra a Real Sociedad. A falta de atitude de uma boa parte deste elenco é também uma das justificações para o mau desempenho dos valencianos, atendendo que, como o ex-seleccionador também apontou, a qualidade existe neste grupo, com jogadores de muito bom nível, como são Garay, Mangala, Cancelo, Enzo Perez, Mario Suárez, Parejo, Rodrigo ou Nani. Assim, a motivação destes jogadores será fulcral para que se consiga dar a volta à triste situação que o Valencia CF vive actualmente na liga espanhola.

Visão do Leitor: Luis Enrique Santos

12 Comentários

  • Fefe Varanda
    Posted Dezembro 10, 2016 at 11:04 pm

    Investe-se bem….mal neste clube.

  • Francisco A
    Posted Dezembro 10, 2016 at 11:09 pm

    O Valência perdeu a sua identidade, antes de mais, com a compra do Peter Lim. Perdem-se referências, jogadores queridos pelos adeptos e entram jogadores por preços exorbitantes ( Rodrigo, Enzo, André Gomes, etc).

    Aquilo que falta ao Valência é um Simeone, contudo, acho que até estão bem entregues com o Prandelli. É preciso levantar o ânimo e fazer acreditar aqueles jogadores, porque, qualidade não lhes falta.

    • nuno
      Posted Dezembro 10, 2016 at 11:36 pm

      Rodrigo, Enzo e Andre Gomes são jogadores de top.
      O problema é porem jogadores de qualidade nas mãos de pintores e comentadores desportivos.

    • Ricardo Ricard
      Posted Dezembro 11, 2016 at 12:41 pm

      Quem dera ao Benfica neste momento ter o velho Enzo e o velho Rodrigo. Aliás,Fejsa com Enzo seria uma coisa linda de se ver.

  • Tiago Silva
    Posted Dezembro 10, 2016 at 11:23 pm

    O problema nem é o plantel… é a direção. Não há um unico homem competente naquele clube e o melhor a fazer é apostar nos grandes jovens que tem, dar-lhes a mistica do clube, um treinador que incentive os jogadores e que seja razoável e po-los a jogar bom futebol. Apostaria neste plantel:

    GK: Diego Alves, Ryan e
    Yoel

    DF: Cancelo, Montoya, Santos, Garay, Mangala, Abdenour, Siqueira e Gayá

    MF: William, Mario Suarez, Enzo Perez, Parejo, João Carvalho e Adrien

    AT: Bakkali, Mina, Munir, Nani, Zaza, Lucas Perez e Rafa Mir

  • Pedro 102016
    Posted Dezembro 10, 2016 at 11:40 pm

    Valencia está a passar por um processo parecido ao do liverpool. Um proprietário rico e disposto a gastar mas pouca inteligência na contratação e revelação de jogadores.

  • Vitorino
    Posted Dezembro 11, 2016 at 12:52 am

    Diego Alves – Cancelo – Mangala – Garay – Gayá
    Ryan – Montoya – Abdennour – Aderlan Santos – Siqueira

    quem dera aos 3 grandes tugas ter a defesa que o Valência tem

  • Daniel Filipe Vieira
    Posted Dezembro 11, 2016 at 1:02 am

    Do meu ponto de vista, atendendo ao mercado de treinadores, Jorge Jesus seria o treinador ideal para a próxima época, quer atendendo ao potencial do plantel , quer ao próprio projeto. É óbvio que JJ não tem estatuto necessário para treinar uma equipa de top 10 europeu, e o Valência poderia ser uma forma de atingir esse patamar, mesmo que dificilmente pudesse vencer os títulos mais importantes.

  • Paulo Ferreira
    Posted Dezembro 11, 2016 at 1:03 am

    Parecido a um city, só que o city investiu bastante na direcção com ex-directores do barça etc…o valencia foi só em jogadores….

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