Uma questão de tempo até a Noruega ter um lugar de destaque no âmbito das seleções?
A Noruega, liderada pelo português Luis Berkemeier Pimenta, juntou-se a Malta, enquanto anfitrião, e a Portugal, nos primeiros apurados para a fase final do Campeonato da Europa de Sub-19, após bater a França em terreno gaulês por 2-1.
Eliesse Ben Seghir, o prodígio do Mónaco, adiantou os blues aos 8 minutos, mas Alwande Roaldsoy, médio da Atalanta repôs o empate ainda antes do intervalo. A 10 minutos do fim, Antonio Nusa, que já esta temporada havia consumado a goleada do Club Brugge no Estádio do Dragão, apontou um golo sensacional.
Desta forma, a equipa capitaneada pelo promissor Hansen-Aarøen, do Manchester United, e “reforçada” para esta ronda de elite com Andreas Schjelderup (Benfica) deixa pelo caminho um dos principais candidatos, que reunia vários dos atuais campeões europeus de sub-17, como Mathys Tel, Warren Zaïre-Emery ou Désiré Doué.
João Lains


10 Comentários
Amigos e bola
Não acredito, sinceramente. Por boas gerações que apareçam nos países Nórdicos, nunca se vão conseguir comparar aos países da Europa do Sul e Central.
Por exemplo, a Suécia com Ibrahimovic, Larsson, Melberg, Karlstrom, etc, nunca conseguiu chegar sequer a uma meia-final. E tenho dúvidas que a Noruega alguma vez tenha uma seleção como esta que referi da Suécia.
Dasayev
Ficaram em 3 no Mundial de 94 e ganharam uma medalha de ouro nos JO de 48 (tinham um jogador que pela seleção marcou 43 golos em 33 jogos)
Jeco Baleiro
Apesar da ideia dele ser um pouco ao lado, a geração de 94 é anterior à que ele referiu, o Larsson era a ponte entre as duas. A selecção de 94 era muito talentosa, desde logo com dois craques ns frente, o Dahlin e o Brohlin, o gigante Keneth Anderson (alto, forte mas nada tosco, basta atentar na chapelada ao Taffarel nesse mundial), o Thern, que passou pelo Benfica no início dos anos 90, no meio campo, e claro o mítico e imponente porteiro Thomas Ravelli. O Henrik Larsson, então rastafari, ainda ficava no banco (também tinha 22/23 anos na altura).
Jeco Baleiro
Em termos de talento puro porventura a Noruega, que nunca teve grande expressão no futebol, será a selecção mais entusiasmante de sempre. Quando vemos jogadores como Odegaard, Hauge, o próprio Berge (espanta-me como continua no Championship) e agora o Schjelderup, vemos jogadores extremamente virtuosos, que gostam de ter a bola no pé, muito longe do protótipo de jogador escandinavo de há uns tempos atrás (Haaland, principalmente, e Sorloth são muito bons mas noutro estilo). O Berge o Aursnes se calhar menos virtuosos, mas extremamente completos, jogam em várias posições e com grande cultura táctica e dinamismo.
Agora têm de aliar isso a serem extremamente competitivos, enquanto equipa, como a Noruega da década de 90 que marcou presença nos Mundiais de 94 e 98 e no Euro 2000, tendo o seu apogeu no mundial de França onde chegaram aos oitavos, vencendo o Brasil na fase de grupos e dando boa réplica à Itália apesar da eliminação. Essa selecção não tinha naturalmente o talento da actual mas era muito competitiva, liderada pelo médio Rekdal e com nomes como Henning Berg ou Jostein Flo. Para França já tinham para além destes o Tore Andre Flo (goleador do Chelsea) e o Solskjaer que, por incrível que possa parecer, nem era titular.
Tiago Silva
E atenção tambem ao Antonio Nusa que tem talento para dar e vender e é um extremo mais vertical e que joga no 1×1 algo que faltava à Noruega a juntar ao Schjelderup. O principal problema parece estar na defesa onde não há muito talento a crescer por lá.
Jeco Baleiro
Sim, esqueci-me do Nusa do Brugge, muito bom jogador também.
coach407
A França está habituada a ser eliminada de forma estúpida nos escalões de formação, não é propriamente uma novidade.
De qualquer forma, a principal diferença da Noruega agora são Odegaard e Haaland. De resto, não é nem se prevê que seja nada de outro mundo.
Tem o Berge, Hauge, Aursnes, Ryerson… ok, são bons, País de Gales foi a uma meia-final de um Europeu com pior portanto a Noruega pode ser mais competitivo obviamente, mas não é por terem um plantel de luxo comparando com quem domina a Europa. São outsiders mais fortes do que eram.
Estes nomes que mencionei não são propriamente jogadores sub-21, são todos mais velhos e a realidade é que esta geração não se conseguiu apurar para o Mundial do Catar, ficando atrás da Turquia e Países Baixos.
Ainda por cima teve resultados constrangedores como ser goleado em casa pela Turquia e nos 4 jogos contra Montenegro e Letónia não conseguiu golear nunca e até chegou ao cúmulo de empatar contra a Letónia!
Num grupo com Gibraltar, Montenegro e Letónia a Noruega marcou apenas 15 golos em 10 jogos. Constrangedor.
Além disso, já começou a qualificação para o Euro a levar uma goleada de Espanha.
Em relação aos sub-21, nas gerações de 2001 e 2002 está longe de haver um Haaland ou Odegaard em perspetiva. Gerações bem medíocres…
Se descermos aqui aos sub-19 e formos a 2003, 2004 e 2005, aí sim, já parece haver mais um ou outro talento interessante, nomeadamente Andreas Schjelderup, Antonio Nusa e Kristian Arnstad.
E não é por terem ganho à França Sub-19 porque ainda no jogo anterior só tinham vencido 1-0 contra a Irlanda do Norte…
coach407
Na sequência da moda dos países nórdicos virem dominar o mundo, a Dinamarca acabou de perder contra o Cazaquistão…
Sim, mais 2 golos do fenómeno Hojlund. Certo, mas são precisos 23 jogadores de topo, não chega 2, meia dúzia bons e o resto medianos…
Antonio Clismo
Anda a FPF a apostar em treinadores (sem a parte do ”treina”) como o Bino ou o Rui Bento e grandes profissionais como o Luís Pimenta a trabalharem para outras federações lá fora a fazerem trabalhos fantásticos na formação…
Borsalino
Não me supreende, tendo em conta a sobranceria que as seleções da França costumam ter na formação (e os treinadores são os principais) e a qualidade da geração Norueguesa. Como havia dito, há muita qualidade de 2004 para baixo.