A selecção espanhola entrou para a história depois da conquista do Euro 2012. Concluiu-se um ciclo de 4 anos recheados de sucesso (faltou apenas a conquista da Taça das Confederações) e que ninguém vai esquecer. “La Roja” entrou para a história do futebol mundial, não só pela sua forma de jogar, mas também pela conquista do Euro 2008, Mundial 2010 e Euro 2012. Nunca um país tinha conquistado estes três títulos de forma consecutiva e em tão curto espaço de tempo. O Brasil de Pelé entrou para a história com 3 títulos mundiais em 12 anos, a RFA/Alemanha conquistou 2 Euros e 2 Mundiais entre 1972 e 1996 (mais 4 finais perdidas) e a França de Zidane conquistou o Mundial e o Euro em apenas 2 anos (1998 e 2000). Entre a passagem de Aragonés e Del Bosque, a Espanha ficou 35 jogos sem conhecer o sabor da derrota (32 vitórias e 3 empates, e um recorde que partilha com o Brasil) e 15 jogos seguidos só com vitórias, contudo, “La Roja” quebrou surpreendentemente frente aos EUA na Taça das Confederações (0-2). Os números nas últimas 3 fases finais não enganam: 19 jogos, 15 vitórias, 3 empates (Portugal e Itália x2) e 1 derrota (Suíça). Os espanhóis marcaram 32 golos e sofreram apenas 6 (todos na fase de grupos). Iker Casillas somou 10 jogos sem sofrer golos nas fases a eliminar, o que diz muito sobre a qualidade da defensiva espanhola. O ciclo espanhol está fechado, por enquanto, pois o Mundial 2014 está aí à porta. Se esta é a melhor selecção da história do futebol, isso ainda está para decidir, contudo, em caso de nova conquista no Brasil (Itália e Brasil já conseguiram conquistar 2 Mundiais consecutivos), Casillas, Sergio Ramos, Xavi, Xabi Alonso, Iniesta, Busquets, Torres, Fàbregas, Piqué, entre muitos outros, vão reforçar o seu papel na história do futebol mundial.
Futuro
Piqué (25 anos), Javi Martínez (23), Pedro Rodríguez (24), Fàbregas (25), Juan Mata (24), Sergio Ramos (26), Busquets (23), Jordi Alba (23), David Silva (26) e Navas (26) participaram no Euro 2012 e, se tudo correr como normal, irão estar presentes pelo menos até ao Mundial 2018. Iniesta, Torres e Llorente ainda não chegaram aos 30 anos, enquanto Casillas, como guarda-redes, ainda estará longos anos à frente de Espanha. Del Bosque tem assim uma excelente base para preparar futuras competições, a que pode juntar jovens promessas que estão a aparecer nos escalões de formação dos clubes espanhóis. Para além de aparecerem cada vez mais jovens de qualidade em Espanha, as selecções de sub-21, sub-19 e sub-17 vão conquistando troféus atrás de troféus, o que só valoriza o trabalho dos clubes e da Federação.
O futuro será da “Roja”? Como se explica este sucesso espanhol? Melhor selecção da história? Poderão dar continuidade no Brasil 2014, na França 2016 e na Rússia 2018?


