Espanha 4-0 Rep. Irlanda (Torres 4′ e 70′, Silva 49′, Fàbregas 83′)
A partida começou praticamente com o golo de Fernando Torres, estavam apenas decorridos quatro minutos. Num lance de insistência, “El Niño”, após ultrapassar Ward, com um remate forte colocou a bola no fundo das redes da baliza de Shay Given. Foram raros os momentos de futebol ofensivo dos irlandeses no primeiro tempo, claramente dominado pela Espanha, que ia criando sucessivos lances de perigo, junto à área adversária.
No segundo tempo, a selecção espanhola entrou novamente forte no encontro, e o resultado começou desde logo a ganhar expressão. Novamente com quatro minutos jogados, novo golo, desta feita num lance onde David Silva mostrou toda a sua classe e magia. Tempo ainda para o bis de Torres, após excelente abertura de Silva (que jogador!), para o 4-0 final, por intermédio de Fàbregas num remate cruzado, bem como para inúmeros lances de perigo criados pelo “carrossel” espanhol.
Destaques:
Espanha – O adversário era fraco, mas a atitude séria e competente com que encararam o jogo, permitiu uma vitória clara, sem grandes sobressaltos. O golo logo a abrir, permitiu uma abordagem à partida de uma forma mais tranquila, baseada no estilo de jogo de passe curto, já característico. Um elevado número de jogadas de perigo, grande percentagem de posse de bola, um verdadeiro “vendaval” ofensivo. Quando existem jogadores como Mata, Llorente ou Negredo que ainda nem “saltaram” do banco, está tudo dito em relação ao poder de fogo da “Roja”.
Torres – Justificou a aposta, que já deveria ter acontecido no encontro inaugural. Dois golos, a mostrar que podem contar com ele para o troféu de melhor marcador da prova. Além do bis, pressionou imenso na frente. É um jogador único, com uma técnica, movimentação e capacidade física fora do comum, necessitando apenas de melhorar os seus índices de confiança.
Iniesta / David Silva – Que luxo, que classe! Dois jogadores extraordinários, que com o mínimo espaço de terreno disponível, fazem maravilhas. É um golo de pura magia, o obtido por Silva, ao qual ainda acrescentou uma brilhante assistência (a segunda na competição) para o bis de Torres. Diversas diagonais e passes de ruptura, foram dois constantes indicadores de perigo para a defensiva adversária.


