A que patamar pode chegar? Teve uma ascensão meteórica nos últimos dois anos.
O avançado português Beto concedeu uma entrevista à plataforma de streaming DAZN, onde revelou pormenores da sua vida, nomeadamente dos tempos difíceis que viveu no início da sua carreira. «Onde estava há três anos? Estava a treinar com o Tires e trabalhava em Portugal, era uma vida boa. Eu estava a trabalhar no KFC. Foi bom. Quando volto para casa, vou sempre àquele KFC visitar meus amigos», começou por dizer, assumindo que apesar destas dificuldades, nunca deixou de sonhar: «Sempre acreditei que poderia tornar-me um jogador de futebol. Eu queria tornar-me um jogador de futebol profissional. Os meus companheiros de equipa não acreditaram, talvez apenas dois deles. Eles diziam-me: ‘Beto, é difícil, é impossível’. Depois fui para o Portimonense e eles mudaram de ideias. Agora realmente gosto de estar em Itália.» O agora jogador da Udinese soma já 8 golos pelo clube italiano, na época de estreia na Serie A.


11 Comentários
Ghost Writer
Orgulho na ascensão que teve, é como ver um irmão mais novo singrar no mundo do futebol.
Nós os mais velhos apertavamos muito com ele, a resposta era sempre a mesma: “Vou ser profissional!” E a verdade é que conseguiu única e exclusivamente por mérito próprio.
Sempre foi humilde e assim continua, nunca deixar de visitar os ex colegas e restante pessoal do Tires sempre que vem a Portugal.
Tenho a certeza que irá num futuro próximo estar numa equipa com outras ambições em relação às Udinese e não estar a lutar para descer.
Andrervw
Não é verdade que nenhum grande olhou para ele no Olímpico. Ele esteve muito perto de ingressar no Sporting, mas optou pelo Portimonense por estes garantirem integração imediata no plantel principal
Kacal
O sonhar, o trabalhar, o dedicar-se e o acreditar podem trazer muitas coisas boas e o Beto merece isto totalmente! Agora é continuar, não acredito que chegue a um colosso, não acho que seja um avançado desses mas acho que ainda pode subir um patamar em relação à Udinese e chegar à selecção. Uma Roma ou assim e ser bastante utilizado na selecção acredito que é um patamar onde pode chegar.
Antonio Clismo
Mesmo o Éder que aos 20 anos ainda andava pela III Divisão ao serviço do Tourizense e ainda foi a tempo de ficar na história do futebol português marcando o golo da vitória no Euro 2016 quando tinha já 28 anos.
Kacal
Exacto António, há certos jogadores cujo pico é tardio portanto ainda vai bem a tempo de fazer uma carreira num patamar acima e ser útil na selecção.
AndreChaves9
O Éder não teve pico nenhum. Sempre mau. O Beto sim ainda vai atingir um nível melhor do que hoje penso eu.
Crux100
Esteve mesmo debaixo dos nossos narizes o potencial deste jogador. Foi estratosférico no Olimpico de Montijo, mas só o Portimonense foi inteligente o suficiente para o resgatar. Fisicamente é impressionante e não entendo mesmo como é que alguns dos 3 grandes ou mesmo o Braga ou Guimarães não o foram buscar.
Agora sorriem os italianos que ainda assim terão que pagar 10M de bombocas por ele. É craque!
João Ribeiro
Isso do “só o Portimonense foi inteligente o suficiente para o resgatar” não condiz com a verdade. O Beto era seguido por imensos clubes quando se estava a destacar no Olímpico do Montijo (na altura sei que Braga e Vitória eram dois deles) e chegou mesmo a estar a treinar algumas semanas no Lille, por indicação do Luís Campos. Simplesmente o Portimonense ganhou a corrida a todos (inclusivamente ao próprio Lille), talvez por lhe oferecer maior salário ou por ser onde o próprio Beto via maior facilidade em poder competir mais rapidamente. Portanto, todos tiveram a inteligência em detetar potencial no Beto.
Ss
Ainda existem estórias bonitas no futebol
Antonio Clismo
Uma prova de que um qualquer jogador da selecção nacional daqui a 2 ou 3 anos poderá muito bem estar neste preciso momento a competir numa Liga Revelação ou algo do género.
Continuem a gastar milhões com estrangeiros que não vêm para cá adicionar nada, muitos deles até frete fazem e esqueçam-se dos muitos que andam pelas divisões secundárias e que só precisam de uma chance de mostrar a sua qualidade.
Uma liga com mais de 60% de estrangeiros é vergonhoso e a Liga deveria fazer algo mais do que assobiar para o lado.
Há clubes de Primeira Divisão que entram em campo todos os fins semana com 11 estrangeiros e apenas têm uns gatos pingados portugueses e jovens para inglês ver, com papéis terciários na equipa e apenas para passar na inscrição. 8 jogadores formados no país em 30 é manifestamente pouco.
Num plantel de 30 jogadores 12 deveriam ser obrigatoriamente formados em Portugal (mais 4 do que os actuais 8) e 4 formados no clube em questão (manter o número porque há clubes que não têm sistemas de formação muito avançados como o Arouca, por exemplo.
É uma vergonha quando já existem clubes do CNS quase sem portugueses.. muitas vezes são autênticas redes de tráfico de humanos , noutras vezes apenas lavagem de dinheiro e viciação de resultados.
TOPPOGIGGIO
A qualidade é importante mas o querer e o trabalhar são ainda mais. Histórias destas são sempre bem-vindas. E acho que vai subir mais patamares.