No Euro’2024 estarão presentes três seleções às quais não se espera grande protagonismo pelo elenco modesto que apresentam, mas que ainda assim almejam passar a fase de grupos.
Uma dessas seleções é a Escócia, que esteve muito tempo afastada dos europeus, mas vai agora participar no seu 2.º consecutivo, com a perspetiva de pelo menos fazer melhor do que em 2020 (queda na fase de grupos com apenas 1 ponto somado). A qualificação foi muito positiva, superando Noruega e Geórgia para alcançar o 2.º lugar, só atrás da Espanha a qual até venceu numa das partidas. Na Liga das Nações também deixaram boa impressão (subida à Liga A) e têm em McTominay (7 golos na qualificação), Robertson, Billy Gilmour ou McGinn as principais figuras. Partindo geralmente de um 5-4-1, o meio-campo é o seu melhor setor, mas o ataque é uma preocupação e o grupo com Alemanha, Suíça e Hungria impõe respeito. Já Chéquia e Polónia estiveram no mesmo grupo na qualificação, um dos mais acessíveis (Moldávia, Ilhas Faroé e Albânia), tendo a Chéquia obtido o 2.º lugar. A turma agora comandada por Ivan Hasek foi uma das surpresas do último Europeu, chegando aos quartos-de-final, mas a base já é bem diferente, com alterações em todos os setores face a essa equipa. Os jogadores chave, no entanto, continuam a ser o capitão Thomas Soucek, médio imponente e goleador, e o avançado Patrick Schick, que chega de uma época menos conseguida em Leverkusen, mas costuma ter grande rendimento na seleção. Também Coufal, Barak, Cerny ou Hlozek são nomes a ter em conta, sendo que o lateral do Benfica Jurásek parte com boas possibilidades de ser titular num provável esquema de 5 defesas. O grupo, com Portugal, Turquia e Geórgia, também deixa boas possibilidades de seguir em frente, até porque um triunfo provavelmente chegará para ser pelo menos um dos melhores terceiros. Por fim, a Polónia teve o caminho mais difícil, tendo sido obrigada a ultrapassar o País de Gales no play-off para chegar a esta fase. Os polacos desde 2008 têm estado sempre presentes em prova, mas são, por norma, uma das seleções mais conservadoras no estilo de jogo e não têm obtido grandes resultados, só logrando passar uma vez dos grupos (em 2016, derrota nos quartos com Portugal). O plantel também não entusiasma, sendo que muito do que a Polónia conseguir partirá dos já veteranos Lewandowski e Szczęsny, apesar de haver outros bons valores como Zielinski, Kiwior, Szymanski, Zalewski, Milik ou Piatek. O problema está no grupo, que é um dos mais fortes, com França, Países Baixos e Áustria a assumirem o favoritismo.


3 Comentários
Baresifam
Apesar de ser dono de um Sr Hype por jogar na Premier, Matty Cash não foi convocado.
PedroA
E dificil ser convocado se esta lesionado, falhando mesmo o fim de temporada no A.Villa
Fantantonio
O Schick é uma espécie de Podolski da Chéquia