Confirma-se a falência do futebol português. Nenhuma equipa portuguesa consegue estar nos 16 melhores da segunda Liga europeia. Se vou estar aqui a rasgar críticas ao futebol português? Até parece que não me conhecem… Claro que não. Vou citar os pontos positivos disto primeiro.
Primeiro ponto: isto foi ótimo para não haver picardias entre adeptos rivais. Pela primeira vez em muito tempo, ninguém pode achar-se superior por ter chegado mais longe. Por solidariedade, ficam todos pelo caminho. Hoje estamos todos tristes. Ninguém chateia ninguém. As nossas vidas agradecem esta normalidade.
Segundo ponto: perder jogadores por bom desempenho na montra europeia também não será uma realidade este ano, até porque todos deixaram uma péssima impressão. Olhem para nós todos a jubilar por mantermos estas pérolas que falham defensivamente, não fazem faltas decisivas no último minuto do prolongamento para cortar jogadas de perigo, não mostram atitude e são comidas taticamente. Ehehe, estamos todos tão felizes.
Terceiro ponto: evitámos ir jogar a países de foco do Coronavirus. Take that UEFA. Como recomenda a OMS.
Quarto ponto: claro que ser eliminado precocemente leva a menores receitas. Mas também íamos estar a ganhar dinheiro para comprar Cádiz, Manafás ou Eduardos? Os clubes portugueses são tipo os miúdos. Se lhes dás muito, eles acabam a gastar tudo em trajes de jogos online, que não fazem nada a não ser enfeite. Melhor assim.
Quinto ponto: Quanto pior futebol jogarmos, mais as expetativas dos adeptos baixam, e por conseguinte, menos é preciso jogar para parecer que jogaram bem. De génio. Pegue-se no Benfica. Acabar o jogo e dizer que foi um “Benfica à Benfica”? Realmente foi. Embaraçoso na Europa.
Ok, agora sim posso ir às críticas. Começar por dizer que acho de uma falta de profissionalismo que estes resultados tenham demorado tanto a chegar. Só agora começaram a perceber que se descermos muito no ranking, significa que menos equipas vão à Europa, o que se traduz em menos adeptos a ter que passar por isto. Tinham poupado muita gente se tivessem começado mais cedo. Depois, gostava de constatar que nos jogos destes 16 avos de final, registámos 1 vitória, 1 empate e 6 derrotas. A ousadia de não perder todos os jogos é inacreditável.
Enfim, andamos aqui a brincar aos adeptos. Num país a sério, em vez de andarmos a chamar preto a este ou aquele, ou a enforcar bonequinhos, ou a criar cânticos de ataque aos rivais, já nos tínhamos unido contra a investida de rebaixar o futebol português. Mas nós sabemos lá pôr as cores de lado. Hoje sofremos todos, mas cada um na sua cor.
Adeus ao futebol português, que tem os melhores do mundo lá fora, os não vendáveis cá dentro, e os vendidos na liderança.
Alexandro Ferreira


101 Comentários
Therealproon
Vou deixar aqui a minha opinião, os 4 clubes merecem isto… O Braga foi bom para por os pés na terra, o Sporting para parar com as guerras internas, Benfica e Porto para ver se param de falar de árbitros… Mas agora a sério treinadores de clubes grandes que admitem que a estratégia de jogo é condicionar o Famalicão, como querem ganhar na Europa… Eu sou portista, mas este ano fiquei apaixonado pelo Famalicão, digam o que disserem, todos os clubes não jogam, condicionam, espero que para o ano o Famalicão cresça mais, ao menos não tem medo de ter bola, quem tem medo começa a perder… Desejo que os 4 clubes sejam goleados em Famalicão e que para o ano o Famalicão seja campeão
FiliGon
Eu vou dar a opinião daquilo que é a realidade que “conheço” portanto vou falar do meu Benfica.
– Desde sempre que há algo que me incomoda e muito no Benfica, que se tem alastrado para as outras equipas, que é falta de critério. Qualquer “burro com olhos” desde que dê meia dúzia de toques chega para jogar nas equipas e isso não pode acontecer. Tem que haver exigência não só para com os jogadores que já estão nas equipas mas também naqueles que se vai acrescentar seja estrangeiro seja das camadas jovens. E começo por dar um exemplo o JJ é sem sombra de dúvida o melhor treinador que vi passar no Benfica no entanto eu não esqueci a insistência em jogar com o César Peixoto e deixar o Coentrao no banco, ou em insistir no artur em baixo de forma quando o oblak estava no banco, além disso
tudo deu-me muitas alegrias mas, também me deu as contratações de craques como emerson e bruno Cortez. Outro exemplo é o Taraabt, com o RV foi SEMPRE motivo de chacota e com o Lage é o craque da equipa. Isto é simples meus amigos a exigência em Portugal sempre foi muito baixa e infelizmente a tendência é para piorar.
E se pensarem até o porto do vilas boas tinha uma “bota da tropa” que ninguém faz ideia como foi lá parar. E o mesmo se pode dizer do Sporting do Leonardo Jardim ou do JJ. Se não se for mais criterioso a construir planteis estas vergonhas europeias vão se repetir muito mais vezes.
MM
Na minha opiniao o futebol portugues melhorava com:
– reducao do n. De equipas, comecar por 16
– aumento do n. De equipas que descem/ sobem (comecar por 3)
– haver componente fixa na verba dos direitos televisivos (procurar copiar modelo ingles?)
– formacao ao arbitros para deixarem jogar mais, serem menos permeaveis ao pequeno toque, e isso condicionar a sua avaliacao
– definir um limite ao n. De jogadores com contrato, porque ae esta a condicionar as equipas mais pequenas (talvez 35+ bs e sub23)
– reduzir o n. De amarelos necessarios para se focar fora no pxm jogo, para jogadores reincidentes
– reintroduzir n. Minimo de jogadores portugueses no 11 (comecar com 4)
– limitar poder dos empresarios, idealmente obrigando os clubes a terem 100% dos passes, como em inglaterra (nao sei se sera possivel)
Mas kk mudança na liga pressupoe vontade e confianca entre as partes, e isso nao acontecera com este clima de guerra que existe.
Por isso, um ponto essencial e que depende de todos nos, adeptos, passa por nao votarmos em presidentes ressabiados (ex: BdC), nao vermos programas de berros na tv, nao comprarmos jornais que fomentem discordia, etc etc. So assim limparemos o futebol portugues e criaremos condicoes para se melhorar a liga
Kafka
Portugal pertence à União Europeia logo a Liga jamais pode ter uma regra descriminatoria de nacionalidade de obrigação de utilização de 4 portugueses, o máximo que pode fazer é obrigar a 4 jogadores (independentemente da nacionalidade) formados no País
Para além dessa questão da União Europeia, eu não concordo nada com essa medida porque essa medida não premeia o mérito, pois um jogador para jogar deixa de ter de ser bom, apenas precisa de ter nascido numa maternidade portuguesa, isso vai contra qualquer… Aliás há um exemplo actual disso no Benfica onde por exmeplo o Ferro não joga por mérito, mas sim por ter sido formado no Seixal e isto só prejudica o Benfica porque o Ferro é bastante fraco, mas pronto isso já não interessa aqui para o caso porque é mais fruto de o Benfica ser uma empresa sem grau de exigência nenhum para os seus funcionários
Flavio Trindade
Li com atenção todos os comentários e todas as sugestões (boas) aqui apresentadas.
Podemos não estar de acordo com algumas, termos outras unânimes mas só num post, deram-se mais soluções para o futuro do que a Liga de Clubes e o seu boneco decorativo Presidente, em 10 anos.
Sem entrar ao pormenor de analisar as ideias propostas, deixem-me explicar o porquê de muitas delas não terem avançado.
A resposta é transversal a todas.
Dinheiro e influência.
Falar-se nos méritos da centralização dos direitos televisivos e de como somos das pouquissimas ligas onde isso não acontece é ignorar o óbvio.
O dinheiro.
Vamos por partes.
Os últimos contratos televisivos foram assinados a 10 anos e ainda estão longe do fim.
A Liga não tem dinheiro (nem jeito para negociar) para pagar aos detentores dos direitos actuais as somas que eles já anteciparam quase na totalidade.
O mercado também é demasiado pequeno para aparecer outro comprador, e pouco apelativo para venda no exterior (embora aqui mais uma vez seja da Liga a grande responsabilidade)
Que mercado saudável e competitivo tem apenas 1 player na distribuição de conteúdos?
Esqueçam. Centralização não vai acontecer tão cedo.
Seria melhor para os clubes, mas principalmente para o adepto, mas aqui entra em cena o outro factor…
A influência.
A influência que os 3 grandes têm no futebol é totalmente desmesurada.
E não esquecer o óbvio…
A Liga de Futebol não é um organismo independente. Quem a dirige são os clubes.
Por isso a arbitragem é o que é, os árbitros são horríveis e estão sob a esfera dos grandes clubes que controlam por completo a arbitragem.
Já alguem se perguntou como são avaliados os árbitros? Quem são os avaliadores? O porquê de X chegar a internacional e Y ser despromovido? O porquê dos principais árbitros serem todos da mesma Associação?
Essa influência dos grandes clubes é notória também no impacto das possiveis reduções no número de equipas.
Se me parece lógico que a redução traria mais e melhores jogos, dependendo do modelo adoptado, não é menos verdade que os grandes clubes também não querem desagradar aos mais pequenos para não os perderem da sua esfera de influências…dá jeito.
O único Presidente da Liga que tentou reduzir ainda mais o número de clubes, acabou por ser quase linchado em praça pública…e na altura a liga tinha 16 clubes…
Ou seja, todas as boas medidas aqui apresentadas, e que serviriam para melhorar o futebol português no geral, irão sempre esbarrar na vontade de uns poucos.
Portanto será para esquecer.
O único futuro possível para o futebol português passa pela aposta incondicional na formação. A única coisa que pode garantir aos pequenos e médios clubes a sua sustentabilidade e independência, ou no aparecimento de projectos disruptores do sistema, como o RB Leipzig na Alemanha, que permita com um projecto pensado e sustentado que uma maior capacidade de investimento de um externo alavanque o clube A ou B e o ponha a competir em condições de igualdade com os senhores do poder.
Organicamente, não vejo qualquer possibilidade de reduzir o número de clubes para menos de 16, sem levantar uma série de ondas.
Ah…e não esquecer o mais importante.
Um novo Presidente da Liga menos subserviente e mais proativo dava imenso jeito…
Duvido é que saia tão cedo
E o que temos
Um dos principais passos para a melhoria do campeonato português é a SPORTV falir.
Flavio Trindade
Atenção que não é a Sporttv que é a detentora dos direitos.
A Sporttv faz a sua distribuição.
Os detentores estão um pouco mais acima na cadeia alimentar, uma vez que são as operadoras de telecomunicações.
Ainda assim, num modelo saudável de distribuição passaria sempre por ter mais que um player a distribuir esses mesmos direitos entre tv’s públicas e privadas.
Estigarribia
Flavio,
Será que a Eleven Sports também não poderia transmitir jogos do campeonato português, tal como acontece com a Sport TV?
Saudações Leoninas
Flavio Trindade
Estigarribia,
Eu gostava imenso que isso acontecesse.
Sou um confesso apreciador da forma como a Eleven apresenta o seu produto e da forma como trazem mais paixão nos comentários mas não vejo isso a acontecer num futuro próximo
Gil Rodrigues
nisso concordo em absoluto
Antonio Clismo
Liga Portuguesa. Aquela liga que tem 70% de estrangeiros e a grande maioria é de uma qualidade duvidosa.
Jovens portugueses são completamente ostracizados e são obrigados a ir para fora para lhes darem valor (Bruno Fernandes teve que ir para Itália com 18 anos; Bernardo Silva por cá era visto como lateral esquerdo; Tiago Djaló não calçava na equipa B do Sporting e agora joga no terceiro classificado francês; Tiveram de se lesionar os 3 laterais direitos do Porto para apostarem no Dalot que era o melhor deles todos e há muitos casos desses todos os anos no nosso país..
Para muitos Saravias poderem ser contratados é preciso que muitos jovens tenham as pernas cortadas. Em França apostam na juventude com toda a força, não é por acaso que todas as semanas aparecem craques com 18, 19 anos na liga francesa e só assim os clubes da liga francesa conseguem ser sustentáveis… Na Liga Portuguesa ainda há menos dinheiro e mesmo assim conseguem colocar a formação como algo que não tem importância nenhuma.
Veja-se os horrores de dinheiro que o Aves gastou no último Verão para construir um plantel completamente pesado em termos salariais e sem qualidade? Só com a corda na garganta é que chegaram à conclusão que por acaso tinham nos sub23 jogadores bem melhores do que aqueles que tinham pago milhões no Verão…
O Boavista… que raio de equipa é aquela?? Contrataram jogadores ao calhas a maior parte foi colocada lá a partir de interesses de empresários. Não há o mínimo de fio condutor de gestão, parece que o único objectivo para a família Loureiro (sei lá quem é que manda no Boavista) é apenas manter o clube na Primeira Liga e manter o dinheiro a circular. Quanto ao plantel, isso não interessa muito, se saem 5, telefonam a uns empresários que tratam de colocar lá outros 5. Se saem 10, entram outros 10 na semana seguinte, vindos sabem lá eles de onde. Formação? Isso é para os outros… Se foi para isto que trouxeram o Boavista da IIB de volta à Primeira, mais valia não terem trazido.
E por falar em Boavista, já viram o estado em que está o Setúbal?? Que plantel é aquele? Os amigos do Semedo e do presidente? Um clube a cair aos pedaços…
Os exemplos são vários, mas acho que nem preciso de falar do Codecity FC ou B Sad o que quer que lhe queiram chamar… tudo serve para conseguirem manter o clube na Primeira, porque assim conseguem usar aquilo como máquina de lavar.
É por isso que descem apenas 2 clubes de 18, que é para não agitar muito as águas… Competitividade? Não.. o que eles querem é apenas manter o status quo.
Se algum clube alinhado com o Proença cai abaixo da linha de água, de repente aparecem lá 2 ou 3 vitórias caídas do céu para ajeitar as coisas.
Quem fala em subidas e descidas fala em luta pelos lugares europeus, e lugares de Champions, bem como campeão.
Estas ajudas invisíveis fazem com que os presidentes tivessem deixado de contratar ”treinadores” na sua verdadeira essência da palavra. Porque na verdade a maioria dos resultados já estão feitos, portanto ter lá o Zé ou o Miguel é a mesma coisa. Claro que a aposta em treinadores que estão muito longe de o ser faz com que quando competem lá fora se veja realmente o nível paupérrimo em que realmente estão…
Quem não se lembra do Porto que após a saída do AVB contratou o seu adjunto e as coisas mantiveram-se. Campanhas magníficas a nível interno. Realmente pensava-se que qualquer que fosse o treinador era irrelevante porque quem faz os resultados é a ”estructura”. Lixaram-se depois com o Paulo Fonseca e o Lopetegui não fez melhor…
O Benfica cometeu o mesmo erro depois do Jesus apostando no Rui Vitória e de facto as coisas mantiveram-se.. qualquer um que lá estivesse iria ganhar. Agora com o Lage a mesma coisa. Mas uma coisa é certa, quer o Rui Vitória, quer o Bruno Lage são muito, mas muito inferiores ao Jesus. Duvido muito que tivessem estofo para treinar numa liga principal das big5 mesmo que fosse para lutar pela manutenção. Não esquecer que o Lage ainda há bem pouco tempo era adjunto do Carvalhal no aflito Swansea que acabou por descer de divisão.. Talvez essa seja a sua verdadeira essência.
Já o Sporting… Um clube constantemente em revolta, que dá um passo à frente e dois para trás.. o melhor é nem comentar.
Manel Ferreira
Não sabes quem manda no Boavista, como sabes NADA do Boavista, como se vê logo pelos teus comentários.
O que é que o Boavista veio fazer à 1ª Liga? Não sei, talvez ter a 5ª melhor média de espectadores num país onde muitas equipas nem metem 1.500 pessoas por jogo. Talvez conseguir classificações de 9º, 8º e 7º nos últimos 3 anos, o que é fantástico para uma equipa com um dos piores orçamentos da Liga. Mas bater em equipas com muito mais capacidade financeira que o Boavista (algumas até desceram de divisão), isso está quieto, não é?
O Boavista não tem apostado muito na formação, porque esta ainda está a recuperar, como é natural que esteja, depois de 6 anos no Inferno, em que mal havia dinheiro para pagar a luz, quanto mais para a formação (sim, não é grátis ter uma boa formação, como tu pensas). E ainda assim, foram lançados alguns jogadores da casa, um dos quais foi vendido por uma quantia bastante boa para um clube como o BFC.
E sim, o Aves pagou “milhões” por jogadores no Verão, LOOL, é mesmo isso! Consta que a UEFA anda atrás dos avenses para ver se cumpriram o fair-play financeiro. Até parece que o City vai usá-los como exemplo no seu recurso! Depois vamos ao Transfermarkt e vemos que o Aves pagou ZERO em jogadores neste Verão. Mas continua lá com o mito do “gastar balúrdios”.
E realmente, com os miúdos o Aves tem sido muito melhor. O fantástico último lugar fala por si, inclusive perder em casa com o horrível Boavista. Mas o Aves é um exemplo para todos, claro. Manter-se na 1ª Liga é muito “overrated”.
É impressionante como tu estás à nora de TUDO. É que não mandas mesmo uma para caixa!
Flavio Trindade
Manel, gosto imenso do Boavista, até por ser o clube com que simpatizo na cidade, mas tenho sérias dúvidas que seja o 5° na media de assistências.
O Bessa está sempre bem composto, até muito bem para a realidade portuguesa, para isso muito contribui a política da direção no que toca ao preço dos bilhetes, mas o Boavista não mete mais gente que o Vitória que penso ser o quarto nas assistências e que o Braga que deve ser o quinto
Manel Ferreira
Flávio, o Boavista está em 5º lugar na média de assistências neste momento, à frente do Braga (12.300 vs 10.700).
E sim, sei perfeitamente que para isso contribuiu a política de bilhetes de acompanhante. Mas mesmo antes disso, estávamos sempre em 6º, ou na pior das hipóteses em 7º, perto do Marítimo (cujas assistências baixaram bastante desde que deixaram de lutar pela Europa).
O “Guimas”, sim, é o 4º destacado, como tem sido sempre.
bstrider
Ainda bem que falaste nas assistências… Assim dá para falar no embuste que o Boavista criou nos últimos tempos na contagem de adeptos… 16700 no último jogo em casa? Hehehe
Manel Ferreira
Não é só no Boavista que existe um empolar de assistências, o V. Guimarães também, o Braga (provavelmente) também.
Ainda assim, é inegável que o Boavista trouxe um aumento geral de assistências ao campeonato, não só nos jogos no Bessa, como fora (já fizemos várias invasões a campos dos outros).
Como disse antes, ao contrário do que muita gente diz (na ânsia de perpetuarem o mito de que o campeonato era muito melhor há 5/10 anos), as assistências da Liga até SUBIRAM bastante nos últimos anos. Isto porque regressaram clubes com base de adeptos jeitosas, enquanto começaram a descer os clubes que nem têm adeptos para encher um autocarro (os Aroucas e Estoris).
Ou seja, em relação às assistências, o problema nunca foi estarem 10, 12 ou 18 clubes. O problema é QUAIS clubes é que estão. Clubes tipo Moreirense e Tondela vão ter sempre assistências fracas, mesmo num campeonato a 12.
Rev7
Se é embuste ou não sei (acredito que exista exagero nos números nos últimos 2 anos), mas o Guimarães não lhe fica atrás nessa de embuste de assistências… De qualquer das maneiras, não há duvida que o clube tem a seguir aos grandes e aos 2 clubes do Minho, a maior massa associativa do país, um pouco igual ao Marítimo. Portanto não há grande mentira naquilo que ele disse.
Rev7
Este é o país que tem um Estádio em Leiria e outro em Aveiro. Ambos vazios. Entretanto continua a utilizar um estádio sem condições para a final da Taça e outros eventos em Lisboa, porque que tem que ser lá ou no Porto e o resto do país nada; mas não satisfeito ainda vai organizar a final four em Braga… Não consigo entender mesmo nada.
coach407
Por acaso não me parece que Portugal esteja assim tão mal. Onde estão os campeonatos que fazem melhor que Portugal, para além das Big Five? Nos oitavos da Champions só há clubes das Big Five.
Quem são as ligas que estão mais próximas de Portugal afinal?
– A Rússia? É que esses tiveram 0 equipas a passar a fase de grupos, inclusive o Braga eliminou o Spartak. Lokomotiv e Zenit tinham acesso direto à Champions, mas dificilmente poderiam ter feito pior já que ambos ficaram em último. Diferença brutal para o rendimento de Portugal portanto.
– A Ucrânia? Sim, o Shakhtar ainda anda, mas o Kiev foi eliminado pelo Malmo e o Copenhaga e o Oleksandryia ficou em último. O Mariupol foi eliminado pelo AZ. O Zorya foi eliminado pelo Espanyol. Portanto 5 equipas com possibilidade de chegar às competições europeias, só chegaram 3 (apenas as que tinham acesso direto), sendo que 2 não passaram da fase de grupos.
– Grécia? Olympiacos bem, ficou em 3º e agora eliminou o Arsenal. O PAOK tinha a possibilidade de ir à Champions e nem à Liga Europa foi ao perder contra o Ajax e contra o Slovan Bratislava. O AEK foi eliminado pelo Trabzonspor. O Aris foi eliminado pelo Molde e o Atromitos foi eliminado pelo Legia. Portanto 5 equipas que poderiam ir à Europa… só lá chegou o Olympiacos.
– Turquia? Galatasaray teve acesso direto à Champions… último atrás do Brugge. Basaksehir não teve acesso à Champions por ter sido eliminado pelo Olympiacos, na Liga Europa tem sido ótimo, sendo que o 1º classificado da liga turca eliminou o Sporting, 4º classificado da liga portuguesa. Besiktas ridículo: acesso direto à Liga Europa, mas ficou em último no grupo em que o Braga ficou em 1º. Trabzonspor? Também ficou em último na Liga Europa. Yeni Malatyaspor? Sim, é o outro clube que a Turquia levou aos play-offs… ficou em 5º… Foi eliminado pelo Partizan.
Bélgica ou Áustria até têm tido uma participação positiva, mas muito longe de Portugal.
Portugal tinha 5 equipas com possibilidade de ir às competições europeias, 3 tinham acesso direto, mas as outras 2 também lá chegaram sendo que 4 passaram a fase de grupos. Diferença brutal.
Portanto estou a ter dificuldade em perceber com quem é que Portugal tem de aprender. Ou estamos a tentar comparar-nos às Big Five cujo país com menos população é… Espanha? É com isso que estamos a comparar-nos?
Gil Rodrigues
Gostei muito do teu comentário… Concordo em absoluto em que não nos devemos comparar com as Big5 (e o fosso ainda vai aumentar), no entanto não impede que achemos que há muito a fazer para melhorar o nosso futebol.
Fake Plastic Fans
coach, é o habitual pânico da ressaca. Eu vejo muito naturalmente esta jornada da Liga Europa para as equipas portuguesas:
-FCP está mais fraco que noutros anos, não tinha como medir forças contra este Bayer, apesar de que podiam ter feito bem melhor.
-Braga esteve a ganhar 2-0, no entanto o Rangers como boa equipa que é (bem superior aos minhotos) conseguiu remontar a eliminatória com naturalidade, foi pena.
-Benfica se tivesse um treinador a sério tinha ganho facilmente (as subs foram horríveis como costume), mas o problema foi perder os 7 pontos de vantagem no campeonato, porque não deveria ser necessário rodar na LE.
-Sporting é o Sporting, foi pena mas ninguém tinha expectativas…
Agora, o que nos podemos queixar e exigir é que se comece a ter mais tempo de jogo e futebol mais físico na nossa liga (isto é, deixar de apitar faltinhas cavadas que só estragam o espetáculo).
El Pipito
Finalmente um comentário lúcido. Querem que a liga portuguesa seja uma das Big Five, quando isso nunca vai acontecer.
TheGolden
A questão não é essa.
O que mais se evidencia é a regressão que o futebol português está a ter. Quando há um par de anos uma equipa portuguesa conseguia-se bater com os grandes tubarões da Europa fora (Bayern, Juventus, Real Madrid, Barcelona,..), hoje em dia todos têm dificuldades contra equipas médias das Big-5 e equipas teoricamente “acessíveis”.
Não nos pudemos comparar com os Big-5, logicamente, mas tínhamos capacidade para sermos os primeiros dos restantes, outsiders. Que impusessem respeito, que jogassem olhos nos olhos. Num país completamente focado em futebol, tem que se exigir muito mais.
Os resultados desta quinta-feira mostra a completa incompetência que reina no futebol português.
André Dias
É extremamente arrogante achar que Portugal não tem nada a aprender com outras ligas quando disputámos os 16 avos da LE com as nossas quatro melhores equipas e nenhuma delas passou à proxima fase, fase essa que conta com equipas de Dinamarca, Áustria, Turquia, Grécia, Escócia e Suíça.
coach407
Com certeza Portugal não tem nada a aprender com esses países. A menos que queiras vender clubes portugueses a milionários, empresas ou ao governo. O resto são golfinhos que por acaso chegaram aos 1/8, mas não têm a mínima comparação com aquilo que o futebol português tem feito nos últimos 20 anos (não é um ano isolado que uma equipa por acaso chegou… aos 1/8… da Liga Europa).
André Dias
Não estou a sugerir que Portugal adopte as mesmas práticas e costumes desses países. Só acho que não nos faria mal nenhum olhar para essas ligas, ver o que está a ser bem feito e tentar tirar algumas ideias para aplicar no nosso futebol.
Os “golfinhos” (lá está a arrogância novamente) atingiram algo que as quatro melhores equipas portuguesas foram incapazes de atingir. Mas pronto, continuemos a olhar para os últimos 20 anos a achar que está tudo bem.
Manel Ferreira
Acho que o que o Coach quis dizer é que uma época isolada de um clube desses outros países periféricos (Ajax, Salzburgo) não é melhor do que ter 3 ou 4 clubes a chegarem consistentemente a estas fase, que é o Portugal tem tido nos últimos 10/15 anos.
Mesmo com estas eliminações todas, Portugal fez mais pontos que todos esses países. Imagina agora num ano bom!
Ou seja, não é uma questão de achar que está tudo bem, mas sim, de não cair numa histeria de “vamos ser ultrapassados por todos”, quando esses países vivem muitas vezes apenas de um clube.
André Dias
Também não afirmei nada disso.
Apenas acho podíamos aprender algo com equipas de campeonatos inferiores que estão a fazer campanhas europeias melhores.
É arrogante achar que Portugal não tem nada a aprender com esses países só porque é melhor. Essa mentalidade impede-nos de evoluir.
Manel Ferreira
Ora nem mais. Como já disse atrás, isto é mais crise do futebol periférico do que propriamente do futebol português. A prova disso é que mesmo com esta “debacle”, Portugal foi o 5º melhor país na Europa este ano.
O que não percebo nesta histeria global é mesmo a obsessão com a Holanda, obsessão essa que existe única e exclusivamente por causa da época passada do Ajax (que se provou este ano que foi um cometa).
Ninguém fala dos outros clubes holandeses, que têm sido completamente abaixo de cão; o PSV foi o que se viu este ano, o Utrecht foi eliminado por um clube da Bósnia; o Feyenoord levou 4 de uma equipa da Eslováquia na época passada.
Mas são estes que vão ultrapassar Portugal?
O teu último parágrafo diz tudo. Existe uma ideia completamente fantasiosa de que Portugal tem de estar “ao nível dos melhores países”. Não temos capacidade para isso, nem pouco mais ou menos. Diria até que já se faz muito com o pouco que há.
O que não invalida que seja, de facto, muito mau que nenhuma equipa passe de Fevereiro. Mas não tem sido a regra que se está a tentar criar aqui. Em muitos aspetos, Portugal continua a ser das melhores ligas periféricas (em termos de ranking, mesmo a melhor). Mas não, temos a obrigação de estar ao nível de países muito mais ricos e com mais população. OK…
Rev7
Grande comentário! É o exagero de muita gente, manipulação de informação para imporem políticas que lhes convêm. Típico. Se os clubes portugueses querem ir mais longe, saibam fazer gestão dos seus clubes. Ninguém tem culpa que o Benfica tenha desperdiçado os seus milhões; que o Porto tenha andado a contratar Adrian’s por 11 milhões e agora ande com Soares e Maregas; e ninguém tem culpa que o Sporting tenha nomeado o Bruno Carvalho. Mas um dia vão deixar de culpar os outros, pelo desastre das suas campanhas.
Leonidas
Após más prestações europeias falamos sempre da falta de competitividade do nosso futebol. Mas apesar de esse ser um problema sério no nosso campeonato, não é a explicação principal das más prestações. Quando tínhamos excelentes campanhas o nosso campeonato não era competitivo. O que mudou em relação a esses anos é que os planteis de Porto e Benfica perderam muita qualidade. Óbvio que se o nosso campeonato fosse competitivo seria mais fácil montar esses planteis de qualidade e de termos mais equipas a pontuar para além de Porto, Benfica, Braga e Sporting.
Mas quando o Porto ganhou a Champions e a Liga Europa o campeonato não era competitivo. Quando o Benfica foi a duas finais da Liga Europa também não era competitivo.
Nuno Pereira
Mesmo assim Benfica e Porto tinham sempre super planteis. Porque e’ que isso mudou? nao me digam que e por causa do dinheiro, pelo menos no Benfica isso nao cola.
André Dias
FCP e SLB estavam habituados a captar talento na América do Sul para o desenvolver e vender mais tarde. Com a inflação do mercado as equipas sul-americanas passaram a vender mais caro e os tubarões europeus passaram a contratar os jovens mais promissores cada vez mais cedo.
Basicamente cortou-se o middle man entre a América do Sul e a Europa, as nossas equipas já não servem de ponte/rampa de lançamento. A solução é explorar outros mercados, é algo que está farto de ser dito aqui no VM, mas os dirigentes portugueses andam a dormir.
Nuno Pereira
Tens toda a razao. E o que nao faltam por ai sao mercados cheios de potenciais craques. Mas ate acho que o Benfica poderia facilmente contratar nos mercados da america do Sul. Tem dinheiro para isso.
André Dias
*Entre a América do Sul e as principais ligas europeias
Manel Ferreira
Foi, de facto, uma semana má para o futebol português e compreendo que agora é fácil haver uma certa histeria e deitar tudo abaixo com lamentos sobre o “horrível” futebol português e pedidos para que mudem já tudo (já nem falta o ridículo “reduzam para 10 clubes”, mas isso já se esperava).
Mas olhando friamente:
– O Vitória de Guimarães fez uma época bem melhor do que a típica 5ª equipa portuguesa costuma fazer. Diria mesmo que, nos últimos 10/15 anos, nenhuma equipa fora dos 3 grandes + Braga fez tantos pontos como o “Guimas” este ano.
– O próprio Braga, mesmo eliminado pelo Rangers, ganhou 8 de 12 jogos europeus e fez uma das suas melhores épocas de sempre em termos de pontuação.
– Portugal foi este ano o 5º melhor país da UEFA (até agora) e recuperou o 6º lugar do ranking e, sinceramente, isto é o melhor a que PT pode aspirar. Voltamos a ter 6 equipas (em 21/22), numa altura em que clubes como Rio Ave e Famalicão parecem ter projetos interessantes e poderão fazer melhor figura do que os 5os/6os lugares em anos anteriores (ou seja, não serem eliminados por Altachs e Dinamos Tblisis, como aconteceu nas épocas que aqui se recorda como excelentes).
Mas sim, é inegável que Benfica e Porto estão muito mais fracos. Braga e Sporting é mais discutível: já tiveram épocas melhores, mas também já tiveram épocas muito piores (Videotons, Panduriis, Zoryas etc). O problema é passar disso para malhar em “todos”.
Há muito para melhorar no futebol português, sem dúvida, mas esta história do “repensar toda a liga” é que é exagerado, sobretudo a pancada nos clubes pequenos, que muitas vezes se aproveita para dar. São os culpados de tudo, são comunistas e por aí fora. Mas eu percebo que é fácil culpar os outros em vez de olhar para a nossa própria casa. E sim, estou a falar dos clubes não-grandes também. Eu sou adepto de um (Boavista), mas concordo que a centralização é uma questão muito complicada, e que, se 3 clubes geram quase todo o interesse, é sempre complicado pedir-lhes que partilhem tudo com os outros. Talvez um meio-termo.
Mas estas políticas de terra queimada, do “reduzir para 10 clubes” não fazem sentido nenhum. Portugal é o que sempre foi. Há pouco estava um comentador a lamentar-se que Portugal ia “cair na segunda divisão europeia”. E eu pergunto: quando é que Portugal NÃO esteve na segunda divisão europeia? Sempre esteve, mesmo quando os clubes tugas chegavam a finais europeias. E nessa altura, nos blogs só se lia coisas do género “como é possível chegarmos a finais europeias com um campeonato tão horrível?”. Mas agora finge-se que tínhamos um campeonato maravilhoso, OK.
Nós não temos capacidade para um campeonato de topo, nem pouco mais ou menos. Muito do desencanto com o futebol português vem desta expetativa ridícula de que podemos estar ao nível dos principais. Não, não podemos.
Rev7
O reduzir para 10 equipas é tipico pensamento do adepto “grande” que não quer ver os problemas que os seus clubes criaram no futebol português. Nenhum campeonato é bom ou competitivo com 10 equipas, mas há quem sem provas ache que isso é solução. Os clubes que não estão na Europa nada tem haver com o fraco desempenho dos “grandes” na Europa. É culpa deles próprios, pena não perceberem isso.
Judge_Dredd
A cultura portuguesa é que criou esse problema, não os clubes!
A cultura desportiva de Portugal criou que mais nada há para além de 3 clubes.Apenas Guimarães e agora recentemente Braga desafiam esta forma de estar.
Não foram os clubes que criaram isso mas sim as pessoas.
Mas há um exemplo de um campeonato polarizado em que um plano generalizado de formação deu (e continua a dar) qualidade e competitividade(primeiro qualidade e consequentemente competitividade)
Judge_Dredd
Ridiculo porquê?
A Austria tem cerca de 9 milhões de habitantes, acima dos 300mil praticantes federados e tem um campeonato com 12 equipas.
A Suiça tem 8,5 milhoes de habitantes e cerca de 250 mil praticantes.
Ambos os paises com muito mais capacidade financeira que o nosso.
Qual é preconceito?
Vamos continuar a falar da “aptidão natural do executante portugues” para enterrarmos a cabeça no que à estrutura diz respeito?
Portugal tem cerca de 215mil praticantes federados(apenas à 2 aanos ultrapassou os 200 mil).
Isto é relevante quer se queira ou não olhar!
Depois junta se a heterogenea massa humana associada aos clubes(os 3 grandes tem 90% dos adeptos; 3 grandes + Braga + Guimarães tem 95%) que é algo que é intrinseco culturalmente.
È por isso que temos de baixar os braços e dizer “Portugal é o que sempre foi?”
A continuar como está é que vamos continuar o que sempre fomos: país rigido, pouco dado a pensar sobre si mesmo e os seus problemas e empurrar tudo com a barriga sem qualquer estrutura
joao_156fer
Na minha opinião o quarto ponto é que é o cerne da questão, tudo o resto acaba por vir por arrasto.
Os clubes portugueses têm vindo a piorar a olhos vistos nas contratações de jogadores. E não tem apenas a ver com o dinheiro que há disponível para transferências, os clubes ingleses têm imenso dinheiro e não é por isso que sabem contratar bem.
A meu ver o grande problema está naquilo que se considera mais importante: forte fisicamente ou então rápido. Normalmente o tipo de jogador que prima por estas características falha no mais importante: na tomada de decisão. E os clubes portugueses vão quase sempre atrás deste jogador e isso, aliado à fraca qualidade dos treinadores (também é preciso dizê-lo), acaba por tornar quase impossível haver um jogo de qualidade.
Mesmo vendo o caso do Vitória SC, que esta época é talvez a equipa que apresenta mais qualidade no seu jogo (em grande parte devido ao excelente trabalho do Ivo Viera), a verdade é que depois na parte em que o treinador menos controla, na fase da criação, antecedente da finalização, em que é preciso tomar a melhor decisão, onde há menos tempo para pensar, onde existe mais adversários do que companheiros de equipa e onde a qualidade técnica terá um papel importante, a equipa do Vitória SC acaba por falhar redondamente.
Tivesse o Ivo Vieira por exemplo os jogadores que o Luís Castro tem no Shakhtar, e muito dificilmente não estaria a ter melhores resultados.
E aqui entra a tal questão do dinheiro com o exemplo do Marcos Antônio, que tem vindo a ser utilizado pelo Luís Castro mas que cá em Portugal no Estoril jogou uns míseros 6 jogos, ou seja, em Portugal não se sabe avaliar o que é mais importante num jogador.
A qualidade do jogador é muito importante e ao contrário do que as pessoas responsáveis por isso em Portugal nos querem fazer querer, a verdade é que não basta ser forte fisicamente ou rápido para conseguir acrescentar qualidade ao jogar de uma equipa.
Joga_Bonito
Bem visto.
nuno.santos
Apesar de ler o VM á algum tempo é a primeira vez que comento portanto queria cumprimentar todos os outros utilizadores.
Na minha opinião a melhor solução para aumentar a competitividade do campeonato português será uma fusão com o campeonato espanhol. Portugal com 10 milhões de habitantes não tem quaisquer hipóteses de ter uma liga própria e de competir com clubes das 5 melhores ligas.
Rev7
Portugal sempre ganhou titulos com os seus 10 milhões.
Joga_Bonito
Já se pensou nisso e sou contra e duvido que alguém em Espanha tivesse interesse. Tem é de haver mais jogos entre as equipas portuguesas e da lusofonia, devia-se explorar melhor a grande diáspora portuguesa e de adeptos dos clubes portugueses nas ex-colónias. Por outro lado, acho que jogos em locais apetecíveis seriam uma boa ideia, imagina um Fla-Benfica em Paris perante a grande comunidade portuguesa? Por outro lado, uma fusão entre Portugal e Espanha lesava os mais pequenos.
Em terceiro, sinceramente acho que Espanha vai-se desmoronar em vários estados, nem eles sabem se serão uma só liga.
Quiçá, dentro desse espírito poderíamos criar uma taça ibérica que unisse os vencedores das taças das duas ligas ( e da futura liga catalã ou basca se surgirem), os campeões das II divisões, e os primeiros 8 qualificados de cada liga.
Isto poderia ter um bom impacto no turismo das zonas deprimidas interiores.
Se não for possível conciliar com os calendários actuais, sugiro que sejam formatos de 2 em 2 anos, alternando em cada ano uma competição.
Mais competição e com um quadro variado de participantes gerava mais dinheiro e mais uma taça. De certo que haveria um domínio dos grandes num primeiro momento, mas sendo uma competição a eliminar após fase de grupos, permitiria surpresas.
Essa é a solução, fundir ligas só em casos muito especiais e não creio que seja o caso português.
Dca
Boas.
Não me parece que seja só isso. O Salzburgo fez frente ao Liverpool e Nápoles e a Áustria tem menos habitantes que Portugal.
nuno.santos
Boas Dca.
Concordo que os clubes portugueses podiam e deviam fazer mais na Europa, mas mesmo clubes bem geridos se tiveram em campeonatos periféricos nunca poderão ser gigantes europeus, simplesmente porque países como Portugal ou a Áustria ou até a Holanda não têm capacidade para terem 16/18 bons clubes, o que leva a que a competição interna seja pouca e os Clubes nunca poderão ir com o ritmo competitivo certo.
Bruno Cunha
Concordo, a Qualidade dos jogadores e treinadores vai ser sempre um fator muito maior que a competitividade da liga.
Manel Ferreira
Convém também falar das outras equipas austríacas que não o Salzburgo. O Austria de Viena foi eliminado pelo Apollon Limassol nas prés, e o Wolfsberger ficou em último do seu grupo (que era difícil, mas ainda assim).
E sim, o Salzburgo fez frente ao Liverpool e ao Nápoles. Também acabou de levar 4 de uma equipa no campo da qual o 6º classificado português foi ganhar, mas adiante. Quando só se está bem a bater…
Dca
Já agora, a Rússia e a Turquia são dos países com maior número de habitantes na Europa e…
Dca
E que levou um baile diga-se. Mas vais ver quando o campeonato austríaco começar a crescer, se é isso que dizes.
rmatos24
Excelente texto, parabéns.
Gosto de ler muitas das opiniões por aqui escritas e facilmente percebo que são de malta que gosta e percebe de futebol. Claro que somos todos apenas “adeptos” de bancada e a nossa opinião a grande maioria das vezes não passa disso mesmo, uma opinião. Mas uma coisa é certa, muitas delas são bem fundamentas, com lógica, feita através de um diagnóstico dos problemas identificados e com soluções com potencial de sucesso.
Ora, parece que andamos há anos nisto. O adepto de bancada parece identificar os principais problemas do futebol português, mas quem manda ou não tem o mesmo tipo de pensamento ou não quer saber. Porque identificar os problemas, não me venham com tretas, a maioria estão mais que identificados. Agora resta saber quanto tempo vamos andar a arrastar isto, até que algo verdadeiramente mude. O que aconteceu na Europa este ano era uma questão de tempo. Não só a eliminação precoce da segunda competição europeia tem de ser um sinal de alerta, como o facto das 4 terem sido bem eliminadas, com maior ou menor detalhe, Braga, Sporting, Benfica e Porto foram inferiores aos seus adversários. O campeonato está mais fraco, a qualidade é cada vez menor, os destaques vão para o que não interessa, é sempre culpa do vizinho. Isto preocupa-me. Espero que não seja só a mim e que algo possa mudar em breve.
Judge_Dredd
Há muito dinheiro envolvido portanto quem manda não quer saber e vai se alimentando várias bocas
Estigarribia
Já agora acrescentar estes dados interessantes com que me deparei agora mesmo:
Há 22 anos , ou seja em 1998-1999, que Portugal não estava afastado das provas da UEFA tão cedo no calendário futebolístico: FC Porto e Benfica eliminados na fase de grupos da Liga dos Campeões; SC Braga eliminado na 2ª eliminatória da Taça das Taças; Sporting, Vitória de Guimarães e Marítimo eliminados na 1ª eliminatória da antiga Taça UEFA.
E como se isso não fosse pouco, há 32 anos que não havia quatro eliminações portuguesas na mesma jornada europeia, pelo menos no que diz respeito a jogos a eliminar: no dia 26 de Outubro de 1988, Benfica, FC Porto, Sporting e Belenenses foram as ‘vítimas’ (recorde negativo, infelizmente, igualado esta época, mas com o SC Braga no lugar do Belenenses).
Saudações Leoninas
Pablo
Até nos campeonatos periféricos joga-se melhor que no tugão. O nosso campeonato precisa de mais intensidade , menos faltas e melhores jogadores. Ontem o Bayern Leverkusen parecia a Alemanha vs Brasil, 3 toques estavam à frente da baliza. SCP sem estofo para jogar na Turquia e Benfica parece o Real Madrid, jogadores com mentalidade fraca. Assim não se vai longe…
Filipe Ribeiro
Era bom era o Benfica ter os jogadores com mentalidade fraca do Real, vencedores de tudo que é taça.
Mike
O futebol de Português precisa de desenvolver medidas que entrem em vigor o mais rápido possível.
Medidas relacionadas com:
– Arbitragem: é extremamente doloroso ver um jogo do campeonato português. Apita-se falta por tudo e por nada. O ritmo dos jogos é constantemente condicionado pelo senhor do apito. As equipas aprendem a jogar com isso para controlar os resultados e quando chegam lá fora, sentem a diferença na pele. Este ponto entronca no segundo porque quem quer investir o seu dinheiro num campeonato pouco atrativo em termos de qualidade dos seus jogos?
– Direitos Televisivos: Há que explorar uma distribuição mais equitativa das receitas. Se as equipas médias/baixas subirem o nível, as equipas com mais recursos também terão de subir o nível. É impensável ver Benfica e Porto a fazer investimentos de 60M em jogadores para depois apresentarem um futebol tão pobre. Ou os treinadores são fracos ou o investimento foi mal direcionado (não me parece o caso porque há jogadores que depois saem e rendem noutros contextos mais competitivos como aconteceu com o De Tomás).
– Justiça Desportiva: Aqui não é só um problema de cariz desportivo. Isto está quase enraizado na cultura do país. A demora na tomada de decisão sobre penalizações aos diversos intervenientes (Presidentes, Treinadores, diretores de comunicação, jogadores, etc) é lamentável. Que imagem é que transmite dos órgãos de decisão?
– Média das assistências: Que vontade dá ver um jogo entre duas equipas do fundo da tabela num estádio meio vazio? A falta da qualidade do jogo também afasta as pessoas do futebol e não só. Alguém já pensou que se calhar está na hora de baixar o preço dos bilhetes e promover mais campanhas de marketing? Mas aqui há um problema. Se o produto é mau, torna-se complicado promovê-lo e o público também não é cego. A mudança neste ponto tem de começar dos clubes.
Judge_Dredd
Acrescentaria
– Modelo Competitivo: Austria e Suiça tem mais atletas federados e mais ou menos a mesma população tem um modelo competitivo da primeira liga com menos equipas(Suiça 10 equipas 4 voltas; Austria 12 equipas 2 voltas + 6 para campeao/6 para manutenção).
O modelo português tem de passar por aqui mesmo que os clubes pequenos gritem por medidas comunistas.
Futebol profissional não é para medidas comunistas é para elite.
– Formação: tem de haver uma estratégia de formação a nivel nacional.Por mim passaria por nas associações até ao escalão de juvenis as inscrições serem gratuitas (ou com valor simbólico por causa do seguro) e colocar o futebol profissional a pagar essa formação.
Temos de agir já.
Gostaria de saber o que acham destas 2 medidas que aventei.
Saudações
Rev7
Já agora outra coisa: Tu que odeias os clubes os “pequenos”, devias entender que antigamente todos os estádios estavam cheio e estes clubes tinham muitos adeptos. Não podes vir aqui atirar-te aos outros, quando os teus clubes ocupam o lugar todo nos media. Um campeonato não pode viver de 3 equipas, mas como podem os outros crescer sem ter um segundo de atenção dos media? Como é que é possível? Como é óbvio os restantes têm o direito de tentar lutar por si e tu não és ninguém para vir dizer o contrário. Não há o direito de monopolizar durante anos atenção dos media para 3 clubes e ao fim desses anos dizer “ok, o pessoal só quer saber destes clubes, os outros não interessam”.
Mas espero que isso das 10 equipas aconteça um dia. Será o fim do futebol português. E se calhar é isso que Portugal precisa.
Judge_Dredd
Eu sou adepto da modalidade a qual pratiquei durante 22 anos federado portanto posso emitir a minha opinião conforme melhor me aprouver.
O futebol português não tem a culpa que o seu clube tenha destruído a sua posição competitiva no início do século por questões legais.
Ou foram tbm os 3 grandes os culpados do ocaso do Boavista ter desaparecido competitivamente?
Bom, relativamente ao ” antigamente” clubes como Setúbal, Académica ou Belenenses chegaram a ter um papel relevante no panorama futebolístico nacional.
Na altura do tempo da ” outra senhora” onde não havia pão para comer nem algo parecido com profissionalismo.
Esse tempo desapareceu.
O mundo é diferente, a economia tbm e principalmente as pessoas.
Eu não estou a falar de cor.
Tou a falar de países que sabem o que fazem com os recursos que tem.
Alguma vez podemos ter uma competição com os mesmos clubes da Alemanha que não só é o país mais rico da UE como tem 5x mais praticantes ( em proporção de habitantes)?
Convença se que o profissionalismo é para quem pode e quem tem condições e não para quem quer especialmente à custa dos outros.
Kafka
Judge Dred
Concordo em absoluto com a redução do nr de clubes, há bastante tempo que defendo isso…
A redução para 14 equipas por exemplo também me parece que resultaria, com 2 voltas 26 jornadas mais fase final de 7 equipas para apuramento do campeão que a 2 voltas daria mais 12 jornadas e portanto o total de 38 jornadas mas com o dobro dos Benfica – Sporting, Benfica-Porto, Porto Sporting e muito provavelmente (caso o Braga e Guimarães ficasse nos 7 primei os lugares) mais 2 Benfica-Braga, Poeor-Braga etc…. Ou seja este duplicar de grandes jogos não só aumentaria a competitividade como aumentaria bastante as receitas televisivas, porque havendo 4 Benfica-Porto por ano naturalmente vais cobrar mais que havendo apenas 2 Benfica-Porto e isso também levaria a que destribuicao de dinheiro pelas restantes equipas fosse maior, seria um efeito bola de neve
A redução de clubes na 1a divisão para adaptar a oferta à procura é fundamental para o crescimento do futebol português
Rev7
Austria e Suiça não têm sucesso nenhum. As medidas comunistas que chamas, estão ser implementadas em países que estão a ter sucesso. Andas a ver mal as coisas e o sucesso europeu dos clubes portugueses nada tem haver com as restantes equipas. É problema da sua má gestão.
Dca
Nao são exemplo? A Suíça tem pouca cultura futebolística e está pouco atrás de Portugal. Um bom Basileia hoje em dia faz frente a um Benfica e Porto. A Liga Ucraniana tem por exemplo 12 clubes. Tem de ser por aí obviamente.
Xyeh
O problema das assistências também tem a ver com a TV, os horários de certos jogos são uma vergonha.
Estigarribia
Mike,
Concordo com todos os pontos, mas deixa-me ressalvar o ponto 3. Tens como exemplo o caso de Vale e Azevedo, que passados tantos anos, viu os processos prescreverem e assim escapou à prisão. E anda a fazer vida de rico em Londres (também já ouvi dizer que também tem casa na Suíça).
Em Portugal, no geral, e no futebol português, em particular, é só cunhas e cunhinhas para quem não tem competência para certos cargos e quem tem competência tem que se andar a arrastar pelo Campeonato de Portugal ou pelos Distritais. Já para não dizer que devemos ser o único futebol profissional que tem treinadores sem o IV nível exigido pela UEFA (se bem que o Rúben Amorim até tem mostrado qualidade ao contrário de Silas).
Por fim, ainda em relação à Justiça Desportiva, os castigos de clubes e jogadores muitas vezes, quase sempre, demoram uma eternidade para sair a sentença. E a FPF, entidade máxima que rege, ou deveria reger, o futebol português, nada faz e assiste à degradação do futebol português de “de cadeirinha e a beber champanhe”. E o mais engraçado nisto (apesar de não ter graça nenhuma), tudo isto acontece num país que é Campeão Europeu e da Liga das Nações no futebol, Campeão Europeu em futsal e Campeão Mundial em futebol de praia. Parece que nos cresceu o “rei na barriga” com esses títulos ganhos e desde que ganhámos esses títulos, na minha opinião, parece que nasceram ainda mais polémicas neste futebolzinho português.
Em jeito de conclusão deixo esta frase para todos pensarmos e reflectirmos: temos o futebol português que merecemos.
Saudações Leoninas
Antonio Clismo
Em relação à Justiça Desportiva, na maioria das vezes as sentenças demoram eternidades para que possam ser lançadas nas alturas certas de forma a causar mais dano em clube X ou clube Y.
Antonio Clismo
Compreendo o que queiras com os direitos televisivos mas estás a esquecer-te que mais de metade das direcções em Portugal são de um nível amador atroz. Gerem os clubes como se estivessem a gerir o negócio de família.
Para esses clubes terem 1 milhão de euros e terem 10 milhões de euros é exactamente a mesma coisa, o dinheiro vai evaporar em poucos meses e a qualidade da equipa não vai sofrer qualquer alteração.
A única forma de aumentar o nível da tabela inferior da liga portuguesa é DESCEREM 3 EQUIPAS, e não 2 como até agora. Assim evitava-se uma segunda metade da tabela completamente dormente a nível de futebol. Aliás, essas equipas nem deveriam ser chamadas de equipas de futebol porque de futebol jogam muito pouco.
Por exemplo, o Aves tem dinheiro. Muito dinheiro devido ao contrato televisivo que fizeram, patrocínios e ainda com um investidor ambicioso.. Viste o que fizeram no último Verão com todo o dinheiro que tinham? Deram-no todo ao Inácio para ele gerir o orçamento para a época… obviamente que deu errado… que clube amador faz isto???
Mike
Depende de caso para caso, também tens exemplos de boa gestão com menos dinheiro do que os grandes. Por exemplo, o Vitória de Guimarães tem investido bem o pouco que tem. O Edwards foi muito bem sacado. O Tapsoba foi bem descoberto. Fico-me a perguntar o que fariam se tivessem mais algum para investir.
Nickles
Se falarmos de justiça, então a distribuição das receitas televisivas já é equitativa. Tanto Benfica, como Porto ou Sporting geram mais receitas que qualquer uma das outras 15 equipas da Liga. Logo os direitos televisivos actuais são mais que justos. É como em qualquer lado, se geras mais tens que receber mais.
Se falarmos em igualdade de valores, então aí temos que pensar num conjunto de factores, começando logo por diminuir o nº de equipas da Liga. Se queres aumentar a competitividade tens que diluir as receitas o mínimo possível. Quanto mais equipas menos dinheiro, sim porque no total as receitas não aumentão. O que sugeres aqui é apenas tirar aos grandes e dar aos pequenos, ao estilo Robin Hood.
Mas lá está, os pequenos nem querem ouvir falar nessa conversa de redução do nº de equipas.
Mike
Que os três grandes devem receber mais parece-me indiscutível pelo que tu mesmo disseste: porque geram mais receitas. Mas isso devia ser apenas um dos critérios de repartição das receitas. Dou o exemplo da Premier League: 50% do dinheiro é repartido de forma igual por todas as equipas, 25% é repartido de acordo com a classificação na época anterior e 25% é repartido em função das receitas geradas. Um modelo que promove a competitividade mas isto é tudo uma questão de cultura desportiva. Não se muda do dia para a noite e requer trabalho entre os clubes.
Antonio Clismo
Os jogos não são condicionados pelos árbitros. Quem presencia consegue constatar que são os próprios jogadores que se fazem à falta, procuram constantemente o contacto e quebram o ritmo de jogo de 15 em 15 segundos. Os árbitros não podem fazer nada quando 22 jogadores jogam desta forma.
Não vejo muitas ligas em que acontece isso.
Em Portugal 70% das faltas apitadas nem em Marte poderiam ser consideradas falta. Mas porque o jogador caiu, gritou com toda a sua força com dores e rebola para a frente e para trás num ataque de agonia e com todos os jogadores à sua volta a pararem o jogo, o árbitro sente-se impelido a apitar. Em 2 segundos o jogador ‘lesionado’ levanta-se e cobra mesmo ele a falta e sai a jogar.. até ao jogo ser parado 15 segundos depois pelo mesmo teatro… e por aí fora.
Mike
Os jogadores conhecem bem os árbitros portugueses e sabem que se sentirem o toque e caírem, eles marcarão falta.
Em Inglaterra, não marcam esse tipo de falta. Os jogadores entram em campo para mostrar que são melhores a jogar o jogo do que o adversário. Não entram a pensar que vale tudo e que se levarem um pequeno encosto e caírem talvez ganhem um penalti.
Dca
Estás a gozar? Se o árbitro deixar de assinalar essas faltas os jogadores já não se atiram para o chão porque perdem a bola, etc etc. Quem é que manda assinalar as faltas? Essa é boa. A culpa é dos árbitros porque são eles que marcam essas faltinhas desesperantes (se é que podemos chamar faltas a isso). Deixem de marcar.
Filipe Ribeiro
A culpa é da cultura futebolistica em Portugal não dos árbitros, não existe país na Europa onde se fale tanto de arbitragem e que haja a pressão extra futebol que há cá.
Em Inglaterra, Alemanha etc não têm o medo de lhes partirem um dente num Shopping ou de irem a um restaurante de um familiar injuriar e coagir, isto nos países da Europa ocidental e central é impensável.
dependente
Curiosamente, as equipas portuguesas são normalmente daquelas a que são assinaladas mais faltas nas competições europeias. É só consultar as estatísticas das épocas anteriores onde Benfica e FC Porto apareciam sistematicamente entre as 3/4 equipas mais faltosas da fase de grupos.
Joga_Bonito
Concordo. Aliás um dos problemas em Portugal é a tolerância com o anti-jogo e as simulações parvas. Isso não só quebra o jogo como ainda há um revés. Veja-se o Soares ser expulso, em Portugal no pasa nada, lá fora são expulsos, aliás isso é típico de muitos jogadores portugueses que lá fora têm de se conter. É absurdo que equipas tenham de mudar uma forma de jogar por conta do árbitro, para mim as equipas competitivas tem de ter um plano de jogo coerente e capaz de limpar em todo o lado, ao invés cá joga-se a passo mas dá-se pau que nem doido, lá fora parecem cordeirinhos. Se desde a formaçaõ soubessem jogar como deve ser, com agressividade positiva, punindo as faltas desleais e sem simulações, o ritmo subia logo, mas nem há comparação.
Outro mistério para mim é a disparidade física das equipas portuguesas para as estrangeiras. É certo que o português típico é por norma franzino mas isso não pode desculpar tudo, os jogadores espanhóis tem o mesmo perfil rácico e correm duas vezes mais. E nos últimos anos temos tido muitos emigrantes africanos em Portugal e mesmo com a inclusão de muitos negros nas equipas, nem assim somos mais fortes. Por isso é uma questão de preparação física e de cultura de trabalho, treina-se pouco e sem metade do empenho que lá fora e isso vê-se na abordagem dos lances, os jogadores do Benfica pareciam pinos (excepção de Adel e um ou outro) quando pressionados, é um mistério para mim a diferença de condição física entre nós e os outros, para mim tem que ver com a mentalidade de trabalho.
Mike
Os jogadores fazem-se à falta porque sabem que os árbitros por cá apitam ao mínimo e são facilmente enganados.
Mantorras
Ah, a ultima frase do texto e linda <3
Mantorras
A unica duvida que ficou e a seguinte, afinal, quem foi a ultima equipa portuguesa a sair de prova este ano?
1. O SCP, que afinal de contas foi a prolongamento e so saiu aos 120m.
2. O SBL, porque so jogou as 20h.
Tirando esta questao, nao ha muito mais a discutir sobre o que se passou ontem e o melhor e mesmo esquecer.
Pactum Santorum
Depende da perspectiva. Se for em termos de perder o mais tarde possível em campo, foi o Sporting. Se for em termos de resultado, foi o Porto.
Xyeh
O Porto à coça que levou foi o 1º a ser eliminado para mim, foi simplesmente uma vergonha.
Mantorras
Pois, mas as discussoes serao acesas visto nao haver aqui um claro “campeao da europa” este ano.
LevonAronian
3. Ai que o meu sorteio foi pior que o teu
4. Mas o árbitro no meu jogo não deu amarelo naquela falta
E se continuar a pensar a lista alarga-se.
É muito por onde pegar para quem se der por satisfeito de ter estado melhor que os rivais
Estigarribia
Este foi o melhor texto de todos, Alexandro. Há muito tempo que não me ria tanto. Haja futebol português para nos fazer rir.
O lado positivo disto tudo é que pelo menos os nossos jogadores não irão apanhar o Coronavírus por essa Europa fora.
RIP futebol português…
Falando mais a sério: é urgente tomarem-se medidas para sermos mais competitivos. Como é possível não conseguirmos fazer frente a equipas da Turquia ou da Ucrânia, por exemplo?
Saudações Leoninas
Nickles
Já parávamos era de generalizar.
O 4º lugar da Liga NOS não conseguiu fazer frente ao 1º lugar da Liga Turca.
E o Shakhtar, para além de ter melhores jogadores, tem melhor treinador e portanto é naturalmente superior ao Benfica.
andresilvac
Qualquer país sem “lobistas” vai ultrapassar facilmente Portugal no raking e a culpa é da FPF por deixar isto chegar ao ponto a que chegou, internacionalmente o futebol é uma selva no que toca a a esquemas em Portugal é o salve se quem puder, não existem entidades que fiscalizem as negociatas que ponham travão nas negociatas dos clubes… Depois vem os treinadores do mais básico que existem se na 1a liga existem 3 treinadores que põem as equipas a jogar a bola (não não é nenhum dos 3 grandes) já é muito o resto são “Petits e Motas” desta vida” que jogam com 7 defesas e 10 jogadores atrás da linha da bola tornando o ritmo de qualquer jogo secante (há uns anos atrás (bastantes infelizmente) os jogos entre os grandes eram os piores de assistir pois eram jogos muito fechados hoje são os melhores do campeonato porque os restantes são quase todos 10 a tentar marcar aos outros 11 que basicamente não saem da sua área aproveitando um livre ou uma “bola metida na mota lá a frente” quando uma equipa com ritmo medio estrangeira chega cá faz o que quer.
Não temos equipas sequer para a 3 divisão inglesa e mais não digo.
Cumprimentos
Antonio Clismo
O problema do futebol português não reside tanto nos Petits e nos Motas, mas mais nos Proenças que falam muito e pouco fazem..
São órgãos pagos para evitar que se façam mudanças. O objectivo da Liga é manter o status quo e o poder intacto daqueles que lhes deram esse tacho.
Nuno Pereira
Ainda me lembro ver uma final da Liga Europa entre o Porto e o Braga nao ha muitos anos atras.
Ainda me lembro de ter visto o Benfica ir 2x seguidas a final da Liga Europa, nao ha muitos anos atras.
Ainda me lembro de ver jogadores como Hulk, Lucho Gonzalez, Cardozo, Aimar, Lima, Rodrigo, Jonas, James, David Luiz, Otamendi, Alex Sandro, Danilo, Matic, Enzo Perez, Di Maria, Ramires.
Ainda me lembro de ficar louco por ver o Benfica jogar, seja contra for, porque conseguia pelo menos bater-se com as equipas, onde ganhamos 2-1 na Luz ‘a Juventus e fomos la aguentar.
Ainda me lembro de ficar todo louco de ter um jogador como o Saviola a jogar na minha equipa, ainda para mais juntando novamente a dupla Aimar e Saviola.
Ainda me lembro da maior preocupacao do Benfica era fazer chegar o Jonas a melhor marcador do campeonato, depois de ja o ter ganho.
Sao estas memorias que eu guardo. Infelizmente eu nao posso fazer muito para mudar a situacao do futebol portugues. O Benfica tornou-se arrogante, o Porto basta lhe ganhar ao Benfica para ficar feliz. O Sporting nem sabe bem o que se esta a passar, e o Braga vai tentando ganhar o seu espaco.
Antonio Clismo
Quando o Fernando Gomes (actual presidente da FPF) era o presidente da Liga, esta funcionava como um relógio suíço (entre 2010 e 2012).
Justamente nessa altura em que dos 3 semi-finalistas da Liga Europa foram equipas portuguesas e a final a ser disputada entre Porto e Braga.
Quanto à gestão do Pedro Proença nestes últimos anos… só está interessado em garantir que Benfica e Porto fiquem sempre com as vagas para a Champions, sempre interessado que a Segunda Liga continue a ser um paraíso para os apostadores ilegais vindos da China, entre outras coisas pouco saudáveis…
Manel Ferreira
Essa foi também a época do Leiria a entrar em campo com 8 jogadores, por exemplo. Não era essa maravilha que se faz crer.
As assistências, por exemplo, eram até bem piores do que são hoje. Ao contrários do que se diz, as assistências até melhoraram nos últimos anos, sobretudo graças ao regresso de clubes com boas bases de adeptos, como o Boavista ou Famalicão.
Não vamos agora fingir que o campeonato português era maravilhoso nessa altura. Mesmo com as 3 equipas nas meias-finais, eu só via pessoas a dizer “como é possível conseguirmos isto num campeonato tão fraco?”
Af2711
Bem dito.
Fernando Gomes
Na minha opinião toda esta conjuntura aparece de forma natural. O futebol português na sua globalidade não gera os lucros das outras ligas europeias não conseguindo atrair economicamente os melhores executantes (jogadores e treinadores). Existem outras questões, como o lobby, corrupção, mas vamos deixar de lado esses aspectos. Como diz o autor do texto, aliando este pobre poderio económico à postura individualista de cada um dos clubes em defender os seus interesses invés do futebol português como um todo (é excelente ver a casa do clube rival a arder mais que a nossa), vaticinará mais eventos desta natureza na Europa do futebol. Poderemos também analisar que os mercados outrora explorados pelos clubes portugueses (sul americano principalmente) estão a tornar-se completamente inacessíveis para o clube português, etc etc. Posto isto, haverá medidas para fomentar a competitividade interna e consequentemente apresentar plantéis capaz de ombrear novamente com os grandes da Europa? Sim. Isso poderá acontecer a breve prazo? Não.
Antonio Clismo
A liga Holandesa e até mesmo a liga austríaca conseguem e porque é que a Liga portuguesa não consegue?
Falta de visão? Falta de liderança?
DQuinta
Só mesmo com ironia… E mesmo assim não vamos lá. A questão é também outra. O adepto de café não se preocupa em pensar o futebol. O único instrumento que tem para se manifestar é o Assobio e o aplauso no estádio. Quem está nos centros de decisão manda. Quem está nos midia pensa por nós. Não é raro que ambos andem de mão dada em recorrentes ocasiões. Reparemos que as ideias sedimentadas no imaginário da maioria dos adeptos são ideias veiculadas sempre nos mesmo sítios e pelas mesma pessoas. E nós achamos que percebemos o que se está a passar porque pensamos aquilo que nos induzem a pensar. Parece teoria da conspiração mas é assim que acontece. É assim que uns são mantidos, outros afastados… De acordo com o que interessa a “alguém”. O poder invisível. Esse existe. Nós somos marionetas e no final das contas somos responsabilizados pelas decisões de pessoas que não sabemos quem são. Nos programas de comentário diz-se… “a pressão dos adeptos”. “o mundo benfiquista, sportinguista ou portista acha isto ou aquilo”. Não! São algumas pessoas que dizem ou fazem, pegam no embrulho e entregam-nos como sendo o presente de um colectivo muito maior. Os adeptos não estão tão organizados que possam contestar esta estratégia. Será sempre perfeito. Quem tentar desfazer esta tese é desfeito em menos de um tempo. É fácil descredibilizar quem quer que seja. Estes métodos são amplamente usados em política. Mas o futebol não é política também??
Dca
A Áustria vai nos ultrapassar assim como a Holanda. Pelo menos.
Os treinadores também têm impacto nisto não só os dirigentes, e os nossos treinadores estão a ficar muito ultrapassados, os que não estão, não ficam aqui muito tempo. Diria que apenas 2 treinadores Portugueses entendem o futebol moderno, Luís Castro e Paulo Fonseca. Talvez Marco Silva e Ruben Amorim mas não sei.
Tudo o resto pensa exclusivamente numa coisa: Organização. E isso começa a ser deprimente.
Ver uma equipa que para não sofrer tantos golos, faz uma pressão alta com 2/3 jogadores. Mas o que é isto? Pressão alta é H-H no local da bola e a equipa toda a fechar esse espaço. Se necessário quase que se assume H-H na defesa, basta ver uma jornada de Liga Alemã e tira-se quase um mestrado disto.
A Áustria caminha pelo mesmo caminho, pois são dois tipo de futebol muito idênticos e que portanto é ver o que o Salzburgo andou a fazer, LASK, etc.
Dirigentes, enfim, só querem ganhar ao rival e o resto está tudo bem. Desde que isso aconteça, tudo em ordem.
Os árbitros que são eles que CONTROLAM o ritmo da partida, é ver o Real – City e perceber a diferença. Pois a mentalidade dos nossos jogadores cá em Portugal influencia-se nisso, ao mínimo toque já estão no chão.
Posto isto: Treinadores, Dirigentes e Árbitros, muita coisa tem de mudar e coisas tão fáceis que se podem mudar.
Kafka
Só discordo DCA que a Áustria nos passe, pois tirando o Salzburgo e esta época o Lazk, eles não têm propriamente uma cultura enraizada de futebol como nós e portanto duvido que consigam alguma vez ultrapassar Portugal no ranking…. Mesmo a Holanda duvido muito que passe, a grande época do Ajax o ano passado acaba por ser um caso isolado e equipas como o Feyennord e PSV que são os outros 2 grandes neste momento estão algo à deriva
Rev7
Nem Austria nem Holanda vão ultrapassar nada. Holanda já estão todas eliminadas também, Austria só tem 2 clubes e um é por causa do dinheiro de uma empresa, a outra é um fenónemo que tem prazo de validade. Não exageremos.
Manel Ferreira
A Holanda já perdeu todos os clubes também, e tirando a época passada – quase toda às costas do Ajax – tem feito épocas muitíssimo piores do que Portugal. O PSV levou 4 de um dos Sportings mais fracos de que há memória, o Utrecht andou a ser eliminado por uma equipa da… Bósnia. Explica lá porque é que vão ultrapassar Portugal?
Mesmo a Austria vamos ver quanto tempo vai durar isto. Continuam a ter apenas 2 clubes a pontuar (e um deles só surgiu este ano).
Há aqui uma certa histeria, parece-me. Mesmo com estas 4 eliminações, Portugal recuperou o 6º lugar e foi o 5º pais que mais pontos fez este ano. O que significa uma coisa: mais do que crise portuguesa, é crise de todo o futebol periférico. O fosso para os campeonatos de topo é cada vez maior.
Portugal, apesar de tudo, tem a vantagem de ter 3 ou 4 clubes a pontuar de forma consistente. Tirando a Rússia, nenhum outro país fora do top-5 tem essa capacidade (pelo menos, para já). Daí eu duvidar muito destas futurologias do “vamos cair para o lugar X” e por aí fora.
Xyeh
Mourinho, AVB, Luis Castro, Paulo Fonseca, JJ e NES serão os melhor bem cotados treinadores portugueses, depois temos Marco Silva, Jardim, Rui Vitória e Queiróz.
AngeloGJ
Sinceramente acho que nem é o facto dos treinadores estarem a ficar ultrapassados, os treinadores portugueses beneficiaram foi muito do impacto de Mourinho, FCP, Villas Boas e num passado mais recente de JJ e do seu Benfica, e do “adormecimento” de outras escolas do futebol (alemao, espanhol, italiano e holandes), nao acho que alguma vez os treinadores portugueses tenham sido geniais, o treinador portugues tem facilidade em chegar a um clube e entender o que o seu antecessor fez de errado e dar a equipa aquilo que ela precisa no imediato o problema é quando a equipa precisa de mais do que organizacao e equilibrio, ai os treinadores portugueses nao teem capacidade para catapultar as suas equipas, aconteceu isso com Mourinho no Chelsea (so as 2 primeiras epocas foram verdadeiramente grandiosas, na terceira ja se via uma equipa a precisar de uma injeccao que nunca houve e acabou despedido), no Real Madrid, ate no United (em parte) o unico clube onde isso nao aconteceu foi no Inter mais ai esta Mourinho nao ficou tempo suficiente para poder viver alguma adversidade, aconteceu o mesmo com Villas Boas no Tottenham, aconteceu ate o mesmo com Paulo Fonseca no Shaktar, aconteceu o mesmo com Marco Silva em Inglaterra, aconteceu o mesmo com Leo Jardim no Monaco, JJ no Benfica, Nuno no Valencia, Paulo Sousa etc, e tudo isto leva-me a pensar(quase concluir) que o treinador portugues é um treinador para 1 a 3 epocas (no maximo) num clube, conseguem ter um impacto grande a curto prazo mas nao conseguem fazer aquilo que a escola alema ou espanhola por exemplo consegue, que é dar estabilidade e depois fazer o nivel das equipas subirem. Luis Castro e Paulo Fonseca estao a ter o impacto natural do treinador portugues, vamos ver se daqui a 2 anos estao nas respectivas equipas e se as equipas evoluiram.
Olhando para dentro, o SC teve um grande impacto na primeira epoca mas nao teve capacidade de evoluir e fazer evoluir a equipa antes pelo contrario regrediu e fez a equipa regredir, de tal forma que ja se diz que nos ultimos 10 anos o pior FCP a nivel exibicional é o seu, Bruno Lage no Benfica fez juz ao ser um tipico treinador portugues, teve igualmente algum impacto mas vamos vendo que nao ha evolucao, portanto nao sera justo dizer que o treinador portugues é bom a mudar as pecas de forma a permitir que a maquina volte a trabalhar mas sao “fracos” depois em conseguir melhorar e aperfeicoar a maquina e faze-la carburar acabando muitas vezes por destruir aquilo que de bom construiram ? (Marco Silva, Mourinho, NES, SC, Bruno Lage, Leo Jardim todos estes teem isso em comum).
As eleminacoes nao nos deviam surpreender, as equipas jogam mal, a Ruben Amorim nao posso avaliar porque nao ha um portfolio suficientemente vasto para faze-lo mas aos restantes posso dizer que sao os grandes responsaveis pela eliminacao das suas equipas, FCP, Benfica e Sporting sao equipas grandes que jogam essencialmente como equipas pequenas, dao-se bem a jogar contra equipas que lhes permitam jogar em contra ataque, nao sabem jogar em ataque organizado e continuado, os treinadores tambem nao gostam essencialmente de jogadores tecnicos porque nao sabem muito bem o que fazer com eles, instruem-nos a passar para os lados e para tras e a equilibrar(ehehe) a equipa, o unico que conseguia fazer o seu jogo nos tres grandes era o Bruno Fernandes mas esse ja se foi embora, e todos viamos que se obedece-se as instrucoes do mestre Silas nao renderia mais do que Wendell ou Eduardo, portanto podemo fazer um grande filme e apontar a varias causas mas continuo a dizer que o problema a meu ver esta na falta de qualidade nos bancos, Bruno Lage, SC e Silas muito dificilmente treinaram melhores equipas do FCP que Benfica, FCP ou Sporting, e contudo sao limitados para a grandeza dos respectivos clubes, e ontem as conferencias de imprensa mostraram isso, Silas preferiu nao falar aos jornalistas, Bruno Lage desvalorizou a eliminacao perante um Shaktar que joga pouco, SC sempre que perde diz que a equipa adversaria e’ um tubarao europeu, o treinador do Shaktar falou sobre futebol na conferencia, o do Bayern falou que disse aos seus jogadores que hoje teriam de fazer um bom jogo, que tinham de jogar futebol, tinham de ser melhores tacticamente etc, Bruno Lage e SC falam de garra, energia, emocoes e o tanas, tudo menos futebol, ai esta o problema…
Kafka
Excelentes comentários DCA e Ângelo, boa análise de ambos, concordo com bastante do que dizem
w0bbly
A Holanda não me parece, também baixaram imenso o nivel as equipas holandesas. A Austria tem subido imenso, nisso concordo