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Euro sub-21: Rui Jorge falhou mas não faltam estrelas

Entre dia 16 e 30 de Junho decorre o Europeu sub-21, uma das provas de selecções mais mediáticas do mundo. Portugal, apesar de contar com uma geração cheia de talento, com nomes como como Diogo Jota, Renato Sanches, Rafael Leão, Rúben Dias, João Félix, Rúben Neves, Ferro ou André Horta, será um dos principais ausentes, devido à inércia demonstrada por Rui Jorge na fase de grupos e play-off, perante Roménia e Polónia, mas não faltam craques e motivos de interesse nesta competição, até por dar acesso aos Jogos Olímpicos.

Começando pelo Grupo A, Itália e Espanha deverão disputar o apuramento, num grupo que conta ainda com Polónia e Bélgica. Começando pela Squadra Azzurra, opções de qualidade não faltam, sobretudo no meio-campo e no ataque (De Chiesa a Moise Kean, passando por Zaniolo, Barella, Pellegrini, Orsolini ou Cutrone) e o factor casa também poderá ser importante. Será surpreendente se a turma de Di Biagio não rubricar uma boa prova, até porque vários destes elementos já são opção de Mancini na selecção principal. Já a Espanha, finalista vencida em 2017, é sempre uma selecção temível e com uma ideia de jogo dominadora, contando também com vários elementos cotados e com rodagem de La Liga como Oyarzabal, Borja Mayoral (melhor marcador da equipa na qualificação, com 8 golos), Vallejo, Júnior Firpo, Merino, Carlos Soler, Ceballos ou Fornals, aos quais se juntam os “forasteiros” Pol Lirola, Fabián Ruiz, Aaron Martín ou Dani Olmo.  De resto, Os belgas e os polacos correm por fora, sendo que o resultado do primeiro confronto entre ambos poderá ser decisivo para entrarem na discussão das contas do grupo. A Polónia foi o carrasco de Portugal, eliminando a formação lusa após darem a volta a um resultado negativo em casa (0-1), vencendo depois por 3-1 em Chaves. Kownacki, o melhor marcador da fase de qualificação (11 golos) é a principal figura de um elenco que conta ainda com os promissores Grabara, guarda-redes que pertence aos quadros do Liverpool, e Szymanski, médio ofensivo (também pode aparecer nos flancos) que recentemente se transferiu para o Dínamo de Moscovo. Por outro lado, a Bélgica será uma das selecções menos conhecidas do grande público, sendo de esperar bastante do médio ofensivo/2.º avançado Schrijvers (Brugge) e do extremo Mbenza, do Montpellier (Dimata, avançado que pertence ao Wolfsburgo e que foi o melhor marcador da equipa na qualificação, com 7 golos em 8 jogos, é o maior ausente), bem como do médio Alexis De Sart (Sint-Truiden) e do extremo Lukebakio (pertence ao Watford, mas esteve cedido ao Fortuna Dusseldorf, onde marcou 14 golos).

No Grupo B, parece haver uma clara superioridade de Alemanha e Sérvia, em relação a Dinamarca e Áustria. Os germânicos são os detentores do troféu (apenas Oztunali pode repetir o título) e nos últimos anos encontraram-se várias vezes com dinamarqueses e sérvios nesta prova. Apesar das ausências de Havertz, Kehrer e Teuchert (melhor marcador da equipa na qualificação, com 7 golos em 7 jogos), a Mannschaft conta com um elenco de respeito, onde pontificam nomes já internacionais A como Tah, Klostermann e Henrichs, além de Arne Meier, os irmãos Eggenstein, Dahoud, Nubel, Amiri ou Waldschmidt. Por seu turno, a Sérvia tem em Luka Jovic a grande figura, mas Milenkovic, Lukic, Joveljic, Pantic, Radonjic ou os benfiquistas Zivkovic e Saponjic são igualmente figuras a seguir. Quanto à Dinamarca, Robert Skov (Copenhaga) foi o 2.º melhor marcador da fase de qualificação (8 golos) e é a principal figura, mas Rasmus Kristensen (Ajax), Joachim Andersen (Sampdoria), Billing (Huddersfield), Bruun Larsen (Dortmund) e Mathias Jensen (Celta Vigo) ajudam a compor o ramalhete, numa convocatória que não conta com Kasper Dolberg. Já a Áustria será a selecção teoricamente mais fraca, tendo-se apurado no play-off perante a Grécia, mas a estrela Hannes Wolf (Leipzig), Schaub (Colónia) ou Lienhart (Friburgo), tentarão contrariar as previsões. Nota ainda para Wober, Laimer, Schopf e Grillitsch, que são algumas das principais ausências.

No Grupo C, nota para a presença das eternas rivais e favoritas França e Inglaterra, que têm a companhia de Croácia e Roménia. A Inglaterra tem tido muito sucesso nas competições de selecções mais jovens nos últimos anos e volta a apresentar um elenco de respeito, com nomes como Tammy AbrahamMason Mount, Foden, Bissaka, ChoudhuryMaddison, Calvert-Lewin, Ryan Sessègnon ou Reiss Nelson. Em sentido inverso, Lookman, Onomah, Tom Davies, Lewis Cook, Alexander-Arnold ou Chilwell não marcam presença. Por outro lado, a França foi a selecção que mais pontos fez na qualificação (28) e tem uma constelação de estrelas na convocatória, com particular destaque para Konaté, Malanga Sarr, Ntcham, Guendouzi, a dupla do Lille (Ikoné e Bamba) e o quarteto do O. Lyon (Aouar, Terrier, Tousart e Moussa Dembelé). De fora ficaram Diallo, Issa Diop, Diakhaby, Nkunku, Augustin, Maxime López, Ndombelé ou Saint-Maximin. Seguindo para a Roménia, que ganhou o grupo de Portugal, Ianis Hagi (filho de Gheorghe Hagi) é uma das estrelas, mas George Puscas (Palermo), Florin Coman (Steaua), Dennis Man (Steaua), Pascanu (Leicester) e o guardião Andrei Radu (Génova) são também nomes a seguir no torneio. Nota final para a Croácia, que conta com vários “portugueses” como Borevkovic e Kalaica, mas que tem em Halilovic (Milan) e Vlasic (Everton) as maiores figuras (e em Caleta-Car e Ante Coric as maiores ausências), contando ainda com Brekalo (Wolfsburgo), Benkovic (Leicester), Sunjic (Dínamo Zagreb) ou Borna Sosa (Estugarda).

Prognóstico Visão de Mercado:
Campeão: Itália
Finalista: Alemanha
MVP: Federico Chiesa (Itália)
Melhor Marcador: Luka Jovic (Sérvia)
Melhor Guarda-Redes: Nubel (Alemanha)

Rodrigo Ferreira

14 Comentários

  • Antonio Clismo
    Posted Junho 16, 2019 at 6:08 pm

    Todas as selecções cok autenticas constelações de estrelas e Portugal que andava a fazer a qualificação com fernando fonseca, yuri ribeiro, pedro delgado, pereira lage, diogo gonçalves, joão carvalho que nem no Nottingham consegue ser titular…

    Se ao menos os clubes portugueses apostassem mais nos miúdos (sem ser só nas equipas B) talvez um dia tenhamos uma selecção sub21 com várias opções de qualidade em todas as posições.

  • T. Pinto13
    Posted Junho 16, 2019 at 4:54 pm

    Itália para mim é a clara favorita mas a França também promete.

  • Tiago87
    Posted Junho 16, 2019 at 1:17 pm

    Qual o canal onde passa o euro?

  • JoaoMiguel96
    Posted Junho 16, 2019 at 1:17 pm

    Equipas incríveis de todo o lado. Todos eles com imensa rotação de futebol de primeira linha e com talentos para marcar gerações.

    Deixar uma nota em relação a Portugal: para além de não se qualificarem, também não transmitem. Muito mau.

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Junho 16, 2019 at 2:17 pm

      Dá a RTP Play, mas sim é absolutamente vergonhoso. A CMTV transmitia a qualificação, está tudo dito… Não entendo como é que a Sporttv ou a Eleven Sports não adquiriram os direitos de uma prova tão rica. Há uns anos até dava em sinal aberto na fase Drenthe.

  • Amigos e bola
    Posted Junho 16, 2019 at 12:25 pm

    Uma pena uma das melhores seleções da Europa não estar presente. Tínhamos de lá estar.

    Tirando a conquista da LN, foi um ano desastroso para as nossas seleções.

    Vencedor: aposto na Itália.

  • BrunoFernandes14
    Posted Junho 16, 2019 at 12:22 pm

    Incrível como Rui Jorge não caiu após a humilhação contra a Polónia. É que não estamos apenas a falar de um mau resultado, mas sim de uma sequência de maus jogos e qualidade de jogo paupérrima, ainda por cima com uma geração super talentosa!

    • Gil Rodrigues
      Posted Junho 17, 2019 at 9:59 am

      O Rui Jorge é só o pior de todos os seleccionadores nacionais, sendo que o menos mau saiu agora dos quadros… Mas todo o cenário é deplorável de tão maus que são. Os Padrinhos, na FPF, são supremos.

    • Rev7
      Posted Junho 16, 2019 at 4:25 pm

      Já nem vou falar da diferença de qualidade e experiência competitiva que os portugueses tinham para Roménia e Polónia. Mas mais humilhante é aquela derrota por 3-1 na Bósnia, selecção que tinha jogadores a titular que andavam na III Divisão do país…

    • Amigos e bola
      Posted Junho 16, 2019 at 1:16 pm

      Conseguiu passar por entre os pingos da chuva. É o compadrio da FPF.

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