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Excecional Auriol Dongmo falha medalha por 6cm; Seleção de Andebol cai contra o Japão; Dressel sai dos JO com 5 ouros, Emma McKeon com 7 medalhas

Que azar! A grande Auriol Dongmo bateu-se bravamente entre as melhores do mundo, e conseguiu a 2.ª melhor prestação portuguesa nestes JO até ao momento. No Andebol, a equipa das Quinas fez uma prestação esforçada e com algumas precipitações, mas onde também faltou a estrelinha que nos fazia ainda sonhar em chegar à fase seguinte. No panorama internacional, destaque para o tubarão Caeleb Dressel que confirmou o estatuto de novo Rei das piscinais. Emma McKeon também não deixou os seus créditos por mãos alheias e foi em modo “torpedo” que chegou às 7 medalhas (4 ouros e 3 bronzes).

Auriol Dongmo conseguiu um incrível 4.º lugar na final do Lançamento do Peso; com um concurso muito regular, a portuguesa chegou aos 19.57m. e ficou a 6cm de Valerie Adams, uma das maiores figuras mundiais de todos os tempos do Peso, que arrecadou o 3º lugar. Auriol garante assim mais um Diploma Olímpico para a Missão Portuguesa e a melhor classificação de sempre de Portugal nesta disciplina. Ricardo dos Santos nos 400m ficou em 7.º lugar na sua série, que terminou em 46,83s.; o velocista ficou em 37.º lugar e não conseguiu o apuramento para as meias-finais. É de referir que os termómetros registavam 39ºC quando o português fez a sua prova. No Andebol, a seleção nacional infelizmente perdeu com o Japão por 30-31 e não conseguiu o apuramento para os quartos de final. Esta derrota não apaga o facto de estarmos entre as 12 melhores seleções do Mundo e que o nível do Andebol Português cresceu incrivelmente nos últimos anos. O treinador da seleção portuguesa Paulo Pereira sublinhou, e com toda a razão, que em Portugal o desporto ainda tem pouco valor e que faltam mais condições para darmos o salto para outro patamar. Na Vela, na Classe 470, Diogo e Pedro Costa realizaram mais duas regatas, tendo alcançado um 10.º e um 16.º lugar; os irmãos seguem agora no 14º lugar da classificação geral.

No cenário internacional, na Natação, o norte-americano Caeleb Dressel conquistou a sua 5ª medalha de ouro ao vencer as provas dos 50m Livres em 21:07s., marca que confere um novo recorde Olímpico e a  Estafeta Masculina de 4x100m Estilos em 3:26:78, marca para novo recorde do Mundo. A australiana Emma McKeon também se tornou uma das figuras de Tóquio com 7 medalhas (4 de ouro e 3 de bronze), desta vez após vencer os 50m Livres em 23:81s., atingindo um novo recorde Olímpico e a Estafeta Feminina de 4x100m Estilos em 3:51:60, também com novo recorde Olímpico.  O inglês Adam Peaty venceu a sua 3.ª medalha, desta vez uma prata na Estafeta Masculina de 4x100m Estilos e o “quase desconhecido” a nível internacional Robert Finke, ganhou a sua 2.ª medalha de ouro após vencer os 1500m Livres.

40 Comentários

  • Kafka
    Posted Agosto 1, 2021 at 8:22 am

    Que pena pela Auriol, 5 cms é tão pouco ainda para mais foi super consistente tendo todos os seus lançamentos sido acima de 19 m… Mas o 4o lugar também é um excelente resultado

    Na natação, a Austrália sai como a grande vencedora destes jogos, trataram por tu a maior potência mundial da natação terminando apenas com menos 2 medalhas Ouro que os Estados Unidos, terminando com 9 contra 11 dos Estados Unidos, isto quando em 2016 tinham ganho 3 contra 16 ouros dos Estados Unidos….. Isto tudo quando a Austrália tem apenas 25 milhões habitantes, simplesmente fantástico….

    Reino Unido também melhorou face a 2016 e o Japão acaba por ser a desilusão tendo regredido mesmo tempo jogando em casa

  • Aurinegro
    Posted Agosto 1, 2021 at 8:52 am

    Kafka, cada vez me convenço mais que a população do país não influencia assim tanto. Às vezes aparecem indivíduos excepcionais nos países mais improváveis e depois oferecem uma medalhas. Ontem vi uma estatística incrível: por estes dias (não sei se era hoje ou amanhã) a Índia podia conquistar a sua primeira medalha JO de sempre em Atletismo. É incrível nunca terem ganho uma, ainda por cima com tantas modalidades diferentes.

    • Kafka
      Posted Agosto 1, 2021 at 9:21 am

      Aurinegro

      Percebo o que dizes, mas os Países muito populosos que não têm resultados no desporto são países que não têm cultura desportiva nem apostam no desporto que é o caso que falas da Índia, acho que só são bons no críquete mais nada (só tem 28 medalhas olímpicas na sua história e apenas 9 ouros e como dizes e bem zero ouros no Atletismo), tens ainda os casos da Indonésia, Paquistão e Bangladeche que são 3 dos 8 países mais populosos do Mundo e não têm relevância nenhum no desporto

      Mas o que têm todos estes países em comum? São países pobres e que não apostam nem têm políticas desportivas nenhumas e quando assim é não há milagres…. Podes ter 100 milhões habitantes mas se nunca os puseres numa piscina Olímpica a serem treinados por treinadores de topo, eles nunca vão saber nadar a nível de topo

      Eu acho que a população importa, mas é preciso haver uma máquina oleada por trás ao nível de cultura dentro do país de aposta na modalidade (é preciso pôr as crianças a praticar a modalidade) e é preciso haver infraestruturas que sustentem essa aposta

      Ou seja, os australianos genericamente nadam melhor que os Portugueses? Que os Indianos? Eu acho que não…. Simplesmente estão é inseridos num contexto formativo e desenvolvimento muito superior e isso depois gera que tenham melhores nadadores….

      Agora por muito bem oleada que a máquina da natação australiano esteja, se fores a ver continua ainda assim a não superar os Estados Unidos em medalhas na natação e porquê?

      Porque os Estados Unidos têm também eles uma máquina bastante bem oleada ao nível da formação e de cultura desportiva na natação, mas depois têm 350 milhões habitantes contra 25 milhões da Austrália, e portanto terão sempre mais facilidade em encontrar um Dressler ou Ledecky no meio daquela gente toda

      Portanto eu concordo com o que dizes quando os níveis de desenvolvimento da formação desportiva são diferentes, aí a população pouco conta e a Austrália vai continuar a ter muito melhores nadadores que a Índia ou o Bangladeche…. Mas quando os níveis de desenvolvimento da formação são iguais, aí a população já conta e por isso a Austrália por mais que tente não consegue passar os Estados Unidos

      • Nunop
        Posted Agosto 1, 2021 at 11:02 am

        Eu acho que há traços genéticos que influenciam a probabilidade de sucesso num desporto.
        Não é a toa que em termos de velocidade, atletas com raízes africanas costumam ter as prestações mais consistentes.

        • Kafka
          Posted Agosto 1, 2021 at 11:47 am

          Sem dúvida Nuno isso também conta, o caso do Atletismo é o mais sintomático, onde os países ali da zona do Caribe têm sempre grandes velocistas e é também fruto da questão genética

          Ainda assim o principal de tudo na minha opinião é mesmo a questão da formação, cultura desportiva, desporto escolar e aposta nas modalidades… .

          Para mim a Austrália é mesmo o melhor exemplo disso, os resultados que têm é muito fruto da fortíssima aposta que eles enquanto País têm no desporto escolar , e na simbiose perfeita que há entre o Comité Olímpico e o desporto escolar, que é para mim a base de tudo para se ter sucesso no desporto

      • cards
        Posted Agosto 1, 2021 at 11:48 am

        Exatamente Kafka.
        A tua teoria está totalmente certa.

        Se o país X, muito populoso, nunca aposta na Modalidade A e e país Y,com 10 vezes menos população aposta é normal que o país Y tenha mais sucesso.
        Se ambos apostam o país X terá mais sucesso porque tem maior base de recrutamento

  • cards
    Posted Agosto 1, 2021 at 9:07 am

    O andebol não tem nenhuma desculpa prestação oatetic onde só se aproveitou a derrota por 1 golo contra a Suécia. Perdemos contra a equipa mais fraca em competição.
    E NENHUM elemento do andebol pode reclamar de apoios é certo que têm 1/100 dos apoios do futebol mas tem mil vezes mais apoio do que qualquer outro atleta português.

    Quanto aos outros atletas excelente prova de Dongmo pó 5 centímetros

    • ktc
      Posted Agosto 1, 2021 at 10:56 am

      Prestação patética nuns jogos olímpicos?
      Há equipas fracas em JO? Eles lutaram até ao fim, se não conseguiram foi porque o adversário foi melhor, para não falar nas questões de jet lag aumentadas pelos atrasos dos voos. A malta nunca viu andebol na vida e chega aos JO ja pensa que é especialista

      • cards
        Posted Agosto 1, 2021 at 11:37 am

        Patética sim, grupo fácil, 3 equipas muito fortes onde a derrota era esperada Dinamarca Suécia e Egito 1 ao nosso Alcance Barém E a mais fraca da prova Japão logo esperava 3 derrotas e 2 vitorias e passagem aos quartos de final.
        Em 5 jogos fomos sovados pela Dinamarca e Egito. NORMAL.
        Derrota por 1 contra a Suécia bom resultado apesar da derrota.
        Vitória por 1 contra Barém. NORMAL.
        Derrota contra o Japão resultado ridículo.
        11 equipas podiam dar a desculpa do jet lag mas só Portugal a usou.
        A ser verdade e não desculpa é INCOMPETÊNCIA pura de quem fez a logística.

        Estes SÃO OS ÚNICOS da delegação portuguesa que não podem falar em falta de apoio , falavam em medalha e ficam com o último lugar do grupo. certamente ficarão no 10 lugar.

        Sou defensor, como comprovam TODOS os meu comentários, de todos os atletas portugueses os do ANDEBOL NÃO têm NENHUMA desculpa para este falhanço NENHUMA.

        Nunca pedirei medalha a algum atleta português em jogos Olímpicos, porque sei do que muito sofrem para lá estar.
        O andebol esteve muito mal e tem que ser criticado, pois sei que são melhores do que oJapão.
        Nunca acredutei na medalha no andebol, mas esperava um resultado entre o 6 ao 8 lugar, pois é esse no nisso valor.

        • Romeu Paulo
          Posted Agosto 1, 2021 at 2:48 pm

          Só um reparo.

          A logística que foi montada para a seleção de andebol foi arrasada pela greve da Groundforce que levou ao cancelamento do voo que levaria a seleção ao Japão.

          Esse cancelamento levou a que toda a logística, nomeadamente em termos de treinos, tivesse de ser alterada, logo o cenário inicialmente idealizado (aquele consideravam o melhor) não foi concretizado.

          Isso também afeta o desempenho, embora eu não considerasse a principal causa influenciadora da prestação.

  • kiterioVFC
    Posted Agosto 1, 2021 at 9:48 am

    Que pena. Foi mesmo por muito pouco. Well done Auriol.

    A seleção de andebol foi uma total desilusão. Fizemos um torneio fraco onde defensivamente estivemos quase sempre mal (não percebo a pouca utilização do Iturriza que é o nosso melhor pivot e defensor), Frade teve n minutos e é tão fraco a defender…
    Mas temos de perceber que perdendo um GR de topo é também uma das razões para baixarmos um pouco de qualidade.

    Hoje ainda temos a Mamona e o primeiro dia da seleção de ténis de mesa onde irá enfrentar a sempre muito complicada Alemanha (Ovtcharov está no seu topo de forma).

    Quanto ao resto até agora, um dia que praticamente não acompanhei, nem vou acompanhar

  • Aurinegro
    Posted Agosto 1, 2021 at 9:53 am

    Kafka, (desculpa se este comentário não aparecer em resposta ao teu, isto anda meio aluado)

    Concordo com tudo o que dizes ! A base de recrutamento é fundamental, e quanto mais alargada for, mais probabilidade de encontrar um prodígio !

    Depois há outras condicionantes que dificilmente serão ultrapassaveis: por exemplo, estamos sempre a comparar os EUA com países europeus, quando faria mais sentido comparar com a Europa. O caso da Austrália seria sobre mais difícil o que, como dizes e bem, eleva ainda mais o feito de se baterem com os EUA.

    Há ainda a história que tenho dificuldade em avaliar o verdadeiro impacto. Por exemplo, é para mim impressionante que a Jamaica continue a colecionar medalhas em provas de velocidade de atletismo. Ontem foi mais um podio completo nos femininos. Não estando por dentro da razão, acredito que a história que a Jamaica tem nestas provas faz com que os miúdos olhem com outros olhos para o atletismo e que isto seja aliado à maior aposta nesta prova.

    • Kafka
      Posted Agosto 1, 2021 at 11:34 am

      Aurinegro

      Não concordo que se compare os Estados Unidos com a Europa, porque a Europa pode levar muitos mais atletas, pois cada país europeu pode levar 3 atletas enquanto os Estados Unidos também só podem levar 3 atletas….

      Tens provas onde tens 30 ou 40 europeus contra apenas 3 americanos

      A comparação faria sentido era se a Europa também só pudesse levar apenas 3 atletas por modalidade

      Quanto ao caso da Jamaica, já li algures que isso tem a ver com especificidade genética das pessoas nascidas naquela parte do Planeta, portanto do ponto vista natural eles já nascem com mais aptidão…. É um pouco o mesmo que se passa com a Etiópia e Quénia no fundo

      • Abbas
        Posted Agosto 1, 2021 at 1:55 pm

        A Europa tem mais do dobro da população dos EUA.

        • Kafka
          Posted Agosto 1, 2021 at 3:05 pm

          Sim ainda há esse handicap para a América, não só leva menos atletas como tem menos população

          Ainda assim se fosse só União Europeia as contas ficavam mais equilibradas, salvo erro a União Europeia tem cerca de 450 milhões habitantes, são “apenas” mais 100 milhões do que tem os USA

          Ainda assim a comparação só faria sentido fazer, caso a união europeia apenas pudesse levar 3 atletas que é o mesmo que os USA também só podem levar

    • cards
      Posted Agosto 1, 2021 at 11:59 am

      Auto negro,

      Atletismo de velocidade é a modalidade n 1 da Jamaica eles serão sempre fortes nisso.
      Os Jamaicanos gostam tanto disso como o portugues de futebol.

      Olha este exemplo e acredito que vais perceber atletismo velocidade.
      Potências Jamaica e EUA.
      Em termos de talento puro a Jamaica estará sempre na frente os EUA, nas os EUA compensam na base de recrutamento, e nas condições E metodologia de treino.

      Futebol, o Brasil será sempre candidato a vencer o mundial tem o talento puro e base de recrutamento, já Portugal com 22x menos população compensa essa falta de talento puro com treinadores e métodologia de treino.

  • Show off
    Posted Agosto 1, 2021 at 10:14 am

    Desculpe editor da visão do mercado mas está a iludir quem lê, não há azar nenhum em ficar a 5 cm no lançamento do peso, vamos acabar com as vitórias morais, estou farto delas, se no VAR anulam golos por 2 cm como 5 cm é azar dos Távoras..? O andebol já esperava isto pois o treinador queixou-se em os meninos jogarem às 9 da manhã.. Aqui não chega ser bom é ser extraterrestre no desporto, principalmente a nível mental, os atletas portugueses cedem muito nesta vertente, eu por mim acho VERGONHOSO ficarmos atrás de San Marino, Estónia etc nos JO, a falta de cultura desportiva e de incentivos não explica tudo, há que assumir que só somos muito bons em 4 ou 5 modalidades e pronto..

    • cards
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:00 pm

      Acho desculpa ridícula culpa é uma derrota por i jogo foi as 9 da manhã.
      Eles já sabiam há mais de 1 mês que o jogo seria a essa hora.

  • Nuno R
    Posted Agosto 1, 2021 at 10:34 am

    Auriol no lugar esperado.
    Austrália sempre foi a grande rival dos EUA, levaram uma equipa feminina top.
    Andebol fez história por lá estar, faltam alternativas, é continuar a trabalhar para competir com nações que levam décadas de escola e andebol de topo.

    • António Hess
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:07 pm

      Sim, o Japão como se sabe é uma potência no andebol e tem uma escola infinitamente superior à nossa.

      No contorcionismo éramos capazes de ir longe nos JO ;)

  • cards
    Posted Agosto 1, 2021 at 10:44 am

    Rebeca Andrade a querer ser figura nestes jogos.
    Rebentou por completo as adversárias no Salto. Única acima dos 15 como nota final e a imprensa americana ficou toda doida com o Amanar dela no aquecimento dizendo que foi de outro mundo, superior ao apresentado na final do concurso.
    É tua Rebeca, é tua Brasil.

    • Kafka
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:52 pm

      Rebecca é um prodígio e vamos ver se em Paris não estará ainda melhor

      Quem está a desiludir é a América, chegaram como os grandes favoritos e não era só pela Billes, pois o resto tb são todas muito boas, mas estão todas a acusar bastante a pressão e a Sunisa Lee é a única que conseguiu 1 Ouro até agora

      • cards
        Posted Agosto 1, 2021 at 2:37 pm

        Rebeca já tem 22 anos em Paris terá 25. Já fez 3 operações ao joelho. Se depender dela é certo que em Paris irá fazer melhor, mas também ira depender que equipas e atletas os EUA, Rússia, Japão e China levarão a Paris. China EUA e Japão estão a desiludir.
        A ginástica no Brasil esta a crescer mais cedi ou mais tarde será potência.

        Rebeca é a primeira atleta Brasil era a vencer 2 medalhas, pode chegar as 3 nos mesmos jogos.
        Esta a se a sensação da ginastica nos jogos.
        Não é so vencer mas sim com a aparente facilidade com que faz isso aliado a isso o facto de não ser originária de nenhuma potencia da ginastica.
        Para mim é uma das figura dos JO porque é brasileira s fosse uma Japonesa. Chinesa russa oi norte americana a apresentação tarde o que ela fez eu diria que era normal

      • cards
        Posted Agosto 1, 2021 at 2:47 pm

        E é como eu figo sempre JO é superação Rebeca teve lesão grave num joelho, precisou de 2 operações, Já tinha feito outra devido s outra lesão, ao executar o Amanar e hoje o deu 2 salto foi um Amanar. Isto é raça, é superação, e confiança.
        Diz amém que o ouro vem.

  • coach407
    Posted Agosto 1, 2021 at 11:35 am

    Já se sabia que havia várias atletas a lançar acima dos 19 metros e o objetivo da Auriol Dongmo era atingir uma marca bem próxima dos 20 metros. O recorde dela era 19,75m e era por aí que tinha de ficar para ser uma prestação muito boa (e que lhe daria o bronze). Para ser “excecional” teria de bater o próprio recorde e ficar realmente próxima dos 20 metros que foi a marca que ela definiu como objetivo. E, mesmo assim, apenas chegaria para a prata, mas seria excecional porque pedir-lhe 20,58m é claramente demasiado para o seu nível atual. Pedir-lhe perto de 20 não era demasiado, era alcançável e era o objetivo dela. E, inclusive, já o fez.

    Com 19,57m foi uma prestação sólida, uma boa prestação. Ainda assim, longe de merecer a descrição de “excecional” dada a sua qualidade e os objetivos definidos. Ficou a mais de 1 metro do ouro quando se assumia como candidata ao lugar mais alto do pódio. Não foi excecional, mas é um 4º lugar honroso, ficou muito próxima do bronze, tinha claramente qualidade para fazer a marca do bronze “tranquilamente” e portanto fica um enorme amargo de boca.

  • j. chamberlin
    Posted Agosto 1, 2021 at 11:48 am

    Alguém mais sente-se um pouco insatisfeito em ter atletas como a Auriol ou o Obikwelu a competir por Portugal? Há mais países a fazerem este tipo de estratégias fáceis para conseguir melhores resultados?

    E por favor, nestes tempos do politicamente correto ao extremo, não levem para o sentido errado estas minhas perguntas. A Auriol é uma excelente atleta , teve uma prestação muito boa e merece todo o respeito,. Torci pela sua vitória, mas simplesmente não da mesma forma e emoção como se fosse o caso de um atleta verdadeiramente português nascido e criado em solo portugês ,com costumes e genética portuguesas?

    • Kafka
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:20 pm

      Percebo o que dizes, se bem que já sabes que os arautos da xenofobia e racismo já te vão cair em cima…. Pessoalmente a mim não me faz diferença torço igual, mas percebo a tua ideia…. Afinal isto é mesmo que as seleções do Cazaquistão e Rússia fazem no futsal que vão contratar brasileiros para jogarem pela seleção…. Ou mesmo no futebol Portugal por exemplo contratou o Liedson….

      Ainda asism no Atletismo isto tipo de situações é mais fácil que no futebol, visto que no futebol um jogador a partir do momento que joga um jogo oficial por um país, já não pode jogar por mais nenhum país… No Atletismo não é assim, e hoje podes ter um atleta por Portugal e em 2024 ele pode ir competir a Paris pela China lol

      Respondendo à tua questão se há outros países?há alguns casos, Espanha em tempos também lá andou com umas contratações a Cuba…. Tens o Qatar que de quando em vez também costuma ir contratar atletas a países Africanos para competir no fundo e meio fundo….

      Ainda assim a ideia que tenho é que a maioria vai com atletas nascidos e criados no próprio País…. Apesar de tudo estas contratações são uma clara minoria

      • j. chamberlin
        Posted Agosto 1, 2021 at 3:41 pm

        Obrigado por compreenderes Kafka, hoje em dia na internet isso não é algo tão simples como deveria,lol.
        E concordo, é similar aos casos do futsal e do Liedson, os quais também não sou muito fã.
        Sem querer ser considerado supernacionalista, até porque não sou, mas para mim questões de identidade cultural, genética, família, educação são sim partes muito importantes e diferenciadoras de competições entre seleções

    • António Hess
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:21 pm

      Qual é a diferença? Os atletas estão ali em representação de um país, que importa de onde são oriundos? No máximo sentiria um carinho especial por um atleta da minha cidade (Viseu), agora de resto, quer ele venha da Costa do Marfim ou do Algarve é-me indiferente.

    • OMotoqueiroGuti
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:50 pm

      Não diria que fico insatisfeito, mas acho que são um sintoma da falta de cultura desportiva em Portugal. Tive uma namorada americana (mórmon de Utah) que me dizia que até esgrima dava dinheiro por aquelas bandas.
      É como eu disse há uns tempos: muito amigo meu – hoje engenheiro ou médico – só não seguiu carreira desportiva porque os horizontes eram extremamente dúbios. A insegurança é tamanha e muitos pais não alimentam esse tipo de rumo.

      Não vou citar nomes – por respeito – mas muito atleta que vocês conhecem não tem propriamente grande segurança financeira.
      Depois há outra questão – Camarões (25 milhões) e Nigéria (200 milhões) … … … Somos um país tão pequeno e com a tal fraca cultura desportiva… …
      É natural que haja lugar a este tipo de naturalizações.

      Quantas mulheres “portuguesas” estão interessadas em passar horas e horas a treinar lançamento do peso?
      Mais vale treinarem rabiosque e pernas em ginásio, nos intervalos do estudo de línguas e ciências… Honestamente, fazem elas bem ??

    • Blocparty
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:51 pm

      Sou como tu, tb prefiro sempre ver um bom português com bigode, que vá à missa todos os domingos e tb muito importante que saiba jogar sueca com um palito na boca a ganhar estas coisas. Por acaso conheces a história de vida do obikwelu para dizer isso? Acho engraçado terminares a tua última frase com um ponto de interrogação.

      • j. chamberlin
        Posted Agosto 1, 2021 at 2:35 pm

        Começou o hate desnecessário típico da internet, utilizando estereótipos tão parvos quanto errados,lol.
        Não percebo o que o meu comentário tem a ver com a história de vida do Obikwelu. Em nenhum momento quis desvaloriza-lo , e até sei que o caso dele é um pouco diferente do da Auriol uma vez que veio para Portugal mais jovem e ainda relativamente junior no que diz respeito a desporto de alta competição. Só quis dizer que o sentimento é diferente. Continua a ser muito bonito e emocionante de ver, como acontece com todos os atletas olímpicos para mim pessoalmente, mas ainda assim é um sentimento diferente do que se fosse um português com uma família portuguesa por trás a apoia-lo por exemplo.
        E quanto ao ponto de interrogação no final, foi claramente um erro (a caixa de comentários aqui do VM pelo computador ainda está um pouco descalibrada hehe)

        • Blocparty
          Posted Agosto 1, 2021 at 4:33 pm

          Primeiro, tu dizes que o a naturalização do Obikwelu foi feita com o pretexto de irmos buscar medalhas às olimpiadas, o que é errado, depois falas em costumes e genética portuguesa, podes-me explicar o que isso é, os meus costumes são diferentes dos de um madeirense ou alentejano e a minha genética tanto quanto sei nada tem a ver com a tua deixo de ser português por isso?
          Esse sentimento de ter um sabor diferente uma vitória de um português “padrão” é preconceito involuntário ou não.
          Já agora a prata da Mamona tb te foi agridoce? Filha de Angolanos, por isso não tem nem os costumes nem a tão importante “genética portuguesa”, como alguem já referiu parece estarmos a falar de raças de cavalos.

    • João Lains
      Posted Agosto 1, 2021 at 12:55 pm

      Não diria insatisfeito, mas indiferente. Da mesma forma se o Pichardo conquistar alguma medalha. Esta madrugada até estava a torcer pela medalha da Valerie Adams…

    • Fantantonio
      Posted Agosto 1, 2021 at 1:34 pm

      Não tenho a noção de que para se ser português tenha que se nascer português, crescer em Portugal, com família com o mesmo trajeto. até porque a maior parte dos portugueses não isso da genética 100% portuguesa, nenhum de nós é um cavalo lusitano. Se a Auriol está em Portugal, a fazer vida no país, é cidadã portuguesa, sente a camisola e aceitou representar a nação, tem tanta legitimidade para representar o país como a Maria Clementina de Celorico de Basto. Para mim, apoio igual. Portugal está longe de ser caso único nisto e é uma situação transversal a praticamente todos os países em modalidades olímpicas ou não.
      Agora, outra coisa diferente para mim, e aí acho que é uma reflexão pertinente, é o facto de no caso concreto da Auriol já ter representado outro país anteriormente e ser já uma atleta referenciada, logo, obviamente não ganhou a estaleca como atleta em Portugal, mas ela ser a nossa principal atleta na modalidade perante essas circunstâncias diz mais sobre o nosso nível de desenvolvimento em certas modalidades que não envolvam chutar uma bola e girar um disco, do que propriamente sobre a identificação patriota com os atletas que aceitam vestir as nossas cores.

    • Marik
      Posted Agosto 1, 2021 at 1:35 pm

      Insatisfeito não digo, mas indiferente sim. Não acho que os atletas tenham que ser nascidos e criados em Portugal, mas têm que ser portugueses sem ser apenas em papel. Falar português, conhecer um mínimo do país e da cultura. Casos como o Nelson Évora, que não nasceu cá mas é claramente português, são totalmente naturais; casos como o Pichardo, que é português apenas porque o Benfica lhe pagou mais que um clube qualquer de Espanha, passam completamente ao lado.

  • Aurinegro
    Posted Agosto 1, 2021 at 4:20 pm

    J.chamberlain, insatisfeito não porque no fundo fizeram os mínimos. Mas é mais indiferente.

    A diferença que faço é se a nacionalidade foi obtida previamente sem ter como objetivo a competição, torço por eles, porque sempre tivemos colónias. Se for pura e simplesmente para a competição, como o Pichardo, então não ligo muito não.

  • Keizer Potter
    Posted Agosto 1, 2021 at 4:31 pm

    Como diria o Rui Pedro Braz: “que perfeito idiota”

  • DNowitzki
    Posted Agosto 1, 2021 at 5:27 pm

    No meio disto tudo, a única desilusão é o andebol. Perder com o Egito e a Dinamarca é normal. Perder com o Japão? Por outro lado, a Suécia está longe da época de ouro. Essa era uma máquina e mesmo assim… Além disso, vem a questão do jet-perna e das 9 da manhã e não sei quê. Os brasileiros fizeram 19 horas dentro de um avião e têm ainda mais jato do que nós. Assuma-se: ficámos um pouco aquém do que alguns esperavam. Não há mal nenhum nisso, ainda para mais com uma seleção que tem feito o que sabemos.

    Sobre os portugueses legítimos e os ilegítimos… O Deco é tuga? Eu acho que não, que ele se sente brasileiro, sendo português de camisola e gratidão. E então? Outra questão: discordo no caso em que o atleta já competiu, como sénior, por outro país, embora haja exceções.

    Querem mais medalhas? Primeiro, exijam governos competentes e ME a sério, que exijam que os milhares de horários e euros dados ao DE sejam efetivos e não apenas, em muitos casos, para reduzir os horários letivos dos professores de Educação Física. Depois, ponham a criançada de volta às ruas (onde tal é possível), a correr e a saltar e pelo meio a esfolar joelhos. Eduquem-nas de outra forma. Valorizem e exijam o esforço para se conquistar qualquer coisa. Não lhes enfiem coisas eletrónicas à frente desde quando nem se sentar direito conseguem para os manter quietos e não darem trabalho. Quem vai às escolas vê-os nos intervalos, sentados nos bancos, de telemóvel na mão.

    Porém, para mostrarem um corpo tonificado, já são capazes de se enfiar num ginásio horas por dia, nos horários mais malucos.

    Nós não somos um país exigente, somos laxistas, chico-espertos, sempre à procura de atalhos para lá chegar e com um espírito crítico com a profundidade de um charco de água.
    Ainda noutro dia referi aqui os triunfos do desporto feminino do Benfica, em contraponto ao desastre masculino, e logo apareceu um inteligente a dizer que ninguém quer saber disso. O mesmo acontece com tudo aquilo que fuja para além do pontapé na bola.

  • cards
    Posted Agosto 1, 2021 at 5:31 pm

    Dongmo é tanto portuguesa como André Ventura, Pepe, Marcelo Rebelo de Sousa, Antonio Costa ou Cristiano Ronaldo.
    Não julgo ninguém pelo nome, cor da pele ou local de nascimento.

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