O ano de 2013 foi péssimo para os fãs da competição em si. Apenas os apoiantes de Sebastian Vettel se salvam neste capítulo, pois assistimos a um verdadeiro “one man show” por parte do piloto alemão. Tetracampeão, aos 26 anos, igualou o maior número de vitórias numa época (13 em 19), bem como superou o maior número de vitórias consecutivas (9), o que lhe permitiu terminar o campeonato numa incrível série de 231 dias sem conhecer o sabor de qualquer outro lugar que não o primeiro no pódio. Nem nos tempos de Michael Schumacher assistimos a algo do género (não fosse a sua diferença para para o segundo classificado, Fernando Alonso, também um recorde). Alonso e Nico Rosberg, com duas vitórias cada, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, com uma, foram os únicos que conseguiram contrariar o domínio da Red Bull-Renault em corrida, equipa que consequentemente, venceu o quarto título mundial consecutivo de construtores (a Mercedes foi a segunda classificada).
Notas marcantes do ano foram também o fim da série de provas consecutivas nos pontos de Raikkonen (que constitui um recorde), iniciada no Bahrain, em 2012, com término no Grande Prémio da Bélgica, 27 provas depois. A McLaren realizou uma temporada para esquecer, já que foi apenas o quarto ano em que a escuderia terminou sem qualquer lugar no pódio, o primeiro em 33 anos. A Mercedes conseguiu, mesmo que por poucas vezes contrariar o domínio da Red Bull, enquanto que a Lotus, apesar dos problemas financeiros conseguiu 14 classificações no pódio (8 através de Kimi e 6 por parte de Grosjean). Mark Webber realizou a sua última temporada no escalão máximo do automobilismo, tendo sido mais notícia pelos momentos caricatos onde esteve presente, entre os quais a ultrapassagem de Vettel ao australiano contrariando a ordem da equipa, além da “boleia” que recebeu de Fernando Alonso, no Grande Prémio de Singapura, do que propriamente pelos resultados obtidos.
2014
Para bem da competição, é urgente mudar os índices de competitividade da prova. Mais um passeio da Red Bull e será bastante prejudicial para as audiências televisivas, entre outros aspectos. Muitas mudanças importantes a ter em conta, como a existência de novos motores V6 em vez de V8, uma versão mais potente do sistema de recuperação de energia, bem como alterações a nível da aerodinâmica. “Dança das cadeiras” em algumas equipas, onde Daniel Ricciardo (ex-Toro Rosso) substitui Mark Webber na Red Bull, Pastor Maldonado substitui Raikkonen na Lotus, sendo que o finlandês segue para a Ferrari, onde formará uma dupla espectacular com Fernando Alonso. Não existirá piloto número 1 dado o temperamento dos dois, pelo que existe uma grande expectativa do que poderão fazer, na luta com Vettel. Daniil Kvyat assumiu uma vaga na Toro Rosso, lugar esse que todos os portugueses queriam que fosse para António Félix da Costa. O número total de Grandes Prémios vai manter-se nos 19: para compensar a saída dos GP da Índia e Coreia do Sul teremos o regresso do GP da Áustria e a estreia do GP de Sochi, na Rússia. O elevado número de alterações pode levar a que todas as equipas iniciam os trabalhos praticamente “a partir do zero”, mas quem conta com Christian Horner, e principalmente Adrian Newey, leva logo vantagem.
Se a ferrari conseguir construir um carro "competitivo" com a red bull, e conseguir gerir o ego dos seu dois pilotos, tem tudo para se sagrar campeã de construtores, poes te os dois melhores pilotos
Kafka
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Dezembro 27, 2013 at
10:32 pm
Sou eu o único que acha que a Fórmula 1 devia ter pelo menos uma ou duas Ovais por época?
Ricardo Peixoto
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Dezembro 28, 2013 at
2:52 pm
Quanto a isso tens toda a razão. O americanos são um povo que é difícil cativar mas se for um bom projecto é quase para a vida tornam-se fãs e pagam balbúrdias para ir ao local ver. Por isso uma pista com certeza mal não faria e trazer mais adeptos a um desporto que de ano para ano perde seguidores, seria óptimo.
Kafka
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Dezembro 28, 2013 at
1:52 pm
Percebi, e tens razão é bem mais difícil vencer um GP Mónaco que as 500 milhas de indianapólis, agora, penso que a F1 só tinha a ganhar se pusesse pelo menos 1 corrida com Ovais (1 em 20 provas seria residual), mas aumentaria e muito o interesse dos adeptos, e ganharia muitos novos adeptos no mercado dos Estados Unidos, que continuam a não ser grandes fãs de F1…
Ricardo Peixoto
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Dezembro 28, 2013 at
11:40 am
Antes de mais e como já referi eu não sou entendido, sou mais um espectador assíduo, gosto da F1.
Porque nas ovais elas são emocionantes, para mim pelo menos, por causa dos toques, dos picos que os pilotos criam, num carro de F1, se isso acontecer continuamente o mais certo será um ir "dar de comer aos cavalos", e lá se vaino carro, depois nesses pistas os travões, servem para entrar nas boxes (exageradamente, como é obvio). Eu lembro-me que em Indianapoles havia uma grande troço da pista que era uma "meia oval". Se essa pista voltasse se calhar podia mudar a minha opinião. Mas pessoalmente acho que um GP do Mônaco, Austrália, Monza ou Spa-Francochamps (acho que é assim que se escreve) traz mais emoção a F1, é preciso ter unhas tanto nas ultrapassagens como nas idas a box como para não ir contra as barreiras de proteção. Mas visto que eles mudam tanta coisa se calhar essa medida como disse é de todo a menos "descabida".
Já agora peço desculpa seno texto não esta bem estruturado mas estou no telemóvel e não consigo ler o que escrevi é as vezes posso ter cometido uma gafe.
Kafka
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Dezembro 28, 2013 at
12:08 am
Ricardo, admito não ser um grande especialista de F1, perdi muito do interesse desde a morte do Ayrton Senna, desde aí continuei a acompanhar mas já não fui tanto ao pormenor, portanto admito que não percebo muito, pelo que não percebi também, o que quiseste dizer com o facto das Ovais não trazerem grande vantagem nem para o carro, nem para os mais entendidos na matéria
Quanto à questão dos pontos, 110% de acordo contigo, é completamente descabido e ridículo se a medida dos pontos a dobrar na última corrida for para a frente, daqui a nada quase parece as regras dos putos quando estão a jogar à bola e está na hora de ir embora, em que "quem marcar ganha" quando no entanto uma das equipas já vencia por 8 ou 9, isto aqui parece quase o mesmo, é tão ridiculo
Ricardo Peixoto
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Dezembro 27, 2013 at
11:30 pm
Isso seria bom para o espectador mas penso que em termos de tirar a "potencia máxima" do bicho ou para o espectador mais assíduo não traria assim tantas vantagens. Mas eu também não concordo com UM monte enorme de medidas tomadas pela FIA por isso essa seria a menos descabida de todas!
Já agora aproveito para dizer que espero mesmo, mesmo que a pontuação não seja alterada, acho uma estupidez de todo o tamanho a alteração dos pontos na ultima corrida. Qual o sentido?
Eu acho que vale tanto a ultima corrida como a primeira, se isso é para trazer a emoção a F1 eu acho que isso tira a emoção toda!! Vamos imaginar que o X vai em primeiro com 25 pontos de avanço, mas azares dos azares o Y dá-lhe um toque que o "arruma para canto" e o Z ganha a corrida, com os 50 pontos ganhos fica em 1º, com pouco mérito! Eu acho que esse sistema de pontuação era uma aberração. E mais uma medida descabida por parte da FIA, em vez de trazer a emoção, que muita gente pede, esta a afastar as pessoas das corridas.
NoSense
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Dezembro 27, 2013 at
5:42 pm
Não quero criar qualquer tipo de "guerra" nem nada, até porque concordo com a maior parte dos comentários e respeito-os a todos, mas já vi alguns comentários com o nome de Massa e nas melhorias que este pode trazer para a Williams. A minha questão é só: quem é Massa? 5 anos – 0 poles, 0 vitórias, 1 pódio na época, que melhorias traz este homem para a Williams? Só mesmo os milhões do Brasil, porque de resto não traz nada de novo. Experiência? Boas perspectivas? Acho que não…Massa não é nenhum Raikonnen que carrega e desenvolve uma equipa. Na minha opinião o nome de Massa apenas serve para aumentar a visibilidade da equipa e porque é um homem de "baixo" salário (entenda-se não astronómico e não baixo), de resto não vejo qualquer mais valia de Massa neste momento
Ricardo Peixoto
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Dezembro 27, 2013 at
6:38 pm
Não querendo também entrar em conflito consigo, diga lá se os patrocinadores e o dinheiro que podem trazer não pode de certa forma a melhorar o desempenho do Williams, cada vez mais o dinheiro é uma peça fundamental na F1, se o Massa levar experiência, que a tem da Ferrari, se levar patrocinadores logo leva visibilidade e dinheiro, penso que pode ser mesmo uma mais valia para a Williams que atravessa uma fase menos boa e pode mesmo voltar a conquistar um bom lugar (5/6) de construtores. Só uma mera opinião.
João Lains
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Dezembro 27, 2013 at
5:40 pm
Eu não costumo acompanhar a Fórmula 1 mas gosto bastante de ler este tipo de artigos e os grandes comentários que os leitores do blogue têm por hábito fazer. As únicas memórias que tenho vêm da minha infância onde via todos os domingos a seguir ao almoço a luta entre a Ferrari e a McLaren e os únicos nomes que me habituei a ouvir foram o do Schumacher, Barrichello, Coulthard e do Raikkonen. Hoje em dia, conheço o pelotão, tenho estado atento aos desenrolar das provas e aos vencedores, não não percebo nada no que diz respeito à parte técnica e tudo o que envolve o carro. Gostava só de solicitar a algum dos entendidos que por aqui está se me poderiam dizer alguma coisa acerca do Sergio Pérez? Quais eram as expectativas que tinham sobre ele quando chegou à Fórmula 1 e se me podiam contextualizar a sua situação actual, desempenhos, etc!
Ricardo Peixoto
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Dezembro 27, 2013 at
11:38 pm
Já agora, quanto a situação actual da F1,pouco há a dizer domínio (quase absoluto) da Redbull e Vettel com uma mão cheia de novos pilotos como o Daniel Ricciardo, Hulkenberg, Bianchi (para mim merecia uma oportunidade numa equipa melhor), Grosjean entre outros. E os "pilotos da linha da frente" são basicamente os mesmo, Vettel, Alonso, Hamilton, Raikkonen e porque não Button.
A McLaren como diz o post baixo (e de que maneira) o orçamento fazendo com que o desempenho seja mais fraco do que o habitual. E a Mercedes, Ferrari e Lotus andam a tentar seguir a Redbull tentando tirar-lhe a hegemonia. Eu penso que este ano vai ter um arranque emocionante, por causa do V6 as equipas vão andar um pouco "as aranhas" para tirar a rentabilidade máxima dos carros mas claro que isso só se terá mais certezas para o inicio de Fevereiro.
João Lains
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Dezembro 27, 2013 at
7:02 pm
Qualquer informação ajuda, já que nada percebo, obrigado!
Ricardo Peixoto
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Dezembro 27, 2013 at
6:34 pm
Eu pessoalmente não gosto do Sérgio Perez é um piloto que a meu ver é mediano, embora não seja muito entendido na matéria, sou mais um espectador assíduo, que outra coisa, mas o Perez este ano teve alguma "sorte" que o que valeu a sua continuidade na F1 foi o seu patrocinador e salvo erro os 14M€ que esse valia. a McLaren não gostou muito da aposta. Na época transacta, se não me engano, ele deu nas vista no grande prémio de Itália ou assim. Espero que de alguma forma tenha conseguido ajudar.
Ricardo Peixoto
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Dezembro 27, 2013 at
4:59 pm
Para além do que já foi referido acho que uns dos aspectos mais positivos para o época que vem será mesmo o acréscimo de qualidade na F1, na Redbull mantém-se o Vettel e o Ricciardo será certamente um digno sucessor ao Webber, uns dos pilotos em clara ascensão. A Mercedes pior não deve conseguir fazer, digo eu. Na Mercedes conseguiu reforçar a sua equipa com dois elementos da Redbull o que por si só já é sinal de melhorias e para mim as duas surpresas poderão ser a Force Índia, já este ano deu sinais de vida como tinha vindo a demonstrar e ainda Williams foi buscar o Massa, pode valer pela experiência e a Sauber, o ano passado tinha um carro seguro e fiável se conseguir manter isso com as novas mudanças do V8 para o V6, será certamente uma equipa com pelo menos um piloto no pontos.
Mas para mim a luta pelo titulo será entre a Redbull, Mercedes e Ferrari. Com a Lotus num patamar logo abaixo e depois a Force Índia, Sauber e Toro Roso.
Só de referir que só a Caterham não tem a equipa defenida e na Marrusia falta um piloto para fazer companhia ao Bianchi.
hyuga
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Dezembro 27, 2013 at
4:45 pm
o mérito é muito mais de Newey do que Vettel. Hoje em dia a diferença faz-se na engenharia e não na pilotagem. Alonso na red bull ganharia o título. Hamilton tambem e até raikonnen. Longe vão os tempos em que só quem ganhava quem era o melhor piloto. A F1 tornou-se aborrecida.
Ricardo Peixoto
Posted
Dezembro 27, 2013 at
6:40 pm
Não concordo que a F1 se tornou aborrecida, nem que o Vettel não tem mérito no seu TETRA, mas que a Redbull parece sempre um passo a frente, nisso concordo! Newey é certamente uma peça mais que fundamental mas que conduz esse bólide tem de ter mérito.
NoSense
Posted
Dezembro 27, 2013 at
4:42 pm
O ano de 2013 foi mesmo um autêntico passeio para a Red Bull (mais um) e para o meu piloto favorito (Sebastian Vettel). Ao contrário das previsões não houve uma visível temporada com os carros praticamente iguais aos do ano anterior e um introdução ao próximo ano, algo que eu esperava principalmente por parte da Mercedes de forma a "adaptar" Hamilton o mais rapidamente possível. Assim sendo, com Newey na equipa é meio caminho andado para o título de pilotos, contudo para o título de construtores foi uma aposta demasiado arriscada (independentemente do já mostrado por Ricciardo). De qualquer das formas a Red Bull não só parte em vantagem por ter Newey, o único que verdadeiramente decide títulos, como juntou ao GP da Alemanha, a Austria de forma a jogar "em casa". Não bastando estes 2 GP "caseiros", numa jogada de bastidores trouxe outro GP "caseiro" com a chamada ao satélite de Daniil Kvyat. A única equipa que neste momento, estando a F1 como está, poderia tentar ombrear com a Red Bull, cometeu o que para mim é um grande erro que foi apostar nos 2 melhores pilotos da actualidade. Se por um lado são discutivelmente, mas são, os 2 melhores pilotos, por outro, já está mais que provado que ter 2 chefes de fila nunca dá bons resultados e com Alonso nunca dará (a sua veia espanhola fala sempre mais alto). A Mercedes, pode também ter uma palavra a dizer, pois Hamilton é um grande piloto, Rosberg tem talento de sobra e está-se a reforçar bem nas boxes, contudo não creio que chegue para a Ferrari. A McLaren, fez muito bem em livrar-se de Sergio Perez pois ter Perez na equipa é como ter um Sergio Ramos na defesa…coração nas mãos durante aquela hora e meia, mas fez uma aposta de risco em Kevin Magnussen, o que poderá prejudicar (ou continuar a prejudicar) a carreira de Jenson Button… Fico com pena essencialmente dos grandes progressos que a Lotus vinha a fazer, mas perder Raikonnen foi o perder de todo o trabalho que vinham a desempenhar até aqui (Grosjean é um grande piloto, mas por vezes toma decisões ridículas), contudo foi quem teve a escolha de menor risco para segundo piloto.
Posto isto, concordo com a opinião de que se Vettel passear novamente, a F1 vai descer e muito em termos de assistência, mas cá estamos para ver se as novas regras e motores (que na minha opinião, cada vez mais são feitas para tentar bater Newey do que para melhorar a F1) vão ter alguma influência no final deste campeonato…
Santos
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Dezembro 27, 2013 at
6:52 pm
A F1 como patamar máximo do automobilismo deve servir para evoluir a industria automóvel. A era dos mil cavalos, dos motores tão potentes que as caixas partiam de tanto binário ou dos V12 tem de acabar. Neste momento acho uma politica acertada a da FIA, diminuindo as capacidades dos motores, promover a inserção de novas tecnologias e recuperação de energia, melhores consumos e menos emissões. Conseguir os mesmos tempos (ou próximos) com menos…
É verdade que a mim me dava mais gosto ver os "carros" nas rectas a patinar quando lhe metiam uma quinta ou sexta tal era a brutalidade do motor, mas pensando que toda a tecnologia é mais tarde implementada no automóvel do cidadão, a politica não é tão má assim.
Ricardo Peixoto
Posted
Dezembro 27, 2013 at
6:46 pm
Olhe que tanto o Vettel com Redbull estão com muito receio do "novo V6" foi bastante visível na última corrida do campeonato onde o Vettel disse para se saborear bem a vitória que o ano que se seguia ia ser muito pior por isso não sei se será assim um passeio tão grande.
Quanto a Ferrari, já se provou que ter 2 "chefes" nunca dá bom resultado, veja-se a McLaren do tempo de Hamilton e Alonso. Por isso apostaria mais facilmente na Mercedes do que na Ferrari.
André
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Dezembro 27, 2013 at
3:43 pm
Não concordo nada com a visão da época. A época foi "seca", no que diz respeito ao primeiro lugar de cada grande prémio, a partir das "férias de verão" altura em que a RedBull se destacou nos melhoramentos que introduziu corrida após corrida. Contudo tivemos corridas bem emocionantes derivado do crescimento de alguns pilotos e equipas do meio do pelotão. Discordo também da análise que dá continuidade à imagem de que Vettel só ganha pelo carro. A verdade é que o Webber tem (tinha) o mesmo carro. Estamos a falar de uma unidade do ponto de vista aerodinâmico quase perfeita, mas com grandes problemas eléctricos (alternadores, bloco de recolha de energia e de utilização da mesma), apesar destes problemas parecer assentar que nem uma luva ao estilo de Vettel.
A meu resumo do ano seria:
Positivo: Lotus – poderia ter chegado ao 2º lugar com um Kimi sem ordenados em atraso e com uma escolha mais feliz do que Kovaleinen Hulkenberg – Mostrou em pista que ser um piloto "grande" não é um problema e que com um carro equilibrado consegue colocar muitos problemas aos "front runners" Grosjean – A experiência do ano passado fe-lo crescer é neste momento um dos pilotos de topo da F1 e assumiu claramente o papel de lider da equipa na segunda metade (aquando dos problemas físicos e "monetários" com o Kimi) Ricciardo – Boa época do piloto australiano, merecida promoção à equipa principal. Vettel – Continua a bater record atrás de record…
Negativo: McLaren: Como referido no post, bateram todos os recordes pela negativa… época que prometeu, especialmente depois dos testes de início de época em Jerez Williams: 3 pontos para uma equipa que ganhou uma corrida a época passada é um enorme retrocesso… Webber: A despedida merecia uma vitória (que Vettel "roubou" contra as ordens da equipa) contudo fica sempre a dúvida sobre a sua qualidade enquanto piloto pois tinha nas mãos um "super carro" Maldonado: Embora o equipa tenha muita culpa no cartório, é incrível como continua a ser um piloto "odiado" nas boxes… mais um caso em que o dinheiro lhe garante um futuro na F1. A despedida da williams sob clima de suspeição certamente que não vai ajudar à sua popularidade.
Expectivas para 2014:
– Novos motores – um salto no desconhecido, garantirá um início de época cheio de emoção e incerteza. – Desempenho "eléctrico" da RedBull. Como já referi é um dos calcanhares de aquiles da equipa, o aumento da sua importância poderá ser um factor que nem a melhor aerodinâmica possa disfarçar… – McLaren – depois do desastre que foi 2013 como irá reagir a equipa a uma nova era? Kevin Magnunssen acaba por aterrar num cenário de pesadelo, pois é uma aposta algo controversa da equipa, o que irá adicionar ainda mais pressão na sua época de estreia – Ferrari – dois galos na capoeira, como irão lidar Alonso e Raikonen? E como conseguirá a equipa gerir o ego destes dois pilotos?
Santos
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Dezembro 27, 2013 at
6:11 pm
Toda a gente sabe que F1 não é feita de números, fosse assim e alguns do melhores de sempre nem constavam na história. Concordo com a sua análise sobre o que disse, mas continuo a achar que tal como Barrichello foi tampão de Schumacher, Webber foi tampão de Vettel. Um coisa é ganhar tempo e aproximar-se do da frente, outra é conseguir passar, só ser mais rápido não chega e uma coisa que Webber faz bem é defender a posição. Não estou a dizer que lhe foi atribuída a função de tampão, mas a verdade é que quando a luta pelo 2º lugar era Webber vs Alonso, Vettel ganhava segundos preciosos para a seguinte paragem nas boxes.
Nunca será um piloto que fique na memória, tal como Barrichello, mas terá que fazer parte da história, nem que seja por ter "ajudado" outro piloto a ser melhor do mundo.
Na análise dos números, até Button é melhor que Raikonen.
André
Posted
Dezembro 27, 2013 at
4:56 pm
Ganhou mais que os melhores? Webber teve 7 vitórias nos últimos 4 anos (curiosamente o melhor registo de vitórias é na época de estreia de Vettel na RedBull) O carro em 2010 estava em igualdade com o Ferrari, em 2011 foi claramente o melhor do pelotão, em 2012 era o segundo melhor carro (o McLaren era bem melhor, mas os problemas na box e de fiabilidade deitaram tudo a perder e o Ferrari estava um pouco abaixo) em 2013 foi o melhor carro na segunda metade do campeonato.
Agora vamos analisar os números: 2 épocas em que a RedBull dá "abada" (carro superior) coincidem com os piores registos de Webber. Numa altura em que o seu colega de equipa é teoricamente a única concorrência Webber ganha 1 corrida (2011) e nenhuma em 2013. Ali em cima falavam de Webber ter sido tampão, pois bem, eu acho que Webber precisou de tampão (Hamilton e Alonso) para ser melhor que Vettel, pois foi nessas alturas em que ele mais brilhou.
Gosto muito do Webber, tem uma personalidade diferente de todos os restantes pilotos, dá espetáculo (a ultrapassagem na subida da eau rouge, há-de perdurar na minha memória), não me vou esquecer dele, mas não vai ser por ter sido um grande campeão, ou um piloto predestinado como considero que sejam Hamilton, Alonso, Raikonen ou Vettel (para falar no presente).
A análise dos números fez-me concluir que nunca dei o devido valor ao Button…
Anónimo
Posted
Dezembro 27, 2013 at
4:51 pm
Muito pertinente e bem feito o "positivo e negativo" do ano. Penso que Ricciardo, embora tenha feito uma época positiva, não tem "cabedal" para a Red Bull. É claramente o 2º piloto e não se espera muito mais que isso. Maldonado é o exemplo perfeito do que vai mal da F1. O dinheiro é importante mas não pode ser tudo. Há muitos talentos tapados por pilotos de qualidade duvidosa, como é o caso de Maldonado. Félix da Costa, por exemplo é 30 vezes mais piloto do que alguns que por lá se passeiam. Ponha-se os olhos na Force India, que preferiu uma dupla espectacular, em vez de mais uns milhões no cofre. Espero sinceramente que seja aposta ganha.
Quanto à questão Vettel. Há um "ditado" que diz que para ser campeão na F1 basta ser um piloto médio com um excelente carro. Já um excelente piloto com um carro médio não tem muitas hipóteses de vencer ( veja-se Alonso em 2012). Mas, embora o carro da Red Bull seja fantástico ( ter Newey é meio caminho andado para vencer), não se pode menosprezar o desempenho de Vettel. O carro embora bom, não se conduz sozinho e Webber é a prova que nem todos conseguem tirar partido do carro. Vettel soube adaptar-se de forma inteligente ao carro e o seu estilo de condução foi direccionado exactamente para isso. É certo que o carro foi fiável, que a equipa funcionou na perfeição e que o azar não quis nada com ele. Mas todo o trabalho que tem desenvolvido até aqui merece respeito. Não sou apreciador do estilo do alemão, tal como não era de Schumacher, mas sou obrigado a admitir que é um excelente piloto. Falta quem lhe dê luta para que isso fique definitivamente provado. Admito que Alonso ou Kimi ou até mesmo Hamilton tenham mais talento que Vettel, mas reduzir a qualidade de Vettel apenas ao carro é injusto.
Fábio Mendes
Santos
Posted
Dezembro 27, 2013 at
4:04 pm
Quando um piloto como Webber nestes últimos 4 anos ganhou mais que os "melhores", a questão será sempre o carro. Lembro-me de noutro post discutir, provavelmente consigo também, essa mesma questão.
O carro nunca é igual, há sempre um beneficio e uma certa atenção especial sobre o piloto que melhor chance tem de ganhar, ou eles querem que ganhe. Basta ver os problemas que Webber teve nesta época, coisa que nunca (ou rara vez) aconteceu nas outras. Até nas boxes, a melhor boxe do mundo errou apenas num dos pilotos, será mesmo coincidência?
Põe em causa a qualidade de Webber com o "super carro", então como conseguiu resultados tão bons neste período? Ganhou pelo carro ou pela qualidade?
Anónimo
Posted
Dezembro 27, 2013 at
3:29 pm
Resumir a carreira de Mark Webber pelos momentos caricatos parece me redutor. Webber teve 9 vitórias e 42 pódios, o que já não é nada mau. Além disso era dos poucos pilotos com carácter o suficiente para dizer o que pensava. A par de Kimi, era o piloto que tornava o paddock mais genuíno, menos hipócrita e menos politicamente correcto. E é a hipocrisia e o politicamente correcto que tem afectado e de que maneira a F1. Esta ultima época não foi a melhor, e Webber não é de facto um talento ao nível de Alonso, Kimi ou Vettel. Mas penso que para quem se despediu da F1, tendo feito o que fez, merecia outro tipo comentário. Além disso, e ao contrário do seu colega de equipa, a fiabilidade do seu monolugar não foi digna de grande registo, o que também dificultou a vida ao australiano.
Fala-se na dupla da Ferrari que será muito interessante de seguir, mas é importante fazer também referencia à dupla da Force India que será das melhores do grid e que sem duvida fará crescer a equipa, a Williams que está num processo de reformulação e que poderá ressurgir, depois de uma época horrível ( Massa poderá ajudar), Merece destaque também a excelente ponta final de Hulkenberg que é um enorme piloto, a primeira época em grande nível de Bianchi da Marussia que tem tudo para ser uma estrela.
Fábio Mendes
Santos
Posted
Dezembro 27, 2013 at
5:13 pm
Muitos diziam que Hamilton estava a passar de cavalo para burro, a verdade é que era ele que metia a McLaren no pódio e somava grande parte dos pontos da equipa. Mercedes está a apostar forte, mas não apenas na F1, o que é bom. O que mais se nota é trabalho de box, onde claramente a Red Bull é a melhor, ganhar tempo nas boxes (ou não o perder) será um grande passo para bons resultados.
Dois galos na mesma capoeira pode dar resultado, não é a primeira vez que acontece. Será um bom ano, isto claro se houver uma competição mais nivelada.
Anónimo
Posted
Dezembro 27, 2013 at
4:39 pm
A Mercedes estará forte pois tem-se reforçado muito bem ao nível dos engenheiros. O investimento é forte, a dupla de pilotos é sólida. Têm tudo para fazer um bom campeonato. As 3 vitórias conseguidas são um bom presságio. A Ferrari também estará na luta. Reforços na parte técnica, tal como na Mercedes e dois piloto que sabem tirar o melhor dos seu carros. Aliás serão os dois pilotos que mais fazem com pior material. Dois talentos fantásticos. Como vai a Ferrari conciliar os egos dos dois? Não se sabe e por isso será interessante de ver. A McLaren fará um ano de transição. Só para 2015 se poderá espera algo de positivo da equipa. Atenção à Force India. Podem surpreender pela positiva.
Fábio Mendes
Santos
Posted
Dezembro 27, 2013 at
3:53 pm
Realmente Webber merecia outro tipo de saída e até outro tipo de tratamento. Nunca é fácil ser o segundo piloto da equipa que ganha, ser o "tampão" para o outro ganhar e no final não receber quaisquer créditos por isso. Ficar na sombra do melhor do mundo é complicado… Apesar disso e com bem referiu, Webber sempre foi o mais "genuíno" a par de Kimi, e nunca escondeu o que sentia a fazer o papel de segundo piloto, mas tanto tempo na sombra algum dia a coisa tinha de dar para o torto, como foi o caso. Red Bull a proteger o seu prodígio e a "despejar" quem pode por em causa o seu sucesso. Caricato mesmo foi no programa TOP GEAR, dizer que o pai dele sempre lhe disse para não bater em miúdos, isto quando já se sabia da sua saída.
Webber nunca foi dos melhores pilotos, mas soube aproveitar ao máximo o carro que tinha, e venham atirar pedras quando se disser que o carro vence campeonatos…
A Ferrari terá dupla interessante em todos os aspectos, tal como referido, Kimi não se vai deixar "domar", vai querer lutar pelo titulo, nem que seja preciso atirar Alonso para fora da pista algumas vezes. Aposto forte na Mercedes neste próximo ano, foi visível o forte crescimento com a entrada de Hamilton e a boa dupla com Rosberg. Talvez com a mudança das regras e motores haja mesmo um "ano zero" para todos.
Anónimo
Posted
Dezembro 27, 2013 at
3:13 pm
Não é necessário publicar este comentário… Apenas dizer que 2014 terá 19 provas tal como em 2013 pois New Jersey ficou em "aguas de bacalhau", tal como México. O regresso de A1 Ring na Austria e a estreia de Sochi na Russia são as novidades para colmatar a saída de India e Coreia. Fica o apontamento caso queiram corrigir. . Fábio Mendes
29 Comentários
Antonio Silva
Se a ferrari conseguir construir um carro "competitivo" com a red bull, e conseguir gerir o ego dos seu dois pilotos, tem tudo para se sagrar campeã de construtores, poes te os dois melhores pilotos
Kafka
Sou eu o único que acha que a Fórmula 1 devia ter pelo menos uma ou duas Ovais por época?
Ricardo Peixoto
Quanto a isso tens toda a razão. O americanos são um povo que é difícil cativar mas se for um bom projecto é quase para a vida tornam-se fãs e pagam balbúrdias para ir ao local ver. Por isso uma pista com certeza mal não faria e trazer mais adeptos a um desporto que de ano para ano perde seguidores, seria óptimo.
Kafka
Percebi, e tens razão é bem mais difícil vencer um GP Mónaco que as 500 milhas de indianapólis, agora, penso que a F1 só tinha a ganhar se pusesse pelo menos 1 corrida com Ovais (1 em 20 provas seria residual), mas aumentaria e muito o interesse dos adeptos, e ganharia muitos novos adeptos no mercado dos Estados Unidos, que continuam a não ser grandes fãs de F1…
Ricardo Peixoto
Antes de mais e como já referi eu não sou entendido, sou mais um espectador assíduo, gosto da F1.
Porque nas ovais elas são emocionantes, para mim pelo menos, por causa dos toques, dos picos que os pilotos criam, num carro de F1, se isso acontecer continuamente o mais certo será um ir "dar de comer aos cavalos", e lá se vaino carro, depois nesses pistas os travões, servem para entrar nas boxes (exageradamente, como é obvio). Eu lembro-me que em Indianapoles havia uma grande troço da pista que era uma "meia oval". Se essa pista voltasse se calhar podia mudar a minha opinião. Mas pessoalmente acho que um GP do Mônaco, Austrália, Monza ou Spa-Francochamps (acho que é assim que se escreve) traz mais emoção a F1, é preciso ter unhas tanto nas ultrapassagens como nas idas a box como para não ir contra as barreiras de proteção. Mas visto que eles mudam tanta coisa se calhar essa medida como disse é de todo a menos "descabida".
Já agora peço desculpa seno texto não esta bem estruturado mas estou no telemóvel e não consigo ler o que escrevi é as vezes posso ter cometido uma gafe.
Kafka
Ricardo, admito não ser um grande especialista de F1, perdi muito do interesse desde a morte do Ayrton Senna, desde aí continuei a acompanhar mas já não fui tanto ao pormenor, portanto admito que não percebo muito, pelo que não percebi também, o que quiseste dizer com o facto das Ovais não trazerem grande vantagem nem para o carro, nem para os mais entendidos na matéria
Quanto à questão dos pontos, 110% de acordo contigo, é completamente descabido e ridículo se a medida dos pontos a dobrar na última corrida for para a frente, daqui a nada quase parece as regras dos putos quando estão a jogar à bola e está na hora de ir embora, em que "quem marcar ganha" quando no entanto uma das equipas já vencia por 8 ou 9, isto aqui parece quase o mesmo, é tão ridiculo
Ricardo Peixoto
Isso seria bom para o espectador mas penso que em termos de tirar a "potencia máxima" do bicho ou para o espectador mais assíduo não traria assim tantas vantagens. Mas eu também não concordo com UM monte enorme de medidas tomadas pela FIA por isso essa seria a menos descabida de todas!
Já agora aproveito para dizer que espero mesmo, mesmo que a pontuação não seja alterada, acho uma estupidez de todo o tamanho a alteração dos pontos na ultima corrida. Qual o sentido?
Eu acho que vale tanto a ultima corrida como a primeira, se isso é para trazer a emoção a F1 eu acho que isso tira a emoção toda!! Vamos imaginar que o X vai em primeiro com 25 pontos de avanço, mas azares dos azares o Y dá-lhe um toque que o "arruma para canto" e o Z ganha a corrida, com os 50 pontos ganhos fica em 1º, com pouco mérito! Eu acho que esse sistema de pontuação era uma aberração. E mais uma medida descabida por parte da FIA, em vez de trazer a emoção, que muita gente pede, esta a afastar as pessoas das corridas.
NoSense
Não quero criar qualquer tipo de "guerra" nem nada, até porque concordo com a maior parte dos comentários e respeito-os a todos, mas já vi alguns comentários com o nome de Massa e nas melhorias que este pode trazer para a Williams.
A minha questão é só: quem é Massa? 5 anos – 0 poles, 0 vitórias, 1 pódio na época, que melhorias traz este homem para a Williams? Só mesmo os milhões do Brasil, porque de resto não traz nada de novo. Experiência? Boas perspectivas? Acho que não…Massa não é nenhum Raikonnen que carrega e desenvolve uma equipa. Na minha opinião o nome de Massa apenas serve para aumentar a visibilidade da equipa e porque é um homem de "baixo" salário (entenda-se não astronómico e não baixo), de resto não vejo qualquer mais valia de Massa neste momento
Ricardo Peixoto
Não querendo também entrar em conflito consigo, diga lá se os patrocinadores e o dinheiro que podem trazer não pode de certa forma a melhorar o desempenho do Williams, cada vez mais o dinheiro é uma peça fundamental na F1, se o Massa levar experiência, que a tem da Ferrari, se levar patrocinadores logo leva visibilidade e dinheiro, penso que pode ser mesmo uma mais valia para a Williams que atravessa uma fase menos boa e pode mesmo voltar a conquistar um bom lugar (5/6) de construtores. Só uma mera opinião.
João Lains
Eu não costumo acompanhar a Fórmula 1 mas gosto bastante de ler este tipo de artigos e os grandes comentários que os leitores do blogue têm por hábito fazer. As únicas memórias que tenho vêm da minha infância onde via todos os domingos a seguir ao almoço a luta entre a Ferrari e a McLaren e os únicos nomes que me habituei a ouvir foram o do Schumacher, Barrichello, Coulthard e do Raikkonen. Hoje em dia, conheço o pelotão, tenho estado atento aos desenrolar das provas e aos vencedores, não não percebo nada no que diz respeito à parte técnica e tudo o que envolve o carro. Gostava só de solicitar a algum dos entendidos que por aqui está se me poderiam dizer alguma coisa acerca do Sergio Pérez? Quais eram as expectativas que tinham sobre ele quando chegou à Fórmula 1 e se me podiam contextualizar a sua situação actual, desempenhos, etc!
Ricardo Peixoto
Já agora, quanto a situação actual da F1,pouco há a dizer domínio (quase absoluto) da Redbull e Vettel com uma mão cheia de novos pilotos como o Daniel Ricciardo, Hulkenberg, Bianchi (para mim merecia uma oportunidade numa equipa melhor), Grosjean entre outros. E os "pilotos da linha da frente" são basicamente os mesmo, Vettel, Alonso, Hamilton, Raikkonen e porque não Button.
A McLaren como diz o post baixo (e de que maneira) o orçamento fazendo com que o desempenho seja mais fraco do que o habitual. E a Mercedes, Ferrari e Lotus andam a tentar seguir a Redbull tentando tirar-lhe a hegemonia. Eu penso que este ano vai ter um arranque emocionante, por causa do V6 as equipas vão andar um pouco "as aranhas" para tirar a rentabilidade máxima dos carros mas claro que isso só se terá mais certezas para o inicio de Fevereiro.
João Lains
Qualquer informação ajuda, já que nada percebo, obrigado!
Ricardo Peixoto
Eu pessoalmente não gosto do Sérgio Perez é um piloto que a meu ver é mediano, embora não seja muito entendido na matéria, sou mais um espectador assíduo, que outra coisa, mas o Perez este ano teve alguma "sorte" que o que valeu a sua continuidade na F1 foi o seu patrocinador e salvo erro os 14M€ que esse valia. a McLaren não gostou muito da aposta.
Na época transacta, se não me engano, ele deu nas vista no grande prémio de Itália ou assim. Espero que de alguma forma tenha conseguido ajudar.
Ricardo Peixoto
Para além do que já foi referido acho que uns dos aspectos mais positivos para o época que vem será mesmo o acréscimo de qualidade na F1, na Redbull mantém-se o Vettel e o Ricciardo será certamente um digno sucessor ao Webber, uns dos pilotos em clara ascensão. A Mercedes pior não deve conseguir fazer, digo eu. Na Mercedes conseguiu reforçar a sua equipa com dois elementos da Redbull o que por si só já é sinal de melhorias e para mim as duas surpresas poderão ser a Force Índia, já este ano deu sinais de vida como tinha vindo a demonstrar e ainda Williams foi buscar o Massa, pode valer pela experiência e a Sauber, o ano passado tinha um carro seguro e fiável se conseguir manter isso com as novas mudanças do V8 para o V6, será certamente uma equipa com pelo menos um piloto no pontos.
Mas para mim a luta pelo titulo será entre a Redbull, Mercedes e Ferrari. Com a Lotus num patamar logo abaixo e depois a Force Índia, Sauber e Toro Roso.
Só de referir que só a Caterham não tem a equipa defenida e na Marrusia falta um piloto para fazer companhia ao Bianchi.
hyuga
o mérito é muito mais de Newey do que Vettel. Hoje em dia a diferença faz-se na engenharia e não na pilotagem. Alonso na red bull ganharia o título. Hamilton tambem e até raikonnen.
Longe vão os tempos em que só quem ganhava quem era o melhor piloto. A F1 tornou-se aborrecida.
Ricardo Peixoto
Não concordo que a F1 se tornou aborrecida, nem que o Vettel não tem mérito no seu TETRA, mas que a Redbull parece sempre um passo a frente, nisso concordo! Newey é certamente uma peça mais que fundamental mas que conduz esse bólide tem de ter mérito.
NoSense
O ano de 2013 foi mesmo um autêntico passeio para a Red Bull (mais um) e para o meu piloto favorito (Sebastian Vettel).
Ao contrário das previsões não houve uma visível temporada com os carros praticamente iguais aos do ano anterior e um introdução ao próximo ano, algo que eu esperava principalmente por parte da Mercedes de forma a "adaptar" Hamilton o mais rapidamente possível.
Assim sendo, com Newey na equipa é meio caminho andado para o título de pilotos, contudo para o título de construtores foi uma aposta demasiado arriscada (independentemente do já mostrado por Ricciardo). De qualquer das formas a Red Bull não só parte em vantagem por ter Newey, o único que verdadeiramente decide títulos, como juntou ao GP da Alemanha, a Austria de forma a jogar "em casa". Não bastando estes 2 GP "caseiros", numa jogada de bastidores trouxe outro GP "caseiro" com a chamada ao satélite de Daniil Kvyat.
A única equipa que neste momento, estando a F1 como está, poderia tentar ombrear com a Red Bull, cometeu o que para mim é um grande erro que foi apostar nos 2 melhores pilotos da actualidade. Se por um lado são discutivelmente, mas são, os 2 melhores pilotos, por outro, já está mais que provado que ter 2 chefes de fila nunca dá bons resultados e com Alonso nunca dará (a sua veia espanhola fala sempre mais alto).
A Mercedes, pode também ter uma palavra a dizer, pois Hamilton é um grande piloto, Rosberg tem talento de sobra e está-se a reforçar bem nas boxes, contudo não creio que chegue para a Ferrari.
A McLaren, fez muito bem em livrar-se de Sergio Perez pois ter Perez na equipa é como ter um Sergio Ramos na defesa…coração nas mãos durante aquela hora e meia, mas fez uma aposta de risco em Kevin Magnussen, o que poderá prejudicar (ou continuar a prejudicar) a carreira de Jenson Button…
Fico com pena essencialmente dos grandes progressos que a Lotus vinha a fazer, mas perder Raikonnen foi o perder de todo o trabalho que vinham a desempenhar até aqui (Grosjean é um grande piloto, mas por vezes toma decisões ridículas), contudo foi quem teve a escolha de menor risco para segundo piloto.
Posto isto, concordo com a opinião de que se Vettel passear novamente, a F1 vai descer e muito em termos de assistência, mas cá estamos para ver se as novas regras e motores (que na minha opinião, cada vez mais são feitas para tentar bater Newey do que para melhorar a F1) vão ter alguma influência no final deste campeonato…
Santos
A F1 como patamar máximo do automobilismo deve servir para evoluir a industria automóvel. A era dos mil cavalos, dos motores tão potentes que as caixas partiam de tanto binário ou dos V12 tem de acabar.
Neste momento acho uma politica acertada a da FIA, diminuindo as capacidades dos motores, promover a inserção de novas tecnologias e recuperação de energia, melhores consumos e menos emissões. Conseguir os mesmos tempos (ou próximos) com menos…
É verdade que a mim me dava mais gosto ver os "carros" nas rectas a patinar quando lhe metiam uma quinta ou sexta tal era a brutalidade do motor, mas pensando que toda a tecnologia é mais tarde implementada no automóvel do cidadão, a politica não é tão má assim.
Ricardo Peixoto
Olhe que tanto o Vettel com Redbull estão com muito receio do "novo V6" foi bastante visível na última corrida do campeonato onde o Vettel disse para se saborear bem a vitória que o ano que se seguia ia ser muito pior por isso não sei se será assim um passeio tão grande.
Quanto a Ferrari, já se provou que ter 2 "chefes" nunca dá bom resultado, veja-se a McLaren do tempo de Hamilton e Alonso. Por isso apostaria mais facilmente na Mercedes do que na Ferrari.
André
Não concordo nada com a visão da época. A época foi "seca", no que diz respeito ao primeiro lugar de cada grande prémio, a partir das "férias de verão" altura em que a RedBull se destacou nos melhoramentos que introduziu corrida após corrida. Contudo tivemos corridas bem emocionantes derivado do crescimento de alguns pilotos e equipas do meio do pelotão.
Discordo também da análise que dá continuidade à imagem de que Vettel só ganha pelo carro. A verdade é que o Webber tem (tinha) o mesmo carro. Estamos a falar de uma unidade do ponto de vista aerodinâmico quase perfeita, mas com grandes problemas eléctricos (alternadores, bloco de recolha de energia e de utilização da mesma), apesar destes problemas parecer assentar que nem uma luva ao estilo de Vettel.
A meu resumo do ano seria:
Positivo:
Lotus – poderia ter chegado ao 2º lugar com um Kimi sem ordenados em atraso e com uma escolha mais feliz do que Kovaleinen
Hulkenberg – Mostrou em pista que ser um piloto "grande" não é um problema e que com um carro equilibrado consegue colocar muitos problemas aos "front runners"
Grosjean – A experiência do ano passado fe-lo crescer é neste momento um dos pilotos de topo da F1 e assumiu claramente o papel de lider da equipa na segunda metade (aquando dos problemas físicos e "monetários" com o Kimi)
Ricciardo – Boa época do piloto australiano, merecida promoção à equipa principal.
Vettel – Continua a bater record atrás de record…
Negativo:
McLaren: Como referido no post, bateram todos os recordes pela negativa… época que prometeu, especialmente depois dos testes de início de época em Jerez
Williams: 3 pontos para uma equipa que ganhou uma corrida a época passada é um enorme retrocesso…
Webber: A despedida merecia uma vitória (que Vettel "roubou" contra as ordens da equipa) contudo fica sempre a dúvida sobre a sua qualidade enquanto piloto pois tinha nas mãos um "super carro"
Maldonado: Embora o equipa tenha muita culpa no cartório, é incrível como continua a ser um piloto "odiado" nas boxes… mais um caso em que o dinheiro lhe garante um futuro na F1. A despedida da williams sob clima de suspeição certamente que não vai ajudar à sua popularidade.
Expectivas para 2014:
– Novos motores – um salto no desconhecido, garantirá um início de época cheio de emoção e incerteza.
– Desempenho "eléctrico" da RedBull. Como já referi é um dos calcanhares de aquiles da equipa, o aumento da sua importância poderá ser um factor que nem a melhor aerodinâmica possa disfarçar…
– McLaren – depois do desastre que foi 2013 como irá reagir a equipa a uma nova era? Kevin Magnunssen acaba por aterrar num cenário de pesadelo, pois é uma aposta algo controversa da equipa, o que irá adicionar ainda mais pressão na sua época de estreia
– Ferrari – dois galos na capoeira, como irão lidar Alonso e Raikonen? E como conseguirá a equipa gerir o ego destes dois pilotos?
Santos
Toda a gente sabe que F1 não é feita de números, fosse assim e alguns do melhores de sempre nem constavam na história. Concordo com a sua análise sobre o que disse, mas continuo a achar que tal como Barrichello foi tampão de Schumacher, Webber foi tampão de Vettel.
Um coisa é ganhar tempo e aproximar-se do da frente, outra é conseguir passar, só ser mais rápido não chega e uma coisa que Webber faz bem é defender a posição. Não estou a dizer que lhe foi atribuída a função de tampão, mas a verdade é que quando a luta pelo 2º lugar era Webber vs Alonso, Vettel ganhava segundos preciosos para a seguinte paragem nas boxes.
Nunca será um piloto que fique na memória, tal como Barrichello, mas terá que fazer parte da história, nem que seja por ter "ajudado" outro piloto a ser melhor do mundo.
Na análise dos números, até Button é melhor que Raikonen.
André
Ganhou mais que os melhores? Webber teve 7 vitórias nos últimos 4 anos (curiosamente o melhor registo de vitórias é na época de estreia de Vettel na RedBull)
O carro em 2010 estava em igualdade com o Ferrari, em 2011 foi claramente o melhor do pelotão, em 2012 era o segundo melhor carro (o McLaren era bem melhor, mas os problemas na box e de fiabilidade deitaram tudo a perder e o Ferrari estava um pouco abaixo) em 2013 foi o melhor carro na segunda metade do campeonato.
Agora vamos lá ver as vitórias:
Vettel – 34
Hamilton – 11
Alonso – 11
Button – 8
Webber – 7
Raikonen – 2
Rosberg – 2
Maldonado -1
Agora vamos analisar os números:
2 épocas em que a RedBull dá "abada" (carro superior) coincidem com os piores registos de Webber. Numa altura em que o seu colega de equipa é teoricamente a única concorrência Webber ganha 1 corrida (2011) e nenhuma em 2013.
Ali em cima falavam de Webber ter sido tampão, pois bem, eu acho que Webber precisou de tampão (Hamilton e Alonso) para ser melhor que Vettel, pois foi nessas alturas em que ele mais brilhou.
Gosto muito do Webber, tem uma personalidade diferente de todos os restantes pilotos, dá espetáculo (a ultrapassagem na subida da eau rouge, há-de perdurar na minha memória), não me vou esquecer dele, mas não vai ser por ter sido um grande campeão, ou um piloto predestinado como considero que sejam Hamilton, Alonso, Raikonen ou Vettel (para falar no presente).
A análise dos números fez-me concluir que nunca dei o devido valor ao Button…
Anónimo
Muito pertinente e bem feito o "positivo e negativo" do ano. Penso que Ricciardo, embora tenha feito uma época positiva, não tem "cabedal" para a Red Bull. É claramente o 2º piloto e não se espera muito mais que isso. Maldonado é o exemplo perfeito do que vai mal da F1. O dinheiro é importante mas não pode ser tudo. Há muitos talentos tapados por pilotos de qualidade duvidosa, como é o caso de Maldonado. Félix da Costa, por exemplo é 30 vezes mais piloto do que alguns que por lá se passeiam. Ponha-se os olhos na Force India, que preferiu uma dupla espectacular, em vez de mais uns milhões no cofre. Espero sinceramente que seja aposta ganha.
Quanto à questão Vettel. Há um "ditado" que diz que para ser campeão na F1 basta ser um piloto médio com um excelente carro. Já um excelente piloto com um carro médio não tem muitas hipóteses de vencer ( veja-se Alonso em 2012). Mas, embora o carro da Red Bull seja fantástico ( ter Newey é meio caminho andado para vencer), não se pode menosprezar o desempenho de Vettel. O carro embora bom, não se conduz sozinho e Webber é a prova que nem todos conseguem tirar partido do carro. Vettel soube adaptar-se de forma inteligente ao carro e o seu estilo de condução foi direccionado exactamente para isso. É certo que o carro foi fiável, que a equipa funcionou na perfeição e que o azar não quis nada com ele. Mas todo o trabalho que tem desenvolvido até aqui merece respeito. Não sou apreciador do estilo do alemão, tal como não era de Schumacher, mas sou obrigado a admitir que é um excelente piloto. Falta quem lhe dê luta para que isso fique definitivamente provado. Admito que Alonso ou Kimi ou até mesmo Hamilton tenham mais talento que Vettel, mas reduzir a qualidade de Vettel apenas ao carro é injusto.
Fábio Mendes
Santos
Quando um piloto como Webber nestes últimos 4 anos ganhou mais que os "melhores", a questão será sempre o carro. Lembro-me de noutro post discutir, provavelmente consigo também, essa mesma questão.
O carro nunca é igual, há sempre um beneficio e uma certa atenção especial sobre o piloto que melhor chance tem de ganhar, ou eles querem que ganhe. Basta ver os problemas que Webber teve nesta época, coisa que nunca (ou rara vez) aconteceu nas outras. Até nas boxes, a melhor boxe do mundo errou apenas num dos pilotos, será mesmo coincidência?
Põe em causa a qualidade de Webber com o "super carro", então como conseguiu resultados tão bons neste período? Ganhou pelo carro ou pela qualidade?
Anónimo
Resumir a carreira de Mark Webber pelos momentos caricatos parece me redutor. Webber teve 9 vitórias e 42 pódios, o que já não é nada mau. Além disso era dos poucos pilotos com carácter o suficiente para dizer o que pensava. A par de Kimi, era o piloto que tornava o paddock mais genuíno, menos hipócrita e menos politicamente correcto. E é a hipocrisia e o politicamente correcto que tem afectado e de que maneira a F1. Esta ultima época não foi a melhor, e Webber não é de facto um talento ao nível de Alonso, Kimi ou Vettel. Mas penso que para quem se despediu da F1, tendo feito o que fez, merecia outro tipo comentário. Além disso, e ao contrário do seu colega de equipa, a fiabilidade do seu monolugar não foi digna de grande registo, o que também dificultou a vida ao australiano.
Fala-se na dupla da Ferrari que será muito interessante de seguir, mas é importante fazer também referencia à dupla da Force India que será das melhores do grid e que sem duvida fará crescer a equipa, a Williams que está num processo de reformulação e que poderá ressurgir, depois de uma época horrível ( Massa poderá ajudar), Merece destaque também a excelente ponta final de Hulkenberg que é um enorme piloto, a primeira época em grande nível de Bianchi da Marussia que tem tudo para ser uma estrela.
Fábio Mendes
Santos
Muitos diziam que Hamilton estava a passar de cavalo para burro, a verdade é que era ele que metia a McLaren no pódio e somava grande parte dos pontos da equipa.
Mercedes está a apostar forte, mas não apenas na F1, o que é bom. O que mais se nota é trabalho de box, onde claramente a Red Bull é a melhor, ganhar tempo nas boxes (ou não o perder) será um grande passo para bons resultados.
Dois galos na mesma capoeira pode dar resultado, não é a primeira vez que acontece. Será um bom ano, isto claro se houver uma competição mais nivelada.
Anónimo
A Mercedes estará forte pois tem-se reforçado muito bem ao nível dos engenheiros. O investimento é forte, a dupla de pilotos é sólida. Têm tudo para fazer um bom campeonato. As 3 vitórias conseguidas são um bom presságio. A Ferrari também estará na luta. Reforços na parte técnica, tal como na Mercedes e dois piloto que sabem tirar o melhor dos seu carros. Aliás serão os dois pilotos que mais fazem com pior material. Dois talentos fantásticos. Como vai a Ferrari conciliar os egos dos dois? Não se sabe e por isso será interessante de ver. A McLaren fará um ano de transição. Só para 2015 se poderá espera algo de positivo da equipa. Atenção à Force India. Podem surpreender pela positiva.
Fábio Mendes
Santos
Realmente Webber merecia outro tipo de saída e até outro tipo de tratamento. Nunca é fácil ser o segundo piloto da equipa que ganha, ser o "tampão" para o outro ganhar e no final não receber quaisquer créditos por isso. Ficar na sombra do melhor do mundo é complicado…
Apesar disso e com bem referiu, Webber sempre foi o mais "genuíno" a par de Kimi, e nunca escondeu o que sentia a fazer o papel de segundo piloto, mas tanto tempo na sombra algum dia a coisa tinha de dar para o torto, como foi o caso. Red Bull a proteger o seu prodígio e a "despejar" quem pode por em causa o seu sucesso.
Caricato mesmo foi no programa TOP GEAR, dizer que o pai dele sempre lhe disse para não bater em miúdos, isto quando já se sabia da sua saída.
Webber nunca foi dos melhores pilotos, mas soube aproveitar ao máximo o carro que tinha, e venham atirar pedras quando se disser que o carro vence campeonatos…
A Ferrari terá dupla interessante em todos os aspectos, tal como referido, Kimi não se vai deixar "domar", vai querer lutar pelo titulo, nem que seja preciso atirar Alonso para fora da pista algumas vezes.
Aposto forte na Mercedes neste próximo ano, foi visível o forte crescimento com a entrada de Hamilton e a boa dupla com Rosberg. Talvez com a mudança das regras e motores haja mesmo um "ano zero" para todos.
Anónimo
Não é necessário publicar este comentário… Apenas dizer que 2014 terá 19 provas tal como em 2013 pois New Jersey ficou em "aguas de bacalhau", tal como México. O regresso de A1 Ring na Austria e a estreia de Sochi na Russia são as novidades para colmatar a saída de India e Coreia. Fica o apontamento caso queiram corrigir.
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Fábio Mendes