Bastante melhor hoje Portugal, derrotando uma das melhores seleções da Europa e ficando apenas a um golo de terminar no 1.º lugar do grupo. Fábio Vieira esteve em clara evidência, bisando e demonstrando uma enorme qualidade a jogar entre-linhas. Vitinha também teve grande impacto na partida (não falhou um passe). Florentino foi outro dos destaques positivos, tal como Leão, que fez a diferença quando entrou (a equipa ressentiu-se quanto teve de ser substituído). Já Tomás Tavares foi o elo mais fraco, num jogo, em que, pelo que se vinha passando na partida, foi de estranhar a postura dos comandados de Rui Jorge nos minutos finais, já que a equipa pareceu satisfeita com o 2-1.
A selecção nacional de sub-21 bateu os Países Baixos, por 2-1, no último jogo de qualificação para o Europeu. Fábio Vieira bisou e assumiu-se como a principal figura da partida. Os jovens lusos, que já tinham garantido o apuramento, com este triunfo igualaram os 27 pontos dos Países Baixos mas tiveram de se contentar com o 2.º lugar no grupo 7 devido à diferença de golos. A partida iniciou logo com o golo luso, com Fábio Vieira a adiantar a seleção portuguesa aos 2′ de jogo, após erro da defesa holandesa. A partida estava equilibrada, mas os Países Baixos iam ameaçando e chegaram mesmo ao empate, com um golo de Gakpo depois de uma combinação com Zeefuik. Na segunda parte, Fábio Vieira voltou a colocar Portugal na frente, beneficiando de um desvio para concretizar o seu remate de fora da área. Até final, Rafael Leão e Fábio Vieira ainda tiveram oportunidade para aumentar a vantagem e conseguir um resultado que garantiria o 1.º lugar, mas desperdiçaram.
XI Portugal: Diogo Costa; Thierry Correia, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tomás Tavares; Florentino, Gedson, Vitinha; Fábio Vieira, Jota, Dany Mota
XI Holanda: Scherpen; Zeefuik, Schuurs, Hoogma e Bakker; Reis, Matusiwa e Gakpo; Dilrosun, Boadu e Kluivert


23 Comentários
Kacal
Podem criticar o Rui Jorge, mas fez uma coisa que SC não foi capaz… colocar Vitinha e Fábio Vieira em dupla no meio-campo, que delicia! E ter Florentino a “protege-los” a #6 é excelente.
JonySilva
Apesar de apreciar bastante e ser sobretudo grato ao Sergio Conceição, terei necessariamente que concordar.
O FCP de este ano poderia facilmente ser composto por um meio campo 100% Português e made in camadas jovens! E imaginem o que seria um meio campo com jogadores inteligentes, que tratam bem a bola e que fazem os outros jogar. Estariam aqui uns bons milhões caso a gestão fosse profissional e assertiva.
E não me venham com Otávio, Danilo dado que uma boa gestão teria vendido esses jogadores já ha mais tempo e com o respetivo lucro financeiro depois de terem dado lucro a nível desportivo. Uma pena!
Kacal
Ora nem mais JonySilva, a tua primeira frase só comprova que consegues ser imparcial e perspicaz. Aprecio e agradeço imenso, Obrigado!
Sobre o resto, num meio-campo a 3 com um trinco à “Fernando O Polvo” e outro tipo de futebol seria de luxo! E sem dúvida dariam rendimento desportivo e depois lucro financeiro. É realmente uma pena!
Pipo
Kacal, tenho a certeza, que se o Rui Jorge tivesse ao dispor Uribe, SO, Otávio e Danilo, esses 2 nunca jogavam também.
Concordo que mereciam mais oportunidades, principalmente o Faábio, mas essa comparação é um bocado sem nexo :)
Kacal
Primeiro a dupla Vitinha – Fábio Vieira nunca jogaria num 4-4-2, mas sim num meio-campo a 3 com um trinco atrás. Logo aí o Danilo não disputaria a posição com eles, além disso que eu saiba ele saiu para o PSG portanto nem conta.
Depois Uribe é a sério? Nunca vi nada de mais nele. O Otávio devia ter saído visto que estava a 1 ano do fim de contrato e não renovou ainda. Sobra o Sérgio Oliveira que também ainda não renovou e está em fim de contrato.
A nível de gestão vender SO e Otávio para encaixe aproveitando a valorização deles e encaixando algum em vez de sairem a custo zero possivelmente. E apostar em Vitinha e Fábio Vieira que são muito talentosos e sendo aposta e potenciados poderiam dar rendimento desportivo e depois financeiro seria só inteligente. Não vejo onde foi sem sentido sinceramente, mas continuem a defender o indefensável!
Mamayanick
Finalmente um bom jogo da equipa das quinas, com Rui Jorge a voltar às raízes (de certa forma) apostando num 4-4-2 losango que manietou a manobra ofensiva holandesa.
Muito simples mas efetiva a maneira como Portugal pressionou enquanto teve pilhas, deixando a Holanda trocar a bola no primeiro terço do campo até um oponente ficar “isolado” sendo que aí, Portugal pressionava de forma repentina e agressiva (inúmeras bolas perdidas por Matusiwa) e aí Dany Mota foi essencial.
Pena o resultado final pois podíamos perfeitamente ter chegado ao primeiro lugar considerando o número de ocasiões.
Nota positiva para quase todos os jogadores portugueses com alguns destaques:
– Fábio Vieira pelo bis e pelo que deu ao jogo (não lhe reconhecia tanta capacidade técnica e desequilibrou muito jogando como “vagabundo” pelo meio)
– Dany Mota que me surpreendeu positivamente hoje (em jogos mais disputados em que Portugal não tem de assumir jogo torna-se muito útil desgastando a defesa contrária)
– Vitinha, o homem do jogo para mim. Que craque! Nunca tinha visto tantos minutos do ex-FC Porto e fiquei rendido. Fez tudo bem. Grande poder de decisão, muita qualidade técnica, lê muito bem o jogo, também transporta e protege muito bem a bola e com Florentino nas costas, estava a jogar de cadeirinha. Que recital! E neste sistema assentou que nem uma luva. Fiquei com grandes expectativas mas vamos ver como evolui. Não sei como será a sua resposta num nível competitivo mais alto e intenso como a Premier mas este tipo de jogadores compensa muito com a inteligência em campo, ocupando sempre o espaço que deve.
Pela negativa:
– Jota. Péssimo jogo (mais um). Não teve uma única boa ação durante 45 minutos(!!). Fartou se de perder bolas, pouco intenso, lento, frágil no contacto. Muito mau mesmo.
– Tomás Tavares que foi sofrível no corredor esquerdo, acumulando vários erros de posicionamento/leitura de jogo (golo da Holanda). Mostrou-se novamente macio nas abordagens e lento, sendo que no ataque foi uma nulidade.
Do lado holandês, fiquei com o Gakpo debaixo de olho. Jogador muito interessante, alto e elegante com bola juntando ainda muita velocidade, muito bom pé esquerdo.
Bruno Cunha
Ainda há pouco, enquanto discutia a transferência de Telles com adeptos do United lhes disse que se quiserem ver um jogador muito bom do Porto para estarem atentos ao Vitinha.
Dos melhores jovens a jogar no campeonato nos últimos anos, o Porto vendeu barato
coach407
Diz-lhes é para estarem atentos ao Nuno Mendes enquanto o United tem hipóteses…
O Vitinha tem o sonho de chegar ao patamar do Moutinho, não é do Manchester United. E atenção que isto é um elogio porque o Moutinho da idade dele já estava na seleção principal há 2 anos. Não era nos sub-21.
B.Jardim
O Moutinho se fosse Inglês e da escola do United seria titular durante a última década/15 anos
tiagoagm
Bom jogo de Portugal. Podíamos ter sofrido menos mas aí não seríamos portugueses. Nota para o comentador que è horrivel. Muito bom jogo do Fábio Vieira , tem muita qualidade. Leão mais uma vez se provou pq nunca será nada de mais. È uma vedeta, e está na seleção a fazer o frete.
MegaBadjeras
Holanda sem Malen, Stengs, Koopmeiners, De Wit, Botman e ainda cabia o De Ligt.
O golo da Holanda prova porque o Tomás Tavares nunca será jogador, nem sei como chegou a profissional. Thierry é outro. Estes dois laterais meu deus
JJoker
E de Portugal, não se arranjava ninguém que já ande nos AA’s?
Rodrigo 77
Por esse motivo raciocínio, Portugal sem Pedro Neto, Trincão, João Félix e Nuno Mendes.
Miguel SADSC
É impossível apontar uma qualidade a Tomás Tavares. Incrível o quão mau é. Zero qualidades. Para juntar a isso, seria de esperar que aos 18 anos ao menos fosse rápido, mas nem isso.
coach407
E Portugal fecha um 2020 competente só com vitórias perante uma seleção dos Países Baixos com maior qualidade individual e que eram os favoritos, além de não perderem um jogo desde 2018.
Depois de defrontar adversários mais acessíveis, havia a questão do que jogaria esta equipa num nível de exigência máxima.
E claro que a resposta foi muito positiva e com muito dedo do Rui Jorge que inovou taticamente regressando ao 4x4x2 losango sem alas. A mítica distribuição tática com que deu 5-0 à Alemanha.
E, obviamente, é impossível dissociar o resultado desta surpresa tática do Rui Jorge porque realmente a novidade foi o Fábio Vieira ter liberdade, a jogar como vagabundo nas costas dos avançados, tanto caía na ala como no meio e no final marcou 2 golos em jogadas que apareceu sozinho e ainda poderia ter feito o hat-trick, novamente sem qualquer pressão, o que demonstra que realmente os Países Baixos não estavam preparados defensivamente para esta distribuição tática e Portugal foi conseguindo desequilíbrios desta forma.
Muito mérito também para o Dany Mota que “faz 1 golo” graças à sua intensidade de jogo e velocidade e foi dando qualidade na profundidade, um recurso que Portugal usou muito para subir no terreno. Pode não ser um prodígio, mas é mais solução que problema.
Jota Neves
Concordo, mas há que acrescentar que a liberdade dada ao Fábio Vieira, obrigou os outros médios a terem que jogar mais fixos e a fechar muito no meio o que limitou um pouco a variedade do nosso jogo ofensivo e dificultou a ação defensiva dos laterais. Resultou porque Fábio Vieira jogou muito bem e estava em dia sim. Mas é um sistema tático de que não sou particular adepto. Se a Holanda tivesse apostado numa marcação mais individual ao Fábio Vieira, tinham anulado o nosso ataque, como se viu algumas vezes durante o jogo, quando ele não conseguia libertar-se para receber a bola.
coach407
Porque é que o Fábio Vieira obrigou os outros 2 médios a jogar mais fixos e a fechar mais o meio?
É precisamente o oposto. Como o Fábio Vieira muitas vezes estava no meio então o lateral esquerdo dos Países Baixos, por vezes, estava sozinho, o que obrigava os médios não a estar mais fixos, mas exatamente o oposto: tinham de ter mais amplitude. O Vitinha caía no lateral e o Fábio Vieira fechava no meio.
Mesmo ofensivamente chegamos a ver o Fábio Vieira por dentro e o Vitinha por fora. Porquê? Porque se o Fábio Vieira está no meio então podes libertar um médio em qualquer jogada porque se perderes a bola o Fábio cobre a posição. Versatilidade tática.
Só acho que fazer isto com a outra equipa era diferente porque tinhas o Cancelo e o Guerreiro nas alas, o 10 era o Bernardo e na frente era o Ivan Cavaleiro e o Ricardo Pereira. No fundo conseguias jogar sem extremos, mas tinhas muita qualidade na largura na mesma porque os teus laterais eram fantásticos ofensivamente e os teus 2 avançados na realidade eram extremos (como hoje Jota) e sem bola o Ivan e o Ricardo davam-te muita intensidade na reação à perda. Eram 2 monstros. E, claro, há uma grande diferença do Bernardo para o Fábio Vieira. E no meio-campo William, Sérgio Oliveira e André Gomes já tinham outra estaleca.
No geral essa equipa era bem melhor. Por isso é que deu 5-0 à Alemanha né. Foi genialidade tática do Rui Jorge, mas essa equipa encarava a Alemanha como favorita. Não é como hoje que olhas para as duas equipas e a da Holanda é claramente superior individualmente.
Eu adorava a disposição tática dessa equipa, mas fazer isto com esta tinha de ser com Dalot e Nuno Mendes nas laterais e sonhar com um empréstimo do Fernando Santos para termos o Trincão a fazer as funções do Fábio Vieira/Bernardo nas costas do Pedro Neto e do Rafael Leão.
Aí sim, tínhamos equipa. Agora com Thierry, Tomás Tavares, Fábio Vieira, Jota e Dany Mota não podemos sonhar alto. Não temos qualidade para ganhar nada. A ver se o Fernando Santos dá uma mãozinha e se as lesões não cheguem aos principais jogadores.
Jota Neves
O nosso jogo ofensivo foi quase sempre em jogo transportado por Vitinha e Fábio Vieira e quase não houve jogo exterior nem envolvimento das alas. Quando não era assim era jogo direto no Dany Mota ou no Rafael Leão. No Jogo defensivo sempre que perdiamos a bola Gedson e Vitinha, tinham que fechar mais no meio para evitar superiodade numérica dos holandeses na zona central do campo, só que os holandeses conseguiram várias situações de 2 para 1 nas alas, e foi assim que construiram a jogada do golo e criaram várias situações para golo, sobretudo por Kluivert na segunda parte.
Judge_Dredd
Não tinhamos assim uma equipa tão boa (especialmente no sector defensivo) mas no global era melhor e mais experiente especialmente por causa da qualidade do meio campo para a frente.
Do meio para a frente havia mais soluções.Estamos a falar de uma equipa que deixou Bruno Fernandes de fora.
Hoje há menos soluções do meio para a frente(especialmente nas gerações 98 e 99) que penalizam a capacidade atacante da equipa.
A proxima geração(2000, 2001 e 2002) já trará outros argumentos qualitativos em termos atacantes e até mesmo nas laterais
Tiago Silva
Jogo bem conseguido, os Países Baixos também deixaram bastante espaço nas costas e nós aproveitámos bem. O Fábio Vieira é um craque de todo o tamanho, como é que não tem mais minutos pelo Porto? O mesmo para o Vitinha e para o Tino. Para mim foram os 3 melhores, jogadores incríveis.
RicardoFaria
Grande jogo do Fábio Vieira .. só foi pena ter falhado o 3o.
Vitinha também se apresentou a grande nível assim como Diogo Queirós e Florentino.
Jota parece-me que não vai dar em jogador, infelizmente.
Tomás Tavares é horrível.
Merecíamos ter chegado ao 3o golo para ficarmos em 1o lugar.
Mostramos que temos capacidade para ganhar a fase final.
Saudações DesPortistas!
Amigos e bola
E assim se viu que Portugal podia ter feito muito melhor. Mostrando o seu potencial, Portugal pode fazer nossa em qualquer adversário.
O Vitinha é um jogador absolutamente abismal. É criminoso como é que não está a jogar no Wolves.
O Fábio Vieira é o que já se sabe. É fantástico.
Venha de lá o Euro sub-21. Pena que com o Rui Jorge.
Nunop
Merecíamos mais. Grande jogo hoje.
O que joga a dupla Fábio Vieira – Vitinha…absurdo