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FC Barcelona: Um “génio” chamado Messi

Pouco ou nada há a escrever acerca de Lionel Messi. O nº 10 do Barça, atingiu, ontem, o melhor registo pessoal de golos marcados de toda a sua carreira. Ao todo, já são 48, com o tento conseguido frente ao Shakhtar, e a época ainda tem vários jogos pela frente. Para todos aqueles que gostam de futebol e acompanham o desporto-rei com regularidade sabem o quanto já se escreveu e disse acerca do pequeno argentino. O próprio Guardiola já admitiu não ter mais adjectivos para descrever Messi e descrever as suas capacidades enquanto jogador de futebol, sendo que discussão em torno do melhor do Mundo já ultrapassada a actualidade. Isto porque o que se tenta perceber neste momento é saber se “La Pulga” será ou não o melhor jogador de todos os tempos. Mas vamos por partes.

Formado no Barcelona e com problemas de saúde na infância, a estreia do argentino deu-se no Estádio do Dragão. A 16 de Novembro de 2003, com apenas 16 anos, iniciou-se a carreira de um jogador brilhante, que deixa tudo e todos extasiados com as habilidades e traços de génios com que pinta cada jogada, cada arrancada ou cada golo. Numa primeira fase, Messi era uma figura secundária, aprendendo com Deco, Eto’o ou Ronaldinho Gaúcho. A revolução a que se assistiu nos “Blaugrana” depois da conquista da Champions frente ao Arsenal, elevou o internacional argentino para o topo do clube, e consequentemente, do futebol Mundial.

A temporada de 08/09 foi de sonho para a equipa Catalã e para o próprio, conquistando tudo o que havia para vencer, sendo a estrela maior num conjunto ímpar. Com lances geniais e muitos, muitos golos, alguns deles decisivos como o golpe de cabeça que fechou o marcador na final da Liga dos Campeões frente ao Man.United de Cristiano Ronaldo. A partir daqui, é tudo o que se sabe, com especial atenção aos duelos frente ao jogador português. Messi dum lado, C.Ronaldo do outro, disputam entre si o posto de nº1. São as principais figuras de Barcelona e Real Madrid, levando acabo uma disputa que ultrapassa em larga margem, apenas o que se passa nas 4 linhas, promovendo discussões em qualquer lado acerca de quem é melhor que quem.

Com 23 anos, Messi já ganhou tudo o que havia para ganhar a nível de clubes e individualmente. Apenas existe um “se não” na carreira do “pequeno Génio”: a selecção Argentina. Este é o seu “handicap”, uma vez que ainda não conseguiu estar ao mesmo nível na sua “Albiceleste” daquele que apresenta na Cidade Condal. Contudo, isso não será um problema tendo em conta que estamos a falar de um jogador de 23 anos, ainda com muitos anos de futebol pela frente e que estará, a não ser que algo de grave aconteça, nos próximos Mundiais de futebol, sendo a “bandeira” de um país e de uma selecção com qualidade de sobra.

Sou patriota e defendo C.Ronaldo. É um jogador excepcional, completissímo e com características únicas, estando no topo e que ficará para sempre na história do futebol Mundial. Mas Messi é diferente. Não podemos falar do argentino como falamos de outro jogador qualquer. O nível que já atingiu está acima de tudo e todos, sendo apenas comparável ao que outro argentino fez. Também ele pequenino e canhoto (Maradona). Alegra-me saber que Messi têm ainda mais 10 anos de futebol ao mais alto nível pela frente. O que virá no futuro, só o destino dirá, mas o que parece certo é que esta geração tem o privilégio de assistir a um dos senão mesmo o melhor jogador da história do futebol Mundial. 

A.Mesquita

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