Gil Vicente 3-1 FC Porto (Cláudio 14´ e 45´g.p., André Cunha 52´; Varela 76´)

O primeiro lance digno de um jogo de futebol foi mesmo o golo do Gil Vicente, com Cláudio a superiorizar-se à defensiva dos dragões e a cabecer para a baliza. O FC Porto tentou responder, mas era o Gil que criava mais perigo no contra-ataque. A primeira parte terminou com o 2º golo de Cláudio, que bisou de grande penalidade. Os dragões realizaram uma primeira parte paupérrima, sem ideias e sem qualquer remate na direcção da baliza.
O segundo tempo começou novamente com um golo do Gil Vicente, numa transição ofensiva bem finalizada por André Cunha. O resultado era pesado, mas castigava fortemente o que o FC Porto não fazia na defesa, nem no ataque. Foi já com Belluschi em campo (entrou ao intervalo) que os dragões mostraram alguma reacção e empurraram o Gil Vicente para a sua área. Varela marcou mesmo um golo para os dragões, enquanto que Adriano começou a brilhar entre os postes. O jogo chegaria ao final, com a 1ª derrota dos portistas no campeonato.
Destaques:
Cláudio – O veterano central do Gil Vicente foi o homem do jogo, depois de marcar por duas ocasiões e ter liderado a sua defensiva. Fez inúmeros cortes e esteve sempre bem posicionado no centro da defesa.
Gil Vicente – Paulo Alves elaborou a estratégia perfeita para derrotar os dragões e teve a colaboração preciosa dos seus jogadores. Hugo Vieira deu bastante trabalho aos defesas do FC Porto, André Cunha, Pedro Moreira e Luis Manuel correram kms no meio campo e Cláudio esteve intransponível na defesa. A interajuda entre os gilistas foi notória e teve a devida recompensa.
FC Porto – Vítor Pereira estava visivelmente irritado na flash-interview, criticou fortemente a arbitragem de Bruno Paixão, mas o facto é que o futebol dos dragões esta noite deixou muito a desejar. A defensiva mostrou grande permeabilidade, enquanto que o ataque foi praticamente inexistente (salvam-se os últimos 20 minutos). James Rodriguez perdeu-se na 2ª parte pelo lado esquerdo do ataque, enquanto que Álvaro Pereira raramente subiu por esse mesmo flanco no segundo tempo. À falta de Hulk, faltam também ideias no ataque dos dragões.
Belluschi – O argentino tinha feito uma série de jogos negativos, contudo, quando entrou ao intervalo deu outra vida ao meio campo do FC Porto. Trouxe a capacidade de remate e criatividade que faltava ao meio campo dos dragões e ainda fez uma excelente assistência para Varela.
Rolando/Otamendi – Exibição desastrosa da dupla de centrais do FC Porto, com claras culpas nos golos do Gil Vicente. O argentino foi mesmo sacrificado ao intervalo.
Varela – O extremo português foi um dos melhores elementos do FC Porto durante os segundos 45 minutos, mais participativo e desequilibrante. Marcou o único golo dos dragões.
João Moutinho/Defour/Souza – O trio do meio campo dos dragões foi completamente anulado pelo Gil Vicente. Sem ideias, qualidade de passe e de recuperação de bola, permitiu os inúmeros contra-ataques dos gilistas. Defour e Moutinho parecem, inclusive, autênticos gémeos, pois oferecem o mesmo ao FC Porto e raramente têm rasgos de criatividade e de desequilíbrio para os adversários (ao contrário de Belluschi).
James/Kléber – Os dois jovens sul-americanos ofereceram bastante pouco ao futebol dos dragões e foram bem anulados pela defensiva contrária.

