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FC Porto entra a ganhar na Liga dos Campeões

FC Porto 2-1 Shakthar Donetsk (Hulk 28´e Kleber 51´; Luiz Adriano 12´)

Entrada positiva do FC Porto na Liga dos Campeões, com uma vitória frente a um adversário difícil. Os dragões começaram a partida da melhor forma, com uma grande penalidade a seu favor, contudo, Hulk rematou ao poste. Na resposta, um contra-ataque dos ucranianos resultou em golo, com muitas culpas para Helton (Willian rematou e Luiz Adriano aproveitou uma defesa incompleta de Helton). O Shakhtar mostrava maior qualidade do meio campo para a frente, contudo, a defensiva ucraniana falhou em dois momentos. Primeiro, numa falta cometida em zona central, que permitiu a Hulk empatar a partida (grande golo) e, depois, quando Rakitskiy teve uma entrada violenta sobre Moutinho (vermelho directo).

A segunda parte foi de domínio absoluto do FC Porto, com destaque para a jogada de James Rodriguez que dá origem ao 2º golo azul e branco. O Shakhtar ainda tentou aproveitar o seu forte contra-ataque, mas raramente incomodou Helton, enquanto que os dragões continuavam a pressionar o último reduto dos ucranianos. A 10 minutos do fim, Chygrynskiy recebeu ordem de expulsão, deixando o Shakhtar reduzido a 9 jogadores. Resultado justo, numa partida marcada pelo grande nível exibicional de James Rodriguez e pela dureza da defensiva ucraniana, que foi fatal para a equipa de Mircea Lucescu.

Destaques:

James Rodriguez – O colombiano tem realizado um excelente início de temporada e hoje, apesar de não ter marcado golo, foi o melhor jogador em campo. Ganhou uma grande penalidade, desequilibrou no ataque, rematou à trave e ainda ofereceu o golo da vitória a Kleber, depois de uma grande jogada individual. Tal como o VM afirma há muito tempo, James Rodriguez tem tudo para ser um dos melhores jogadores do Mundo.

Hulk – O brasileiro realizou uma boa primeira parte, marcou um golaço, rematou à trave e ainda falhou uma grande penalidade, contudo, “apagou-se” no segundo tempo.

Defour/Moutinho – Durante os primeiros 45 minutos estiveram ausentes da partida e não conseguiram equilibrar o jogo azul e branco, enquanto que depois da expulsão de Rakitskiy tiveram o espaço necessário para soltarem o seu futebol. O belga continua ainda a esconder-se muito do jogo (especialmente durante a 1ª parte), enquanto que o português raramente desequilibra no apoio ao ataque (ao contrário de Defour).

Kleber – Um ponta-de-lança está lá para fazer golos e foi o que o brasileiro fez, estando no sítio certo para finalizar uma jogada de James Rodriguez. No resto da partida, esteve bastante abaixo dos colegas de ataque, com algumas acções inconsequentes.

Helton – Não fosse o golo sofrido e tinha tido uma noite perfeita, contudo, a má abordagem ao remate de Willian é inadmíssivel num jogador com grande experiência.

A. Pereira/Fucile – Excelente exibição dos dois laterais, sobretudo no apoio ao ataque, onde conseguiram oferecer grande profundidade a ambos os flancos.

Vitor Pereira – O treinador dos dragões errou ao não colocar a criatividade de Belluschi logo desde o início da partida, preferindo segurar o Shakhtar com Fernando, mais Defour e Moutinho. Contudo, a verdade é que o argentino fez falta durante o 1º tempo, devido à incapacidade dos dois médios em construir jogo (valeu pelas subidas dos laterais e pelos arranques de Hulk e James), mas o facto de o Shakhtar ter ficado reduzido a 10 elementos, abriu espaço para uma vitória que poderia ter sido mais tranquila.

Shakhtar Donetsk – A qualidade dos “ucranianos” (entre aspas, porque quem mexe na equipa são os brasileiros) do meio campo para a frente é mais do que evidente, enquanto que as movimentações, técnica e velocidade de Willian poderiam ter feito mais estragos na defesa portista. A ingenuidade da defensiva foi fatal para o Shakhtar, mas ficamos com a impressão de que os ucranianos vão ser ossos duros de roer no grupo G.

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