FC Porto 4-0 Vit. Guimarães (Lucho 15′ e 71′, Hulk 65′ e Jackson 80′ g.p.)
Destaques
Alex Sandro – Melhor jogador em campo. Não marcou, não assistiu, mas a profundidade e capacidade de desequilibro que apresentou (principalmente no 1º tempo) foi decisiva para a excelente exibição do Porto. Hoje voltou a demonstrar o porquê de ser considerado pelo VM um dos 5 jogadores a actuar em Portugal mais fortes tecnicamente.
Vítor Pereira – Acertou em cheio no 11 (aliás como acontece em 90% das situações, depois a dinâmica apresentada é que nem sempre é a melhor). A equipa ganhou qualidade, velocidade e intensidade com Danilo, Alex Sandro e Atsu. Apesar do ritmo lento apresentado no inicio do 2º tempo, esta foi uma das melhores exibições do Porto nos últimos tempos. Fica a dúvida se James é para continuar no banco (na época passada o colombiano nem sempre foi titular com VP), ou se foi apenas uma opção pontual.
Vit. Guimarães – Apenas Defendi (até ao 3-0) escapou à mediocridade apresentada (o central até essa fase, fez uma exibição sem erros. Anulou Jackson e demonstrou segurança). Os extremos não criaram nada, o meio campo em termos ofensivos não existiu, os laterais sofreram muito com Atsu e Hulk, e cedo Adoua e André perderam “gás” no meio campo. Toscano (por ser um dos elementos mais experientes) tinha a obrigação de fazer muito mais. Em suma, uma exibição a todos os níveis miserável. Em termos defensivos foi completamente diferente da apresentada frente ao Sporting, já no capítulo ofensivo foi mais do mesmo (fica a dúvida se motivado pela força dos adversários. Frente ao Estoril temos a resposta, mas as transições e movimentações tem obrigatoriamente de ser efectuadas com outra qualidade).
Jackson Martínez – Não foi bonito o que fez. Marcar um penalti “à Panenka” com um resultado em 3-0 (seria diferente se o Porto estivesse a perder ou empatado) é uma falta de respeito em relação ao adversário. Posto isto, e apesar de ter apontado o 1º golo na Liga, nota para mais uma exibição ainda aquém do que pode dar. À excepção da última jogada do encontro, não foi feliz nas movimentações e no momento de finalizar (remates de cabeça e com o pé com pouca direcção).
Atsu – Nem sempre decidiu bem, mas a velocidade e intensidade que imprimiu foi notável. Criou vários desequilíbrios, teve um papel decisivo no 3-0, e claramente ganhou pontos com a sua exibição.
Danilo/Moutinho – O lateral (surpreendeu a opção em detrimento de Miguel Lopes, já que o português tinha feito duas boas exibições) acrescentou menos profundidade que é habitual (parece ainda não estar a 100%); já o médio apesar de alguns erros em termos técnicos (algumas perdas de bola e vários passes para o lado e para trás quando se pedia passes de ruptura) teve mérito no penalti e foi decisivo na maneira como anulou a saída de bola do Vitória (aquela que é a maior virtude do internacional português).
Hulk/Lucho – No momento menos positivo do Porto, o Incrível voltou a decidir com uma “bomba”. Golaço à entrada da área. Ainda podia ter bisado, mas mesmo sem fazer uma exibição monstruosa provou que é de longe o melhor jogador a actuar em Portugal; Já o argentino, foi um dos melhores em campo. Não só pelos golos (o 1º teve a virtude de desbloquear o encontro o que é sempre importante), mas também pelo seu poder de decisão (apesar da intensidade e excesso de velocidade que o Porto imprimiu desde inicio, foi a maior qualidade de passe e visão de jogo de “El Comandante” que teve um papel determinante em várias situações).


