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FC Porto goleia o Vit. Guimarães; Lucho bisa, Hulk resolve à bomba, Jackson marca penalti “à Panenka”, mas Alex Sandro e Atsu é que brilharam

FC Porto 4-0 Vit. Guimarães (Lucho 15′ e 71′, Hulk 65′ e Jackson 80′ g.p.)

Um Porto dominador goleou de maneira inequívoca o Vit. Guimarães. Jogo sem grande história, tal foi a superioridade dos azuis e brancos e a falta de soluções do conjunto vimaranense (à excepção dos primeiros 10m da 2ª parte não existiu em termos ofensivos, aliás raramente passou com critério a linha do meio campo), que teve como principais destaques a eficácia portista (apesar do caudal ofensivo, o FC Porto finalizou praticamente todas as oportunidades claras que criou, principalmente até ao 4-0), a ausência de James no 11 portista (o colombiano tem sido uma nulidade em 2012-13), e as boas exibições de Atsu e Alex Sandro (esticaram e deram muita profundidade ao jogo dos azuis e brancos).
No que diz respeito ao encontro, o Porto entrou com tudo, imprimiu logo um excesso de velocidade desde o minuto inicial e fruto das acções de Atsu e principalmente de Alex Sandro, foi acumulando situações ofensivas. A intensidade deu resultado, e aos 15m Lucho com um remate ao seu estilo (aquele arco que é característico no argentino) fez o 1-0. O golo fez abrandar os portistas, e até ao intervalo, apesar do domínio os azuis e brancos não conseguiram criar oportunidades claras de golo. No 2º tempo o Porto deu continuidade ao ritmo lento, e o Vitória aproveitou para fazer os únicos remates no jogo (Soudani por duas vezes podia ter finalizado, mas acabou por desperdiçar). Mas os vimaranenses ficaram-se por esses 10 minutos iniciais, e até final (como em todo o jogo) só deu Porto. Hulk aos 20m da 2ª parte fez o 2-0 com uma bomba e colocou um ponto final no encontro. Pouco depois Lucho bisou (aproveitou uma recarga depois de um remate de Atsu) e o 4-0 (Jackson à panenka aproveitou uma penalidade sobre Moutinho) acabou por aparecer com alguma naturalidade. Hulk e Jackson ainda podiam ter feito o 5-0, mas o resultado estava feito. Resultado justo, que valoriza a excelente exibição do Porto (à excepção dos primeiros minutos da 2ª parte) e penaliza o pouco que o Guimarães acrescentou ao jogo.

Destaques


Alex Sandro – Melhor jogador em campo. Não marcou, não assistiu, mas a profundidade e capacidade de desequilibro que apresentou (principalmente no 1º tempo) foi decisiva para a excelente exibição do Porto. Hoje voltou a demonstrar o porquê de ser considerado pelo VM um dos 5 jogadores a actuar em Portugal mais fortes tecnicamente.

Vítor Pereira – Acertou em cheio no 11 (aliás como acontece em 90% das situações, depois a dinâmica apresentada é que nem sempre é a melhor). A equipa ganhou qualidade, velocidade e intensidade com Danilo, Alex Sandro e Atsu. Apesar do ritmo lento apresentado no inicio do 2º tempo, esta foi uma das melhores exibições do Porto nos últimos tempos. Fica a dúvida se James é para continuar no banco (na época passada o colombiano nem sempre foi titular com VP), ou se foi apenas uma opção pontual.

Vit. Guimarães – Apenas Defendi (até ao 3-0) escapou à mediocridade apresentada (o central até essa fase, fez uma exibição sem erros. Anulou Jackson e demonstrou segurança). Os extremos não criaram nada, o meio campo em termos ofensivos não existiu, os laterais sofreram muito com Atsu e Hulk, e cedo Adoua e André perderam “gás” no meio campo. Toscano (por ser um dos elementos mais experientes) tinha a obrigação de fazer muito mais. Em suma, uma exibição a todos os níveis miserável. Em termos defensivos foi completamente diferente da apresentada frente ao Sporting, já no capítulo ofensivo foi mais do mesmo (fica a dúvida se motivado pela força dos adversários. Frente ao Estoril temos a resposta, mas as transições e movimentações tem obrigatoriamente de ser efectuadas com outra qualidade).

Jackson Martínez – Não foi bonito o que fez. Marcar um penalti “à Panenka” com um resultado em 3-0 (seria diferente se o Porto estivesse a perder ou empatado) é uma falta de respeito em relação ao adversário. Posto isto, e apesar de ter apontado o 1º golo na Liga, nota para mais uma exibição ainda aquém do que pode dar. À excepção da última jogada do encontro, não foi feliz nas movimentações e no momento de finalizar (remates de cabeça e com o pé com pouca direcção).

Atsu – Nem sempre decidiu bem, mas a velocidade e intensidade que imprimiu foi notável. Criou vários desequilíbrios, teve um papel decisivo no 3-0, e claramente ganhou pontos com a sua exibição.

Danilo/Moutinho – O lateral (surpreendeu a opção em detrimento de Miguel Lopes, já que o português tinha feito duas boas exibições) acrescentou menos profundidade que é habitual (parece ainda não estar a 100%); já o médio apesar de alguns erros em termos técnicos (algumas perdas de bola e vários passes para o lado e para trás quando se pedia passes de ruptura) teve mérito no penalti e foi decisivo na maneira como anulou a saída de bola do Vitória (aquela que é a maior virtude do internacional português).

Hulk/Lucho – No momento menos positivo do Porto, o Incrível voltou a decidir com uma “bomba”. Golaço à entrada da área. Ainda podia ter bisado, mas mesmo sem fazer uma exibição monstruosa provou que é de longe o melhor jogador a actuar em Portugal; Já o argentino, foi um dos melhores em campo. Não só pelos golos (o 1º teve a virtude de desbloquear o encontro o que é sempre importante), mas também pelo seu poder de decisão (apesar da intensidade e excesso de velocidade que o Porto imprimiu desde inicio, foi a maior qualidade de passe e visão de jogo de “El Comandante” que teve um papel determinante em várias situações).

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