Destaques
Hulk – O Incrível justificou a sua alcunha e realizou uma exibição de grande nível. Sem grandes dificuldades perante o inofensivo David Luiz, marcou, assistiu e demonstrou mais uma vez o porquê de ser o jogador mais desequilibrador do nosso campeonato.
Fábio Coentrão – Uma exibição muito apagada. Voltou a provar que a extremo esquerdo é apenas mais um jogador. E mesmo na segunda parte a defesa esquerdo, cometeu vários erros, inclusive um penalti por ter sido facilmente batido.
Belluschi – Foi juntamente com Hulk, o melhor jogador em campo. Ofereceu dois golos a Falcao, depois de duas jogadas individuais de grande nível perante David Luiz e Sidnei, e encheu o campo com a sua técnica e qualidade de passe.
David Luiz – Uma exibição para esquecer à semelhança do que tem sido a sua época. Esta noite, quase parecia uma defesa banal, mesmo de II divisão tal foi a facilidade com que Hulk e Belluschi passaram pelo internacional brasileiro. O facto de ter jogado a lateral esquerdo não justifica a maneira como abordou os lances, nos golos do Porto.
Falcao – Bisou na partida, e voltou a demonstrar a entrega habitual que o caracteriza. O seu 1º golo e o 2º na partida foi de grande qualidade.
Luisão – Uma expulsão que não se admite a um jogador com a sua experiência, e uma falha de marcação no 2º golo do Porto. Numa exibição ridícula do capitão encarnado.
Sapunaru – Anulou com alguma facilidade Coentrão, e justificou o porquê de Villas-Boas apostar na sua titularidade em detrimento de Fucile. A sua melhor exibição ao serviço dos azuis e brancos, e que demonstra que o romeno claramente dá mais segurança defensiva que Fucile.
Salvio – Num jogo péssimo dos encarnados, acabou por realizar a exibição mais próxima do razoavél. Tentou desequilibrar, deu alguma da pouca velocidade ao jogo ofensivo do Benfica e perante o apagamento de Coentrão, Kardec e Aimar, foi o único a ganhar metros no meio campo portista.
Varela/Maicon – O 1º voltou a marcar e a demonstrar que está talhado para os grandes jogos, e o segundo foi mais uma vez o patrão da defesa portista, anulando completamente Kardec.
Aimar/Carlos Martins – Nunca conseguiram assumir o jogo encarnado, e dar o transporte de bola necessário ao jogo do Benfica. Mesmo na cobrança das bolas paradas, demonstraram que não estavam em dia sim.
Villas-Boas – Venceu o seu segundo clássico e novamente com uma preocupante tranquilidade. Apostou na sua táctica habitual, e mesmo com uma vantagem confortável na partida, tentou sempre avolumar o marcador.
Jesus – Demonstrou um medo e uma preocupação fora do normal para um treinador campeão nacional. Mudou o sistema táctico por causa de Hulk. Colocou erradamente, tal como na época passada em Liverpoool, David Luiz a lateral esquerdo. Prescindiu de Saviola e de jogar com dois avançados e, claramente, foi o grande responsável pela derrota dos encarnados. Um treinador não pode parar no tempo e o facto de ter sido campeão nacional não lhe dá o direito de errar tanto, pois para isso Artur Jorge ainda era um grande treinador. Este ano os erros têm sido mais que muitos, desde o investimento de 17 milhões em Roberto e Gaitán que foram um autêntico fracasso. Ainda hoje Roberto apesar de não ter uma culpa evidente, a verdade é que um guarda-redes de 8,5 milhões devia ter feito algo mais. O 1º e o 5º golos poderiam ter tido outra abordagem. Gaitán nem sequer foi titular, o que prova o erro que foi a sua compra. A nível táctico, parece uma equipa ainda a pensar que joga com Ramires e Di Maria, não se moldando consoante os jogadores que dispõe. Por fim, um treinador campeão nacional não pode demonstrar toda uma vaidade e arrogância no discurso a dizer que é invencível e que joga o melhor futebol da Europa, mas depois chega ao Dragão e por causa de um jogador revela medo e muda tudo em função disso.


