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FC Porto humilha Benfica, com 5 golos sem resposta!

FC Porto 5-0 Benfica (Varela 11´, Falcao 24´e 28´ e Hulk 80´g.p. e 90´)
O FC Porto venceu uns dos seus principais rivais na luta pelo título e cavou um fosso de 10 pontos para o 2º classificado, em apenas 10 jornadas! Hulk, Falcao e Belluschi mostraram classe e eficácia, enquanto que Jorge Jesus mostrou medo e falhou completamente a abordagem ao jogo. O resultado final espelha a humilhação a que os encarnados se viram sujeitos.
Os dragões chegaram cedo aos 3 golos, através de boas movimentações ofensivas, coroadas com excelentes finalizações. Varela e Falcao (por duas vezes) estiveram certeiros na hora do remate, mostrando grande eficácia na frente de ataque. Eficácia essa potenciada também pelas gritantes falhas da renovada defensiva encarnada. No ataque, os encarnados nunca criaram verdadeiro perigo, perante um Helton tranquilo. Ao intervalo, Jorge Jesus troca Sidnei por Gaitan, colocando Coentrão e David Luiz nas suas posições habituais, no entanto, o Benfica pouco ganhou com isso. O jogo esteve mais equilibrado é certo, mas só por uma vez Helton foi testado. Aos 66 minutos, Luisão, de cabeça perdida, agride Guarin, vendo o respectivo vermelho directo. Até final, superioridade total dos dragões, chegando mesmo a marcar por mais duas vezes através de Hulk.
O FC Porto alcançou a maior goleada da sua história nos jogos do campeonato frente ao Benfica e confirmou a superioridade que vem demonstrando ao longo da temporada. Os encarnados, com grandes erros de casting, arriscaram-se a encaixar a maior goleada da sua história, num campeonato cada vez mais azul e branco.

Destaques

Hulk – O Incrível justificou a sua alcunha e realizou uma exibição de grande nível. Sem grandes dificuldades perante o inofensivo David Luiz, marcou, assistiu e demonstrou mais uma vez o porquê de ser o jogador mais desequilibrador do nosso campeonato.

Fábio Coentrão – Uma exibição muito apagada. Voltou a provar que a extremo esquerdo é apenas mais um jogador. E mesmo na segunda parte a defesa esquerdo, cometeu vários erros, inclusive um penalti por ter sido facilmente batido.

Belluschi – Foi juntamente com Hulk, o melhor jogador em campo. Ofereceu dois golos a Falcao, depois de duas jogadas individuais de grande nível perante David Luiz e Sidnei, e encheu o campo com a sua técnica e qualidade de passe.

David Luiz – Uma exibição para esquecer à semelhança do que tem sido a sua época. Esta noite, quase parecia uma defesa banal, mesmo de II divisão tal foi a facilidade com que Hulk e Belluschi passaram pelo internacional brasileiro. O facto de ter jogado a lateral esquerdo não justifica a maneira como abordou os lances, nos golos do Porto.

Falcao – Bisou na partida, e voltou a demonstrar a entrega habitual que o caracteriza. O seu 1º golo e o 2º na partida foi de grande qualidade.

Luisão – Uma expulsão que não se admite a um jogador com a sua experiência, e uma falha de marcação no 2º golo do Porto. Numa exibição ridícula do capitão encarnado.

Sapunaru – Anulou com alguma facilidade Coentrão, e justificou o porquê de Villas-Boas apostar na sua titularidade em detrimento de Fucile. A sua melhor exibição ao serviço dos azuis e brancos, e que demonstra que o romeno claramente dá mais segurança defensiva que Fucile.

Salvio – Num jogo péssimo dos encarnados, acabou por realizar a exibição mais próxima do razoavél. Tentou desequilibrar, deu alguma da pouca velocidade ao jogo ofensivo do Benfica e perante o apagamento de Coentrão, Kardec e Aimar, foi o único a ganhar metros no meio campo portista.

Varela/Maicon – O 1º voltou a marcar e a demonstrar que está talhado para os grandes jogos, e o segundo foi mais uma vez o patrão da defesa portista, anulando completamente Kardec.

Aimar/Carlos Martins – Nunca conseguiram assumir o jogo encarnado, e dar o transporte de bola necessário ao jogo do Benfica. Mesmo na cobrança das bolas paradas, demonstraram que não estavam em dia sim.

Villas-Boas – Venceu o seu segundo clássico e novamente com uma preocupante tranquilidade. Apostou na sua táctica habitual, e mesmo com uma vantagem confortável na partida, tentou sempre avolumar o marcador.

Jesus – Demonstrou um medo e uma preocupação fora do normal para um treinador campeão nacional. Mudou o sistema táctico por causa de Hulk. Colocou erradamente, tal como na época passada em Liverpoool, David Luiz a lateral esquerdo. Prescindiu de Saviola e de jogar com dois avançados e, claramente, foi o grande responsável pela derrota dos encarnados. Um treinador não pode parar no tempo e o facto de ter sido campeão nacional não lhe dá o direito de errar tanto, pois para isso Artur Jorge ainda era um grande treinador. Este ano os erros têm sido mais que muitos, desde o investimento de 17 milhões em Roberto e Gaitán que foram um autêntico fracasso. Ainda hoje Roberto apesar de não ter uma culpa evidente, a verdade é que um guarda-redes de 8,5 milhões devia ter feito algo mais. O 1º e o 5º golos poderiam ter tido outra abordagem. Gaitán nem sequer foi titular, o que prova o erro que foi a sua compra. A nível táctico, parece uma equipa ainda a pensar que joga com Ramires e Di Maria, não se moldando consoante os jogadores que dispõe. Por fim, um treinador campeão nacional não pode demonstrar toda uma vaidade e arrogância no discurso a dizer que é invencível e que joga o melhor futebol da Europa, mas depois chega ao Dragão e por causa de um jogador revela medo e muda tudo em função disso.

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