A França procura uma referência no Tour e Pinot, apesar de nunca ter estado perto de vencer, foi, juntamente com Bardet, aquele que esteve mais perto de sonhar com esse sonho de vencer a Grande Boucle. Além disso, pela sua maneira de correr ofensiva e ‘despreocupada’, sem receio de quebrar nos quilómetros seguintes, ajudou a alimentar o espetáculo.
Thibaut Pinot disse adeus ao ciclismo profissional. A intenção era há muito conhecida, mas o ciclista da FDJ confirmou o fim de carreira após o Giro da Lombardia, que concluiu em 12.º. O francês mostrou-se orgulhoso com a sua carreira: “Tive alguns anos maravilhosos no ciclismo, no geral fui feliz na minha carreira, embora algumas vezes as doenças e lesões me deixassem frustrado, porque não podia utilizar as minhas pernas a 100%. A equipa Groupama-FDJ é a minha segunda família e estou orgulhoso de ter contribuído para o seu crescimento, o mesmo direi da última temporada, durante a qual encontrei as sensações que não tinha desde o acidente em Nice (1.ª etapa da Volta à França em 29 de agosto de 2020)”. Recorde-se que Pinot fez 3.º no Tour, em 2014, além de três vitórias em etapas; além de outros triunfos, como duas etapas na Vuelta, uma no Giro; Giro do Lombardia, Tour dos Alpes (2018), Tour de L’ Ain (2017 e 2019), Milão – Turim (2018), Critérium Internacional (2016) e a camisola da montanha na Volta a Itália este ano.


2 Comentários
AndreChaves9
Falta aí a vitória mais importante que foi a Lombardia.
Grande ciclista que falhou quase sempre por azar de lesões ou por falhas mentais. E sim discutiu o Tour de 2019 quase quase até ao fim onde uma lesão estupida o tirou da corrida a 3 dias do fim e onde sinceramente acredito que pudesse ter batido o Bernal.
DNowitzki
Lesões e psicológico, os dois inimigos.
Lembra-me bastante o Fernando Mamede, que perdeu algumas vezes porque a sua psique não deixou.