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Funcionária alertou que o avião da Chapecoense não tinha combustível suficiente

vtSegundo o Jornal Hoje, da rede Globo, uma funcionária da administração de aeroportos da Bolívia alertou a companhia aérea Lamia de que o combustível no avião, que transportava a equipa da Chapecoense, que se despenhou na terça-feira na Colômbia era insuficiente. A funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) percebeu que no plano de voo que recebeu de um representante da Lamia o tempo de voo entre Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e o aeroporto de Medellín, na Colômbia, era igual ao registado para a autonomia de combustível que tinha o avião (04:22 horas), acrescentando que isso era um erro. O representante da Lamia respondeu que falou com o comandante do avião e que conseguiriam chegar a tempo. A funcionária insistiu, referindo no documento citado: “isso não está bem, consulte bem e altere o plano de voo”. Porém, o funcionário da Lamia respondeu: “faremos [o trajeto] em menos tempo, não se preocupe”. O Jornal Hoje acrescenta que a funcionária, que tinha autoridade para impedir o voo, foi hoje afastada do cargo.

20 Comentários

  • Kafka
    Posted Dezembro 1, 2016 at 8:13 pm

    Hoje um mecânico que trabalhava regularmente para a Lamia, veio dizer que era habitual a Lamia pisar o risco e voar no limite do combustível para assim pouparem dinheiro

    • Francisco A
      Posted Dezembro 1, 2016 at 8:55 pm

      Revoltante.

    • The Sporting Fan
      Posted Dezembro 2, 2016 at 12:16 am

      É então altura de legislar sobre o combustível nos meios de transporte (pelo menos os serviços aéreos).

      Por exemplo é obrigatório uma aeronave ter 1,5x o combustível necessário para fazer o voo.

      O controle era feito externamente.

      • Kafka
        Posted Dezembro 2, 2016 at 12:23 am

        Sporting

        Concordo totalmente com essa medida

        • Bruno M.
          Posted Dezembro 2, 2016 at 3:59 am

          Até na F1 e Moto GP têm de ter combustível no depósito para análise!
          Não fazia ideia que nos aviões estava assim…pelo que ainda não percebi uma coisa, não podem simplesmente abastecer o que falta? Se sobrar combustível ficar para a viagem seguinte?

          • Tiago
            Posted Dezembro 2, 2016 at 2:18 pm

            Bruno, acho que funciona como nos carros. Quanto menos combustível o avião levar, menos peso tem, mais velocidade atinge e principalmente, menores são os consumos.

      • Nuno
        Posted Dezembro 2, 2016 at 2:06 pm

        Essas medidas já existem. Está legislado. O que está em causa é mesmo o facto de essas regras não terem sido respeitadas.

        Tens que ter combustível mínimo para poder aguardar 30 mins em espera e ainda desviar para um aeroporto vizinho em caso de não haver possibilidade de aterrar.

        Nem é preciso ir muito longe. Os voos Lisboa-Porto da Ryanair (que é low cost) têm combustível suficiente para ir até ao Porto, esperar lá meia hora e voltar a Lisboa. Já aconteceu devido ao nevoeiro no aeroporto do Porto, aviões terem que regressar a Lisboa.

  • Stalley
    Posted Dezembro 1, 2016 at 8:22 pm

    Que ridículo e pelo o que me informei, já não é a primeira vez que isto acontece e mesmo o avião não era muito indicado para este trajecto.
    Tenho imensa pena dos familiares das vitimas do acidente.

  • Tpcouto97
    Posted Dezembro 1, 2016 at 8:53 pm

    Simplesmente ridiculo…quem devia ser castigado era a empresa que devia pagar uma indemnização que quase os levasse à falência e os chefes da empresa que incitam tais práticas sem qualquer respeito pela vida humana em procura de lucro deveriam responder perante o sistema de Justiça…mas como vivemos na realidade quem leva por tabela é uma pobre mulher que é uma autêntica marioneta de tais pessoas e interesses e que provavelmente tem familia em casa para alimentar que depende deste trabalho.

  • cards
    Posted Dezembro 1, 2016 at 8:58 pm

    A Bolívia já suspendeu a licença de voo da Lamia.

  • VRF7
    Posted Dezembro 1, 2016 at 9:41 pm

    A isto chama-se brincar com a vida dos outros. Começa a ficar demasiado óbvio que isto aconteceu por estupidez de alguém.

  • Rui Carvalho
    Posted Dezembro 1, 2016 at 9:48 pm

    Já se soube que o piloto era também sócio proprietário da empresa… tudo explicado, razões economicistas.

    até no final ele parece não abrir o jogo com a controladora aérea, se declarasse emergencia de combustivel ao aterrar iria enfrentar um processo que em ultima analise os condenaria a pagar multa tal que condenaria a empresa a falencia…

    muito triste mesmo..

  • Pedro Miguel Garcia
    Posted Dezembro 1, 2016 at 10:13 pm

    A única dúvida é: Se ela tinha autoridade para impedir o voo porque nao o fez!??
    São todos culpados: desde o piloto que era sócio da empresa e que sabia, aos funcionários que também sabiam.
    Esta brincadeira e fazer mais uns trocos custou a vida a 71 pax. Alguém tem de ser castigado!

  • Kacal
    Posted Dezembro 1, 2016 at 10:59 pm

    A confirmar-se é simplesmente ridículo, patético e frustrante! Uma pessoa não pode, simplesmente NÃO PODE brincar com a vida e pôr em risco todas as pessoas que vão naquele avião. Se havia uma pequena chance do avião não ter combustível suficiente, nem que fosse 1% de hipótese, o que tinham a fazer era não arriscar e parar a meio para abastecer ou outra solução mas não arriscar desta maneira porque é de uma irresponsabilidade e falta de bom senso indescritíveis, repito, a confirmar-se é algo revoltante porque não foi algo do destino ou azar ou divino mas sim uma decisão estúpida de alguém e para poupar uns euros ou milhares, o que seja, morreram quase 100 pessoas. Sem palavras… enfim…

  • Francisco A
    Posted Dezembro 1, 2016 at 11:35 pm

    Aqui os responsáveis são claros: o piloto e e funcionária.
    Espero que a bem da verdade, a justiça actue e esta “senhorita” vá para trás das grades.

    Não tenho conhecimento no meio, mas, devia ser PROIBIDO pilotos deterem percentagens das empresas para as quais trabalham. Poupar dinheiro para o combustível, como que, para não lhe irem à carteira, onde é que já se viu isto? Colocar em causa a vida das pessoas? E ATENÇÃO, o que não devem faltar são casos destes, noutras empresas.

    • Kafka
      Posted Dezembro 2, 2016 at 12:05 am

      Concordo plenamente, (desconheço as regras internacionais de aviação), mas senão há a proibição de pilotos serem donos de companhias aéreas, essa proibição tem de passar a existir, pois como se esta a provar aqui, há um claro “conflito de interesses” entre piloto e Dono da empresa, nunca em momento podem ser a mesma pessoa,

      • Kacal
        Posted Dezembro 2, 2016 at 2:38 am

        Também não deixa de ser verdade que o bom senso não é comum a toda a gente. Há pessoas que são egoístas e fazem tudo por dinheiro, não pensam nos outros e nas consequências dos seus actos, aqui é um desses casos, mesmo podendo poupar dinheiro, só tinha que tomar a decisão mais correcta independentemente de tudo.

    • GroovyTony
      Posted Dezembro 2, 2016 at 3:21 am

      Infelizmente o homem foi assim do inicio ao fim. Não quis pagar mais combustível na Bolívia e não declarou emergência assim que pode ao aeroporto de Medelin. Se tivesse declarado, teria que ter pago uma multa alta por viajar com combustível insuficiente em relação ao necessário + caso de emergência. 71 vidas perdidas por dinheiro.

  • Ricardo Ricard
    Posted Dezembro 2, 2016 at 12:49 pm

    Toda esta história é demasiado ridícula e surreal…Incrível como há tantas fotos e videos antes da viagem e no avião,incrível a coincidência de outro avião pedir ajuda e pelos vistos a ajuda não era tão importante assim,incrível como o piloto não arranjou um sitio plano para a aterragem de emergência,incrível como antes disso não abasteceu o que devia para a viagem,não alterou a rota ou não pediu ajuda mais cedo, incríveis as razões para tanta gente morrer.

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